Hugo F. B. Tadeu
Professor (FJP) - hugofbraga@gmail.com
O governo do Estado apresenta-se como um forte indutor ao desenvolvimento econômico regional e até mesmo nacional. Em parceria com empresas privadas, o governador Aécio Neves vem promovendo uma revolução na administração das finanças públicas e na execução de projetos importantes. Por exemplo: nas obras de ampliação do aeroporto de confins, em correlação com as novas instalações do centro administrativo mineiro.
A proposta é implementar em Belo Horizonte o modelo das cidades-aeroporto, difundido nos Estados Unidos, Inglaterra, China e Coréia do Sul. A idéia é utilizar o aeroporto de Confins como único espaço multifuncional para a movimentação de cargas e pessoas, no desenvolvimento de projetos e até mesmo para entretenimento.
Para esse modelo logístico integrado, o Brasil está atrasado, se comparado a outras nações, pois ainda tem sérios problemas a resolver nas instalações de seus terminais, na legislação fiscal e no incentivo à produção de recursos materiais de alto valor agregado. Os desafios são enormes, mas existe vontade política, dinheiro e parceiros nacionais e internacionais interessados no negócio.
Minas Gerais é um Estado caracterizado pela forte presença das indústrias siderúrgicas e de mineração. Logo, ao pensar em logística aeroportuária, o salto qualitativo para o crescimento das exportações de outros produtos é enorme.
A escolha do aeroporto de Confins como vetor para essa nova matriz de desenvolvimento está relacionado à sua localização estratégica no território nacional, ou seja, podendo funcionar como um centro de distribuição de rotas para todo o Brasil. Além disso, esse aeroporto foi o primeiro a receber, em 2005, autorização da Receita Federal para operar no modelo industrial, à frente do aeroporto de Viracopos, em São Paulo, além de possuir área suficiente para ampliar suas instalações, envolvendo mais pistas, novos terminais e a presença direta das empresas interessadas.
Para uma organização de grande porte tornar público seu processo de expansão, muitos fatores são analisados, sendo essencial a estabilidade política e reais as possibilidades de retorno do investimento. A Gol Linhas Aéreas Inteligentes vem realizando a expansão de seu Centro de Manutenção, em Confins, devido aos incentivos concedidos ao aumento da demanda por vôos. Em paralelo, muitas empresas já manifestaram seu interesse em operar em Belo Horizonte, desde grandes indústrias até companhias aéreas nacionais e internacionais.
Finalmente, a competição direta com São Paulo é algo saudável, apesar da forte concentração econômica naquele Estado. Porém, quanto maior for a descentralização econômica, menor serão os custos de transporte e os benefícios para as empresas e a sociedade.
O modelo proposto para o aeroporto de Confins pode se tornar uma nova vertente para o país, com Minas Gerais assumindo uma importante função de liderança para a atração de novos negócios e recursos financeiros.
Publicado em: 08/12/2008




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