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[LEILÃO] Safety Cards

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Serrinha completa 50 anos


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#1 Carlos Augusto

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Postado 17 de dezembro de 2008 - 09:53

Fonte: jornal JF Hoje, 17/12/2008

Reportagem: Mariana Nicodemus

Há exatos 50 anos, um avião da companhia aérea Varig, com o então presidente Juscelino Kubitscheck à bordo, pousava no
Aeroporto Francisco Álvares de Assis, em Juiz de Fora. A pista do popular Aeroporto da Serrinha era oficialmente aberta. O terminal nascia com a promessa de se transformar em um dos campos de maior movimentação no Brasil, fato que não aconteceu. Cinco décadas depois, o espaço, atualmente administrado pela Sinart, continua a enfrentar as mesmas dificuldades que emperraram seu desenvolvimento no século passado, como má localização e falta de equipamentos adequados.

A CERIMÔNIA
A primeira pessoa a desembarcar no aeroporto juizforano foi o presidente JK, em visita à cidade justamente para a cerimônia de inauguração do terminal — construído com ajuda do Governo federal —, marcada marcada para as 10h de 17 de dezembro de 1958. O então prefeito Adhemar Rezende Andrade era celebrado como o responsável pela obra, além de
mediador na obtenção de recursos da União que permitiram a construção. Revoada de 13 aeronaves saudou autoridades presentes.

Além de JK, a solenidade contou com a presença do ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Francisco Corrêa de Melo, e do chefe da Casa Militar, general Nélson de Melo. Jornais da época chegaram a definir o “moderno aeroporto” como “uma das maiores obras já realizadas em prol do progresso do município”. A imprensa também dizia que a conquista nascia com direito a apelido: o nome Aeroporto da Serrinha ganhou mais fama que o que batizou oficialmente a obra, em homenagem a um dos proprietários da Companhia Mineira de Eletricidade e entusiasta da aviação civil, Francisco Álvares de Assis.

ESTRUTURA
Nesses 50 anos, o Serrinha passou por diversas reformas. A pista de decolagem e aterrisagem original, com 1.300 metros
de comprimento, foi expandida para os atuais 1.535. A largura de 30 metros, no entanto, continua a mesma, assim como as constantes críticas à má localização do aeroporto.

Com patrimônio que ultrapassa os 382 mil metros quadrados, o Serrinha conta, ainda, com terminal de passageiros de 272 metros quadrados e estacionamento para 150 veículos. A capacidade de movimento é de 27 mil passageiros ao ano. Em 2007, 25.925 pessoas embarcaram ou desembarcaram em Juiz de Fora. Mais de 45 toneladas de carga também foram movimentadas nas dependências, que recebeu 6.347 aeronaves. Os números de 2008 ainda não foram divulgados.

OPERAÇÕES
No final dos anos 50, logo após a inauguração, o Serrinha foi explorado comercialmente pelas empresas Real Aerovias e
NAB - Navegação Aérea Brasileira, que faziam as linhas que ligavam JF ao Rio de Janeiro e a Belo Horizonte. As viagens
eram feitas em aviões bimotor, com capacidade para até 28 passageiros. Mas, poucos anos depois, as operações foram interrompidas. Os aviões do tipo DC-3 tiveram a circulação paralisada, e o aeroporto não estava homologado para receber
outros modelos oferecidos pelas empresas operantes. O local ficou parcialmente inexplorado, recebendo apenas eventuais táxis aéreos, até a década de 70, quando a instalação de novos equipamentos criaria as condições básicas pára o estabelecimento de linhas regulares.

Já na década de 80, a Nordeste Linhas Aéreas oferecia a rota Juiz de Fora - Varginha - São Paulo. No entanto, a polêmica localização — entre morros que dificultam o acesso das aeronaves —, o clima e a deficiência de equipamentos contribuíram para que o Governo federal não investisse na ampliação do terminal e, conseqüentemente, dificultaram a vinda definitiva de empresas aéreas para a cidade. Em 1996, o Aeroporto da Serrinha passou a ser administrado pela Infraero, depois que a concessionária assinou convênio com a Prefeitura de Juiz de Fora. Onze anos depois, em agosto do ano passado, em meio à polêmica transferência de equipamento e pessoal do Serrinha para o Aeroporto Regional da Zona da Mata, localizado entre as cidades de Rio Novo e Goianá, a coordenação passou às mãos da Sinart.

Hoje, duas linhas aéreas, Pantanal e Trip, operam seis vôos diários, entre 7h45min e 19h40min. Quatro vôos fazem a rota Juiz de Fora - São Paulo, enquanto os outros dois operam entre Rio de Janeiro, Juiz de Fora e Belo Horizonte. O terminal ainda conta com o funcionamento do aeroclube da cidade e operações da aviação geral e militar.





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