Não, pelo contrário, me sustento com meu suor, vim do sudeste para o nordeste para trabalhar em um lugar melhor, porque não estava satisfeito onde estava. O dia que não estiver satisfeito, acho algo melhor para fazer, mas nunca vou fazer greve. Ninguém pode se achar no direito de "exigir" pagamento. Isso é cartel. Quem trabalha oferece trabalho, se ninguém quer comprar, é melhor oferecer outro tipo de trabalho.
Aeroviários rejeitam reajuste de 7,2% e ameaçam greve
#41
Postado 21 de dezembro de 2008 - 18:35
Não, pelo contrário, me sustento com meu suor, vim do sudeste para o nordeste para trabalhar em um lugar melhor, porque não estava satisfeito onde estava. O dia que não estiver satisfeito, acho algo melhor para fazer, mas nunca vou fazer greve. Ninguém pode se achar no direito de "exigir" pagamento. Isso é cartel. Quem trabalha oferece trabalho, se ninguém quer comprar, é melhor oferecer outro tipo de trabalho.
#42
Postado 21 de dezembro de 2008 - 18:56
Não sei qual empresa vc trabalha nem em qual função. Na empresa para a qual eu trabalho, e na minha função, o aumento foi exatamente este. Aumento este que só ocorreu porque estávamos para perder cerca de 80 comandantes. Não obstante este aumento, uns 20 comandantes ainda assim foram voar lá fora.
Estamos em um ponto alto de nossas carreiras. Mas para a nossa profissão, que é essencialmente uma profissão de nível técnico. Não é uma profissão de nível superior, apesar de ser uma profissão de alto status aqui no Brasil (Não o é em outros países, especialmente na Ásia) não é válido comparar os nossos salários com profissionais liberais de extremo sucesso. Não dá para comparar o nosso salário com o de um Ivo Pitanguy, por exemplo. Mas é válido comparar o nosso salário com o de um típico médico que atende paciente de plano de saúde ou até mesmo com o de um promotor, advogado, engenheiro empregado em uma empresa de médio/grande porte. E posso te dizer que até que o nosso salário tá bem razoável.
As empresas também sabem e parecem não estar preocupadas com isso. Um piloto melhor remunerado não significa necessariamente um piloto mais seguro. Um piloto melhor TREINADO sim, e tanto vc quanto eu sabemos que melhorar o treinamento não é a prioridade número 1 de nenhuma empresa brasileira. Muito pelo contrário, aliás. Para as empresas, mais vale contratar gente sem experiência, que se dispõe a pagar seu type-rating, e promover copilotos sem muita experiência, do que repatriar o pessoal que está voando lá fora, o que poderia ser feito através de um salário mais elevado.
Por que não funciona? Os empregos estão aí. Agora, de fato tem muita gente que não passa nos applications, tem muita gente que não tem um nível mínimo de inglês, tem muita gente que não tem um nível de pilotagem ao menos aceitável. Para estas pessoas, realmente o mercado lá fora ta fechado. Aí, meu caro amigo, o jeito é entubar e se conformar com o que tem
#43
Postado 21 de dezembro de 2008 - 18:58
#44
Postado 21 de dezembro de 2008 - 23:48
Eu também não sei na qual você voa, mas na minha, (olha o aviaõzinho ai embaixo) o que eu tive nos últimos 18 meses foi os 5% e só.
Não pedi pra se comparar ao Dr. Ivo Pitanguy que é um ícone mundial na área em que atua, mas sim a um cirurgião plástico qualquer, que seja um bom profissional assim como me considero, ou a um pediatra do hosp. Albert Einstein ou Sirio-Libanês, pode ter certeza que eles ganham muito mais do que você.
Se você se considera um mero técnico em tirar de um lugar e colocar em outro uma maquina de 50 milhões de dolares com algumas dezenas de vidas lá dentro e acha que a nossa profissão é de nível médio, sorte sua pois você deve estar satisfeitíssimo com o salário que ganha.
Eu continuo achando que pelo nível de exigência e responsabilidade que nossa profissão nos cobra, o serviço que estamos prestando para as empresas de transporte aéreo tá bem baratinho....
Pra mim não funciona porque não tenho a mínima vontade de viver fora do meu país, longe da minha família, sou casado tenho filho e eu estaria sendo um tanto quanto egoísta pensando só em mim, a não ser que eu não tivesse outra opção pra sustentar minha família.
E realmente eu concordo com você que tem muita gente despreparada pra encarar a vida lá fora atrás de um punhado de dolares a mais, ai o jeito é se conformar e entubar como você mesmo disse... e fingir que está tudo maravilhoso, que o salário esta muito bom pra fazer essa coisa ridícula que qualquer macaco de circo bem treinado faz, que nós ganhamos até mais do que deveríamos etc etc etc...
Uma coisa você pode ter certeza, o patrão sempre acha que você esta ganhando mais do que merece, e o funcionário sempre menos do que deveria ganhar....é a lei do mercado.
Esse lance de greve eu sei muito bem aonde vai acabar. É só mais um joguinho de cena pra forçar a barra na hora da negociação, é como disse outro colega nosso...."eles" estão apenas jogando um truquinho, e as vezes uma blefada cai bem.....Olha o SNEA pro SNA ...... É SEIS MARRECO !!!!!! (xiiii....foi a gente que fez a primeira ?!
É o velho teatro dos Dezembros da ultima década.
Abraços
#45
Postado 22 de dezembro de 2008 - 00:27
Seguindo a sua linha de raciocínio, quer dizer, então, quem não conseguiu se ajustar aos requisitos necessários para trabalhar no exterior, deve, portanto, ficar com o que sobra? Sendo dessa forma, os meus colegas devem dar graças a Deus porque empresários montam empresas no Brasil e dão gentilmente uma subsistência para aqueles que ficaram para trás? Por favor, respeite a nossa classe e a si próprio. Essa sua interpretação dos fatos é apropriada para aquele que tem de pegar o último colete salva-vidas ou morre afogado, mas trabalhar na aviação não é como num naufrágio. Tratando-se do exercício de uma profissão, antes de tudo devemos ter dignidade e amor próprio, e isso se conquista com ações que são feitas e por cada palavra que é dita, e o mercado de trabalho brasileiro precisa ser respeitado, e isso depende de nós, de quem está dentro ou fora do país.
É mais do que evidente que passamos por momentos de euforia na aviação nos últimos dois anos. Se houve aumento salarial expressivo, de 2007 para cá, não foi por benevolência, mas por ajustes naturais, que é a famosa lei da oferta e da procura. Se a Gol oferecia atrativos maiores, vamos para lá. E abria um buraco na Tam. Quando a Tam notava que suas operações ficavam insustentáveis com o número de tripulantes, aumentava a oferta para atrair a mão de obra. E assim foi aquele puxa de lá e de cá, usando um cobertor curto que se tornou o mercado de pilotos qualificados no Brasil. Tempos bons, mas era óbvio que não durariam para sempre. E o que temos hoje é o retrato de uma realidade, que muitas vezes pode significar a volta do medo e receio de perder o emprego, quer seja pela visível crise econômica, quer seja pelo inverno que retornou à aviação e está botando cada macaco-sorveteiro no seu devido galho.
Caro aviador, você certamente é uma pessoa inteligente, mas desculpe-me, estou para descobrir de que planeta você veio, tentando decifrar cada mensagem que você coloca nesses debates do Fórum, mas quanto a esse tópico, compreendo perfeitamente o seu receio de enfrentar uma greve ou até mesmo uma simples batalha de negociações que obrigam, antes de tudo, participação, e provavelmente eu não faria muita coisa diferente, principalmente por notar que o timing foi perdido, mas devemos compreender que as coisas na nossa carreira não se ajustam por si só, e muito menos devemos entregá-las para que os outros decidam por nós.
Existe um ditado para essa sua percepção: if you pay peanuts, you get monkeys. E mais uma vez, devemos observar: os aeronautas e aeroviários merecem ser respeitados pelo que fazem, e não é somente com 5000 páginas de manual detalhando cada passo na operação é que a segurança será aumentada ou, quando muito, mantida. Afinal, somos profissionais, e devemos nos valorizar por isso, pois sabemos que pilotos não se formam da noite para o dia, e que no final são eles os responsáveis pelo transporte de Ivo Pintanguy, promotores, juízes e artistas, que sempre se tornarão gatos pardos ao descobrirem que muitas coisas em vários momentos dentro daquele tubo de alumínio alado dependem única e exclusivamente de uma classe que tem uma predisposição de ter profissionais com uma tremenda baixa auto-estima.
Levante a cabeça, comandante.
#46
Postado 22 de dezembro de 2008 - 02:43
Seguindo a sua linha de raciocínio, quer dizer, então, quem não conseguiu se ajustar aos requisitos necessários para trabalhar no exterior, deve, portanto, ficar com o que sobra? Sendo dessa forma, os meus colegas devem dar graças a Deus porque empresários montam empresas no Brasil e dão gentilmente uma subsistência para aqueles que ficaram para trás? Por favor, respeite a nossa classe e a si próprio. Essa sua interpretação dos fatos é apropriada para aquele que tem de pegar o último colete salva-vidas ou morre afogado, mas trabalhar na aviação não é como num naufrágio. Tratando-se do exercício de uma profissão, antes de tudo devemos ter dignidade e amor próprio, e isso se conquista com ações que são feitas e por cada palavra que é dita, e o mercado de trabalho brasileiro precisa ser respeitado, e isso depende de nós, de quem está dentro ou fora do país.
É mais do que evidente que passamos por momentos de euforia na aviação nos últimos dois anos. Se houve aumento salarial expressivo, de 2007 para cá, não foi por benevolência, mas por ajustes naturais, que é a famosa lei da oferta e da procura. Se a Gol oferecia atrativos maiores, vamos para lá. E abria um buraco na Tam. Quando a Tam notava que suas operações ficavam insustentáveis com o número de tripulantes, aumentava a oferta para atrair a mão de obra. E assim foi aquele puxa de lá e de cá, usando um cobertor curto que se tornou o mercado de pilotos qualificados no Brasil. Tempos bons, mas era óbvio que não durariam para sempre. E o que temos hoje é o retrato de uma realidade, que muitas vezes pode significar a volta do medo e receio de perder o emprego, quer seja pela visível crise econômica, quer seja pelo inverno que retornou à aviação e está botando cada macaco-sorveteiro no seu devido galho.
Caro aviador, você certamente é uma pessoa inteligente, mas desculpe-me, estou para descobrir de que planeta você veio, tentando decifrar cada mensagem que você coloca nesses debates do Fórum, mas quanto a esse tópico, compreendo perfeitamente o seu receio de enfrentar uma greve ou até mesmo uma simples batalha de negociações que obrigam, antes de tudo, participação, e provavelmente eu não faria muita coisa diferente, principalmente por notar que o timing foi perdido, mas devemos compreender que as coisas na nossa carreira não se ajustam por si só, e muito menos devemos entregá-las para que os outros decidam por nós.
Existe um ditado para essa sua percepção: if you pay peanuts, you get monkeys. E mais uma vez, devemos observar: os aeronautas e aeroviários merecem ser respeitados pelo que fazem, e não é somente com 5000 páginas de manual detalhando cada passo na operação é que a segurança será aumentada ou, quando muito, mantida. Afinal, somos profissionais, e devemos nos valorizar por isso, pois sabemos que pilotos não se formam da noite para o dia, e que no final são eles os responsáveis pelo transporte de Ivo Pintanguy, promotores, juízes e artistas, que sempre se tornarão gatos pardos ao descobrirem que muitas coisas em vários momentos dentro daquele tubo de alumínio alado dependem única e exclusivamente de uma classe que tem uma predisposição de ter profissionais com uma tremenda baixa auto-estima.
Levante a cabeça, comandante.
#47
Postado 22 de dezembro de 2008 - 16:57
Vai querer que faça o que então?
Muito bem falado Airframe! E onde anda a dignidade e o amor-próprio dos que PAGAM para conseguir uma vaga em uma empresa aérea? Que MORAL este pessoal tem perante o patrão para pedir um aumento? É engraçado ver justamente que o pessoal que mais ta reclamando é o pessoal que está nesta situação. Senhores... não adianta querer inverter a lei de mercado! Ta sobrando piloto e vai faltar avião! Querer um salário maior todo mundo quer! Conseguir um salário maior é que é o problema. Vamos usar uma parábola aerodinâmica... Se vc quer ganhar altitude, vc tem que aumentar a potência dos motores. Se não aumentar a potência dos motores, vc até consegue subir um pouco, mas vai perder velocidade. Se não abaixar o nariz logo, vai estolar... O pessoal aqui ta querendo subir em power off... Até dá, mas uma hora vai estolar...
Pois é. E os aviadores em vez de aproveitarem o verão para obter margem de negociação com as empresas e aí sim, conseguirem obter ganhos salariais expressivos, o que fizeram? Ficaram pulando de galho em galho, ficaram só se gabando de que a “sua” empresa pagava mais, que os da concorrente eram uns fracassados e coisa e tal. Agiram como cigarras.. Muita cantoria e nada de reserva. Agora chegou o inverno. Agora no inverno é que querem acumular algo? Lamento.. vão cantar em outra freguesia onde seja verão...
Você mesmo admite que não faria muito diferente nesta situação... Esta é uma típica “no-win-situation”
Belo ditado!!! Válido apenas para tempos de bonança... Mas agora a selva está em época de seca... Quando acaba a comida, leão come até grama. E numa selva onde todos estão comendo grama, quem pagar amendoim vai poder conseguir leão, tigre, elefante, hipopótamo... E aqueles que recusaram o amendoim vão morrer de fome...
Costumava ser assim Airframe... Mas as idéias mirabolantes de alguns aqui no Brasil já jogaram a carreira e o salário dos copilotos no lixo. Aqui no Brasil já se forma copiloto da noite para o dia, e o que é melhor, gerando LUCRO para a empresa!! Quer coisa melhor do que isso? Daqui a pouco o mesmo vai existir para comandante. Devemos sim, nos valorizar, mas não vai ser prejudicando a população no momento em que ela mais precisa que conseguiremos isso. Uma greve agora vai ser jogar no lixo o pouquinho de respeito que a população ainda tem pela nossa categoria profissional.
Pô Captain!! Lamento, mas a minha cabeça está mais do que elevada. Vou todo dia trabalhar tranqüilo, satisfeito, motivado... Tenho um bom padrão de vida, minha conta bancária ta sempre no azul e para que isso continue assim eu só espero que a empresa onde trabalho continue depositando o meu salário no quinto dia útil, como tem feito sempre... Quem tem que levantar a cabeça é o pessoal que tá olhando pro próprio umbigo e não está vendo a realidade a sua volta...
#48
Postado 22 de dezembro de 2008 - 17:29
Muito estranho... Porque os comandantes (e apenas os comandantes) desta empresa tiveram generosos aumentos de salário nos últimos 18 meses sim. Eles até gostam de chamar os tripulantes de uma outra empresa concorrente de “motoboys” pois segundo eles, correm muito e ganham pouco... Deve estar havendo algo estranho aqui. Não?
Não sei se ganham tão mais assim. Agora... Se vc está querendo ganhar o salário de um cirurgião plástico, sugiro que vc faça um bom curso de medicina (a USP tem um muito bom, e é de graça, mas é meio difícil de entrar, pois tem muita gente concorrendo) depois se especialize em cirurgia plástica, faça cursos no exterior etc e tal, invista uma boa grana para montar um consultório em um bom local da cidade e trabalhe muito bem para formar sua clientela. Se vc for muito bom, além de ganhar muito bem ainda vai ficar vendo umas famosas peladas, e pode até ter um programa de TV como o tal do Dr. Rey. Não sei se vai ser tão divertido quanto ser piloto...
Pode ser que eu seja um ponto fora de curva, mas eu me formei em engenharia civil e posso assegurar que todos os meus colegas de classe (e olha que era uma excelente faculdade, federal) que trabalham para empresas do porte da que eu trabalho, após 10 anos de carreira estão com salários bem mais baixos do que o que ganhamos atualmente. Sem contar que não tem muitos dos benefícios que temos, mas isso é um assunto para o fórum de aeronautas, tópico salário.
Então pelo seu raciocínio um motorista da Itapemirim deveria ganhar mais do que um comandante de LET-410 ou mesmo de ERJ-145, pois ele é responsável por 60 vidas, enquanto um piloto de LET leva apenas 19 e um de E-145 leva 50... Um comandante de navio de cruzeiro deveria ganhar fortunas, então...
Então encare a possibilidade de viver no seu país, com a sua família como um “benefício” que é adicionado ao seu salário. E o que vc falou é verdade! Nem sempre podemos qualificar um emprego apenas pelo salário que depositam no final do mês!! Por que vc acha que a Azul mesmo pagando menos vai conseguir pilotos? Porque vão ter que oferecer algo a mais.
Mas não é isso que a gente vem falando aqui desde o começo!! Quem regula salário é o MERCADO!!!! Infelizmente o mercado está desfavorável para a nossa categoria agora. Não adianta dar uma de dom-quixote e investir contra os moinhos de vento... Agora não é a hora.
#49
Postado 22 de dezembro de 2008 - 17:44
#50
Postado 22 de dezembro de 2008 - 18:05
beleza, e o trabalho daquele despachante orea que atende os seus voos, aumentou?
do tiozinho que leva a sua mala para dentro do porao e a acomoda bem junto ao cofre, aumentou?
vou te dizer, o tiozinho da mala, ganha por volta de 600 reais. e nao teve reajuste de 30% em 2008 nao... nem para o despachante, para o coordenador de voos, para o teu escalador, para ninguem a nao ser tripulante.
e ai, vai olhar soh para o seu ou sera que voce carrega um aviao, prepara a documentacao, embarca os passageiros e a comissaria soh?
com todo respeito... olhar soh pro seu umbigo nao eh inteligente. nao quando voce depende continuamente de gente que esta precisando desse aumento, enquanto voce nao. e olha, eles estao brigando para voce tambem receber esse aumento...
#51
Postado 22 de dezembro de 2008 - 18:28
E fazer greve no Natal atrapalhando a vida de um monte de gente que não tem nada a ver com a história não é egoísmo também? Não é pouco inteligente?
Editado por fleury, 22 de dezembro de 2008 - 18:30 .
#52
Postado 22 de dezembro de 2008 - 18:50
..., para ninguem a nao ser tripulante.
O QUÊ? QUANTO? CADÊ?
Desde quando salário de TRIPULANTE aumentou isso tudo? De onde você tirou isso?
Eu gostaria muito de saber onde retiro o meu abono então, porque ao longo do ano eu só vi de aumento o que todo mundo já sabe!
#53
Postado 22 de dezembro de 2008 - 18:55
Acho que como você está muito satisfeito com o salário que tem, sua noção de tempo está um pouco desalinhada....
Esse último aumento de salário na GOL deve ter quase 2 anos....posso te afirmar com toda a convicção que nos últimos 18 meses foram só os 5% mesmo.
Eu não quero ganhar um salário de cirurgião plástico, até porque o dom que Deus me deu é outro, não teria capacidade nem estomago pra encarar um bisturi
Eu quero ganhar um salário condizente com a responsabilidade que minha profissão exige.
Não duvido não, já que a profissão de engenheiro foi uma das que mais se desvalorizaram nos últimos anos....mas mesmo assim pode ter certeza que a diferença sálarial não é muito grande não.
Bom, se você entendeu assim, não sou eu quem vai querer mudar sua idéia sobre a profissão que você exerce.
Claro que sim.....isso não é novidade pra ninguém, também concordo que o momento não é favorável, mas isso não impede a tentativa de uma negociação mais justa, já que infelizmente esse é o único momento que restou para a categoria reivindicar algo. Também concordo que o caminho não é através de greve, até porque como já disse no outro post esse papo de greve não passa de "misancene", e os empresários sabem muito bem disso.
Eu só acho que TODOS nós devemos, é no mínimo demonstrar que não estamos satisfeitos só com reposição inflacionária.
#54
Postado 22 de dezembro de 2008 - 19:17
Perfeito! Isso é um argumento totalmente válido.
O que acontece é que, por mais nobres que sejam as reinvidicacões, ao fazer greves, ainda mais nessa época e situacão, os funcionários perdem a razão. Não perdem aos olhos da justica do trabalho, mas perdem ao olhos da populacão e também da direcão das empresas.
Todos nós aqui sabemos que 2009 não vai ser fácil para a aviacão, tudo o que as empresas não precisam nesse momento é de funcionários que queiram ver os patrões pelas costas. O que precisam sim é de funcionários que vistam a camisa e mostrem que estão dispostos a superar a crise. E esse comprometimento vai de uma ponta à outra. Desde a hora de economizar recursos da empresa (energia elétrica, combustivel, dinheiro de verbas diversas) até o atendimento aos clientes e à compreensão que por mais que o salário esteja defasado, o momento é complicado.
Ao fazer greve os funcionários se queimam com os outros :-( É mais inteligente e efetivo conquistar o respeito dos outros (empregadores, clientes, sociedade como um todo) do que tentar impor respeito a forca (greve, operacão padrão, etc).
Outra coisa que é muito complicada é a seguinte.
1) Do contingente de pilotos e comissários de uma cia aérea, quantos destes estão na profissão por OPCAO? Quantos destes sairiam da aviacão para ganhar 10% a mais?
2) Do contingente de funcionarios mais operacionais, como o "tiozinho da mala", quantos destes estão na profissão por FALTA de opcão? Quantos destes sairiam da aviacao para ganhar 10% a mais?
Infelizmente comparar funcionários das categorias 1 e 2 acima, não dá certo. Os primeiros tiram seu sustento fazendo o que gostam, os últimos muitas vezes trabalham para sobreviver, e, fora do trabalho, procuram a realizacão pessoal.
É muito mais fácil fazer uma pessoa que trabalha no que gosta vestir a camisa da empresa e lutar pelo bem comum da empresa, pelo sucesso de toda a equipe do que o segundo tipo de funcionário. O segundo tipo não está preocupado em entender o que é a empresa, simplesmente quanto ganha no final do mês e pronto. E se não ganha bem, bora fazer greve...
Editado por fleury, 22 de dezembro de 2008 - 19:21 .
#55
Postado 22 de dezembro de 2008 - 19:23
Esse último aumento de salário na GOL deve ter quase 2 anos....posso te afirmar com toda a convicção que nos últimos 18 meses foram só os 5% mesmo.
18 ou 24 meses atrás, todos concordam que só houve aumento por escassez de mão de obra. E porque tava havendo fuga de mão de obra para o exterior.
Eu quero ganhar um salário condizente com a responsabilidade que minha profissão exige.
Você quer sim! Se não quisesse não teria usado estes exemplos.
Muito pelo contrário!!!!! Com o boom da construção civil dos últimos anos, os salários de engenheiros civis subiram bastante! (opa! parece um assunto que estamos discutindo!) Faltou engenheiro civil com experiência e os salários subiram bem mais do que os 30% que ganhamos de aumento. Mesmo com este aumento, posso te assegurar que ainda assim não é qualquer engenheiro, não é qualquer médico, não é qualquer advogado que ganha um salário como o nosso. Sem contar que eu não precisei pagar do meu bolso um MBA (que é requisito básico para se ter um patamar salarial comparável ao nosso). Sim.. Tem colega que pagou 30 mil pra voar, mas um MBA razoável no exterior é bem mais do que isso.. Mesmo em multinacionais, os salários de cargos de diretoria não estão muito mais altos do que o de um comandante de narrowbody. É só olhar no caderno de empregos da folha/estadão do domingo e vc vai ver...
Não.. Foi vc quem deu o exemplo quando começou a falar sobre a “responsabilidade sobre as vidas que estão lá atrás” Ora.. A responsabilidade é a mesma, tanto faz vc estar levando 1 passageiro na garupa da sua moto ou 400 num B-747...
Se vc concorda que o momento não é favorável, vai dar murro em ponta de faca!?!?!? Ou vai apenas engrossar o coro dos que falam “Vamos fazer greve!!” e na hora de botar as cartas na mesa, na hora de parar não faz nada? Essa é a pior jogada que poderíamos fazer blefar, o oponente paga pra ver e botar na mesa uma dupla enquanto o oponente tem um royal straight flush...
O momento já passou. Se estivéssemos discutindo isso em dezembro de 2006, quando os vôos estavam mega-lotados, fazia sentido. Aliás, deveríamos ter parado em 2006, reinvidicando não só mais salário, como também mais infra-estrutura, mais segurança, mais treinamento, mas não fizemos isso... Ficamso apenas comparando quem ganharia o maior PLR... Então agora é aguentar, até passar o inverno...
Satisfeitos nós não estamos. Também não estou satisfeito de ver que antes voávamos com 130 pax pra cima e agora raramente tem vôo com mais de 100. Não estou satisfeito de ver que a economia ta encolhendo. Não estou satisfeito de ver que não vou ser promovido pro widebody ano que vem. Não estou satisfeito de ver que não teremos PLR ano que vem... Mas não é por isso que eu vou nadar contra a corrente e querer prejudicar a empresa que me dá o sustento.
Conselho de amigo... Estamos entrando no meio de um CB que não sei quanto tempo vai durar.. Sim, o melhor é não entrar, mas já que não dá, o jeito é encarar. Qual a melhor técnica de se voar dentro de um CB? Manter a atitude e deixar a velocidade e a altitude variarem.. Uma hora a gente vai estar voando de novo em céu azul (ou vermelho ou laranja)...
#56
Postado 23 de dezembro de 2008 - 02:20
Todos nós aqui sabemos que 2009 não vai ser fácil para a aviacão, tudo o que as empresas não precisam nesse momento é de funcionários que queiram ver os patrões pelas costas. O que precisam sim é de funcionários que vistam a camisa e mostrem que estão dispostos a superar a crise. E esse comprometimento vai de uma ponta à outra. Desde a hora de economizar recursos da empresa (energia elétrica, combustivel, dinheiro de verbas diversas) até o atendimento aos clientes e à compreensão que por mais que o salário esteja defasado, o momento é complicado.
Ao fazer greve os funcionários se queimam com os outros :-( É mais inteligente e efetivo conquistar o respeito dos outros (empregadores, clientes, sociedade como um todo) do que tentar impor respeito a forca (greve, operacão padrão, etc).
Outra coisa que é muito complicada é a seguinte.
1) Do contingente de pilotos e comissários de uma cia aérea, quantos destes estão na profissão por OPCAO? Quantos destes sairiam da aviacão para ganhar 10% a mais?
2) Do contingente de funcionarios mais operacionais, como o "tiozinho da mala", quantos destes estão na profissão por FALTA de opcão? Quantos destes sairiam da aviacao para ganhar 10% a mais?
Infelizmente comparar funcionários das categorias 1 e 2 acima, não dá certo. Os primeiros tiram seu sustento fazendo o que gostam, os últimos muitas vezes trabalham para sobreviver, e, fora do trabalho, procuram a realizacão pessoal.
É muito mais fácil fazer uma pessoa que trabalha no que gosta vestir a camisa da empresa e lutar pelo bem comum da empresa, pelo sucesso de toda a equipe do que o segundo tipo de funcionário. O segundo tipo não está preocupado em entender o que é a empresa, simplesmente quanto ganha no final do mês e pronto. E se não ganha bem, bora fazer greve...
Olha, Fleury, esse discurso eu ouvi por mais de 20 anos. A minha empresa de mais 8 décadas de "esplendor e pioneirismo"
Não é tão simples dividir os funcionários de uma empresa que entram lá por vocação, prazer, necessidade ou pura falta do que fazer. Uma companhia aérea não voa somente com pilotos que ela suporta, mas se pudesse mandaria todos embora, e que ainda ganharam num pequeno espaço de tempo 30% a mais do que outros funcionários. Ela precisa também daquele tiozinho da mala, que faz o que aquele comandante de quepe bordado não faz, do comissário, que não fez falta no mercado nesses anos de euforia (e por isso foi deixado de lado tanto quanto uma parcela de co-pilotos de uma determinada empresa, que mesmo pagando para entrar, isso não quer dizer que devem baixar as calças para o resto da vida), também não recebeu tanto quanto aqueles que a companhia só fez um agrado, porque caso contrário a empresa parava. Mas hoje, com excesso de mão de obra e retração de mercado, todos vão constatar que devem entregar-se cada vez mais, e inclusive pagar os dividendos dos 30%, porque isso não iria ficar de graça. Então, se no momento favorável, a empresa agiu conforme a lei do mercado, e ainda somos obrigados a ouvir empregados falando que quem não estiver satisfeito, que arrume outro emprego, no ruim é que ela não virá e dirá outra coisa, a não ser “vistam a camisa”.
Gosto do que faço, mas aprendi que gosto mesmo é do bem-estar da minha família. Os meus cabelos já estão grisalhos, e não tenho mais paciência para ouvir cheerleaders estimulando um time desmotivado. Cobre, mas pague. Exija, mas dê um retorno. Puna, mas seja justo. Negocie, mas pense que não é só uma questão de win-win para o empregador.
Infelizmente, a nossa classe ficou sem rumo, e ainda precisamos aprender que emprego e interesses pessoais não necessariamente precisam se misturar. Talvez a fórmula de humildade e de como devem ser as relações entre empregado e empregador está nas mãos do tiozinho da mala, que sabe muito bem que não está fácil arrumar um emprego, mas sabe muito mais ainda que na vida tudo tem um limite, e não há momento certo ou errado para reivindicar, além daquele quando a necessidade aperta.
Muito boa sorte e não se preocupe, os "tiozinhos das malas" sozinhos não serão suficientes para interromper a viagem de ninguém nesse Natal.
#57
Postado 23 de dezembro de 2008 - 22:56
#58
Postado 23 de dezembro de 2008 - 23:13
O que acontece é que, por mais nobres que sejam as reinvidicacões, ao fazer greves, ainda mais nessa época e situacão, os funcionários perdem a razão. Não perdem aos olhos da justica do trabalho, mas perdem ao olhos da populacão e também da direcão das empresas.
Todos nós aqui sabemos que 2009 não vai ser fácil para a aviacão, tudo o que as empresas não precisam nesse momento é de funcionários que queiram ver os patrões pelas costas. O que precisam sim é de funcionários que vistam a camisa e mostrem que estão dispostos a superar a crise. E esse comprometimento vai de uma ponta à outra. Desde a hora de economizar recursos da empresa (energia elétrica, combustivel, dinheiro de verbas diversas) até o atendimento aos clientes e à compreensão que por mais que o salário esteja defasado, o momento é complicado.
Ao fazer greve os funcionários se queimam com os outros :-( É mais inteligente e efetivo conquistar o respeito dos outros (empregadores, clientes, sociedade como um todo) do que tentar impor respeito a forca (greve, operacão padrão, etc).
Outra coisa que é muito complicada é a seguinte.
1) Do contingente de pilotos e comissários de uma cia aérea, quantos destes estão na profissão por OPCAO? Quantos destes sairiam da aviacão para ganhar 10% a mais?
2) Do contingente de funcionarios mais operacionais, como o "tiozinho da mala", quantos destes estão na profissão por FALTA de opcão? Quantos destes sairiam da aviacao para ganhar 10% a mais?
Infelizmente comparar funcionários das categorias 1 e 2 acima, não dá certo. Os primeiros tiram seu sustento fazendo o que gostam, os últimos muitas vezes trabalham para sobreviver, e, fora do trabalho, procuram a realizacão pessoal.
É muito mais fácil fazer uma pessoa que trabalha no que gosta vestir a camisa da empresa e lutar pelo bem comum da empresa, pelo sucesso de toda a equipe do que o segundo tipo de funcionário. O segundo tipo não está preocupado em entender o que é a empresa, simplesmente quanto ganha no final do mês e pronto. E se não ganha bem, bora fazer greve...
Puxa-saco, só isso !!!!!!!!!!!!
#59
Postado 24 de dezembro de 2008 - 14:03
Com uma argumentação inteligente como essa não é de se espantar que precise fazer greve. Lamentável uma pessoa de 43 anos argumentando nesse nível tão baixo.
Editado por fleury, 24 de dezembro de 2008 - 14:04 .
#60
Postado 24 de dezembro de 2008 - 21:17
1 Usuário(s) lendo este tópico
0 usuário(s), 1 visitante(s) e 0 usuário(s) anônimo(s)



Este tópico está trancado. =/








