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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Comunicado Embraer


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#1 Speedbird

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Postado 31 de janeiro de 2009 - 21:54

COMUNICADO

São José dos Campos, 31 de janeiro de 2009 - Em matéria intitulada "Cobrança Suspeita", a edição 2098 da revista Veja aborda a cobrança indevida, por parte da Sra. Maria Juliana Buendía de La Vega, de comissão relativa à venda de aeronaves Super Tucano ao Governo da Colômbia.

A Embraer julga que a referida matéria tem origem em ataque difamatório por parte da referida Senhora, com base em informações parciais e inverídicas distribuídas à imprensa.
Nesse sentido, a Empresa vem a público esclarecer que contratou a Eximco, empresa para a qual trabalhava o Sr. Guillermo Garcia Gil, marido da Sra. Buendía de La Vega, em fevereiro de 2000, visando a promoção de vendas de aeronaves Super Tucano junto ao Governo da Colômbia. Durante a vigência do referido contrato, que foi formalmente encerrado pelas partes em agosto de 2002, nenhuma venda foi concluída para o Governo Colombiano, que, inclusive, em junho de 2002, optou por não dar prosseguimento ao processo licitatório em questão.

O contrato de venda de aeronaves Super Tucano ao Governo da Colômbia foi firmado em 7 de dezembro de 2005, no escopo de uma nova concorrência, cerca de três anos após o encerramento do contrato com a Eximco e dois anos após o falecimento do Sr. Guillermo Garcia Gil - ocorrido em 2003 e não em 2005, como afirma a reportagem.
A Embraer esclarece, por fim, que em correspondências devidamente documentadas à Sra. Buendía de la Vega e a seu representante legal no Brasil, em março de 2007 e abril de 2008, respectivamente, rechaçou expressamente a cobrança indevida.

A Embraer construiu trajetória de reconhecimento mundial utilizando-se de conduta ética, respeitosa e de rigorosa integridade com todas as pessoas, empresas e Governos com quem se relaciona e repudia frontalmente os ataques de que se vê alvo. A Empresa analisa medidas legais cabíveis ao caso.


#2 Stratocruiser

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Postado 31 de janeiro de 2009 - 22:12

A referida matéria, na edição desta semana da Veja:

=====

Brasil
COBRANÇA SUSPEITA
Lobistas cobram 18 milhões de dólares da Embraer. Eles dizem (mas não provam) que parte do dinheiro pagou "contribuições políticas" na Colômbia.

Diego Escosteguy

No mundo em que voa a Embraer, a maior fabricante de aviões da América Latina, são comuns pendengas por interesses comerciais contrariados envolvendo cifras vultosas. Desde o fim do ano passado, a Embraer está às voltas com um litígio assim. A empresa brasileira tornou-se alvo de uma ação da lobista colombiana Maria Juliana Buendía de La Vega, sócia da Eximco International, uma conhecida representante do comércio mundial de armas e equipamentos militares. Ela contratou um escritório de advocacia no Brasil para cobrar da Embraer uma suposta dívida de 18 milhões de dólares. O dinheiro, segundo ela, deveria ter sido pago como bônus de sucesso por um acordo que envolveu a venda ao governo da Colômbia de 25 aviões Super Tucano pelo valor de 234 milhões de dólares. Para uma companhia que tem uma receita anual de 7 bilhões de reais e emprega 23 000 funcionários, o valor da dívida não seria um grande problema. O que fere a Embraer é o fato de a Eximco afirmar que o negócio só se concretizou mediante o pagamento de "contribuições políticas" a autoridades colombianas.





ASSESSORIA: O contrato com os lobistas previa o pagamento de 8% do valor da venda, mas foi desfeito, segundo a Embraer



CONDOR 6: O general Héctor Velasco, amigodos lobistas, seria o aliadoda empresa brasileira


A Eximco International intermedeia a venda de equipamentos militares a governos de vários países. Em 2000, a companhia foi contratada pela Embraer para assessorá-la numa concorrência aberta pelo governo colombiano para a compra de aviões de combate. De acordo com Maria Juliana de La Vega, a fabricante brasileira venceu a licitação, em 2005, graças a um trabalho de lobby realizado por seu marido, o major aposentado Guillermo Garcia Gil, conhecido como Mayorca e bem relacionado no governo. O major era amigo do general Héctor Velasco, comandante da Força Aérea da Colômbia. Segundo a lobista, para garantir a vitória da Embraer, Mayorca, que morreu em 2005, teria distribuído 4 milhões de dólares em propina, tendo o general Velasco e o então ministro da Defesa e vice-presidente Gustavo Bell como os principais beneficiados.

Para tentar embasar as acusações, os advogados da lobista apresentaram um conjunto de documentos à Embraer aos quais VEJA teve acesso. Além de um contrato de prestação de serviços, há várias trocas de correspondência entre diretores das duas empresas. Os papéis não provam pagamento de propina às autoridades colombianas – nem que a atuação do lobista tenha sido decisiva para a compra dos aviões. Nas conversas dos executivos da Embraer, os lobistas falam em "contribuições políticas", "comissões" e "taxas políticas", termos que poderiam sugerir alguma ação menos ortodoxa. Nada mais do que isso. Mayorca foi contratado pela Embraer em 2000, depois de procurar a companhia e narrar as intenções do governo colombiano. "Ficou claro que ele tinha um acesso político privilegiado e poderia ajudar na venda", explica Eduardo Munhós, executivo responsável, ao tempo do episódio, pela diretoria internacional da Embraer. Pelo acordo, Mayorca receberia 8% do valor da venda. O executivo diz que a tal "contribuição política" fazia parte do trabalho legal de lobby, como a montagem de um escritório e jantares de representação. Nada a ver com suborno de funcionários.

Em um relatório datado de 2 de novembro de 2001, endereçado ao executivo da Embraer Eduardo Munhós, o lobista lembra que, durante as negociações entre as duas partes, ficou acertado que ele "desenvolveria a representação com 8 (%), restando estabelecido que vocês (Embraer) reservariam 2 (%) para o manejo da parte política, tão importante neste tipo de negócio". O lobista afirma no mesmo relatório que combinara os "acertos" diretamente com "Superfuente", codinome dado ao vice-presidente Gustavo Bell. Munhós respondeu apenas que o valor da comissão prometido já era "bastante elevado" e que temia estar perdendo o "controle das variáveis em jogo". Também recorrendo a codinomes, Munhós mostrou-se apreensivo: "Nos preocupa muito que Condor 6 (o general Héctor Velasco), nosso aliado mais forte, tenha, aparentemente, se virado para outros campos".


SUPERFUENTE: Munhós e Bell (à direita): o lobby foi legal, sem suborno




Meses depois, em outro documento enviado à Embraer, o lobista renovou seu pedido de "aumento de comissão" – e mais uma vez demonstrou sua influência junto ao governo colombiano. Mayorca anexou um ofício assinado pelo general Velasco, o Condor 6, com data futura, reiterando ao ministro da Defesa a "urgente necessidade" de conseguir o dinheiro para a licitação. Escreveu o lobista: "Isto é o que chamamos no jargão de inteligência de ‘informação marcada’; por conseguinte, peço o grande favor de que destrua este texto uma vez que o tenha lido e analisado, para que você se dê conta da grande cooperação que aporta este senhor ao nosso projeto". E concluiu: "A única coisa que pode levar esse projeto adiante, no curto tempo que nos resta, é a colaboração política". O lobista sublinhou a expressão "colaboração política".

A Embraer garante não ter fechado nenhum tipo de acordo adicional com o lobista – e, efetivamente, não existe prova disso. A empresa brasileira afirma ter rescindido o contrato por falta de resultados práticos. Mas pelo menos os contatos continuaram, conforme mostram os documentos. Logo após a posse do presidente Álvaro Uribe, em 2002, o lobista comemorou a decisão do governo de manter o comandante da Força Aérea. Escreveu Mayorca à Embraer: "A nave segue seu rumo, com capitão a bordo, com o norte indicado". Segundo a viúva do lobista, para evitar problemas com o novo governo, o contrato entre a Embraer e a Eximco, já alvo de denúncias de irregularidades, passou a ser informal. "A contratação de profissionais ou empresas para a promoção de vendas de produtos de defesa constitui prática de mercado prevista na legislação de inúmeros países, inclusive a Colômbia. Informações contratuais específicas são sujeitas a cláusulas de confidencialidade e não serão comentadas pela Embraer", diz uma nota da companhia.


INIMIGA ÍNTIMA: A francesa Christine Deviers: amante e protagonista de escândalo internacional envolvendo o comércio de armamentos


O episódio envolvendo a Embraer com os colombianos tem alguma relevância – e pode virar-se agora contra a imagem da empresa de forma desproporcionalmente injusta – por uma razão básica: o comércio mundial de armas e equipamentos militares é sempre eivado de suspeitas. Na França, Christine Deviers-Joncour, amante de um ministro do governo François Mitterrand, recebeu 10 milhões de dólares para convencer o parceiro a autorizar a venda superfaturada de fragatas francesas a Taiwan. No Japão, o ex-vice-ministro da Defesa Takemasa Moriya admitiu ter recebido propina de uma fornecedora de material militar. No fim do ano passado, VEJA procurou Maria Juliana de La Vega, que mora na Espanha. Por meio do advogado Raul Canal, a lobista confirmou a denúncia e disse que viria ao Brasil conceder uma entrevista. Na data marcada, ela não apareceu e mandou avisar que fora procurada por um emissário da Embraer, que teria se comprometido a pagar a dívida. A Embraer nega a existência de qualquer acordo e garante que estuda processar a lobista colombiana.

Fonte: Veja

#3 PHAJET

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Postado 01 de fevereiro de 2009 - 21:09

É a Veja, essa revistinha sensacionalista com mais uma de suas "reportagens" mal feitas, sem fundamento. Ora, isso é comum na indústria de equipamentos militares, acontece em toda parte do mundo. Até parece que os acionistas da Embraer vão ficar decpcionados e deixar de investir na empresa, tudo porque a Veja publicou coisas que muitos do meio já sabem que existe e vão continuar existindo, o diretor de redação da Veja pensa que está prestando algum serviço importante para a sociedade, existem coisas muito mais importantes dignas de serem investigadas e noticiadas do que uma prática tão comum naquele setor.

#4 Han Solo

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Postado 01 de fevereiro de 2009 - 22:12

QUOTE(PHAJET @ Feb 1 2009, 10:09 PM) <{POST_SNAPBACK}>
É a Veja, essa revistinha sensacionalista com mais uma de suas "reportagens" mal feitas, sem fundamento. Ora, isso é comum na indústria de equipamentos militares, acontece em toda parte do mundo. Até parece que os acionistas da Embraer vão ficar decpcionados e deixar de investir na empresa, tudo porque a Veja publicou coisas que muitos do meio já sabem que existe e vão continuar existindo, o diretor de redação da Veja pensa que está prestando algum serviço importante para a sociedade, existem coisas muito mais importantes dignas de serem investigadas e noticiadas do que uma prática tão comum naquele setor.


Longe de ser defensor da Veja, a qual já fui assinante por um período e depois de alguns anos cancelei por considera-lá de um denuncismo barato e sensacionalista, contudo, sem fundamento parece que não é. O lobby existiu sim e realmente é comum, mas fala-se em propina e deve ser investigado, até porque hoje beneficiou a Embraer, amanha pode ser uma Bombadier ou outra concorrente qualquer.

#5 Stratocruiser

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Postado 01 de fevereiro de 2009 - 22:35

A Veja não era assim. Nos últimos anos, os editores resolveram comprar a briga da sociedade com o governo. Está mesmo difícil de ler. Nessa última edição, por exemplo, há uma reportagem que sugere que Lula queria terceiro mandato, e apenas abriu mão agora para beneficiar Dilma. Deve ser verdade, mas o texto é escrito de tal forma que fica claro que não há embasamento suficiente para fazer esse tipo de suposição.

Se por um lado o excesso de partidarismo enoja (como a Veja contra o PT, ou a Carta Capital pró-PT, ou a Folha Online contra Israel neste conflito recente), por outro, o isencionismo atrapalha, porque nem sempre informa apropriadamente e não coibe barbaridades. Quando se lê um texto de um veículo sabidamente defensor de um lado de uma questão, sabe-se exatamente de que tipo de informação pode-se confiar e não confiar, especialmente quando se refere a outros aspectos (outros lados). Mais difícil é quando o veículo se cobre de um falso isencionismo, que confunde o leitor, fazendo tudo parecer verdade.

Nesse caso da suposta propina, a revista está corretíssima em divulgar. A repercussão na Colômbia será maior do que aqui, com certeza. E se houve alguma irregularidade, a gravidade maior está do lado de lá da fronteira. Se houve corrupção, foram as autoridades de lá que se corromperam, ou se deixaram corromper, ou até mesmo -- não sabemos -- exigiram propina.

#6 PHAJET

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Postado 01 de fevereiro de 2009 - 23:26

QUOTE(Han Solo @ Feb 1 2009, 11:12 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Longe de ser defensor da Veja, a qual já fui assinante por um período e depois de alguns anos cancelei por considera-lá de um denuncismo barato e sensacionalista, contudo, sem fundamento parece que não é. O lobby existiu sim e realmente é comum, mas fala-se em propina e deve ser investigado, até porque hoje beneficiou a Embraer, amanha pode ser uma Bombadier ou outra concorrente qualquer.



Realmente, vc está certo, não havia pensado nisso.
Obrigado!!!
Abraços!!!

#7 RICARDO MOTTI

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Postado 01 de fevereiro de 2009 - 23:51

QUOTE(stratocruiser @ Feb 1 2009, 11:35 PM) <{POST_SNAPBACK}>
A Veja não era assim. Nos últimos anos, os editores resolveram comprar a briga da sociedade com o governo. Está mesmo difícil de ler. Nessa última edição, por exemplo, há uma reportagem que sugere que Lula queria terceiro mandato, e apenas abriu mão agora para beneficiar Dilma. Deve ser verdade, mas o texto é escrito de tal forma que fica claro que não há embasamento suficiente para fazer esse tipo de suposição.

Se por um lado o excesso de partidarismo enoja (como a Veja contra o PT, ou a Carta Capital pró-PT, ou a Folha Online contra Israel neste conflito recente), por outro, o isencionismo atrapalha, porque nem sempre informa apropriadamente e não coibe barbaridades. Quando se lê um texto de um veículo sabidamente defensor de um lado de uma questão, sabe-se exatamente de que tipo de informação pode-se confiar e não confiar, especialmente quando se refere a outros aspectos (outros lados). Mais difícil é quando o veículo se cobre de um falso isencionismo, que confunde o leitor, fazendo tudo parecer verdade.

Nesse caso da suposta propina, a revista está corretíssima em divulgar. A repercussão na Colômbia será maior do que aqui, com certeza. E se houve alguma irregularidade, a gravidade maior está do lado de lá da fronteira. Se houve corrupção, foram as autoridades de lá que se corromperam, ou se deixaram corromper, ou até mesmo -- não sabemos -- exigiram propina.

Para quem se lembra, existe o caso dos proprietários da "Escola de Base" no bairro da Aclimação em São Paulo, onde a Rede Globo "denunciou" o caso de abuso a crianças por parte do casal proprietário e seus respectivos funcionários.
A denuncia teria sido feita por parte de familiares de crianças.
A imprensa se pôs durante semanas na porta da escola e pessoas ameaçavam linchar os proprietários.
Da vida deles foi feito um inferno.
A verdade sobre o fato veio à luz mediante as investigações. E nada foi comprovado.
Mas o estrago já estava feito e a vida dos proprietários da escola desgraçada.
A Rede Globo jamais veio a publico desculpar-se com os proprietários ou o seu publico.


#8 Stratocruiser

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Postado 02 de fevereiro de 2009 - 00:01

QUOTE(RICARDO MOTTI @ Feb 1 2009, 09:51 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Para quem se lembra, existe o caso dos proprietários da "Escola de Base" no bairro da Aclimação em São Paulo, onde a Rede Globo "denunciou" o caso de abuso a crianças por parte do casal proprietário e seus respectivos funcionários.
A denuncia teria sido feita por parte de familiares de crianças.
A imprensa se pôs durante semanas na porta da escola e pessoas ameaçavam linchar os proprietários.
Da vida deles foi feito um inferno.
A verdade sobre o fato veio à luz mediante as investigações. E nada foi comprovado.
Mas o estrago já estava feito e a vida dos proprietários da escola desgraçada.
A Rede Globo jamais veio a publico desculpar-se com os proprietários ou o seu publico.

Exato Ricardo. Bem lembrado. Depois desse episódio, a imprensa acostumou-se a falar em "suposto" isso, "suposto" aquilo. Houve um amadurecimento importante. Infelizmente esse amadurecimento tardio não beneficiou os proprietários da escola.

#9 Matheus

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Postado 02 de fevereiro de 2009 - 01:42

Entre os periódicos em circulação por aí, a Veja é a melhorzinha. Quanto as tendências políticas, eu acho saudavel, se você souber o que você está lendo. A Veja deixa claro que é uma revista de direita liberal, como a Istoé deixa claro que é uma revista de esquerda, o que não dá para engolir é a Época e qualquer mídia vindo da Globo, que são sempre de situação, o que a torna mais sucetível a matérias pagas, meias verdades ou até inverdades para proteger seus interesses.

Abraços

Matheus

Motivo do edit: correção gramatical.

Editado por Matheus, 02 de fevereiro de 2009 - 01:42 .


#10 Rafaelguimaraes

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Postado 02 de fevereiro de 2009 - 05:56

Não sejamos inocentes. Qual a chance que uma empresa tem de vender armamento para um país de terceiro mundo, na américa Latina e não ter propina envolvida? Mínima! Aliás, para país algum já que é sabido que este comércio é altamente influenciado por politicagem e maracutaias em qualquer parte.

Se a Embraer não pagasse, viria outra e pagaria. E levaria!

Sobre as revistas, todas elas são tendenciosas e temos que ler com um filtro para separar o que vale a pena saber. No caso da rede Globo, tudo que vem deles é adesista. Vale aquela máxima de um prefeito coronelista de uma cidade do nordeste:

"Meu filho, o governo sempre muda. Eu é que não mudo nunca! Estou sempre com o governo"

Rafael

#11 Ximenes

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Postado 02 de fevereiro de 2009 - 09:27

QUOTE(stratocruiser @ Feb 1 2009, 11:35 PM) <{POST_SNAPBACK}>
A Veja não era assim. Nos últimos anos, os editores resolveram comprar a briga da sociedade com o governo. Está mesmo difícil de ler. Nessa última edição, por exemplo, há uma reportagem que sugere que Lula queria terceiro mandato, e apenas abriu mão agora para beneficiar Dilma. Deve ser verdade, mas o texto é escrito de tal forma que fica claro que não há embasamento suficiente para fazer esse tipo de suposição.

Se por um lado o excesso de partidarismo enoja (como a Veja contra o PT, ou a Carta Capital pró-PT, ou a Folha Online contra Israel neste conflito recente), por outro, o isencionismo atrapalha, porque nem sempre informa apropriadamente e não coibe barbaridades. Quando se lê um texto de um veículo sabidamente defensor de um lado de uma questão, sabe-se exatamente de que tipo de informação pode-se confiar e não confiar, especialmente quando se refere a outros aspectos (outros lados). Mais difícil é quando o veículo se cobre de um falso isencionismo, que confunde o leitor, fazendo tudo parecer verdade.

Nesse caso da suposta propina, a revista está corretíssima em divulgar. A repercussão na Colômbia será maior do que aqui, com certeza. E se houve alguma irregularidade, a gravidade maior está do lado de lá da fronteira. Se houve corrupção, foram as autoridades de lá que se corromperam, ou se deixaram corromper, ou até mesmo -- não sabemos -- exigiram propina.


Pessoal, tudo gira em torno de interesses. Querem conhecer mais a fundo sobre essa revistinha? Vejam o que diz o Luís Nassif numa série de matérias publicdas em http://luis.nassif.googlepages.com/


#12 Stratocruiser

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Postado 02 de fevereiro de 2009 - 10:48

Ximenes, agora você abriu um canal direto ao lamaçal!

Essa briga entre Luiz Nassif e Diogo Mainardi começou em 2005, depois dessa coluna aqui: http://veja.abril.com.br/100805/mainardi.html

Dias depois, Nassif, que trabalhava para a Folha de S. Paulo, publicou uma coluna, criticando o papel da imprensa no caso mensalão (!), e criticando especificamente Mainardi por haver quebrado a instituição do "off". Mainardi retrucou com esse artigo aqui: http://veja.abril.com.br/170805/mainardi.html e Nassif com outro artigo, e assim começou a guerra entre ambos, que vem se arrastando até hoje.

Nassif foi demitido pela Folha, não pela briga em si, mas até onde pude acompanhar, por haver publicado ipsis-literis um texto de um empresário ligado a Luiz Gushiken. Ao não citar a fonte, a texto acabou ganhando a chancela da Folha.

Eu tenho acompanhado essa briguina desde o começo, quando saiu a entrevista com o mensaleiro Janene. É uma briga bastante didática, porque por meio dela, revela-se a podridão que existe por trás dos meios de comunicação, mesmo os que parecem os mais sérios.

===

EDIT: Encontrei agora esse link: http://www.insanus.org/novacorja/archives/011706.html no qual estão em seqüência as matérias do Luiz Nassif e do Diogo Mainardi, um acusando o outro. Aqui começa o fio da meada que leva a entender o conteúdo desse blog que o colega citou acima.
Tirem suas conclusões.

Editado por stratocruiser, 02 de fevereiro de 2009 - 10:53 .






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