Fonte: jornal JF Hoje, 16/02/2009
Artigo publicado na coluna "BOCA DO POVO", assinada por Omar Peres.
Se me perguntarem não saberia responder. Quantas vezes este espaço foi dedicado a tratar da novela em que se transformou o aeroporto de Goianá? Mas, certamente, não menos de meia centena de vezes, quase sempre para deplorar o desinteresse da administração estadual e federal em promover a operacionalização do aeroporto regional. Considero inaceitável a explicação de que os atrasos se devem a um documento (que documento?) que teria sido exigido pela Agência Nacional de Aviação Civil.
Agradeço o apoio que recebo de muitos leitores, quando afirmo que a lengalenga em relação a essa obra tornou-se manifestação de desrespeito à população da Zona da Mata. Falo sempre isso, muitas vezes com veemência. E se alguém discorda, não se manifesta, mas ouso afirmar que a causa pela qual me bato parece-me tão clara, tão transparente, que penso poder acreditar na inexistência de constestação.
Em seqüência a essa nova discussão sobre Goianá, confirmou-se que o Tribunal de Conta da União interessa-se em periciar os investimentos públicos naquela obra, através de auditoria. É um direito do Tribunal interessar-se pela questão; direito que se transforma em dever, se os ministros suspeitam de possíveis irregularidades. Mas esse ainda não é o problema central em relação ao desejado aeroporto, porque a dificuldade que cerca a obra não é o que se investiu ou se deixou de investir, porém o desinteresse e o descaso do governo com uma obra que foi iniciada há 11anos.
É preciso considerar que órgãos responsáveis pela conferência de contas investigam os governantes, mas não penetram no campo político, onde estão a má vontade e a inaptidão com que em Minas se cuida dos interesses públicos, sem que Goianá constitua exceção. E se está perfeitamente visível o óbice político, acredito que a tarefa de apurar e reagir deve caber a prefeitos, deputados e vereadores, que têm sobre os ombros a responsabilidade, de forma alguma menor, de denunciar os prejuízos que sacrificam a população quando é vítima de caprichos, tal como se vê nesse empreendimento, que tem tudo a ver com o futuro da região.
Esta definição de responsabilidades torna-se necessária, para que o anunciado projeto de investigação não confunda ainda mais os mineiros da Mata. Fique bem claro que o problema não é de ordem financeira, nem se suspeita de desvios. Trata-se de uma questão meramente de má vontade política.
Artigo publicado na coluna "BOCA DO POVO", assinada por Omar Peres.
Se me perguntarem não saberia responder. Quantas vezes este espaço foi dedicado a tratar da novela em que se transformou o aeroporto de Goianá? Mas, certamente, não menos de meia centena de vezes, quase sempre para deplorar o desinteresse da administração estadual e federal em promover a operacionalização do aeroporto regional. Considero inaceitável a explicação de que os atrasos se devem a um documento (que documento?) que teria sido exigido pela Agência Nacional de Aviação Civil.
Agradeço o apoio que recebo de muitos leitores, quando afirmo que a lengalenga em relação a essa obra tornou-se manifestação de desrespeito à população da Zona da Mata. Falo sempre isso, muitas vezes com veemência. E se alguém discorda, não se manifesta, mas ouso afirmar que a causa pela qual me bato parece-me tão clara, tão transparente, que penso poder acreditar na inexistência de constestação.
Em seqüência a essa nova discussão sobre Goianá, confirmou-se que o Tribunal de Conta da União interessa-se em periciar os investimentos públicos naquela obra, através de auditoria. É um direito do Tribunal interessar-se pela questão; direito que se transforma em dever, se os ministros suspeitam de possíveis irregularidades. Mas esse ainda não é o problema central em relação ao desejado aeroporto, porque a dificuldade que cerca a obra não é o que se investiu ou se deixou de investir, porém o desinteresse e o descaso do governo com uma obra que foi iniciada há 11anos.
É preciso considerar que órgãos responsáveis pela conferência de contas investigam os governantes, mas não penetram no campo político, onde estão a má vontade e a inaptidão com que em Minas se cuida dos interesses públicos, sem que Goianá constitua exceção. E se está perfeitamente visível o óbice político, acredito que a tarefa de apurar e reagir deve caber a prefeitos, deputados e vereadores, que têm sobre os ombros a responsabilidade, de forma alguma menor, de denunciar os prejuízos que sacrificam a população quando é vítima de caprichos, tal como se vê nesse empreendimento, que tem tudo a ver com o futuro da região.
Esta definição de responsabilidades torna-se necessária, para que o anunciado projeto de investigação não confunda ainda mais os mineiros da Mata. Fique bem claro que o problema não é de ordem financeira, nem se suspeita de desvios. Trata-se de uma questão meramente de má vontade política.



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