Fonte: TRIBUNA DE MINAS, 13/03/2009
Reportagem: Cláudia Barros
Depois de anos de expectativa e de desperdício de dinheiro público, mais uma iniciativa é feita para decolar o Aeroporto Regional da Zona da Mata. Ontem, durante audiência pública para discutir a concessão dos direitos de exploração comercial e de administração do local, ficou definido prazo de 20 a 30 dias para publicação do edital de licitação. Até agora, quatro empresas manifestaram interesse no empreendimento: Multiterminais, InvestPark, Delta Empreendimentos e Brasit. Os nomes foram divulgados pelo presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina. A empresa vencedora deverá investir R$ 125 milhões, ao longo de 20 anos. Estima-se que o retorno financeiro, durante o mesmo período, seja de R$ 660 milhões. A contrapartida do cofre público estadual é estimada em R$ 31,2 milhões.
A possibilidade de participação da iniciativa privada na exploração do Aeroporto Regional é uma antiga reivindicação de lideranças empresariais locais e foi concretizada, no ano passado, com a aprovação de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) pelo Governo estadual. Na ocasião, as quatro empresas se apresentaram, o que levou a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) a definir processo licitatório. O projeto de concessão foi apresentado pelo titular da Superintendência de Controle de Outorgas, Diogo Prosdocimi, no encontro de ontem.
De acordo com Prosdocimi, as quatro candidatas que manifestaram interesse não levarão qualquer vantagem na disputa. “Nada impede que outras empresas também se manifestem. Após a publicação do aviso, teremos mais 90 dias para avaliar as propostas e mais 30 para análise do contrato. Se tudo correr dentro do previsto, serão, ao todo, 150 dias.” A vencedora terá sete meses para começar a operar. O subsecretário de Transporte da Setop, Fabrício Torres Sampaio, explica que a modelagem estudada foi desenvolvida a partir do “feedback” obtido junto às candidatas. A proposta é que o aeroporto tenha como prioridade o apoio à logística de transporte, com ênfase em cargas aéreas. Na opinião do subsecretário, a participação da iniciativa privada é fundamental.
Para o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, o Aeroporto Regional promoverá o chamado “efeito cascata.” “Representa geração de renda para as cidades do entorno. A médio prazo, significa novos investimentos para a região. Os municípios têm que reorganizar seus planos diretores para que haja sustentabilidade econômica.”
Participaram do encontro, prefeitos de várias cidades da Zona da Mata, como Rio Novo, Goianá e Chácara. A audiência foi aberta pelo prefeito Custódio Mattos (PSDB), que também classificou o aeroporto como um polarizador de desenvolvimento para a região. O empreendimento, que consumiu R$ 80 milhões dos cofres públicos, começou a ser construído em 2001. Até hoje, tem operado apenas com vôos domésticos de pequeno porte.
Reportagem: Cláudia Barros
Depois de anos de expectativa e de desperdício de dinheiro público, mais uma iniciativa é feita para decolar o Aeroporto Regional da Zona da Mata. Ontem, durante audiência pública para discutir a concessão dos direitos de exploração comercial e de administração do local, ficou definido prazo de 20 a 30 dias para publicação do edital de licitação. Até agora, quatro empresas manifestaram interesse no empreendimento: Multiterminais, InvestPark, Delta Empreendimentos e Brasit. Os nomes foram divulgados pelo presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina. A empresa vencedora deverá investir R$ 125 milhões, ao longo de 20 anos. Estima-se que o retorno financeiro, durante o mesmo período, seja de R$ 660 milhões. A contrapartida do cofre público estadual é estimada em R$ 31,2 milhões.
A possibilidade de participação da iniciativa privada na exploração do Aeroporto Regional é uma antiga reivindicação de lideranças empresariais locais e foi concretizada, no ano passado, com a aprovação de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) pelo Governo estadual. Na ocasião, as quatro empresas se apresentaram, o que levou a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) a definir processo licitatório. O projeto de concessão foi apresentado pelo titular da Superintendência de Controle de Outorgas, Diogo Prosdocimi, no encontro de ontem.
De acordo com Prosdocimi, as quatro candidatas que manifestaram interesse não levarão qualquer vantagem na disputa. “Nada impede que outras empresas também se manifestem. Após a publicação do aviso, teremos mais 90 dias para avaliar as propostas e mais 30 para análise do contrato. Se tudo correr dentro do previsto, serão, ao todo, 150 dias.” A vencedora terá sete meses para começar a operar. O subsecretário de Transporte da Setop, Fabrício Torres Sampaio, explica que a modelagem estudada foi desenvolvida a partir do “feedback” obtido junto às candidatas. A proposta é que o aeroporto tenha como prioridade o apoio à logística de transporte, com ênfase em cargas aéreas. Na opinião do subsecretário, a participação da iniciativa privada é fundamental.
Para o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, o Aeroporto Regional promoverá o chamado “efeito cascata.” “Representa geração de renda para as cidades do entorno. A médio prazo, significa novos investimentos para a região. Os municípios têm que reorganizar seus planos diretores para que haja sustentabilidade econômica.”
Participaram do encontro, prefeitos de várias cidades da Zona da Mata, como Rio Novo, Goianá e Chácara. A audiência foi aberta pelo prefeito Custódio Mattos (PSDB), que também classificou o aeroporto como um polarizador de desenvolvimento para a região. O empreendimento, que consumiu R$ 80 milhões dos cofres públicos, começou a ser construído em 2001. Até hoje, tem operado apenas com vôos domésticos de pequeno porte.




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