Projeto prevê construção de segunda pista em Confins
Estado de Minas
Minha luta é acabar com a Anac como agência reguladora
Miguel Martini (PHS-MG), deputado federal
“É objetivando maximizar o aproveitamento do potencial desse aeroporto que esta agência estuda medidas com vista a alterar as restrições existentes, permitindo o surgimento de novas ligações diretas ao Centro de Belo Horizonte e aumentando a atratividade da cidade para realização de negócios”, informa correspondência assinada pelo diretor-presidente substituto da Anac, Alexandre Gomes de Barros.
Já a Infraero mantém posicionamento convergente com o do governo de Minas. “Julgo que a continuação das operações aéreas na Pampulha e em Confins, nas atuais condições, ao menos por mais quatro a cinco anos, seria desejável para que esta empresa venha a concluir os investimentos programados no seu planejamento estratégico para os dois aeroportos”, informa a Infraero em ofício de dezembro passado, assinado pelo presidente Sérgio Gaudenzi.
O projeto do governo estadual para o Vetor Norte planeja melhor uso da capacidade operacional do aeroporto de Confins, inclusive com construção de uma segunda pista pela Infraero, e manter na Pampulha a operação aeronáutica mais leve, limpa, de menor ruído e risco.
“O problema da segurança é outro fator que traz riscos à Pampulha”, afirma o subsecretário Luiz Antônio Atayde, relacionando como problemáticas a barragem frontal à cabeceira de aproximação, a falta de pátio para estacionamento e de uma pista adicional. Hoje, só cabem no estacionamento três aviões de porte grande (acima de 90 passageiros) e o taxiamento é feito na única pista, obrigando os aviões que se aproximam a retardar o pouso ou decolagem. Isso sem falar nos problemas urbanísticos que circundam a pista da Pampulha, como o grande volume de lixo depositado nas imediações.
Os lixões atraem urubus e outras aves, pondo em risco as turbinas dos jatos. “Não queremos que ocorra aqui problema como o do pouso do avião no Rio Hudson (Nova York), por causa de urubu, ou tragédias como as de Congonhas (São Paulo)”, alerta o subsecretário. Até mudanças nas regras aeronáuticas, para permitir o uso de jatos na Pampulha, foram promovidas pela Anac em setembro de 2007, com o objetivo de gerar mercado à Embraer e seus jatos EMB 145, que atendem as limitações impostas pela própria agência (50 passageiros). Ou seja, depois de reconhecer as restrições e até tentar ajustar modelos de avião para atuar sob condições adequadas ao aeroporto da Pampulha, a Anac mudou a direção dos ventos.
Não é o que deseja a Infraero. “A atual destinação dos aeroportos da Pampulha e de Confins estabeleceu uma desejável complementariedade entre esses dois importantes equipamentos urbanos”, considera Gaudenzi. Segundo ele, a divisão do tráfego aéreo na área metropolitana de BH “permitiu melhor aproveitamento das suas instalações, além de corrigir o indesejável desbalanceamento anteriormente existente”.
Abraço
Estado de Minas
Minha luta é acabar com a Anac como agência reguladora
Miguel Martini (PHS-MG), deputado federal
“É objetivando maximizar o aproveitamento do potencial desse aeroporto que esta agência estuda medidas com vista a alterar as restrições existentes, permitindo o surgimento de novas ligações diretas ao Centro de Belo Horizonte e aumentando a atratividade da cidade para realização de negócios”, informa correspondência assinada pelo diretor-presidente substituto da Anac, Alexandre Gomes de Barros.
Já a Infraero mantém posicionamento convergente com o do governo de Minas. “Julgo que a continuação das operações aéreas na Pampulha e em Confins, nas atuais condições, ao menos por mais quatro a cinco anos, seria desejável para que esta empresa venha a concluir os investimentos programados no seu planejamento estratégico para os dois aeroportos”, informa a Infraero em ofício de dezembro passado, assinado pelo presidente Sérgio Gaudenzi.
O projeto do governo estadual para o Vetor Norte planeja melhor uso da capacidade operacional do aeroporto de Confins, inclusive com construção de uma segunda pista pela Infraero, e manter na Pampulha a operação aeronáutica mais leve, limpa, de menor ruído e risco.
“O problema da segurança é outro fator que traz riscos à Pampulha”, afirma o subsecretário Luiz Antônio Atayde, relacionando como problemáticas a barragem frontal à cabeceira de aproximação, a falta de pátio para estacionamento e de uma pista adicional. Hoje, só cabem no estacionamento três aviões de porte grande (acima de 90 passageiros) e o taxiamento é feito na única pista, obrigando os aviões que se aproximam a retardar o pouso ou decolagem. Isso sem falar nos problemas urbanísticos que circundam a pista da Pampulha, como o grande volume de lixo depositado nas imediações.
Os lixões atraem urubus e outras aves, pondo em risco as turbinas dos jatos. “Não queremos que ocorra aqui problema como o do pouso do avião no Rio Hudson (Nova York), por causa de urubu, ou tragédias como as de Congonhas (São Paulo)”, alerta o subsecretário. Até mudanças nas regras aeronáuticas, para permitir o uso de jatos na Pampulha, foram promovidas pela Anac em setembro de 2007, com o objetivo de gerar mercado à Embraer e seus jatos EMB 145, que atendem as limitações impostas pela própria agência (50 passageiros). Ou seja, depois de reconhecer as restrições e até tentar ajustar modelos de avião para atuar sob condições adequadas ao aeroporto da Pampulha, a Anac mudou a direção dos ventos.
Não é o que deseja a Infraero. “A atual destinação dos aeroportos da Pampulha e de Confins estabeleceu uma desejável complementariedade entre esses dois importantes equipamentos urbanos”, considera Gaudenzi. Segundo ele, a divisão do tráfego aéreo na área metropolitana de BH “permitiu melhor aproveitamento das suas instalações, além de corrigir o indesejável desbalanceamento anteriormente existente”.
Abraço



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