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[LEILÃO] Safety Cards

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Mobilização contra ampliação de CGH


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#1 Leonardo de Paula

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Postado 30 de março de 2009 - 10:02

Sem resposta do governo, moradores do Jabaquara se mobilizam contra desapropriações na região de Congonhas

As informações estão todas guardadas em uma pasta de plástico. Qualquer recorte de jornal sobre a possível ampliação do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, recheia o arquivo da Associação dos Moradores do Entorno do Aeroporto de Congonhas (AMEA).

O grupo, que reúne cerca de 400 moradores da região do Jabaquara - especificamente dos bairros Parque Jabaquara e Jardim Oriental - existe há cerca de quatro meses. Eles resolveram se organizar após uma reunião entre o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o governador José Serra (PSDB) e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no começo de novembro do ano passado. Na época, foi anunciada a possível ampliação das pistas de Congonhas em aproximadamente 1.100 metros no sentido Jabaquara, o que resultaria na desapropriação de cerca de 2.000 imóveis na região.

"Não recebemos nenhuma informação oficial, nenhum documento oficial", afirma o presidente da AMEA, Rene Pimentel, 42, que mora no bairro há 15 anos. "Teve gente que sofreu infarto [com a notícia], colocou ponte de safena. São pessoas mais velhas, que só têm essa propriedade aqui", conta o comerciante Luiz Carlos Dall, 47, que nasceu no bairro e mantém uma loja com "vista" para o aeroporto há 25 anos.

O que foi noticiado pela imprensa virou boato entre os moradores. Segundo a associação, eles tentam, sem sucesso, marcar um encontro com o prefeito para esclarecer a questão. "Eles não respondem, não querem saber. Dizem que não tem nada definido. Eles têm que vir a público e mostrar a real intenção sobre a ampliação", reclama Pimentel.

À reportagem do UOL Notícias, o Ministério da Defesa, o governo estadual e a prefeitura disseram ainda não ter informações sobre a ampliação.

Segundo votação informal que a AMEA fez na região, menos de 1% dos moradores são favoráveis à desapropriação. "Os que são favoráveis são inquilinos, ou seja, para eles tanto faz", segundo Dall. Já foram reunidas mais de 2.000 assinaturas contrárias à ampliação de Congonhas. "Estamos nos mobilizando, não vamos esperar um oficial [com a notificação de desapropriação]", afirma Pimentel.

Desde o início deste ano, duas audiências públicas já foram realizadas na Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir as desapropriações. "Vamos entrar com ações na Justiça contra as desapropriações. Também fizemos um ofício pedindo ao prefeito que receba uma comissão de moradores do bairro. Não tivemos resposta", afirma o deputado estadual da oposição e organizador das audiências, Carlos Gianazzi (PSOL). A reportagem procurou a assessoria de imprensa do gabinete do prefeito, que informou não haver registro de nenhum pedido de reunião para tratar do assunto.

Em protesto, os moradores vão promover no começo de abril uma passeata do local do acidente da TAM, que matou 199 pessoas em julho de 2007, até o hall de entrada de Congonhas. Seis mil panfletos já foram impressos, e a AMEA espera que cerca de 500 pessoas participem do ato.

Um aeroporto polêmico
Congonhas estava bem distante do centro urbano da capital quando foi planejado, em 1936. O arquiteto e urbanista Jorge Wilheim lembra que o entorno, na época, era um grande descampado. "Não tínhamos um Plano Diretor quando ele foi feito. Depois, a região foi sendo ocupada sem planejamento", afirma. O Plano Diretor só foi elaborado na década de 1960. "As pessoas se mudavam para lá em busca dos benefícios de infraestrutura", diz Wilheim.

A dona-de-casa Eliana Barbarisi, 53, mora no Jabaquara desde que nasceu. Ela não acha que houve crescimento desordenado do bairro em volta de Congonhas. "Foi o aeroporto que cresceu. Antes a distância era grande, entre o bairro e o aeroporto havia dois morros e um espaço equivalente a um campo de futebol", lembra. "Quem está ilegal aqui é o aeroporto, não quem sempre pagou impostos", afirma Barbarisi. A moradora se refere à falta de licença de Congonhas desde a década de 30.

A Infraero encomendou recentemente um Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para permitir o licenciamento do aeroporto. Em janeiro deste ano, o relatório apontou que Congonhas emite ruído em excesso. "Aqui no bairro todo mundo tem problema auditivo. Eu só tenho 60% da minha audição. Vamos entrar com uma ação conjunta contra a Infraero pedindo indenização por causa desses problemas", afirma Barbarisi.

Todos os moradores ouvidos pela reportagem se mostram céticos em relação a uma possível desativação do aeroporto. "Desativação é impossível, mas queremos voltar à década de 50, quando havia limite para o tamanho das aeronaves", diz Barbarisi. "É uma utopia desativar", concorda o também morador Damagoy Ante Mário, 48, comerciante.

Sobre a declaração do ministro Nelson Jobim, de que as desapropriações são um "ônus do desenvolvimento", o morador Carlos Menin, 64, engenheiro, afirma que a opinião só seria válida se o projeto fosse "viável". "Esse aeroporto não tem futuro", diz Menin. O morador Luiz Carlos Dall concorda: "Se fosse seguro, eu apoiaria, mas não é. Vai fazer, mas os acidentes vão continuar, vai ser problemático", resume.

Em novembro último, Jobim disse que a ampliação visava apenas a segurança, e não o aumento da capacidade do aeroporto (o limite de Congonhas é de 15 milhões de passageiros). "O que importa é o interesse político e econômico, eles não têm interesse na segurança, nem na população", alfineta Barbarisi.

Bairro residencial
Os moradores do Jabaquara não comentam valores para chegar a um possível acordo com o governo. "Nem cogitamos a possibilidade de chegar a um preço [para os imóveis]", afirma o presidente da associação de moradores.

Para eles, a desapropriação não compensa em nenhum aspecto. "Eles vão querer o valor mais barato e vão demorar para pagar", afirma Eliana Barbarisi. "Uma moradora daqui já tinha sofrido desapropriação na [avenida] Águas Espraiadas. Até hoje ela só recebeu duas parcelas de um total de dez que deveria receber", diz.

O morador Luiz Carlos Dall afirma que sua casa, com 480 m² de área construída, está avaliada em R$ 750 mil, mas acredita que receberia apenas cerca de R$ 180 mil - o valor venal calculado pela prefeitura. O valor venal da casa de Damagoy Ante Mário é cerca de R$ 300 mil, mas "só com a última reforma aqui gastei R$ 400 mil", ele ressalta.

A respeito do comentário do prefeito Gilberto Kassab, feito em novembro de 2008, de que "ninguém quer morar do lado do aeroporto", os moradores são enfáticos: "Ele nunca veio aqui perguntar", respondem. O barulho ensurdecedor do sobe e desce de aviões - pela contabilidade deles, é um a cada cerca de 3 minutos - parece não ser problema. "Estamos acostumados", diz Mário.

Em resposta, os moradores enaltecem os pontos positivos da região: a boa localização, o metrô próximo e os serviços locais, como a sede do laboratório Fleury e o hospital Nossa Senhora de Lourdes. "Aqui todo mundo se conhece, é um bairro antigo", diz Barbarisi. "O melhor daqui é a gente", brinca Mário.

Os números da ampliação do aeroporto de Congonhas
1.100 ma mais de pistas
2.000 imóveis seriam desapropriados
75%*do Parque Jabaquara desapareceria
15%*do Jardim Oriental desapareceria
1%* é favorável à desapropriação


Gabriela Sylos
Do UOL Notícias
Em São Paulo

#2 Stelios the Greek

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Postado 30 de março de 2009 - 10:33

me desculpem, mas ler uma coisa dessa:

QUOTE
A dona-de-casa Eliana Barbarisi, 53, mora no Jabaquara desde que nasceu. Ela não acha que houve crescimento desordenado do bairro em volta de Congonhas. "Foi o aeroporto que cresceu. Antes a distância era grande, entre o bairro e o aeroporto havia dois morros e um espaço equivalente a um campo de futebol", lembra. "Quem está ilegal aqui é o aeroporto, não quem sempre pagou impostos", afirma Barbarisi. A moradora se refere à falta de licença de Congonhas desde a década de 30.


simplesmente beira ao ridículo!


#3 Kleber

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Postado 30 de março de 2009 - 11:06

Haja desapropriações, ein?





#4 A320 PR-MAW

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Postado 30 de março de 2009 - 11:14

QUOTE(Stelios the Greek @ Mar 30 2009, 10:33 AM) <{POST_SNAPBACK}>
me desculpem, mas ler uma coisa dessa:



simplesmente beira ao ridículo!



não BEIRA o ridículo, É ridículo

uma pessoa dessas devia calar a boca pra não deixar ninguém ter certeza que é uma completa idiota


tenho muita raiva desse pessoal aí que sempre soube que o aeroporto esteve lá e foi morar lá mesmo assim agora fica reclamando

aeroporto que cresceu, aff.. essa foi pra terminar o mês com chave de ouro

#5 Stelios the Greek

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Postado 30 de março de 2009 - 11:32

quero ver o dia que congonhas vai ser fechado e todo aquele comércio, hoteis, locadoras, pensões para tripulantes e muitos outros, o que vão fazer sem o aeroporto funcionando!

#6 mr_loner

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Postado 30 de março de 2009 - 11:33

Bem, se eles (os moradores) utilizarem os mesmos argumentos que o Gov. de MG está usando para não permitir a operação de jatos em PLU podem ter certeza que eles ganham, pois o nível de ruído é infinitamente maior, ( mesmo se comparado a PLU na epoca em que operava com 3 mi), a pista é menor, e com área de escape menor ( o que torna as operações bem mais ''perigosas''), e o espaço aéreo tanto de aproximação como de decolagem contém bem mais obstáculos.

Se fossem levar ao pé da letra, CGH já estava restrito a décadas, independente dos moradores terem ou não se alojado próximo ao aeroporto, alguém ''ou alguèns''´permitiu isso, e agora vão ter que arcar.

Se essas desapropriações forem autorizadas, vai ser simplesmente rídiculo cobrar a restrição de PLU, SDU e afins, com base NOS ARGUMENTOS SUPRA CITADOS.

A INFRAERO tem que se decidir, por que não vai poder usar uma lei pra um aeroporto e uma outra lei para outra, se é para aplicar, tem que aplicar pra todo mundo.

#7 Sonnera

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Postado 30 de março de 2009 - 11:37

Essa situação é complicada...
De um jeito ou de outro, vai dar merd* =//

Tem que analisar qual vai ser a que fede menos...

#8 Yoshioff

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Postado 30 de março de 2009 - 13:39

QUOTE(Leonardo de Paula @ Mar 30 2009, 10:02 AM) <{POST_SNAPBACK}>
A dona-de-casa Eliana Barbarisi, 53, mora no Jabaquara desde que nasceu. Ela não acha que houve crescimento desordenado do bairro em volta de Congonhas. "Foi o aeroporto que cresceu. Antes a distância era grande, entre o bairro e o aeroporto havia dois morros e um espaço equivalente a um campo de futebol", lembra. "Quem está ilegal aqui é o aeroporto, não quem sempre pagou impostos", afirma Barbarisi. A moradora se refere à falta de licença de Congonhas desde a década de 30.


Já não bastava a velhinha de Moema, e mais essa agora? Fala sério! Se bobiar devem ser do mesmo grupo de tricô as duas! suicide_anim.gif

QUOTE(Leonardo de Paula @ Mar 30 2009, 10:02 AM) <{POST_SNAPBACK}>
"Aqui no bairro todo mundo tem problema auditivo. Eu só tenho 60% da minha audição. Vamos entrar com uma ação conjunta contra a Infraero pedindo indenização por causa desses problemas", afirma Barbarisi.


Me desculpe, mas a idade desta "quase senhora" tambem deveria ser levado em consideração certo? Outro fato tambem é que o ruido de certos pontos do transito da cidade são infernais tambem, se você por exemplo caminhar na W Luis, e tiver alguma aeronave no ponto de espera, você simplesmente não escuta direito, por causa do ruído causado pelo transito!

#9 Landing

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Postado 30 de março de 2009 - 14:09


#10 Lear_60

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Postado 30 de março de 2009 - 14:14

E alguém aqui acredita que isso vai sair do papel?

#11 Stelios the Greek

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Postado 30 de março de 2009 - 14:24

invês do povo ir trabalhar, batalhar pra ganhar dinheiro e se mudar para um lugar melhor, o brasileiro espera receber valores milionários da União para desapropiar suas moradias!

tem gente q reclama do barulho dos aviões no aeroporto e mora la há 15 anos!
mas de 70 anos tem avião passando por la e o cara q veio há 15 anos QUAL O DIREITO DELE RECLAMAR?
nenhum!

ta morando la por que quer!

eu mora no alto da lapa e quando a 17 opera, as aeronaves passam dia e noite em cima da minha casa! mesmo sendo aerontusiasta eu nunca reclamei!

#12 JJNVT

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Postado 30 de março de 2009 - 14:26

QUOTE(Leonardo de Paula @ Mar 30 2009, 10:02 AM) <{POST_SNAPBACK}>
A Infraero encomendou recentemente um Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para permitir o licenciamento do aeroporto. Em janeiro deste ano, o relatório apontou que Congonhas emite ruído em excesso. "Aqui no bairro todo mundo tem problema auditivo. Eu só tenho 60% da minha audição. Vamos entrar com uma ação conjunta contra a Infraero pedindo indenização por causa desses problemas", afirma Barbarisi.

Minhas sugestões à Infraero, infalíveis:

1. Distribua protetores auriculares a toda a vizinhança do aeroporto;
2. Ligue avisando a cada morador no momento que alguma aeronave for decolar, para que estes possam usar seus proetores;
3. Obrigue as companhias a usarem capas silenciadoras na saída de seus motores no momento da decolagem;
4. Construam um muro um pouco mais alto, coisa de uns 200 metros, em toda a borda da pista, assim o barulho dos motores fica "confinado" àquela área.

Outras sugestões serão bem-vindas! thumbsup.gif

#13 JJNVT

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Postado 30 de março de 2009 - 14:31

Ah, na boa, prefiro nem tomar conhecimento desse tipo de coisa porque me irrita!
Inventei de ler o tal do site deles e "browseando" dei de cara com a seguinte frase:

"- Devemos nos perguntar: Afinal, queremos ou não queremos essas imensas aeronaves sobre nossas cabeças?"

Aí eu digo que devemos responder:

"- Queremos! Se não quiséssemos não teríamos vindo morar aqui!"

th_banghead.gif ranting_1.gif suicide_anim.gif thumbsdown_still.png 110.gif puke.gif
Ah, encheu o saco!
th_banghead.gif ranting_1.gif suicide_anim.gif thumbsdown_still.png 110.gif puke.gif

Editado por JJNVT, 30 de março de 2009 - 14:32 .


#14 Lear_60

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Postado 30 de março de 2009 - 14:36

No site deles tem até forum.

QUOTE
A dona-de-casa Eliana Barbarisi, 53, mora no Jabaquara desde que nasceu. Ela não acha que houve crescimento desordenado do bairro em volta de Congonhas. "Foi o aeroporto que cresceu. Antes a distância era grande, entre o bairro e o aeroporto havia dois morros e um espaço equivalente a um campo de futebol", lembra. "Quem está ilegal aqui é o aeroporto, não quem sempre pagou impostos", afirma Barbarisi. A moradora se refere à falta de licença de Congonhas desde a década de 30.


Como diz um amigo meu: Isso é falta de um tanque cheio de roupa pra lavar. stirthepot.gif

Editado por Lear_60, 30 de março de 2009 - 14:40 .


#15 Landing

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Postado 30 de março de 2009 - 17:56

QUOTE(Lear_60 @ Mar 30 2009, 02:14 PM) <{POST_SNAPBACK}>
E alguém aqui acredita que isso vai sair do papel?


Supondo que o Kasab esteja falando serio (o que eu duvido) ele nao vai conseguir fazer isso sair do papel em menos de 4 anos.
E em 4 anos ja entrou um adversario do lugar dele que vai mudar tudo que ele fez seja bom ou mau!

portanto eu duvido que saia do papel.
Alias nem no papel isso existe, nao tem nenhum projeto, é mera expeculação.
algo bem diferente da mais barata, eficiente e util 3a pista de gru que tem o projeto PRONTO, só precisa ser executado!





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