
Coluna do Ancelmo Gois
O Globo - 12/05/2009
Eu ainda vou entender, como uma obra que foi feita para operar com X, não consegue nem operar com 80% de X.
Eu continuo achando que isso está na falta de preparo de funcionários ( de todos os ramos) em lidar com um volume maior de passageiros.
Mas uma coisa eu concordo com o Ancelmo, era para o SDU ter sido deixado como estava ( o projeto original dos irmãos roberto) ter limitado até mesmo a ponte a 4 milhões de pax ano (quem quiser pega a Ponte GIG - CGH, não acho que a ponte deva ser ampliada até enquanto existir demanda) , e ter pego os 500 milhões de reais que foram gastos para transformar o SDU num aeroporto ''regional'' de 8,5 milhões de pax ano, e ter gasto em um ramal de transporte eficiente ligando 3 ou 4 pontos importantes do centro do RJ ao GIG, e o restante, para promover uma reforma radical no T1 do GIG e a finalização do T2, assim como o Gov deveria investir na relocação das favelas as margens da L Vermelha para conjuntos habitacionais decentes e intensificasse a fiscalização para que os favelados não voltassem assim como a segurança fosse mantida.
Se isso tivesse sido feito não haveria motivos para a abertura do SDU a outras rotas, pois somente o movimento atual estaria ocupando a capacidade máxima do aeroporto, assim ninguem poderia pedir nada, existiriam ligações rápidas, seguras e eficientes entre o centro e o GIG, que não seriam sucetíveis a assaltos, arrastões ou congestionamentos. Os terminais de passageiros do GIG seriam confortáveis, conservados e não fariam vergonha como fazem hoje.
Agora o que não se pode é querer que um aeroporto opere com 37% de sua capacidade, para que com isso os passageiros não precisem se submeter a filas, ou a embarques na remota, isso não existe em lugar nenhum do mundo, um equipamento público deve ser acessado por todos, claro dentro dos limites que lhe são permitidos ( o SDU não está operando no limite máximo para o qual foi construído), se for dessa forma, BSB pode reinvindicar um novo aeroporto com estrutura para atender 5 milhões de pax ano, porém que restrinjam operações para um máximo de 2 milhões de pax, assim quem tiver $$ para pagar o alto valor das passagens, vai ter direito a um aeroporto sem as filas quilométricas dos raios X ( que em BSB ganha de qualquer aeroporto) , sem embarques na remota ( em determinados horários, chegam a se posicionar 13 aviões nas remotas) e sem os milhars de reposicionamentos das aeronaves, que com certeza atrasam bem mais os voos de lá, do que os do SDU.
Agora de Fato, espero que a infraero tenha desde o início dos novos voos, lembrado de convocar novos funcionários e equipamentos necessários para as operações, por que se n fizer isso, obviamente o aeroporto n vai funcionar.