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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Sindicato diz: Não em Airbus


Já existem 40 respostas neste tópico, contribua você também!

#1 Raphael Pascoalle

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Postado 08 de junho de 2009 - 12:53

O sindicato de pilotos da Air France assegurou hoje que pediu a seus associados que não voem enquanto a companhia não mudar os sensores de velocidade dos Airbus A330 e A340, dispositivos considerados uma das possíveis causas do acidente do último dia 1º.

"A companhia disse que vai mudar os sensores nas próximas semanas. Nós queremos proteger nossas tripulações e nossos passageiros, por isso não podemos esperar esse prazo", disse o líder sindical Christiphe Presentier na emissora "France Info".

Por isso, o sindicato assegurou que pediu a seus membros "que não voem se o aparelho não tiver pelo menos dois dos três sensores modificados".

Presentier afirmou que se trata de "uma medida de precaução" enquanto se investiga a possibilidade de uma falha nesses sensores ter provocado o acidente do Airbus A330, que voava do Rio de Janeiro a Paris.

O líder sindical lembrou que o Escritório de Investigação e Análise (BEA), responsável pelas averiguações sobre a tragédia, apontou os sensores como uma das possíveis causas do acidente, embora ainda não tenha dado uma explicação conclusiva.

Presentier indicou que no ano passado foram registrados outros problemas na Air France e em outras companhias relacionados com os sensores de velocidade.

Segundo o BEA, esses sensores enviaram informações contraditórias sobre a velocidade do voo AF447 que caiu no Atlântico.

A incoerência desses dados fez com que alguns sistemas eletrônicos do avião deixassem de funcionar, como o piloto automático, segundo o BEA.

No entanto, os responsáveis pela investigação afirmaram que é cedo demais para se saber as causas do acidente.

A Air France, por sua vez, assegurou que acelerou o programa de substituição dos sensores, iniciado em 27 de abril passado, após os incidentes registrados em vários de seus aparelhos.

A companhia aérea francesa mudou esses sensores em sua frota A320, a primeira em que foi registrado algum tipo de problema, e não iniciou a substituição nos A330 e A340 até que a Airbus propusesse um modelo compatível

Fonte: Uol

#2 Sdumont

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Postado 08 de junho de 2009 - 13:06

Para os entendidos de plantão: será que não existe relação entre este caso da TAM com o acidente do AF447 e também o da Quantas recentemente?


25/05/2009 - 22h11
Passageiros passam mal após turbulência em voo da TAM

da Folha Online

Passageiros de um avião da TAM, que veio de Miami na noite desta segunda-feira, passaram mal e foram encaminhadas ao atendimento médico após a aeronave passa por uma turbulência minutos antes de pousar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo).

De acordo com informações preliminares da assessoria da Infraero (estatal que administra os aeroportos), o voo aterrissou às 19h45 e 15 passageiros passaram por atendimento no terminal. Seis deles permanecem no posto médico do aeroporto e os demais foram encaminhados ao Hospital Geral de Guarulhos, segundo a estatal.

Os sintomas dos passageiros ainda não foram informados pela Infraero. A TAM, por meio da assessoria de imprensa, informou que se manifesta ainda na noite de hoje sobre o ocorrido.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidia...95u571530.shtml


#3 A320 PR-MAW

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Postado 08 de junho de 2009 - 13:14

QUOTE(Sdumont @ Jun 8 2009, 01:06 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Para os entendidos de plantão: será que não existe relação entre este caso da TAM com o acidente do AF447 e também o da Quantas recentemente?


25/05/2009 - 22h11
Passageiros passam mal após turbulência em voo da TAM

da Folha Online

Passageiros de um avião da TAM, que veio de Miami na noite desta segunda-feira, passaram mal e foram encaminhadas ao atendimento médico após a aeronave passa por uma turbulência minutos antes de pousar no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo).

De acordo com informações preliminares da assessoria da Infraero (estatal que administra os aeroportos), o voo aterrissou às 19h45 e 15 passageiros passaram por atendimento no terminal. Seis deles permanecem no posto médico do aeroporto e os demais foram encaminhados ao Hospital Geral de Guarulhos, segundo a estatal.

Os sintomas dos passageiros ainda não foram informados pela Infraero. A TAM, por meio da assessoria de imprensa, informou que se manifesta ainda na noite de hoje sobre o ocorrido.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidia...95u571530.shtml


não sou um entendido, mas li aqui no fórum que estão suspeitado de "loucura" do piloto automático no caso da Qantas, então é possível sim, no meu ponto de vista, que essa "loucura" do piloto automático tenha sido decorrente de uma leitura incorreta de algum parâmetro

já o TAM tá parecendo que foi turbulência mesmo, mas vale a pena aguardar mais pra ver se descobrem algo, ainda mais agora que essa história tá vindo à tona eu acho que vão dar bastante atenção pra isso

Editado por llpilch, 08 de junho de 2009 - 13:14 .


#4 *Fênix*

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Postado 08 de junho de 2009 - 15:16

A Airbus se pronunciou na quinta dia 5, ouvi dizer que ela faria uma declaração no sábado também...

Reuters - 05/06/2009 11:00<H1 class=title_normal>Airbus faz alerta a companhias aéreas após queda de Air France</H1><H3></H3>Por Crispian Balmer

PARIS (Reuters) - A Airbus divulgou procedimentos a serem seguidos caso a tripulação suspeite de falhas nos indicadores de velocidade das aeronaves, sugerindo que um defeito técnico pode ter sido preponderante no acidente desta semana com um avião da Air France na rota Rio-Paris.

Mensagens de emergência enviadas durante três minutos antes da queda indicam que havia uma inconsistência entre diferentes velocidades aferidas pelos instrumentos logo depois que o avião entrou em uma zona de tempestade, de acordo com especialistas.

A mensagem da Airbus foi enviada a todos os proprietários do modelo A330 na noite de quinta-feira. Uma fonte do setor disse que alertas desse tipo só são enviados quando investigadores de acidentes aéreos estabelecem fatos que consideram ser importantes o suficiente para serem imediatamente divulgados às empresas.

Um porta-voz da Airbus disse nesta sexta-feira que o alerta a seus clientes não implica que os pilotos da aeronave acidentada tenham feito algo de errado ou que uma falha de projeto tenha causado o desastre.

O avião da Air France supostamente caiu ao passar por uma zona de forte turbulência no meio do Atlântico. Havia 228 pessoas a bordo. A FAB visualizou destroços no mar a cerca de 1.100 quilômetros da costa do Nordeste, que segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, seriam do avião.

As equipes de resgate encontraram vários destroços boiando espalhados num trecho de 90 quilômetros, e barcos presentes na área estão tentando recolhê-los para se certificar de que o avião realmente caiu naquela área. Uma primeira parte recolhida pela Marinha, no entanto, foi descartada como sendo do AF 447.

Mais de 300 modelos A330-200, igual ao da Air France, operam no mundo todo. Os investigadores não sabem se realmente ele chegou à zona de tempestade com velocidade errada. Um especialista em aviação, que pediu anonimato, disse que os sensores de velocidade se baseiam na pressão do ar e podem apresentar leituras incorretas se forem obstruídos por objetos como o gelo.

Mas o equipamento é aquecido para evitar o congelamento, e não há informações precisas sobre qualquer falha. Se os pilotos tiverem confiado em leituras imprecisas, podem ter alterado equivocadamente a velocidade, prejudicando a estabilidade do voo.

A Airbus disse que o procedimento correto quando há indicadores de velocidade duvidosos é manter a força dos motores e começar uma verificação.

A mensagem da Airbus reabre um antigo debate entre pilotos sobre uma suposta complexidade excessiva dos aviões da empresa.

"Este é um avião que foi concebido por engenheiros, para engenheiros, e nem sempre para pilotos", disse Jean-Pierre Albran, veterano piloto de Boeings 747, ao jornal Le Parisien.

"Por exemplo, num 747, o acelerador é empurrado manualmente. Você sente ele se mexer na turbulência. Nos Airbus recentes, o acelerador é fixo. Você olha nos indicadores. Não sente nada."

Especialistas em aviação especulam que o avião da Air France tenha sido derrubado por uma conjunção de fatores, entre eles a turbulência e o mau tempo. As autoridades minimizam a hipótese de terrorismo.

(Reportagem adicional de Fernando Exman em Recife e Brian Ellsworth no Rio)



#5 Comte Curtiss

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Postado 08 de junho de 2009 - 19:11

Gostaria de saber a respeito dos demais operadores de A330-200 no Brasil, como TAM,TAP....Os Pitots fora ja trocados???Alguem daqui sabe ?

#6 Kleber

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Postado 08 de junho de 2009 - 19:13

Aviões da TAM tiveram sensores trocados

O presidente da TAM, David Barioni, afirmou hoje que os sensores de velocidade dos 124 aviões Airbus da companhia já foram trocados, seguindo recomendação feita em 2007 pela fabricante das aeronaves. Uma suposta falha na peça poderia ter causado o acidente com o voo 447 da Air France, que desapareceu na noite de 31 de maio na costa brasileira. "A orientação foi 100% aplicada", afirmou Barioni ao chegar para o almoço do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista.


Aeronáutica investiga incidente com avião da TAM
O executivo informou ainda que a única orientação da Airbus recebida após o acidente com o voo 447 da Air France foi em relação aos procedimentos dos pilotos em caso de turbulência. De acordo com Barioni, tratam-se de reforço às recomendações que já constam do manual das aeronaves.

Falhas nos sensores que medem a velocidade da aeronave estão sendo investigadas como uma das possíveis causas do acidente com 228 pessoas, ocorrido durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris. Na sexta-feira, um memorando enviado pela Air France aos seus pilotos informou que a empresa aérea está substituindo os sensores de velocidade de todos os seus jatos da Airbus .

Fonte: Agência Estado

#7 sigler

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Postado 08 de junho de 2009 - 22:10

O que mais me chamou a atençao nesse post foi o fato de um piloto da Air France vir a publico para fazer uma declaração contra a empresa, recomendando a passageiros que não voem nela... Já pensou se o presidente da ATT da uma entrevista dessa? Ou o presidente da associação de pilotos da Gol? Quanto segundos depois eles seriam demitidos? Ainda falta muito pra termos uma aviação de primeiro mundo mesmo...

#8 Landing

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Postado 08 de junho de 2009 - 22:53

QUOTE(sigler @ Jun 8 2009, 10:10 PM) <{POST_SNAPBACK}>
O que mais me chamou a atençao nesse post foi o fato de um piloto da Air France vir a publico para fazer uma declaração contra a empresa, recomendando a passageiros que não voem nela... Já pensou se o presidente da ATT da uma entrevista dessa? Ou o presidente da associação de pilotos da Gol? Quanto segundos depois eles seriam demitidos? Ainda falta muito pra termos uma aviação de primeiro mundo mesmo...


Comparar a situaçao sindical da frança com o Brasil, é o mesmo que comparar uma formiga com uma baleia!

#9 *Fênix*

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Postado 09 de junho de 2009 - 12:57

QUOTE(Comte Curtiss @ Jun 8 2009, 07:11 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Gostaria de saber a respeito dos demais operadores de A330-200 no Brasil, como TAM,TAP....Os Pitots fora ja trocados???Alguem daqui sabe ?


A US Airways, que possui nove A330, começou a substituir as sondas anemométricas destes aparelhos, cujo mau funcionamento foi apontado como possível causa do desaparecimento do voo AF 447 da Air France entre Rio de Janeiro e Paris, anunciou nesta segunda-feira a companhia áerea.

"Começamos a substituir este componente por excesso de precauções", declarou Morgan Durrant, responsável pela comunicação da US Airways, em e-mail enviado à AFP.

"A segurança é nossa prioridade absoluta, antes de qualquer outra coisa", destacou o porta-voz, recusando-se a tecer outros comentários "por respeito à investigação em andamento sobre o voo 447 da Air France".

Um mau funcionamento das sondas anemométricas, também chamadas de sondas Pitot, do Airbus A330 da Air France que fazia a ligação entre Rio e Paris poderia ter contribuído para a queda do aparelho, na noite de 31 de junho, com 228 pessoas a bordo. Estes sensores servem para medir a velocidade do avião.

Fonte: AFP via Último Segundo - IG

#10 *Fênix*

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Postado 09 de junho de 2009 - 13:01

Aerolula também ...

O Airbus presidencial 319, apelidado de 'Aerolula', está em manutenção em São Carlos (SP), e a Força Aérea Brasileira (FAB) estuda mudanças no indicador de velocidade da aeronave.

O avião é do mesmo fabricante da aeronave da Air France, que se acidentou na semana passada.

A Air France informou no fim de semana que estava acelerando a substituição dos sensores de velocidade de seus aviões antes do acidente, após ter verificado um congelamento da peça pela primeira vez em maio de 2008 e não ter chegado a um acordo com a Airbus sobre como agir para resolver o problema. Uma das hipóteses do acidente é a leitura incorreta da velocidade do aparelho.

Segundo a Aeronáutica, o Airbus presidencial tem "uma série de modificações para a missão que realiza e não pode ser comparada com modelos comerciais".

Um documento teria sido enviado pela Airbus em abril, por meio da TAM - que faz a manutenção dos equipamentos -, sugerindo a incorporação de aparelho para indicação de velocidade em condições de gelo.

"A referida diretiva técnica é 'recomendada' e não 'obrigatória'. Neste momento, a FAB avalia tecnicamente a necessidade de adotar a alteração recomendada", diz a Aeronáutica em nota.

A manutenção pela qual passa o 'Aerolula' é de "rotina", destacou a assessoria de imprensa da FAB.

"Atualmente, a aeronave presidencial encontra-se em revisão programada em São Carlos, no Centro de Manutenção da TAM, empresa contratada, de acordo com o Plano de Manutenção da Aeronave (MPD). Cabe ressaltar que esta revisão programada não tem nenhum tipo de relação com o acidente ocorrido recentemente com o Airbus A330 da Air France."

Panes

O Aerolula registrou pelo menos duas panes desde o fim do ano passado. Em março, após encontro com o presidente Barack Obama, o avião teve problema na porta e Lula precisou viajar em aeronave reserva.

Em outubro do ano passado, a aeronave registrou uma pane elétrica no painel e o Airbus precisou pousar minutos após a decolagem.

"ESCLARECIMENTO – 08/06/09

AVIÃO DA FAB PARA O TRANSPORTE PRESIDENCIAL


A respeito dos questionamentos feitos sobre a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que realiza o transporte presidencial, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) presta os seguintes esclarecimentos:

1) A FAB tem uma aeronave Airbus (A319CJ), modelo que traz uma série de modificações para a missão que realiza e que não pode ser comparada com os demais modelos comerciais;

2) O Grupo de Transporte Especial (GTE), que opera a aeronave, recebeu em 16/04/09 um documento (Service Bulletin - SB) oficial do fabricante, por meio da TAM Linhas Aéreas, empresa que possui um centro de manutenção no Brasil e que foi contratada para a manutenção. Nesse boletim, o fabricante sugere a incorporação de “pitot probes” na indicação de velocidade em condições de gelo para a melhoria de eficiência do equipamento;

3) A referida diretiva técnica é “recomendada” e não “obrigatória”;

4) Neste momento, a FAB avalia tecnicamente a necessidade de adotar a alteração recomendada;

5) Atualmente, a aeronave presidencial encontra-se em Revisão Programada em São Carlos, no Centro de Manutenção da TAM, empresa contratada, de acordo com o Plano de Manutenção da Aeronave (MPD);

6) Cabe ressaltar que esta revisão programada não tem nenhum tipo de relação com o acidente ocorrido recentemente com o Airbus A-330 da Air France.

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA"


Fonte: G1


#11 RFJET

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Postado 09 de junho de 2009 - 15:09

Sensor vira bode expiatório de acidente com Airbus da Air France
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IGOR GIELOW
Secretário de Redação da Folha de S.Paulo, em Brasília

Os pitots, sensores externos que ajudam a fornecer dados de navegação aos aviões, tomaram feição de bodes expiatórios no acidente do voo AF 447.

Em parte, isso é culpa da necessidade inata da imprensa de identificar fatores que possam ter contribuído para uma tragédia dessa magnitude e impacto. Mas também revela algum grau de desinformação induzido pelas autoridades e pela própria Air France.

Leia a cobertura completa sobre o voo AF 447
Veja nomes de ocupantes do voo 447
Veja onde conseguir informações sobre o voo

A questão é que a leitura incorreta de velocidade, que pode ter ocorrido devido a um congelamento ou falha nos pitots, é um dos poucos dados objetivos à disposição de investigadores.

Então o tubo vira um vilão, e sua troca em todos os Airbus voando por aí resolve a natural crise de confiança que a marca europeia teme enfrentar em um momento de retração no mercado de aviação.

Mas os problemas não acabam aí. Nos incidentes envolvendo A330s australianos em 2008, a leitura incorreta não decorreu de falha no pitot, mas na divergência entre dados do computador que usa o sensor externo com o que usa só instrumentos internos para determinar velocidade e orientação.

Num daqueles episódios, o computador "enlouqueceu" e fez manobras perigosas automaticamente, para corrigir erros que eram virtuais.

As autoridades francesas também descartaram uma quebra estrutural do leme do avião, a parte móvel do estabilizador vertical que ajuda a corrigir rota em baixa altitude e que é travada pelo computador a partir de 703 km/h para não se deslocar em seu próprio eixo. O AF 447, caso tenha mantido sua velocidade ao sair do controle de radar 22 minutos antes de começar a ter problemas registrados, estava a 840 km/h.

Diz o BEA (órgão de investigações francês) que a mensagem de falha no limitador do leme se deveu às leituras incorretas de velocidade --sem uma medição precisa, o sistema desarmaria. Descartou liminarmente a quebra física da peça.

A mensagem de quebra do sistema de limitação do leme aconteceu às 23h10, e a de leituras divergentes às 23h12. Talvez o BEA tenha acesso a mensagens anteriores não divulgadas, mas isso não foi dito.

O órgão afirma que a ordem das mensagens não é relevante. Como disse ontem um experiente piloto de Airbus-330 que foi proibido de fazer comentários por sua empresa: a ordem é sim fundamental.

Lendo a lista de mensagens automáticas, ele, a exemplo de dois pilotos ouvidos na sexta, afirma que, se a ordem foi aquela, não é possível descartar uma falha estrutural no leme.

Ou, como a Folha escreveu sábado, o computador assim entendeu e pode ter gerado a sequência de desligamento de sistemas que ocorre para deixar o avião na mão dos pilotos. Isso no meio de uma tempestade, se o 447 manteve a sua rota.

Por fim, a Air France não ajudou ao especular desde o primeiro minuto que o acidente havia sido provocado por motivos meteorológicos. A hipótese como fator contribuinte é apenas isso, uma hipótese, embora claramente melhor para a imagem da Airbus e da companhia aérea do que um eventual problema técnico ou estrutural em seus aviões.


#12 *Fênix*

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Postado 09 de junho de 2009 - 17:46

MP apura risco de acidente por causa do mau funcionamento.
TAM e Air France terão prazo para trocar os sensores de velocidade.

Do G1, no Rio

O Ministério Público do Rio instaurou nesta terça-feira (9) um inquérito para apurar se o mau funcionamento de sensores de velocidade em aviões Airbus pode provocar acidentes aéreos.

Se comprovado o risco, o promotor Rodrigo Terra, da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, dará um prazo de seis meses para que a Air France e a TAM providenciem a substituição dos sensores de velocidade de seus aviões, sob pena de as companhias serem impedidas de voar.

Um suposto defeito no dispositivo está entre as hipóteses que podem ter provocado a tragédia da semana passada. A empresa fabricante do avião tinha conhecimento do defeito e já havia recomendado a troca, que vem sendo feita, segundo o MP, “de forma lenta”.

Apesar da Air France haver anunciado que vai substituir os sensores de todas as suas aeronaves, Rodrigo Terra considera importante que o Ministério Público atue para prevenir danos aos consumidores.

Air France disse que trocará equipamento

O Sindicato dos Pilotos da Air France informou nesta terça que a companhia aérea se comprometeu a trocar os sensores de controle de velocidade de sua frota de Airbus A330 e A340. O G1 entrou em contato também com a TAM, mas a empresa ainda não se manifestou.

“A direção da Air France chamou os pilotos na segunda-feira (8) à noite, para informar sobre a substituição das sondas, e apresentou-nos um calendário”, disse o porta-voz do sindicato, Erick Derivery. Ele não informou, no entanto, em quanto tempo os equipamentos da frota seriam trocados. “Dentro de alguns dias”, afirmou, sem dar mais detalhes.

A Air France não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

O Sindicato dos Pilotos havia pedido, nesta segunda-feira (8), a seus associados que não voassem enquanto a companhia não mudasse os sensores de velocidade das aeronaves.

“A companhia disse que vai mudar os sensores nas próximas semanas. Nós queremos proteger nossas tripulações e nossos passageiros, por isso não podemos esperar esse prazo”, disse o líder sindical Christiphe Presentier à emissora “France Info”.

Presentier afirmou que se trata de “uma medida de precaução” enquanto se investiga a possibilidade de uma falha nesses sensores ter provocado o acidente do Airbus A330, que voava do Rio a Paris.

O líder sindical lembrou que o Escritório francês de Investigação e Análise (BEA), responsável pelas averiguações sobre a tragédia, apontou os sensores como uma das possíveis causas do acidente, embora ainda não tenha dado uma explicação conclusiva. Segundo o BEA, esses sensores enviaram informações contraditórias sobre a velocidade do voo AF447, que caiu no Atlântico.

A incoerência desses dados fez com que alguns sistemas eletrônicos do avião deixassem de funcionar, segundo o BEA. No entanto, os responsáveis pela investigação afirmaram que ainda é cedo para se saber as causas do acidente.

A Air France, por sua vez, assegurou que acelerou o programa de substituição dos sensores, iniciado em 27 de abril passado, após os incidentes registrados em vários de seus aparelhos.

A companhia aérea francesa mudou esses sensores em sua frota A320, a primeira em que foi registrado algum tipo de problema, e não iniciou a substituição nos A330 e A340 até que a Airbus propusesse um modelo compatível.



#13 Cmte Garcia

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Postado 10 de junho de 2009 - 00:32

Justiça dá 6 meses para Air France e TAM trocarem sensores

As companhias aéreas TAM e Air France têm seis meses, a partir de hoje, para substituir os sensores de velocidade de seus aviões. O objetivo da determinação judicial, que teve como base inquérito instaurado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, é garantir mais segurança nos vôos das duas companhias.

O promotor Rodrigo Terra, da Defesa do Consumidor e do Contribuinte do Rio de Janeiro, disse que o Ministério Público verificou que o sensor de velocidade está no centro das investigações da França sobre o desastre ocorrido no último dia 31 com o Airbus A330-200 da Air France, que fazia a rota Rio-Paris.

Como a própria fabricante do avião havia recomendado a substituição dos sensores e o problema tinha ocorrido em outras aeronaves desse tipo, o Ministério Público concluiu que as empresas deveriam fazer a troca imediatamente. Segundo Terra, a TAM, que opera com o mesmo tipo de avião no Brasil, e a Air France não atenderam à recomendação do fabricante.

O promotor lembrou que um dos princípios que norteiam o Código de Defesa do Consumidor é o da prevenção do dano. "E, como o serviço de transporte aéreo deve ser prestado de maneira segura, o Ministério Público entendeu que deve ser monitorado o processo de substituição dos sensores de velocidade, instaurando um inquérito civil público, em que já foi emitida inclusive a recomendação de que o processo de substituição seja concluído no prazo máximo de seis meses."

Terra explicou que, embora seja uma empresa estrangeira, a Air France também é obrigada a substituir os aparelhos, porque presta serviço em território nacional. "Ela tem que se adequar às leis locais. O que se quer é justamente que o serviço seja prestado com segurança", disse.

De acordo com o promotor, para isso, é preciso substituir os sensores de velocidade. E, se isso não for feito, o Ministério Público poderá processar as empresas para que nenhum avião seja autorizado a decolar sem ter seguido a orientação do fabricante.

Além disso, as empresas que descumprirem a decisão estarão sujeitas ao pagamento de multa, que será fixada por decisão judicial. O objetivo não é punir as empresas, "é prevenir o dano ao consumidor", esclareceu Terra.

A assessoria da Air France informou que, desde a semana passada, está acelerando o processo de troca dos sensores, mas não tem a confirmação de quanto tempo demorará o processo. A assessoria da TAM disse que ainda não havia sido comunicada da decisão da Justiça, mas que, de acordo com última informação repassada pela empresa, os sensores já haviam sido trocados na ocasião da recomendação da fabricante.

Ontem, o sindicato de pilotos da Air France assegurou que pediu a seus associados que não voem enquanto a companhia não mudar os sensores de velocidade dos Airbus A330 e A340.

Fonte: Terra http://noticias.terra.com.br/brasil/vooaf4...m+sensores.html

#14 A320 PR-MAW

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Postado 10 de junho de 2009 - 01:04

mas o Barioni já não disse que já trocaram em todos os A320 e estão trocando nos A330? que que a justiça tá pirando ae? e a justiça BRASILEIRA vai obrigar uma empresa FRANCESA a trocar os pitot?

#15 Speedbird

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Postado 10 de junho de 2009 - 02:13

QUOTE(Cmte Garcia @ Jun 10 2009, 12:32 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Justiça dá 6 meses para Air France e TAM trocarem sensores

As companhias aéreas TAM e Air France têm seis meses, a partir de hoje, para substituir os sensores de velocidade de seus aviões. O objetivo da determinação judicial, que teve como base inquérito instaurado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, é garantir mais segurança nos vôos das duas companhias.

O promotor Rodrigo Terra, da Defesa do Consumidor e do Contribuinte do Rio de Janeiro, disse que o Ministério Público verificou...


Eu não acredito no que li... Tem gente que realmente precisa de um picadeiro para desfrutar de seus preciosos 15 minutos de mídia e fama semestral. suicide_anim.gif

#16 Raphael_SBBR

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Postado 11 de junho de 2009 - 13:59

Essa demonizacao do A330 eh tao boba. A proporcao de voos seguros operados pelo equipamento e o numero deles em servico que nao sofreu acidentes eh mto maior do que o lado negativo. Os pilotos tem que se preocupar sim com a seguranca etc. Mas tambem nao eh assim. A realidade mostra que o A330 e seguro, com essa troca vai ficar melhor ainda.

QUOTE(Speedbird @ Jun 10 2009, 07:13 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Eu não acredito no que li... Tem gente que realmente precisa de um picadeiro para desfrutar de seus preciosos 15 minutos de mídia e fama semestral. suicide_anim.gif


Pois e, ne? Eu fico enojado qndo um acidente desses acontece, alem do fato de ser algo horrivel, o que mais surge e gente querendo aparecer. PQP!!!

Tem gente que encara tudo como uma situacao pra politicagem barata... podia acontecer um acidente aero com o ego desse povo.

#17 PP-VJW

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Postado 13 de junho de 2009 - 18:43

QUOTE(llpilch @ Jun 10 2009, 01:04 AM) <{POST_SNAPBACK}>
mas o Barioni já não disse que já trocaram em todos os A320 e estão trocando nos A330? que que a justiça tá pirando ae? e a justiça BRASILEIRA vai obrigar uma empresa FRANCESA a trocar os pitot?


Acredito que o pessoal da manutenção pode afirmar isso com mais autoridade do que o Barioni certo?

Acredito que esse tipo de manutenção tomaria muito mais tempo do que uma inspeção da aeronave em trânsito.

Creio que essa troca ocorrerá gradativamente de acordo com as escalas das aeronaves, pois essa troca deverá ser feita no pernoite ou em algum check em QSC.

Não estou chamando o Barioni de mentiroso, apenas acredito que foi uma declaração para minimizar os bafafás gerados pelo despreparo e o desrespeito da imprensa, quando o assunto é aviação

Editado por PP-VJW, 13 de junho de 2009 - 18:45 .


#18 Stratocruiser

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Postado 13 de junho de 2009 - 22:58

Se a TAM trocou ou não, impossível ser mais claro, tal como noticiado amplamente pela imprensa:
QUOTE(Kleber @ Jun 8 2009, 06:13 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Aviões da TAM tiveram sensores trocados

O presidente da TAM, David Barioni, afirmou hoje que os sensores de velocidade dos 124 aviões Airbus da companhia já foram trocados, [...]

Não acho que ninguém esteja faltando com a verdade, mas apenas informações desencontradas e talvez alguém, ainda que bem intencionado, querendo aparecer um pouco nos jornais às custas do alvo fácil que viraram as aéreas.

===

QUOTE(llpilch @ Jun 10 2009, 12:04 AM) <{POST_SNAPBACK}>
[...] que que a justiça tá pirando ae? e a justiça BRASILEIRA vai obrigar uma empresa FRANCESA a trocar os pitot?

llpilch, não acho que a Justiça brasileira esteja "pirando" não. Se houver indícios, ainda que vagos e preliminares, de que haja risco real à segurança, o Brasil tem sim toda a autoridade para impedir que aeronaves francesas ou de qualquer outro país entrem em nosso território. Basta observar, por exemplo, que existem companhias aéreas que estão proibidas de voar para a UE ou para os EUA, Outras companhias podem voar, mas apenas com algumas aeronaves, e não com a frota toda (a lista da UE, por exemplo, está aqui: http://ec.europa.eu/transport/air-ban/pdf/list_en.pdf). Via de regra, se o Executivo (ANAC) não age diretamente, o MP goza de autonomia para cobrar e solicitar medidas à Justiça (MP = "Quarto Poder" como dizem alguns).

O que cabe discutir não é se a Justiça deve ou não impedir vôos de aeronaves supostamente inseguras, mas sim se existem dados válidos que suportem uma eventual proibição e se a abrangência é correta. Segundo o requerimento do MP da matéria acima, seriam impedidos de voar os Airbus da Air France e da TAM. O MP esquece que existem várias outras empresas que usam Airbus em vôos para o Brasil, como a TAP, e essa falta de abrangência pode sugerir que a decisão não foi bem embasada.

E se olharmos para trás um pouco, vamos lembrar que no início de 2007 o MP conseguiu medida judicial que proibia algumas versões do 737, bem como Fokker 100, de pousar em Congonhas. Os critérios adotados foram esdrúxulos e sem embasamento técnico apropriado. Mas as 199 mortes que aconteceram meses depois mostraram que alguma necessidade de regulamentos técnicos e restrições mais rígidas naquele aeroporto talvez não fossem má idéia, considerando a pista curta e a densidade urbana ao redor. Em outras palavras: nem o MP nem a Justiça estão intrinsecamente errados em cobrar segurança. O erro talvez seja a escolha inadequada de critérios técnicos que sejam válidos.

#19 Clipper

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Postado 14 de junho de 2009 - 11:01

Permitam-me uma intromissão nessa discussão toda sobre o vôo da Air France acidentado, e não sei se esse seria o tópico correto:

Estou aproveitando o momento para acompanhar os noticiários no Brasil. Além disso, venho lendo tudo que surge em diversos debates e em inúmeros blogs, e a única conclusão que cheguei até agora é que há muita precipitação nas opiniões, e o pior, nenhuma delas poderá ser confirmada, por enquanto, como sendo a causa essencial para o problema que afetou aquele avião, portanto, qualquer suposta solução - inclusive, agora, até mesmo judicial - não significa que a segurança das operações será aumentada no dia seguinte. Aliás, falando sobre isso, desde cedo aprendi duas coisas: o cobertor sempre será curto quando nos referimos a segurança de vôo - caso contrário, não haveria acidente -, e a segurança plena jamais será atingida, isso seria utópico. O velho chavão "erro humano", que pode partir de todos que se envolvem com essa atividade, é mais do que óbvio que sempre fará parte desse universo da aviação, mas existe um fator que obrigatoriamente deverá ser levado em consideração, mas nem sempre é avaliado devidamente, e que pode ser chamado de vários nomes, como, por exemplo: algo imprevisível, repentino, inesperado e não previsto. E quem garante que isso não possa ter contribuído decisivamente para a queda daquela aeronave?

O que todos estão se baseando até agora é em informações fragmentadas, e não sei até que ponto alguém poderá confiar, de forma isolada, nos dados emitidos via telemetria. Mas, considerando que isso é comprovadamente eficiente, sendo assim, de duas, uma: ou param, hoje, a frota mundial de aeronaves suscetíveis à falhas semelhantes ou todos devem ter muita cautela ao fazer afirmações. Quanto à primeira opção, isso significa estacionar muitos aviões, em resumo, opção inviável, quanto à segunda, enquanto não acharem dados mais consistentes, nós estamos sujeitos a outros riscos que não foram pensados, porque trabalhos com hipóteses não consistentemente confirmadas.

Um acidente pode ser causado por coisas tão absurdas, que se não fossem comprovadas, tudo poderia partir para suposições que enterrariam aeronaves confiáveis - mas não obrigatoriamente bem operadas - no lixo. Logo me vem à cabeça um exemplo, quando um MD-11(*), o infame trijato da Douglas, poderia ter caído no mar, na região do Caribe, e se isso tivesse ocorrido e, posteriormente, não fossem encontrados os gravadores de vôo, certamente o mundo todo cairia em cima dessa aeronave, ainda mais pelo seu suposto histórico de acidentes e incidentes “inexplicáveis”, um típico avião reconhecidamente com “vida própria”, como que parece ser, agora, os aviões da nova geração da Airbus.

Hoje em dia, pelo que tenho visto, todos entendem de sistemas, de CBs, de ITCZ, de FBW, de tubo de Pitot. Do cientista ao padeiro. De pilotos que nunca botaram os pés num Airbus A330 aos nossos vizinhos, que para eles todos os aviões, do simples monomotor ao quadrimotor, são “Boing”, que antes nos perguntavam, mas hoje, simplesmente fazem afirmações e querem até mesmo nos ensinar. Muita calma nessa hora. Tem gente dizendo que esses aviões, pela sua própria natureza - projetados por engenheiros e para serem voados por advogados - são inseguros. Ora, companheiros, essas aeronaves já acumularam milhões de horas de vôos, já passaram e continuam passando por condições extremas. Decolam com vento de través e pousam ILS Cat IIIb. Enfrentam nevascas e voam em cruzeiro com condições de ISA + uma dezena de graus Celsius, com total segurança. Falhas poderão existir, isso é aquilo que podemos chamar de “pés descobertos”, em função do cobertor curto, pois foi dessa forma que ocorreu com o B737, com seus eventos de uncommanded rudder hardover, mas trabalhar apenas com especulações é tão mais perigoso do que não fazer nada.

Criticar ou especular, por si só, somente gera insegurança e medo, e eu mesmo estou apavorado quando botarei os pés essa semana para cruzar a “intertropical”, de passageiro, tamanha são as afirmações sem embasamentos concretos que andam circulando, em grandes proporções. Voarei, de agora em diante, lá trás, como um marinheiro buscando por icebergs no meio do oceano. Estou ficando com medo até de ir ao banheiro no meio da noite, porque muitos querem voltar, inclusive, ao tempo do vôo manual, porém, se esquecem que voando manual, no meio de uma trovoada, uma tripulação de um Boeing 720 perdeu o controle do avião e não foi capaz de reverter um mergulho que atingiu um ângulo de 95º nose down. Aviões se desfazem rapidamente nessas horas, principalmente quando os limites de envelope operacional são excedidos, e se tratando de aviões comerciais, com flaps recolhidos, ultrapassar os valores de -1 a +2.5 Gs é questão de segundos, principalmente sem controle, uma condição que tem contribuindo, ultimamente, da mesma forma, na falta de coordenação entre o cérebro e a língua de muitos.

Abs.


(*) O que ocorreu em Junho de 94 com um MD-11? Pois bem, em cruzeiro, o comandante saiu para o seu descanso e os dois co-pilotos permaneceram na operação. Entrou uma comissária na cabine que queria deixar uma caixa com refrigerantes. Ela tentou colocá-la no “descansa pés” do jumpseat, mas o co-piloto que estava na esquerda, ao perceber que o assento do co-piloto que estava na direita impedia a colocação daquela caixa, simplesmente comandou, sem informar o seu colega, o assento da direita para frente. Porém, esse piloto estava com as pernas cruzadas e em função disso empurrou a coluna do manche a frente, que resultou no desligamento do piloto automático e num violento movimento de nose down. Após algum tempo, conseguiram recuperar o controle da aeronave, vários ocupantes ficaram feridos e o vôo retornou ao seu ponto de origem.


#20 Lucas

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Postado 14 de junho de 2009 - 12:46


A Intenção da Justiça é boa. Seria preserva o direito das pessoas, nesse caso o direito a Segurança.

Infelizmente, os Magistrados bem como os membros do Ministério Público não tem conhecimento técnico nenhum da matéria Aviação.

Por isso todas as tentativas deles interferirem são mal sucedidas. Pois o assunto demanda um bom conhecimento técnico.

E como o colega acima falou: O cobertor da segurança é curto e sempre será. Apenas devemos lutar para sempre melhorar o sistema de todas as formas e em todos os níveis.






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