
Capital amazonense está a um "salto" de se tornar sede do campeonato internacional de paraquedismo e quebra de recorde brasileiro. E mais: pretende fazer isso com a visão do Encontro das Águas.
Em planejamento há dois anos, a quebra do recorde brasileiro de “formação em queda livre” tem local e data definidos. O céu de Manaus, entre os dias 3 e 8 de setembro, será tomado por um grupo de 100 para-quedistas que vão tentar superar a marca atual, de 80 participantes. A informação obtida junto ao presidente da Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq), Jorge Derviche Filho, traz ainda a candidatura da capital amazonense a sede do Campeonato Brasileiro e Sul-Americano de Paraquedismo, entre os dias 10 e 12 de outubro.
“É uma estrutura muita complexa de se montar, visto que precisaremos de aviões disponíveis apenas com a Força Aérea Brasileira (FAB)”, afirmou Derviche. Este, garante ele, pode ser o principal entrave, em razão do número de solicitações desse tipo de veículo, assim como a burocracia para liberação. “Nesse acidente da Air France, por exemplo, vários deles foram usados para sobrevoar aquela parte do mar. É um dos modelos mais requeridos pela Força Aérea”, explicou.
Apesar disso, ele afirma que Manaus tem todas as condições para receber a delegação, não somente quanto ao quesito hospedagem, como o local de execução dos saltos. “Um dos motivos que dão vantagem a vocês (amazonenses) é o apelo ecológico. É uma cidade linda, com paisagens exuberantes, e o registro em vídeo, que tem a função de provar o que fizemos, terá um belo pano de fundo”.
Segundo Derviche, a delegação é formada integralmente por 200 atletas, entre titulares e equipe de apoio. Os treinos iniciados há dois anos, reúnem pessoas de todo o país. “Temos, por exemplo, gente de Roraima, Acre e, claro, Amazonas”, disse. Para o desafio, a CBPq terá o apoio da VII Comarca Aérea Regional (Comar) e da Secretaria Municipal de Desporto, Lazer e Juventude (Semdej).
Parcerias auxiliam realização
Representante da Força Aérea Brasileira (FAB) na Região Norte, a VII Comar enviou a Brasília um ofício solicitando a liberação de aeronaves modelo C-295 (Casa Amazonas). Devido à altura requerida para o salto – 12 mil pés –, somente a tecnologia presente nesses aviões suportaria os saltos. “Recebemos de maneira honrosa esse convite da própria Confederação e esperamos agora uma resposta do Congar (Comando de Operações Aéreas Subordinadas a FAB) para fechar corretamente a programação e anunciá-lo oficialmente”, revelou o chefe da Assessoria de Comunicação do VII Comar, tenente-coronel Edmilson Leite.
Outra entidade que ficará no suporte é a Semdej. Ela se responsabilizará pela logística (hospedagem, organização e transporte). “É o que nos comprometemos a oferecer, a contrapartida. Estou bastante empolgado com a proximidade de um evento como esse e gostei bastante do apelo ecológico”, explicou o secretário Fabrício Lima. “Ficamos preocupados somente com a questão da hospedagem, já que será um grupo grande”, ponderou. “Como o clima daqui é bem diferente do de outras regiões, a equipe ainda vai definir, nos treinos, quais serão os cem que resistirão e vão executar o salto”, ressaltou Fabrício.
Sobre o local, Fabrício elogiou a iniciativa da CBPq em promover o salto sobre a floresta amazônica, tendo como elemento do cenário, o Encontro das Águas. Segundo ele, esse direcionamento ecológico é o principal fator para facilitar a promoção do evento. “Na única reunião que tivemos, por exemplo, observamos que os custos haviam caído consideravelmente em razão do número de parceiros que se uniram a iniciativa”, declarou.
Lennon Jorge
esportes@emtempo.com.br



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