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P-3BR


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124 replies to this topic

#1 transvasp

transvasp
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Posted 16 de July de 2009 - 07:01

Dando continuidade ao tópico.

http://forum.contato...p...32&hl=P-3BR

Primeiro P-3ABR realiza ensaios de voo na Espanha

As atividades de ensaios em voo, que se iniciam, destinam-se a ratificar, após exaustivos testes em laboratório de integração e na própria aeronave em solo, a confiabilidade operacional dos sistemas de aeronavegabilidade e dos sistemas de missão, que foram totalmente desenvolvidos por uma equipe mista composta por especialistas das empresas ATECH (Brasileira) e EADS-CASA (Espanhola), com o gerenciamento da Subdiretoria de Desenvolvimento e Programas (SDDP) do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) e com a participação dos demais Comandos-Gerais do Comando da Aeronáutica.

A primeira aeronave P-3AM da Força Aérea Brasileira, decolou da pista de Getafe, na cidade de Madri (Espanha), para realizar o primeiro voo de ensaios no último dia 29 de junho, constituindo-se em um evento considerado de elevada importância da Fase de Desenvolvimento do Projeto de Modernização iniciado em 2005.

O planejamento é que a Fase de Desenvolvimento será concluída no final deste ano, na Espanha, quando ocorrerá o recebimento da aeronave FAB 7200, o que viabiliza o início do treinamento de equipagens de combate da FAB (pilotos, mecânicos de voo, operadores acústicos, operador de ESM/MAD, operador radar/EO, coordenador tático, navegador e armamento) em missões operacionais.

No próximo ano, a aeronave será trasladada para a Base Aérea de Salvador, na Bahia, quando haverá uma avaliação operacional (AVOP) completa, com o objetivo de comprovar o comportamento e as características funcionais de cada componente dos sistemas de missão, em confronto com os requisitos operacionais e logísticos estabelecidos pelo Comando da Aeronáutica em ambiente operacional real, conforme estipulado no contrato de modernização.

A aeronave P-3AM, com os seus modernos equipamentos e sistemas embarcados, é uma ferramenta poderosa que está alinhada com as diretrizes estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, pois incrementará, substancialmente, a capacidade da pacífica do Brasil na busca de proteger a Amazônia Legal e, de modo especial, a região pré-sal da Amazônia Azul.

Além disto, a aeronave P-3AM representará apoio às atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul, que, conforme acordos internacionais, é de responsabilidade do Brasil.


Fonte: http://www.aereo.jor.br/?p=9929

#2 transvasp

transvasp
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Posted 19 de July de 2009 - 17:28

Aviões P-3Br utilizam sistemas avançados e em missão de busca podem voar até o limite da África

De olho na vigilância dos tesouros do mar territorial brasileiro a aviação especializada na defesa oceânica vai mudar, muito, a partir de 2010. Com nove novas aeronaves P-3Br, convertidas a partir de um lote de doze, o grupo especializado da Força Aérea vai levar a observação oceânica até o limite da África, expandindo consideravelmente a capacidade de busca e resgate. A área de cobertura de segurança sob responsabilidade do País é de cerca de 6 milhões de quilômetros quadrados sobre o Atlântico.

Mais que isso, os grandes turboélices de quatro motores ganharam notável capacidade de combate. Podem lançar o míssil ar-superfície Harpoon, com alcance de 90 quilômetros, e despejar minas antinavio. A capacidade total de carga é de 9 toneladas, incluídos aí torpedos, bombas guiadas, cargas de profundidade e mísseis ar-ar de curto alcance da classe Piranha.

O P-3Br é a versão militar do Electra, utilizado na Ponte Aérea entre Rio e São Paulo entre 1975 e 1992.

Em abril, segundo o Comando da Aeronáutica, chegam à Bahia as duas primeiras aeronaves, pesadas e de grande porte, que podem permanecer em voo por 16 horas no limite de alcance de até nove mil quilômetros - ou metade disso em missão de ataque. O complexo sistema de procura e de localização eletrônica é muito avançado, identifica objetos de 60 centímetros sobre a água e esquadrinha blocos de centenas de quilômetros simultaneamente. A capacidade de detecção submarina é informação classificada, sigilosa.

O ministro Nelson Jobim, da Defesa, acredita que "se esse recurso já estivesse disponível no Brasil, as buscas por eventuais sobreviventes e por destroços do A330-200 da Air France (o jato que fazia a rota Rio-Paris caiu no mar dia 1º de junho) ganhariam um poderoso incremento". Jobim gostaria de antecipar a entrega talvez para novembro próximo.

Os 12 aviões são usados, comprados por meio de negociação direta entre governos. Foram fabricados entre agosto de 1964 e dezembro de 1965. Estavam estocados no Centro de Manutenção e Recuperação (Amarc) mantido pela Força Aérea americana em Tucson, no extra seco deserto do Arizona. Os esquadrões saíram de serviço depois de operar por mais de 25 anos. O custo de cada um é estimado em US$ 800 mil - só a aeronave.

A história é diferente no miolo eletrônico. As unidades estão sendo revitalizadas. O sistema de bordo, digital e de alto desempenho, é de última geração, fornecido pela EADS-Casa, empresa espanhola. O valor total do contrato é de US$ 470,946 milhões.

A Aeronáutica vai receber nove aviões operacionais. Manterá, na reserva, três deles, para canibalizar - vão servir como depósito de peças e de componentes. Um terá arranjos internos para instrução de operadores, mantendo a capacidade de uso regular. Não foi um processo fácil, esse, da aquisição dos P-3 e da encomenda da configuração eletrônica. Em 2004, dois anos depois de a escolha ter sido feita pelo Comando da Aeronáutica, o deputado Carlos Melles (DEM-MG) e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) solicitaram informações ao Ministério da Defesa preocupados com o que definiram como "a não adoção da solução nacional" para a encomenda.

Os parlamentares, alertados pela Associação das Indústrias Aeroespaciais Brasileiras (Aiab), queriam saber o motivo pelo qual o jato P-99, da Embraer, não havia sido escolhido. O avião, montado sobre a plataforma do modelo de passageiros Emb-145 de 50 passageiros, divide. O Comando da Aeronáutica, na época, argumentou que o alcance do P-99 era de apenas 3 mil quilômetros. A Força anunciou em 2005 que estava interessada no desenvolvimento de um patrulheiro maior, provavelmente baseado no Emb-190, cuja versão civil transporta além de 100 pessoas por 4.500 quilômetros. Outros argumentos: os P-3, da Lockheed-Martin, voam em 16 países, somam 420 unidades e, modernizados, terão a vida útil estendida por 25 anos - o mesmo tempo previsto para os P-99, segundo o esclarecimento prestado ao senador e ao deputado.

O programa de revitalização da EADS-Casa está sendo conduzido na Espanha. O primeiro P-3Br, o FAB 7200, voou no dia 29 de abril na base aérea de Getafe, próximo a Madri. A entrega formal, no final do semestre, será seguida de um período estimado entre 90 e 120 dias de operações de adestramento no próprio avião. Pilotos e técnicos estão sendo preparados pelo Ejército del Aire para a transição.

O empreendimento implica ampla transferência de tecnologia, afirma o ministro Jobim. O conhecimento está sendo partilhado com a iniciativa privada, por meio da Atech Tecnologias Críticas, de São Paulo. A empresa mantém, na Espanha, 14 especialistas diretamente aplicados, mais três engenheiros supervisores na matriz.

Os investimentos nesse segmento do processo são da ordem de US$ 9,4 milhões, algo como 2% do pacote financeiro completo. O engenheiro Cláudio Carvas, da Atech, sustenta que "o País vai ganhar independência no domínio do conhecimento para, mais adiante, utilizá-lo em outros empreendimentos que exijam sistemas embarcados, como, por exemplo, nos novos submarinos a serem incorporados pela marinha". O patrulheiro mede 35,5 metros de comprimento por 30,3 metros de envergadura. Leva 11 tripulantes e tem seis consoles digitais de trabalho. A sede do time será o 7º Grupo de Aviação, em Salvador.

Fonte: O Estado de S. Paulo - Roberto Godoy




#3 Kellet

Kellet
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Posted 20 de July de 2009 - 00:01

QUOTE(transvasp @ Jul 19 2009, 05:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Aviões P-3Br utilizam sistemas avançados e em missão de busca podem voar até o limite da África

O ministro Nelson Jobim, da Defesa, acredita que "se esse recurso já estivesse disponível no Brasil, as buscas por eventuais sobreviventes e por destroços do A330-200 da Air France (o jato que fazia a rota Rio-Paris caiu no mar dia 1º de junho) ganhariam um poderoso incremento".


Se eu me lembro bem, um P3-Orion americano participou das buscas aos AF 447.

Antonio

#4 jambock

jambock
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Posted 19 de August de 2009 - 23:06

Meus prezados:
Olhem a criança...
http://img249.images...2p3jpg53sl0.jpg

#5 jambock

jambock
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Posted 20 de August de 2009 - 21:44

Meus prezados:
P-3 Orion, a mais nova plataforma ASW do Brasil partes I, II e III
http://www.naval.com...AM/P-3AM_p1.htm

#6 transvasp

transvasp
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Posted 24 de August de 2009 - 23:16

P-3AM da FAB: fotos dos testes de voo

Continuam os testes de voo, por parte da Airbus Military, das aeronaves Orion P-3A adquiridas pela FAB. Nas novas fotos pode-se perceber o trabalho de remontagem feito na aeronave de matrícula FAB 7200 (P-3A-60-LO).

Segundo um trabalhador da unidade, “às vezes a célula (fuselagem), já muito antiga, furava quando estávamos lixando e se fazia necessário trocar constantemente os painéis. Melhor, aumenta o nível de segurança da aeronave.”

As nove aeronaves P-3 serão usadas para missões de guerra anti-submarina (ASW) e aviação de patrulha marítima, incluindo o controle da Zona Econômica Exclusiva brasileira, para proteção de fronteiras e serviços de resgate aéreo ao longo de uma área no Atlântico Sul designada pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) que se estende praticamente até as águas territoriais da África.



Fotos no link abaixo:


http://www.aereo.jor.br/?p=11437




#7 -GustavoK-

-GustavoK-

    S.T.A.L.K.E.R

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Posted 25 de August de 2009 - 00:09

Depois de recebidos e operacionais, qual vai ser a vida útil dos P3s? Considerando célula, motores, aviônicos, tudo.

#8 transvasp

transvasp
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Posted 23 de September de 2009 - 17:06

Projeto P-3 BR segue na fase final

O projeto P-3 BR, desenvolvido pela Atech em parceria com a EADS-CASA, teve aprovação em mais uma etapa de testes realizados na Espanha. Foram avalizados pelo FAT (Teste de Aceitação em Fábrica) os sistemas MT/TAT (Mission Trainer/Tactical Aircrew Trainer) e MSC (Mission Support Center) - utilizados, respectivamente, para o treinamento tático e suporte de missões. O projeto ainda passará por "provas" em voo e em solo para que seja novamente submetido à aceitação em fábrica no mês de outubro.

O programa, de forma global, visa a elaboração de softwares de missão a bordo da aeronave P-3, além da substituição das soluções aviônicas, dos motores e a instalação de novos sensores do sistema tático de missão FITS (Fully Integrated Tactical System). A chegada da primeira das nove aeronaves do P-3, está prevista para dezembro deste ano.

A Atech também participa da análise, desenvolvimento e integração de sistemas e das adaptações realizadas no TMS (Tactical Mission Systems) para o Brasil. O TMS é um software de extrema importância, que constitui o coração do sistema de missão a bordo dessa aeronave de patrulha.

O projeto P-3 BR está totalmente alinhado com as diretrizes estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, pois tem entre seus principais objetivos proteger a região da Amazônia Azul - que tem quase 4,5 milhões de km2, o que agrega ao País uma área equivalente a mais de 50% de sua extensão territorial. A aeronave também servirá de apoio em atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul que, conforme acordos internacionais, é de responsabilidade do Brasil.

Aproveitando a visita do ministro da Defesa Nelson Jobim às instalações do P-3 BR, no mês de junho, o Comando da Aeronáutica Brasileira reforçou que o projeto é um modelo de transferência tecnológica que deve se repetir no F-X2, programa de modernização de caças da Força Aérea.


Fonte: Tecnodefesa



#9 King Air Driver

King Air Driver
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Posted 27 de September de 2009 - 23:09

sempre achei que fosse uma roubada comprar P-3A, velhos e modernizar, os sistemas ficarão modernos mas a aeronave em sí é muito antiga e a fadiga vai mostrar sua cara... gastaram uma nota em um vetor que terá baixo indice de disponibilidade pra que antes que chegue aqui, já tenham de pensar no seu substituto. antes o P-99 da embraer que mesmo com alcance reduzido, teria disponibilidade e suporte por décadas ainda...

#10 jambock

jambock
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Posted 06 de November de 2009 - 11:04

Meus prezados:

Esquadrão da FAB prepara-se para receber aeronaves P-3AM A chegada de três aeronaves P-3AM em 2010 tem sido sinônimo de preparação no 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação da Força Aérea Brasileira (Esquadrão de Patrulha Orungan), sediado em Salvador (BA). A unidade é a única que receberá as novas aeronaves. Para isso, já iniciou mudanças na estrutura física e a realização de cursos de capacitação do efetivo para lidar com a nova realidade que será introduzida com a aquisição do novo modelo. A previsão é que as duas primeiras aeronaves cheguem no primeiro semestre do ano que vem e uma terceira no segundo semestre. Na foto ao lado, os P-3 antes do início da modernização.

Segundo o Major Aviador Otávio Luiz Timóteo Alves, que coordenada um dos grupos de transição, o 1º/7º receberá nove aeronaves P-3 até 2012. Serão oito operacionais e uma de treinamento. Em 2010, chegarão as três primeiras; em 2011, o Esquadrão receberá outras quatro; e em 2012, duas. As aeronaves irão substituir os P-95 Bandeirulha que atualmente são operadas na unidade desde os anos 80.

A mudança trará grandes benefícios nas operações. O P-3, que é quadrimotor, tem grande autonomia de voo. Pode voar em torno de 13h ininterruptas, levando a bordno um número maior de observadores e de equipamentos de última geração.

A parte tecnológica também passará por um grande salto. No caso do P-3, a aeronave é equipada com sensores especiais, que em muito auxiliarão nas missões, por exemplo, de busca e resgate, como ocorreu neste ano com o emprego de aeronaves R-99 na localização de destroços do voo 447 no meio Oceano Atlântico.

De acordo com o comandante do esquadrão, Tenente Coronel Aviador Maurício Carvalho Sampaio, para lidar com o salto tecnológico e operacional introduzido com a nova aeronave, foram criados grupos de trabalho na unidade. Um deles ficou responsável pela seção de obras que visa proporcionar a estrutura necessária para que o P-3 possa operar em Salvador. Outro grupo ficou focado na missão de implantar a nova aeronave, com a capacitação dos militares. Dentro desse processo de formação foram incluídas instruções para pilotos, operadores e mantenedores. Entre as atividades também está incluída capacitação de militares na Espanha.

Em meados de 2008 e, praticamente, durante todo o ano de 2009, o efetivo foi envolvido nesse processo. O grupo de pilotos e operadores retorna para a Espanha em janeiro de 2010 justamente para fazer o processo final da capacitação. Como se trata de uma aeronave complexa, precisamos fazer uma integração de toda a tripulação que foi formada.

Outra vertente da capacitação é preparar os militares para casos de pouso no mar e abandono de aeronave, além de situações de salvamento, resgate e sobrevivência. Essas instruções são realizadas nas cidades de Salvador (BA), São Pedro da Aldeia (RJ) e Rio de Janeiro (RJ).

“Eles passam por um curso teórico de duas semanas de busca no mar. Têm instruções técnicas sobre a aeronave, teoria e prática de sobrevivência no mar, treinamento de abandono de aeronave submersa, treinamento fisiológico e instrução de voo de 15 horas” ressalta o chefe da seção de operações do 1º/7º, Major Aviador Adolfo Aleixo da Silva Júnior.

Uma parte do treinamento foi realizada no Clube dos Sargentos da FAB, em Salvador. Em uma piscina, militares receberam instruções complemetares de sobrevivência na água para, depois, enfrentarem 30 horas em um bote no mar, no Parque Naval de Aratu, também na capital Baiana. O instrutor foi o Capitão Intendente Alessandro Machado, que passou pelo Curso de Paraquedista do Exército, é mestre de saltos e por cinco anos ministrou instruções ao Corpo de Cadetes da Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP).

Ele lembra que um dos objetivos é que os militares sintam os efeitos de uma situação de resgate e, caso venham a passar por ela, saibam como agir. “A fase prática tem por objetivo dar o auto-conhecimento. O tripulante vai se conhecer, vai saber os efeitos psicológicos inerentes à falta de água, à falta de alimentação e isso vai dar mais condições de sobrevida”, explica Capitão Machado.

Uma das técnicas ensinadas foi agrupar os militares formando um círculo, com todos batendo os pés simultaneamente. Assim, eles conseguiriam ser visualizados com maior facilidade por aeronaves. Outra vantagem é que conseguiram manter a temperatura corporal. “Acredito que esta seja uma das instruções mais importantes dentro do curso de formação do aeronavegante, tendo em vista que 90% da nossa atividade é sobre o mar”, relata o Tenente Aviador Marcello Sardinha dos Santos, que estava entre os participantes da instrução.

A parte física do Esquadrão também já está sendo submetida a mudanças para receber os P-3. Um hangar da unidade será reestruturado para receber as aeronaves. O prédio que abrigará a estrutura administrativa e operacional está em fase recebimento, na qual são efetuados os ajustes finais na estrutura. “Dentro deste prédio, temos um simulador de missão, treinador tático, laboratório de língua, todos focado especificamente para missão operacional no P-3. O local ainda vai englobar toda a parte administrativa, o comando, operações e pessoal. A única exceção é a área logística que vai ter um hangar próprio, específico para os serviços de manutenção e administração”, afirma o Comandante do Esquadrão, Tenente Coronel Sampaio, lembrando que os projetos incluem, ainda, o tratamento de afluentes no hangar de lavagem das aeronaves.

Fonte: CECOMSAER 05/11/2009 - 11h12


#11 transvasp

transvasp
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Posted 20 de November de 2009 - 13:52

Novas Asas para a Patrulha!

Chega o P-3AM


Em breve, a FAB estará operando novos vetores de patrulha marítima. Esse programa de modernização prevê a incorporação de nove P-3A Orion modernizados, que possibilitará que a Força recupere sua real capacidade nesse segmento da guerra aérea moderna. A Base Aérea de Salvador está sendo preparada para ser a sede dos P-3AM a partir do início de 2010, quando as primeiras células já estarão operacionais no 1º/7º GAV.


Revista força aérea n.60 Pág. 46



#12 Luzspit

Luzspit
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Posted 20 de November de 2009 - 19:00

Bom saber que os P-3 já chegam no começo do ano que vem

#13 jambock

jambock
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Posted 06 de December de 2009 - 17:43

Meus prezados:
FAB se junta à comunidade de operadores de P-3 Orion


Cadetes visitam inúmeras instalações diretamente relacionadas a operação e manutenção do P-3 Orion nos EUA.

Cadetes de logística e controle de tráfego aéreo do Centro de Instrução e de Adaptação da Aeronáutica da Força Aérea Brasileira (CIAAR) visitaram a Naval Air Station (NAS) em Jacksonville do dia 17 ao dia 22 para observarem de perto como a U.S. Navy executa a logística e o controle aéreo envolvendo o P-3 Orion.

O grupo da Força Aérea Brasileira, liderado pelo Maj. Gen. José Malta, o comandante da Escola, e o Coronel Marcos Pacheco, assistente de Defesa e Ar junto à Embaixada Brasileira em Washington, coordenou a visita pelo Navy International Programs Office (NIPO).
De acordo com os oficiais da NIPO, a U.S Navy e os Estados Unidos conduziram esse encontro cooperativo para construir uma inter-operacionalidade entre as nações marítimas amigas.

"A FAB tem muita experiência aeronáutica e opera muitas plataformas. Na verdade, a FAB é a maior Força Aérea da América do Sul," disse Malta. "Patrulha marítima é uma capacidade que estávamos perdendo nos últimos anos, então agora nós vamos recuperar essa capacidade com o P-3."

"Receber nossos parceiros Brasileiros faz parte da Estratégia Marítima de Cooperação do CNO(Chief of Naval Operations). É evidente que isso reflete o compromisso da AdminIstração Roughead's de trabalhar com amigos, parceiros e aliados no sentido de concretizar uma visão compartilhada da segurança, estabilidade e prosperidade," disse o Comandante da NAS Jacksonville Capitão Jack Scorby Jr.
"Eu fiquei também encantado com a interação entre os cadetes da FAB e nossos Marinheiros. Isso representa o compromisso da Marinha em desenvolver e expandir a confiança, não só entre os atuais Líderes, mas entre os jovens oficiais e marinheiros que serão os líderes da nova geração," acrescendou Scorby.

Para reforçar as capacidades de patrulha marítima, a FAB recentemente adquiriu 12 Lockheed Martin P-3A Orions. Paul Lange, gerente dos programas de vendas militares para o Brasil, Coréia e Japão trabalha para o Naval Air Systems Command PMA-290 em Patuxent River, Md.
Ele explicou que "Logística" significa o cuidado básico à um P-3, incluindo as atividades de linha de vôo e a organização das peças de reposição extras e outros materiais necessários para manter a disponibilidade para as missões.

"NAS Jacksonville é um centro de excelência em P-3. Enquanto o pessoal da FAB aguarda a entrega de seus P-3 modernizados, eles querem aumentar seus conhecimentos sobre manutenção e operação a nível de esquadrão. Enquanto eles estão ajustando seus próprios sistemas e procedimentos, sempre ajuda ver como os outros caras executam suas operações. Então, nós estamos felizes de receber eles para seu tour pelos fatos sobre o P-3 e mostrar à eles como nós fazemos negócios," disse Lange.

Controladores de tráfego aéreo do CIAAR foram recebidos nas instalações da NAS Jacksonville Air Operations e da Fleet Area Control and Surveillance (FACSFAC).
"Nossa preocupação é em manter a segurança para ambos, aeronaves civis e militares," disse o Oficial Lt.Earl Drey da FACSFAC. "Nós conversamos muito sobre como adaptar e otimizar o espaço aéreo para o P-3. A chave é direcionar o P-3 para a área de patrulha e de volta dela com segurança e eficiência."

FACSFAC executa o controle do tráfego aéreo de frotas e esquadrões locais da Flórida até a Carolina do Norte. Um relacionamento mais próximo é mantido com a Federal Aviation Administration (FAA), já que o espaço aéreo da FACSFAC é solicitado para vôos comerciais algumas vezes durante mau tempo.
Aeronaves militares em missões de treinamento são autorizadas a utilizar o espaço aéreo protegido, e sair de lá assim que o treinamento é completado.

Malta e seu grupo visitaram também a Frota Readiness Center Southeast (FRCSE), onde eles conheceram a linha de produção do P-3. O Oficial Executivo da FRCSE, Capt. Rob Caldwell, falou da importância do FRCSE em um combate. A organização efetua dois níveis de manutenção, intermediário e avançado.
O Mecânico de Aeronaves Chefe(AW) Joseph Rechis e o Mecânico de Aeronaves de 2ª Classe Javier Ruiz, que trabalham no nível de manutenção intermediário, explicaram o processo de manutenção da turbina T-56 que equipa o P-3.

O Diretor de Produção do P-3 Rick Theilacker explicou o processo de reparo e manutenção avançada e profunda realizada pela FRCSE no P-3. A Zona 5 do programa envolve os processos de grandes modificações estruturais que desmembram a aeronave em pranchas, telas e vigas que podem ser removidas e substituídas. Esse programa estende a vida útil do P-3 entre 8 e 10 anos.

No hangar 511, casa do VP-8 "Fighting Tigers," o Oficial de Manutenção Lt.Cmdr. David Brinson e o Chefe Master de Manutenção de Aeronaves (AW) Kevon Holden, instruíram os brasileiros no Naval Aviation Maintenance Program(NAMP) em seu papel de garantir a integridade da condição de vôo da plataforma P-3.
Brinson descreveu como o NAMP organiza suas políticas de manutenção e procedimentos para manutenções em todos os níveis (Avançado, intermediário e organizacional).

"O P-3 é um avião resistente que nos tem servido muito bem. Eu estou feliz de ver que outros países reconhecem a habilidade dessa aeronave," disse Holden enquanto guiava o grupo através do hangar.
A Técnica chefe de Eletrônica de Aeronaves (AW) Patrícia Deroisa explicou a complexidade dos programas envolvidos assim como sobre a descarga eletrostática.

"Nossos sistemas incluem cartões de circuito sensíveis, então nós tomamos precauções para proteger eles. A eletricidade estática normal pode danificar esses cartões se manuseados de forma inapropriada," disse Deroisa.
O Técnico em Eletrônica de Aeronaves de 3ª Classe Richard Corrales explicou o programa da ferramenta de controle e a importância de manter um inventário detalhado para garantir a segurança da aeronave.

O Oficial Executivo Cmdr. Jiancarlo Villa se juntou a Lt.j.g Kristina Romero, ao Lt.j.g Chad Martin e ao tripulante de 3ª Classe Carl Gallaher para recepcionar os convidados a cerca do P-3 e responder suas perguntas.
"O P-3 tem fornecido 40 anos de excelente serviço e vai continuar oferecendo suas capacidades de reconhecimento e guerra Anti-Submarino aos 16 países que voam hoje em dia o venerável Orion," disse Villa.

Lange disse, "O programa do Departamento de Defesa para Vendas Militares permite as forças militares estrangeiras adquirir nossos equipamentos e facilita a inter-operacionalidade entre os aliados. Recentes exemplos são os trabalhos da Alemanha, do Japão e da Austrália nas operações anti-pirataria utilizando o P-3 a partir da base da coalizão em Djibouti, leste da África. A comunalidade da plataforma simplifica a logística e as operações."

"Esta visita verdadeiramente reflete nosso comprometimento de promover e sustentar um relacionamento de cooperação pelo mundo. Nós estamos prontos para dar total suporte à seus requerimentos de logística para o P-3, S-70 e até ao F/A-18, que o Brasil está considerando adquirir," acrescentou Lange.
A visita foi encerrada com uma troca de placas entre Scorby e Malta.

Fonte: DefenceAerospace.com

Edited by jambock, 06 de December de 2009 - 17:44 .


#14 Carajato

Carajato
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Posted 07 de December de 2009 - 16:18

Pessoal,

Fotografei recentemente o novo hangar que está sendo construído na BASV para os P-3BR:







Abs


#15 jambock

jambock
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Posted 06 de February de 2010 - 04:51

QUOTE(jambock @ Aug 20 2009, 09:44 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Meus prezados:
P-3 Orion, a mais nova plataforma ASW do Brasil partes I, II e III
http://www.naval.com...AM/P-3AM_p1.htm
Meus prezados: em virtude da página em questão não mais ser disponibilizada, eis uma nova página sobre a aquisição dos P-3 Orion: http://www.abrapat.org.br/P-3AM.html

#16 jambock

jambock
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Posted 16 de May de 2010 - 14:30

QUOTE(transvasp @ Aug 24 2009, 11:16 PM) <{POST_SNAPBACK}>
P-3AM da FAB: fotos dos testes de voo
(...)
As nove aeronaves P-3 serão usadas para missões de guerra anti-submarina (ASW) e aviação de patrulha marítima, ....
(...)
Prezado transvasp: Parece-me, face a informação a seguir, que o P-3AM não será tão anti-submarino assim...
Aeronaves de vigilância e patrulha
O Brasil tem uma clara liderança no continente quando falamos de aeronaves de alerta aéreo antecipado e embora não esteja prevista a aquisição de mais unidades (O Brasil conta com cinco aeronaves do tipo) não é impossível a aquisição de aeronaves para substituição das aeronaves Bandeirante de patrulha marítima.
Neste campo, o Brasil adquiriu em segunda mão algumas unidades P-3 Orion, tendo encomendado uma modernização das aeronaves na Europa. No entanto pelos dados conhecidos, os principais sensores da aeronave deverão manter-se, sendo-lhe incorporado um sistema conhecido como FITS, que é essencialmente uma modernização que permite tirar melhor rendimento dos sensores e permitir uma melhor capacidade de integração entre eles. A informação sobre este tema é mínima, mas deverá haver incorporação de novos sistemas nos P3, mas esses sistemas parecem ser especialmente dedicados à patrulha marítima de superfície. Não parece ter havido um especial esforço no que respeita à capacidade de luta anti-submarina. Esta última poderá vir a ser responsabilidade da marinha brasileira, se a marinha conseguir as verbas necessárias para desenvolver este tipo de capacidade.
fonte: site Áreamilitar








#17 kari0ca

kari0ca
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Posted 16 de June de 2010 - 19:18


Um P-3AM Orion destinado para FAB fotografado em Portugal

fonte: http://cavok.com.br/blog/?p=13043

#18 jambock

jambock
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Posted 04 de July de 2010 - 00:36

Meus prezados:
E o nosso programa será o único no mundo pelo jeito, porque até os espanhóis estão abortando o programa dos P-3 deles, porque chegaram a conclusão que os CASA são muito mais negócio. Afinal, são produtos deles.
Que o diga a Atech...

Espero que ela consiga ajeitar os bugs do sistema FITS, porque até agora, nenhum P-3M ou BR lançou qualquer armamento, pelo simples fato de que o FITS não conseguia se entender com os sensores instalados, porque foi concebido para equipar aviões bem mais simples. Isso fora dos problemas estruturais e de peças para os P-3, que os espanhóis estavam enfretando para seus P-3A e B.

Vamos ver se não acabamos com os Patrulheiros mais caros do mundo, incapazes de operar seus sensores full. Os P-3M espanhóis estão com um atraso superior a 04 anos no Programa para seu encerramento, e hoje ainda não foram todos convertidos e são apenas 04 unidades agora. Veremos se até final do ano, chega aqui algum P-3Br. Agora, quanto a disparar mísseis...



#19 Landing

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Posted 04 de July de 2010 - 13:36

Esse programa já é um mico total!

#20 Marco SBCT

Marco SBCT
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Posted 04 de July de 2010 - 14:00

Até seria uma saida honrosa abortar os P3 e partir para Embraer 145 que já está bem provado ou um dos jatos 170/190, de cabine mais espaçosa, penso que o preju ficaria menor. E todas as vantagens de uma célula conhecida e nova...

Edited by Marco SBCT, 04 de July de 2010 - 14:00 .