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P-3BR


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#121 jambock

jambock
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Posted 21 de May de 2015 - 13:35

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Guerra antissubmarino - Os caçadores de submarino da FAB
As aeronaves P-3AM da Força Aérea Brasileira têm militares preparados para localizar submarinos entre os sons do fundo do mar
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Quando o Suboficial Edson de Almeida Coelho ingressou na Força Aérea Brasileira (FAB), em 1987, ele não imaginava fazer o que hoje faz parte da sua rotina: ouvir sons do fundo do mar. Atualmente no quadro de tripulantes das aeronaves P-3AM, ele é operador de sistemas acústicos. "O objetivo é simples de falar, porém difícil de realizar: detectar um submarino", conta.
Quando está em uma missão, o papel dele é se concentrar no que escuta com os seus fones de ouvido: ruídos enviados por sonobóias, equipamentos lançados pela aeronave para captar sons submarinos. Mas o que mais se ouve é a vida marinha. “O som mais peculiar é o de baleias. É um som bonito”, relata.
O treinamento constante permite que ele já consiga identificar, apenas pelo som, o que acontece no mar. “Ouvimos muita coisa. Ouvimos peixes... Tem camarões que produzem ruídos específicos, conhecidos no Brasil como camarões estaladores”, diz o Suboficial Coelho. “Quanto mais calmo e menos ruidoso estiver o mar, mais fácil vai ser para nós”, explica. Chuva, correntes marítimas, foz de rios e ecos causados pela proximidade do fundo do leito marinho atrapalham a escuta. “Em alto-mar, é bem mais fácil”, constata.
Outro desafio é conseguir identificar o som de um alvo em uma área de grande trânsito naval. “Navios de superfície atrapalham muito porque são mais ruidosos que submarinos, que tentam ser o menos ruidoso possível”, comenta o suboficial.

Jogo de Xadrez
Além dessas variáveis, fatores como a salinidade da água e a temperatura também afetam a lógica da guerra antissubmarino. As regras são conhecidas tanto pelas tripulações dos aviões de patrulha, como o P-3AM, quanto pelos submarinos, e esse tipo de combate se transforma numa verdadeira partida de xadrez.
“Se o submarino tiver indicação de que há alguma aeronave na área, ele vai se colocar em condição de extremo silêncio”, conta o militar. Isso significa se deslocar a baixa velocidade ou até desativar seus motores elétricos. O desafio fica maior com os modelos a propulsão nuclear, que podem passar mais tempo submersos. “Demanda muita paciência e muitas das vezes nós não conseguimos detectar”, explica.
Nesses casos, o papel do P-3AM é garantir que seu alvo não irá causar problemas. “A missão antissubmarino não é só detectar, atacar e destruir um submarino. Mas principalmente evitar que ele cumpra a sua missão”, explica. Segundo  o Suboficial Coelho, garantir que um comboio de navio possa se deslocar de maneira segura já é uma vitória estratégica.
A paciência é outra característica da missão. Com autonomia para até 16 horas de voo, um P-3AM pode permanecer longos períodos na caça a submarinos.

Tecnologia
Mas não é só com os ouvidos que o Suboficial Coelho tenta localizar um submarino. Recebidos pela FAB, inicialmente em 2011, os oito aviões P-3AM do Esquadrão Orungan (1°/7° GAV), baseados em Salvador (BA), são capazes de realizar a detecção de submarinos. Modernizadas, as aeronaves contam com sistemas de bordo para facilitar esse tipo de missão.
Além dos fones de ouvido, o operador de sistemas acústicos a bordo desses aviões conta com o auxílio de um computador. “Não fica tudo no ouvido. Houve um tempo em que isso era mais ouvido. Hoje nós temos a capacidade de ter um processamento desse som em imagens”, lembra o militar.
Cada P-3AM conta ainda com outros equipamentos, como um radar e um sistema ótico capazes de localizar embarcações na superfície. Também há antenas para captar emissões eletromagnéticas, como sinais de rádio. E, utilizado quando é necessário determinar com precisão a localização de um submarino, há um detector de anomalias magnéticas, um “ferrão” localizado na parte de trás da aeronave que é capaz de identificar objetos metálicos submersos.
Treinamento
Antes de cumprir suas primeiras missões a bordo do P-3AM, o Suboficial Coelho fez, em 2009, um curso de dez meses na Espanha, onde as aeronaves foram modernizadas. Em seguida, realizou dois meses de treinamento com a Força Aérea Portuguesa, que também utiliza o modelo.
Sua maior realização aconteceu no exterior, nas gélidas águas da Escócia. A FAB participou do exercício Joint Warrior, em 2013, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Durante o exercício, o Suboficial Coelho conseguiu, mais de uma vez, identificar submarinos nucleares de potências internacionais. “É uma realização profissional porque a missão é realmente difícil”, afirma.
Com 12 anos de experiência na Aviação de Patrulha, o militar atuava antes no Esquadrão Phoenix (2°/7° GAV), de Florianópolis, como operador de sistema de guerra eletrônica. Entre 2003 e 2008, sua função era analisar emissões eletromagnéticas. Agora, ao ouvir sons do fundo do mar, ele se considera no ápice da sua carreira. "Essa atividade no Esquadrão Orungan é a mais desafiadora e a mais gratificante", diz o militar, com 28 anos de serviço na FAB.
Fonte: Agência Força Aérea 21 MAI 2015



#122 jambock

jambock
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Posted 23 de September de 2015 - 10:19

Meus prezados

FAB lança bombas pela primeira vez em treinamento com o P-3

Aeronave de patrulha marítima e tripulações estão realizando treinamentos em Marambaia (RJ)
O P-3 Orion pode carregar armamentos em suportes nas asas ou no porão central (FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou nesse sábado (19) o primeiro exercício de lançamento de bombas a partir da aeronave de patrulha marítima P-3AM, atualmente a maior na frota da FAB com 35,6 metros de comprimento. A aeronave, que participa do “Exercício Orunganitas II” que vai até quarta-feira (23), lançou bombas de queda livre MK-82, que podem pesar até 256 kg – esse mesmo artefato também é empregado nos caças F-5 e A-1.

Ao todo, segundo comunicado da FAB, serão lançadas 10 bombas no estande de tiro militar de Marambaia, a 18 quilômetros da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. O objetivo do treinamento, que envolve 28 militares do Esquadrão Orugan, sediado em Salvador, é explorar os sensores e as capacidades da aeronave quadrimotor. A FAB ainda não divulgou imagens ou vídeos do treinamento.

O comandante do esquadrão, Tenente-Coronel Antônio Ferreira de Lima Junior, explica que o efeito da arma é inerte, mas a manipulação é como se o equipamento fosse real. “Todos os procedimentos de segurança que a aeronave armada em voo requer serão rigorosamente observados”, explica o comandante em comunicado da FAB.

Embora o lançamento ocorra contra um alvo localizado em terra, a intenção é testar a ação antissubmarino. “Pretendemos avaliar a exatidão do sistema de armamento e capacitar a tripulação para operações no mar territorial”, destaca.

Durante a missão, uma aeronave executa o lançamento da bomba e outra valida as informações do sistema tático.

Objetivo a longo prazo

O comandante do esquadrão ressalta ainda que o treinamento é apenas uma etapa na avaliação dos sensores do P-3AM, que será feita em gradação. “Primeiro, estamos treinando com bombas mais simples, depois testaremos o torpedo e, mais para frente, o míssil”.

A FAB está se preparando para receber o míssil americano antinavio AGM-84L Harpoon*, que é mais um reforço na defesa da costa marítima brasileira. A previsão é que o armamento chegue a partir do próximo ano. Serão entregues 16 mísseis reais e quatro para treinamento.

O Lockheed Martin P-3, também conhecido como “Orion”, está em serviço no Brasil desde 2010. As aeronaves, fabricadas entre 1964 e 1965, foram adquiridas de estoques dos Estados Unidos e modernizadas na Espanha pela CASA/EADS e equipadas com alguns dos mais avançados sensores e equipamentos de guerra antissubimarino.

Apesar da idade avançada, o P-3 modernizado ainda é considerado uma das aeronaves mais eficientes da atualidade para a missão de vigilância e proteção marítima. A configuração com quatro motores turbo-hélice permite voos de longa duração que podem durar até 17 horas.

Ao todo, a frota da FAB possui 12 aparelhos. O P-3 é a versão militar do L-188 Electra II, avião que atuou por 30 anos na ponte aérea Rio-São Paulo com a Varig.

Fonte: Portal AIRWAY via/ CECOMSAER 23 SET 2015

http://forum.contato...nce/?hl=harpoon


Edited by jambock, 23 de September de 2015 - 10:22 .


#123 jambock

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Posted 15 de February de 2016 - 11:59

Meus prezados
FAB se prepara para empregar novos armamentos da aeronave P-3
Esquadrão Orungan realiza curso para o emprego de mísseis, torpedos e bombas.Em 2016, a FAB planeja executar o primeiro lançamento de torpedo MK-46
Militares do Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), sediado em Salvador (BA), encerram na sexta-feira (12/02) o curso de carregamento de armamentos convencionais da aeronave P-3 Orion. O objetivo é capacitar os militares da unidade aérea a realizar, com segurança, os procedimentos necessários para o carregamento e o descarregamento de mísseis, torpedos e bombas nas aeronaves.

Realizado na cidade de Oak Harbor-WA, localizada no extremo oeste dos Estados Unidos da América, na divisa com o Canadá, o curso é ministrado no Center for Naval Aviation Technical Training (CNATT) por militares norte-americanos.

O currículo didático das atividades, iniciadas no dia 26 de janeiro, incluiu conhecimentos na área de publicações técnicas, programa de capacitação, configurações de carregamento e descarregamento de itens bélicos, procedimentos normais e manuseio de armamentos do P-3.
“É um privilégio participar desse curso que é um ponto de partida para o Esquadrão Orungan e para a Força Aérea Brasileira adquirir a capacidade técnica para empregar os torpedos MK-46 e os mísseis AGM-84L Harpoon”, explicou um dos participantes do curso, Capitão Francisco Roza Kosaka.
Para este ano, a Força Aérea Brasileira planeja executar o primeiro lançamento de torpedo MK-46 pelo P-3, a fim de elevar a capacidade de neutralização de objetivos submarinos hostis e, consecutivamente, garantir a soberania nacional, por meio desse meio de dissuasão.

As aeronaves P-3AM possuem 18 pontos de armamento, sendo dez nas asas e oito no interior do bomb bay, podendo ser carregada com até 10.712 quilos de itens bélicos, em diversas configurações, sejam elas com bombas, torpedos, mísseis e minas.

Todas as atividades do curso foram realizadas com aulas teóricas em laboratórios específicos para cada tipo de armamento, além de treinamento prático nas aeronaves P-3C da Naval Air Station (NAS) Whidbey Island.

Emprego armado das aeronaves P-3 - O Esquadrão Orungan tem como missão manter o preparo técnico-profissional necessário para realizar: ações antissubmarino, busca e salvamento, controle aéreo avançado, minagem aérea, patrulha marítima, reconhecimento aéreo e posto de comunicações no ar. O preparo visa permitir e potencializar as características de flexibilidade e versatilidade das aeronaves nas diferentes situações operacionais, em ações isoladas ou integradas a outras forças.

Em 2011, uma nova era operacional se iniciou para o Esquadrão Orungan, com a chegada, em Salvador, da primeira aeronave P-3AM, recebida pela Força Aérea Brasileira. O recebimento das nove aeronaves foi concluído em 2014.
A FAB realizou em 2015, pela primeira vez, o lançamento de bombas a partir da aeronave de patrulha marítima P-3AM. O Exercício Orunganitas II, explorou os sensores e as capacidades de armamentos da aeronave.

AGM-84L Harpoon

Um lote de míssil antinavio AGM-84L Harpoon foi adquirido para ser utilizado pelos aviões de patrulha marítima P-3AM, da Força Aérea Brasileira (FAB). Com 278 km de alcance, o armamento permitirá a proteção do mar territorial brasileiro.
Esse será o primeiro míssil antinavio a ser operado por aviões no País. As oito aeronaves P-3AM, operadas a partir da Base Aérea de Salvador (BASV), têm capacidade de ir a mais de três mil quilômetros de distância, podendo atuar em todo o litoral.
"Esse é um armamento estratégico, de altíssimo poder dissuasório", afirma o Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez, Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), unidade responsável pelos esquadrões de patrulha marítima da FAB.
Para se ter uma ideia do alcance da nova arma, seria como um avião lançar o míssil da cidade de Aracaju (SE) para atingir um alvo em Maceió (AL), por exemplo. Também é a mesma distância entre a cidade do Rio de Janeiro (RJ) e Ubatuba, no litoral de São Paulo.
Com 3,8 metros de comprimento e 519 kg, o Harpoon é movido por uma turbina e atinge 850 km/h. Somente a ogiva tem 221 kg de material explosivo, o suficiente para causar danos que levem um navio de guerra a afundar.
O míssil utiliza dados dos sistemas da aeronave lançadora para calcular a sua rota até o alvo e conta ainda com um radar próprio para corrigir a rota. Depois do lançamento, o Harpoon voa próximo ao mar para evitar ser detectado.
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Fonte: Agência Força  Aérea 15 de Fevereiro, 2016 - 10:00 ( Brasília )



#124 jambock

jambock
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Posted 16 de February de 2016 - 15:13

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Militares brasileños se adiestran en EEUU en el lanzamiento de armamento desde el P-3

Integrantes del Escuadrón Orungan (1º/7 de GAV), con sede en Salvador, concluyeron el pasado viernes el curso de carga de armas convencionales en el P-3 Orion. El objetivo fue capacitarlos en los procedimientos para la carga y descarga de misiles, torpedos y bombas. Realizado en ciudad de Oak Harbor, en el extremo oeste de Estados Unidos, en la frontera con Canadá, el curso fue impartido en el Center for Naval Aviation Technical Training (CNATT) por militares norteamericanos.

El plan de instrucción comenzó el 26 de enero. Para este año, la Fuerza Aérea de Brasil tiene previsto realizar el primer lanzamiento de torpedos MK-46 P-3, con el fin de aumentar la capacidad de neutralización de objetivos submarinos hostiles. Los aviones P-3 tienen 18 puntos de anclaje de armamentos, diez de ellos en las alas, pudiendo soportar cargas de hasta 10.712 kilos de material de defensa en varias configuraciones, ya sea con bombas, torpedos, misiles y minas.

Todas las actividades del curso se llevaron a cabo con conferencias en laboratorios específicos para cada tipo de armamento, así como la formación práctica, en aeronaves P-3C de la estación aérea naval (NAS) de Whidbey Island. La FAB había realizado en 2015, por primera vez, el lanzamiento de bombas desde sus aviones de patrulla marítima P-3, explorando los sensores y capacidades bélicas del avión.

Fonte: Javier Bonilla para PORTAL DEFENSA.COM (Espanha) via CECOMSAER 16 FEV 2016


Edited by jambock, 16 de February de 2016 - 16:34 .


#125 jambock

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Posted 17 de March de 2016 - 23:51

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Militares do 1º/7º GAV concluem curso operacional nos EUA

O objetivo era único: capacitar o efetivo do 1º/7º GAV “Esquadrão Orungan”, que opera a frota de aeronaves de patrulha Lockheed P-3AM Orion da Força Aérea Brasileira a realizar, com segurança, os procedimentos necessários para o carregamento e o descarregamento de mísseis, torpedos e bombas nas aeronaves.
Para isso, militares da unidade passaram por um curso específico na cidade de Oak Harbor, no Center for Naval Aviation Technical Training (CNATT), no extremo oeste dos EUA.
O currículo didático das atividades, iniciadas no dia 26 de janeiro, incluiu conhecimentos na área de publicações técnicas, programa de capacitação, configurações de carregamento e descarregamento de itens bélicos, procedimentos normais e manuseio de armamentos do P-3.
Para este ano, a FAB planeja executar o primeiro lançamento de torpedo MK-46 pelo P-3, a fim de elevar a capacidade de neutralização de objetivos submarinos hostis e, consecutivamente, garantir a soberania nacional, por meio desse meio de dissuasão.
Os P-3AM possuem 18 pontos de armamento, sendo dez nas asas e oito no interior, podendo ser carregada com até 10.712kg de itens bélicos, em diversas configurações, sejam elas com bombas, torpedos, mísseis e minas.
A FAB realizou em 2015, pela primeira vez, o lançamento de bombas a partir da aeronave de patrulha marítima P-3AM. O Exercício Orunganitas II, explorou os sensores e as capacidades de armamentos da aeronave.
Fonte: site C&R Editorial