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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Presidente de empresa de aviação pede menos exigências do BNDES para compra de jatos da Embraer


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#21 Fãdaembraer

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Postado 22 de julho de 2009 - 19:51

Subsidiária integral da Embraer, a ECC Leasing Company Limited entregou neste mês um jato Embraer 175 usado à companhia brasileira Trip Linhas Aéreas. A aeronave faz parte de um contrato de arrendamento assinado entre as duas empresas.

Além deste novo acordo comercial com a ECC, a Trip assinou, em junho de 2008, um contrato com a Embraer para a compra de cinco jatos Embraer 175, dos quais três já foram entregues. O negócio inclui também opções para outras dez aeronaves e direitos de compra para mais 15.

“Este contrato adicional com a Trip, logo após o início de operação das aeronaves do contrato original de compra, nos deixa bastante satisfeitos, pois demonstra a confiança que a empresa aérea está depositado na Embraer e nos E-Jets”, disse Paulo Estevão de Carvalho Tullio, diretor da ECC Leasing. “O portfólio de clientes da ECC se fortalece a cada dia, atendendo operadores de todo o mundo e este contrato com a Trip é muito especial, por se tratar de uma empresa brasileira e da maior operadora regional da América do Sul.”

“As aeronaves da Embraer têm alta tecnologia, são modernas e adequadas às nossas operações no País. Por isso, não poderíamos perder a oportunidade de arrendar um jato Embraer 175, por meio da ECC. Este é mais um importante passo para antecipar a ampliação de nossas rotas”, afirma José Mário Caprioli, presidente da Trip Linhas Aéreas.

JT

#22 ATR Driver

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Postado 22 de julho de 2009 - 20:21

QUOTE(thiago_SJK @ Jul 22 2009, 07:45 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Eu procuro ser sempre ponderado e imparcial em minhas postagens e repudio qualquer forma de bairrismo que venha a aparecer. Já você, pelo próprio nickname e postagens mais antigas, não parece ser a pessoa mais imparcial quando o assunto diz respeito à Trip...


Deu pra ver sua imparcialidade quando falou do vestibular do Zé Mário poke.gif

Quanto ao aeroporto de São José X GRU e os touch and go da EMBRAER, sem dúvidas que é um assunto para outro tópico. Todavia, gostaria de ilustrar que o tempo que você leva pra chegar em GRU, parar o carro, fazer o check-in e embarcar para Belo Horizonte (por exemplo), o ATR da TRIP (que decolou do medíocre aeroporto de São José, mas com ILS, 2.676m de pista "lisinha" e todos os auxílios operando, ao passo de que em GRU alumas taxiways parecem a Festa do Peão de Barretos de tanto que fazem o avião pular e BCO está fora sabe-se lá até quando) já pousou na Pampulha (eu disse PLU, não CNF).

Sobre os vôos da EMBRAER, meu caro, vá algum dia na sede de um APP movimentado em época de manutenção no radar (ou seja, operação convencional) pra você ver o que é o chamado "sequenciamento de tráfego". Vou mais longe, pesquise sobre Wichita-Kansas/USA, cidade sede de 3 fábricas de aviões que coordena normalmente os tráfegos em teste/vôos regulares e não-regulares e tráfego militar (sim, lá ainda tem uma base aérea).

A sua mentalidade minimalista com relação ao aeroporto de sua cidade e amadora na questão da coordenação de tráfego aéreo me faz agradecer que você não seja administrador público ou controlador de tráfego aéreo.

#23 TMA-SP

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Postado 22 de julho de 2009 - 20:28

QUOTE(thiago_SJK @ Jul 22 2009, 07:45 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Negativo, Rodolfo.

A Azul não é e nem pode ser subsidiária da JetBlue e, por isso, não poderia haver esse tipo de operação. O que aconteceu, como outros colegas já ressaltaram, foi que alguns dos E-190 da Azul vieram arrendados da JetBlue e outros foram comprados diretamente da Embraer com financiamento do BNDES.


Ai eu fiquei sem entender uhm.gif
Então a encomenda de 70 e poucos e-jets foram feitas diretamente pela Azul?
Achei que originalmente essa era uma proposta da Jetblue e depois foi "migrada"
pra cá... whistling.gif

#24 Varig_777

    Varig_777

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Postado 22 de julho de 2009 - 20:33

QUOTE(Cmte. Rodolfo @ Jul 22 2009, 08:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ai eu fiquei sem entender uhm.gif
Então a encomenda de 70 e poucos e-jets foram feitas diretamente pela Azul?
Achei que originalmente essa era uma proposta da Jetblue e depois foi "migrada"
pra cá... whistling.gif

laugh.gif hehehee, acontece...

Mas então, respondendo..a encomenda foi mesmo feita pela Azul, só que é como eu disse no post anterior: devido ao momento de crise, a JetBlue acabou arrendando algumas acfts que iriam pra ela à Azul, aumentando assim a frota da Azul e permitindo uma entrada mais agressiva no mercado e também diminuindo possíveis excessos de oferta por parte da JetBlue num momento de possível retração de demanda no mercado americano, ou seja, uma operação que foi extremamente benéfica pras duas empresas.

As encomendas diretas da AZUL são de snme 36 encomendas fixas (Já vi notícias do número ter sido aumentado pra 40 já, mas como não tenho certeza, vai 36 mesmo laugh.gif), + não sei quantas opções + outros não sei quantos direitos de compra, totalizando isso tudo dá 70 e poucos, ou 80 como já ouvi também...mas aí não tenho certeza.

abs thumbsup.gif

Editado por Varig_777, 22 de julho de 2009 - 20:35 .


#25 thiago_SJK

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Postado 22 de julho de 2009 - 21:04

QUOTE(ATR Driver @ Jul 22 2009, 08:21 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Deu pra ver sua imparcialidade quando falou do vestibular do Zé Mário poke.gif

Claro... Os problemas são as exigências e não uma eventual inadequação a elas... poke.gif

QUOTE(ATR Driver @ Jul 22 2009, 08:21 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Quanto ao aeroporto de São José X GRU e os touch and go da EMBRAER, sem dúvidas que é um assunto para outro tópico. Todavia, gostaria de ilustrar que o tempo que você leva pra chegar em GRU, parar o carro, fazer o check-in e embarcar para Belo Horizonte (por exemplo), o ATR da TRIP (que decolou do medíocre aeroporto de São José, mas com ILS, 2.676m de pista "lisinha" e todos os auxílios operando, ao passo de que em GRU alumas taxiways parecem a Festa do Peão de Barretos de tanto que fazem o avião pular e BCO está fora sabe-se lá até quando) já pousou na Pampulha (eu disse PLU, não CNF).

Eu não sei de onde você tirou isso, pois vôo direto é só para o SDU. O block-time para PLU totaliza mais de cinco horas. suicide_anim.gif

Em compensação, com 50 minutos de carro ou pegando o Airport Bus Service, que leva uma hora de viagem, eu tenho cerca de uma dezena de opções diárias e diretas para BSB, CNF, POA, CWB, REC, FOR aproximadamente 20 para RIO (GIG/SDU) e SSA e mais várias outras para quase todas as capitais do Brasil. Se precisar ir para Europa, Estados Unidos e vários outros países em qualquer continente também terei várias opções de vôos diretos e precisarei de no máximo uma conexão já no exterior. Se você acha que morar numa cidade distante de São Paulo e ter meia dúzia de vôos por dia para São Paulo ou Brasília e para todo o resto depvovender de conexões é melhor, me desculpe, mas você está completamente equivocado. Pergunte para os executivos das várias empresas de ponta que possuem unidades em São José dos Campos o que eles achariam melhor.

QUOTE(ATR Driver @ Jul 22 2009, 08:21 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Sobre os vôos da EMBRAER, meu caro, vá algum dia na sede de um APP movimentado em época de manutenção no radar (ou seja, operação convencional) pra você ver o que é o chamado "sequenciamento de tráfego". Vou mais longe, pesquise sobre Wichita-Kansas/USA, cidade sede de 3 fábricas de aviões que coordena normalmente os tráfegos em teste/vôos regulares e não-regulares e tráfego militar (sim, lá ainda tem uma base aérea).

A sua mentalidade minimalista com relação ao aeroporto de sua cidade e amadora na questão da coordenação de tráfego aéreo me faz agradecer que você não seja administrador público ou controlador de tráfego aéreo.

Mentalidade minimalista é a sua, que é incapaz de enxergar os imensos benefícios trazidos pela proximidade de GRU e acha que o único vôo da Trip agrega algo realmente relevante numa economia do tamanho da de São José dos Campos.

Editado por thiago_SJK, 22 de julho de 2009 - 21:05 .


#26 ATR Driver

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Postado 22 de julho de 2009 - 21:34

QUOTE(thiago_SJK @ Jul 22 2009, 09:04 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Claro... Os problemas são as exigências e não uma eventual inadequação a elas... poke.gif


Inadequação??? Os aviões já estão voando e os contratos assinados. Que inadequação? Ir pedir maior FACILIDADE é sinal de inadequação ou sinônimo de querer agilizar um processo burocrático e que não condiz com a realidade da aviação regional?

O block-time do TRIP 5420/5423 (SJK-SDU-RAO-UDI-PLU) é de 05h 10min pra ser mais exato, contudo o vôo que me referi foi o 5416 (SJK-PLU), aos sábados, que assim como o 5420/5423 está agradando os "executivos das várias empresas de ponta de SJK" uma vez que só decolam cheios.

Com relação a ser minimalista, veja, eu não estou dizendo que temos que construir um muro separando SJK de GRU, mas se existe um belo aeroporto aí (sim, o terminal é acanhado, mas o resto é nota 10 perto do que temos no Brasil), qual o motivo de não aproveitar? Qual o motivo do seu repúdio com o aeroporto? Você não está dando a mínima para o que existe aí, e isso é ser minimalista, é querer enterrar o que pode gerar mais empregos e mais comodidade à população local (ou você gosta tanto assim da Dutra e perder 1h só pra chegar em GRU?).

#27 Crew Member

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Postado 23 de julho de 2009 - 00:45

QUOTE(E175 @ Jul 21 2009, 07:46 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Presidente de empresa de aviação pede menos exigências do BNDES para compra de jatos da Embraer

21/07/2009 19h02 - Agência Brasil / O Tempo

Em encontro nesta terça-feira (21) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mario Caprioli, pediu menos exigência nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a compra de jatos da Embraer com destino ao mercado regional.

Segundo Caprioli, é cinco vezes mais caro comprar um avião da Embraer para ser usado no país em comparação com os modelos para exportação. A Trip oferece voos para 73 cidades no interior do país. A frota é composta de 26 aeronaves, sendo quatro da Embraer e 22 da Airbus, as últimas financiadas com recursos de banco de fomento francês e italiano.

"O que a gente disse para o presidente [Lula] é que não precisamos de nenhuma vantagem. A gente só quer que para a indústria da aviação regional, dada a potencialidade que existe, haja uma equalização dessas assimetrias, que passam pelo financiamento", disse Caprioli, após o encontro com Lula.

Até 2013, a Trip visa adquirir 60 aviões, a maioria da Embraer. A empresa é formada pela associação dos grupos de transporte rodoviário Caprioli e Águia Branca.

Outras reivindicações da empresa são investimentos governamentais na infraestrutura aeroportuária e redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o querosene de aviação. O presidente Lula também fez um pedido para que a companhia invista em rotas para o Mercosul e África.


Empresário brasileiro não tem jeito mesmo, tá sempre passando o chapéu e lógico achando que o governo tem o dever de "ajudar".

Será que assim a TRIP seria uma empresa decente e pagaria o salário ao seu futuro piloto apartir do primeiro dia de GS ?

Atualmente ela só registra antes do simulador, até então toda despesa corre por conta do "piloto-candidato" , sem salário fica

difícil principalmente quando esse piloto está vindo de um período de desemprego, êta Brsil, será que vai terjeito ??

Particularmente acho uma economia bem porca, quase sempre o piloto mora fora de Campinas, tem as despesas da casa dele e

mais as do custo de passar o período do GS , e tudo isso sem entrar um centavinho no bolso, e a TRIP voando Jato ZERO.

As coisas ruins eles copiam e se perpetuam, cada vez temos menos prestígio e grana......

uhm.gif uhm.gif uhm.gif uhm.gif


#28 GibaN

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Postado 23 de julho de 2009 - 13:23

Não sei o contato que muitos do fórum possam ter tido junto ao BNDES para acesso à crédito de financiamentos! Quem já o fez, ou pelo menos tentou, sabe que o Sr. Caprioli tem uma parcela mais do que grande de razão!

Acho extremamente inconveniente dizer que empresário brasileiro só quer tirar vantagem; primeiro que essa "malandragem" é algo típico do brasileiro e algo propagado na televisão, o famoso jeitinho... E segundo, quem são nossos políticos para falarem algo?? Empresário brasileiro é um malabarista frente aos impostos e afins com que tem que lidar!!

O crédito tem de ser dado de maneira segura? Sim, sem dúvida! Mas sobram empresas com capacidade de satisfazerem os requisitos, mas que sequer tem suas necessidades vistas; falta a boa vontade, as comissões aqui ou lá, o empurrão de alguém importante com interesse por trás.... Boa parte do que sai do BNDES é assim, quem já vivenciou isso, sabe!
Então, o Sr. Caprioli tem razão sim: pode cobrar adequação à segurança do crédito, mas faz o resto funcionar de maneira eficiente, toda uma economia brasileira poderia deslanchar MUITO mais com isso!

Errado é sempre os mesmos grupos, já em situação falimentar há anos, sempre terem acesso urgente e seguro no BNDES, pegando financiamento novo pra pagar o anterior!?! Exemplos disso não faltam.... E nos últimos anos, da verba destinada ao BNDES, sequer metade foi utilizada com sucesso, o resto volta aos cofres públicos, para vocês sabem bem onde parar mais tarde....

Abs

#29 benitorbp

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Postado 23 de julho de 2009 - 15:40

QUOTE(Varig_777 @ Jul 22 2009, 08:33 PM) <{POST_SNAPBACK}>
laugh.gif hehehee, acontece...

Mas então, respondendo..a encomenda foi mesmo feita pela Azul, só que é como eu disse no post anterior: devido ao momento de crise, a JetBlue acabou arrendando algumas acfts que iriam pra ela à Azul, aumentando assim a frota da Azul e permitindo uma entrada mais agressiva no mercado e também diminuindo possíveis excessos de oferta por parte da JetBlue num momento de possível retração de demanda no mercado americano, ou seja, uma operação que foi extremamente benéfica pras duas empresas.

As encomendas diretas da AZUL são de snme 36 encomendas fixas (Já vi notícias do número ter sido aumentado pra 40 já, mas como não tenho certeza, vai 36 mesmo laugh.gif), + não sei quantas opções + outros não sei quantos direitos de compra, totalizando isso tudo dá 70 e poucos, ou 80 como já ouvi também...mas aí não tenho certeza.

abs thumbsup.gif


A encomenda inicial realmente foi feita pela Jetblue, que repassou a Azul o lugar na lista de entregas, e o arrendamento dos primeiros e-jets que vieram de lá, mas o contrato do BNDES é diretamente com a AZUL.

QUOTE(Crew Member @ Jul 23 2009, 12:45 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Empresário brasileiro não tem jeito mesmo, tá sempre passando o chapéu e lógico achando que o governo tem o dever de "ajudar".

Será que assim a TRIP seria uma empresa decente e pagaria o salário ao seu futuro piloto apartir do primeiro dia de GS ?

Atualmente ela só registra antes do simulador, até então toda despesa corre por conta do "piloto-candidato" , sem salário fica

difícil principalmente quando esse piloto está vindo de um período de desemprego, êta Brsil, será que vai terjeito ??

Particularmente acho uma economia bem porca, quase sempre o piloto mora fora de Campinas, tem as despesas da casa dele e

mais as do custo de passar o período do GS , e tudo isso sem entrar um centavinho no bolso, e a TRIP voando Jato ZERO.

As coisas ruins eles copiam e se perpetuam, cada vez temos menos prestígio e grana......

uhm.gif uhm.gif uhm.gif uhm.gif


Bom acho que isso não é exclusividade do empresário brasileiro, em se tratando do mercado de aviação, o comum, no mundo inteiro é passar o chapéu, não existe nenhum avião no mundo que esteja voando sem algum tipo de subsídio.
Só para se ter um exemplo, na brida Embraer x Bombardier a OMC considerou que as nossas linhas de crédito e subsídios eram "fichinhas" perto das que o governo Canadense concedia a Bombardier (ta tudo bem lá o governo cumpre seu papel e prove saúde, educação e segurança e pode injetar tudos de dinheiro em sua principal empresa).
Comprar um avião no Brasil é mais do que comprar lá fora? Muito mais caro! Por isso que nossas empresas "criam" empresas de leasing nos países dos fabricantes, estas empresas que "compram" os aviões e repassam para as empresas mãe através de leasing operacional (numa visão bem simplória do negócio).
A TAM e a GOL não tem nenhum avião "próprio", operar desta maneira reduz absurdamente a carga tributária e ainda permite o uso das linhas de empréstimo fornecidas pelos Bancos de formento dos países procutores com uma facilidade muito maior doq ue se compra fosse feita diretamente do Brasil, o custo "Brazil" ainda é algo absurdo em relações de comércio internacional, quem já tentou comprar uma peça de avião lá fora e deu endereço do Brasil, sabe que o preço praticado é bem maior.
Claro o presidente da TRIP exagerou ao dizer que custam 5x mais, mas solicitar uma equalização nas condições de aquisição é um pedido bastante sensato e razoável.
A questão trabalhista aqui tambem é bem complicada, uma empresa Brasileira, jamais poderia ter um programa de formação de pilotos, a menos que queira manter o vínculo com o empregado desde o primeiro dia de curso e correr o risco de quando formado, ver o empregado sair para outra empresa e deixar a empresa que investiu na formação dele a ver navios. Nossa legislação não permite que a empresa vincule o pagamento das despesas com treinamento a um tempo mínimo de permanencia na empresa, o máximo que a empresa pode cobrar é o valor das verbas rescisórias devidas, não mais que este limite.
Resumindo, o empresário Brasileiro pode não ser santo, mas que as condições aqui não ajudam em nada isso é a mais pura verdade, em um mercado como o de aviação, passar o chapéu é questão de sobrevivência, se em outros países de 1º mundo já é assim.....imagine por aqui.

Abç





#30 Eugênio

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Postado 23 de julho de 2009 - 15:40

QUOTE(ATR Driver @ Jul 22 2009, 09:34 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Inadequação??? Os aviões já estão voando e os contratos assinados. Que inadequação? Ir pedir maior FACILIDADE é sinal de inadequação ou sinônimo de querer agilizar um processo burocrático e que não condiz com a realidade da aviação regional?

O block-time do TRIP 5420/5423 (SJK-SDU-RAO-UDI-PLU) é de 05h 10min pra ser mais exato, contudo o vôo que me referi foi o 5416 (SJK-PLU), aos sábados, que assim como o 5420/5423 está agradando os "executivos das várias empresas de ponta de SJK" uma vez que só decolam cheios.

Com relação a ser minimalista, veja, eu não estou dizendo que temos que construir um muro separando SJK de GRU, mas se existe um belo aeroporto aí (sim, o terminal é acanhado, mas o resto é nota 10 perto do que temos no Brasil), qual o motivo de não aproveitar? Qual o motivo do seu repúdio com o aeroporto? Você não está dando a mínima para o que existe aí, e isso é ser minimalista, é querer enterrar o que pode gerar mais empregos e mais comodidade à população local (ou você gosta tanto assim da Dutra e perder 1h só pra chegar em GRU?).


ATR , fica fácil de compreender oque o Thiago disse. A proximidade de SJK com GRU , já está inserida na mentalidade do PAX que viaja a negócios , e mora aqui em SJK. O PAX que voa a lazer , este então nem sente a dificuldade do trajeto até GRU , que leva menos de uma hora de carro. SJK não será abastecida de inúmeros voos , e muito menos de diferentes operadoras , só porque têm uma pista boa , um ILS full , ALS e auxílios sempre em estado de bom uso. Aqui simplesmente não têm demanda , já tentaram colocar jatos até 100 assentos , e o resultado sempre foi o mesmo , a rota dura alguns meses se arrastando , e depois vai pro brejo.....não têm lógica manter uma rota que não gera lucros. Concordo que os horários do GOL aqui , não eram bons no retorno a cidade , mas a TAM já operou antigamente com o F-100 e também não tinha resultados....oque se encaixa para SJK , é um voo com uma aernave de até 50 assentos , em um horário convidativo ao PAX que voa a negócios....E no final quem ganha é a Embraer , que se quer na vida um "PROVA" nunca ouviu a palavra , órbita , espera , ou sequênciamento para pouso.....Seria até engraçado um dia ouvir , "PROVA 23" prossiga como o número quatro....coisas de SJK!

Eugênio.

#31 Mastercaptain

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Postado 23 de julho de 2009 - 15:49

A Embraer é sempre citada como o grande exemplo da diversificação da pauta de exportações e da indústria brasileira. A partir deste ano, ela poderá também ser citada como um bom exemplo de como o governo brasileiro agiu para minimizar os efeitos da crise financeira internacional nas grandes empresas nacionais. No caso da Embraer, a resposta das autoridades foi uma ação coordenada de concessão de crédito, de forma a evitar o cancelamento de pedidos de compra de jatos da fabricante.


Entre setembro e outubro do ano passado, o crédito privado internacional secou. E algumas grandes empresas de leasing de aeronaves ficaram em maus lençóis, como a gigante International Lease Financial Corporation (ILFC), subsidiária integral da AIG, o grupo americano que precisou ser socorrido pelo governo americano. Sem crédito, muitas companhias aéreas passaram a adiar pedidos de compra de aeronaves ou a cancelá-los. A carteira de pedidos da Embraer, que havia chegado a US$ 21,6 bilhões no fim do primeiro semestre de 2008, caiu a US$ 19,7 bilhões no fim do ano. E a situação poderia ter sido ainda pior, não fosse a participação do governo brasileiro.


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi acionado e acabou respondendo no ano passado por 14% das entregas de jatos da Embraer, segundo dados divulgados recentemente pelo diretor de mercado de capitais e relações com investidores da companhia, Carlos Eduardo Camargo, em seminário. A participação do BNDES foi especialmente importante no segundo semestre. "No ano anterior, em 2007, com o excesso de liquidez no mercado financeiro internacional e o custo praticado lá fora, o financiamento público havia sido de zero. Naquele ano, não houve necessidade de usar o recursos do BNDES para financiar nossos clientes", explicou Camargo. De zero em 2007, o financiamento público passou a 14% das entregas em 2008 e deverá chegar a 36% do total das entregas neste ano, segundo Camargo. Isso quer dizer que pouco mais de um terço dos aviões entregues pela Embraer neste ano serão financiados pelo governo brasileiro. E, neste ano, a novidade é que os financiamentos não são exclusividade do BNDES, como em 2008. Agora, também o Banco do Brasil e o Fundo de Garantia às Exportações estão concedendo créditos, de longo prazo e em reais, a clientes da Embraer.


Entre os compradores de jatos financiados pelo setor público estão - finalmente - companhias aéreas nacionais, como a Azul e a Trip, que fazem rotas exclusivamente domésticas. Para elas, a vantagem de se contratar um financiamento local em reais é a de poder casar receitas e despesas na mesma moeda, embora o presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mário Caprioli dos Santos, tenha recentemente reclamado ao presidente Lula que o financiamento do BNDES para empresas regionais ainda é mais caro do que o crédito concedido às exportações de jatos para companhias internacionais.


A mão do governo é bastante visível no financiamento dos clientes da Embraer (nesta semana, anunciou-se que o BNDES vai financiar também a aquisição de jatos executivos da companhia com taxas de 9% ao ano, além de aviões comerciais), mas não é o único braço de apoio à empresa aeronáutica brasileira. No segundo trimestre, a companhia anunciou um contrato com o governo para o desenvolvimento do jato de transporte militar KC 390, além da modernização de 12 jatos da Marinha brasileira, num total de US$ 1,44 bilhão. E o BNDES ainda deve ampliar o Pró-Aeronáutica, programa de financiamento de investimentos de fornecedores da indústria aeronáutica (ver página B7).


Certamente surgirá alguém que considerará um absurdo que o governo apoie uma companhia que demitiu neste ano 4 mil pessoas e que tem entre seus clientes grandes companhias aéreas internacionais. Permitam-me discordar desse raciocínio. Solidarizo-me com aqueles que perderam seus empregos, mas não considero que o governo tenha de abandonar uma empresa nacional que tem tecnologia de ponta, capaz de competir com grandes companhias internacionais, que tem um importante papel na balança comercial brasileira e que é capaz de fomentar um importante polo fornecedor. Além disso, é bom lembrar, o próprio BNDES, por meio de sua empresa de participações, detém hoje 5,2% do capital da Embraer. A União, outros 0,3%, por meio de uma ação com poderes especiais ("golden share").


Acredito, sim, que o governo deve ficar atento para que a evolução e o crescimento da Embraer estejam alinhados a interesses nacionais. Lembro-me que em 2003, por exemplo, o BNDES não concedeu um único centavo de financiamento a clientes da Embraer, a despeito da crise da aviação aérea internacional e dos pleitos de financiamento de US$ 1,8 bilhão. O presidente do banco à época, Carlos Lessa, travou uma difícil queda-de-braço com a empresa e chegou a brincar com a situação, citando um samba: "Pra botar a mão no meu dinheiro, você vai ter que rebolar, rebolar, rebolar." Os representantes do banco queriam que a companhia aumentasse o índice de nacionalização das aeronaves. Ao final, a Embraer acabou por ampliar para 45% o índice de nacionalização e em 2004 o BNDES retomou os financiamentos.


Não quero julgar quem estava com a razão à época e nem tenho elementos para isso. Mas sou a favor de uma política de incentivo a um setor em que o país se mostre competitivo internacionalmente. A decisão, agora, de estimular fornecedores da indústria aeronáutica para que eles possam atender não apenas a Embraer, mas também fabricantes internacionais de aeronaves, me parece acertada. E para quem se assustou com o alto volume de financiamento público, é bom lembrar que esse patamar não deve se sustentar por muito tempo. A tendência é de que o crédito internacional se normalize, ainda que não seja esperada uma liquidez como a vista em 2007. Valor Econômico.




#32 thiago_SJK

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Postado 23 de julho de 2009 - 18:53

ATR Driver, peço desculpas por qualquer excesso que possa ter cometido. Não tenho nenhuma intenção de levar essa discussão para o lado pessoal. thumbsup.gif

Agora, o que me deixou irritado no seu primeiro post foi o seguinte comentário:
QUOTE(ATR Driver @ Jul 22 2009, 02:31 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Antes de falar mal "desse sujeito aí" (que só é presidente da maior empresa aérea regional da américa latina), lembre-se que a empresa dele é a única que opera aí na sua cidade e tem planos duradouros, diferente das que já passaram por aí. A Azul (que não tem problemas com o BNDES) tem planos pra SJK??

Não é porque a Trip é a única empresa a operar no aeroporto da minha cidade que a partir de agora eu terei a OBRIGAÇÃO de virar um defensor incondicional dessa companhia. Esse tipo de comentário não pode nem ser chamado de argumento. Isso me lembrou as terríveis políticas de concessão de migalhas em troca de apoio político que assolam o nosso país. Não é um único vôo (nem vários!) que me impedirá de criticar o que eu considero errado.

E pode ter certeza que, mesmo sem operarem aqui, a Azul e as várias outras grandes companhias que utilizam os aviões da Embraer pelo mundo, trouxeram e continuam trazendo muito mais benefícios para a minha cidade do que a única companhia a operar em SJK. Não estou dizendo que isso não seja interessante, mas apenas que não é nada extraordinário. Pode ser em Sinop, no Mato Grosso, ou em Tabatinga, no Amazonas, mas falta de acesso ao transporte aéreo é o menor dos problemas para os joseenses.

QUOTE(ATR Driver @ Jul 22 2009, 09:34 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Inadequação??? Os aviões já estão voando e os contratos assinados. Que inadequação? Ir pedir maior FACILIDADE é sinal de inadequação ou sinônimo de querer agilizar um processo burocrático e que não condiz com a realidade da aviação regional?

A reportagem do Valor Econômico, postada pelo Mastercaptain, parece que elucidou a reclamação do presidente da Trip: o fato de as taxas de juros terem sido maiores do que as oferecidas aos compradores internacionais. Agora, o que ele queria? Os riscos aqui no Brasil, ainda mais nesse setor, são muito maiores do que no exterior. Aqui, nossas empresas têm custos cambiais muito maiores do que no exterior, já que a nossa moeda está o tempo todo flutuando consideravelmente. A escala operacional de nossas empresas em geral e da Trip, especificamente, novamente é menor. Some-se a isso a pequena idade da Trip. Todos esses fatores, mais os indicadores financeiros e mercadológicos entram na conta dos juros. Se o risco do negócio é maior, consequentemente os juros serão maiores. O presidente da Trip sabe disso. Então, qual é o motivo do chororô?

QUOTE(ATR Driver @ Jul 22 2009, 09:34 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Com relação a ser minimalista, veja, eu não estou dizendo que temos que construir um muro separando SJK de GRU, mas se existe um belo aeroporto aí (sim, o terminal é acanhado, mas o resto é nota 10 perto do que temos no Brasil), qual o motivo de não aproveitar? Qual o motivo do seu repúdio com o aeroporto? Você não está dando a mínima para o que existe aí, e isso é ser minimalista, é querer enterrar o que pode gerar mais empregos e mais comodidade à população local (ou você gosta tanto assim da Dutra e perder 1h só pra chegar em GRU?).

Eu não tenho nenhum repúdio com o aeroporto. Pelo contrário, acho ele extremamente interessante. Agora, eu não vejo como pode haver viabilidade econômica para mais do que algumas operações com aeronaves de 50 assentos aqui. Para que haja o mínimo de condições de competir com as várias frequências de GRU é necessário ter uma quantidade relativamente grande de vôos, mas isso só é possível com aeronaves pequenas. Mas, nesse caso, perde-se ganhos de escala e fica-se incapaz de competir no quesito preço, sem falar na própria estrutura acanhada do terminal de passageiros. A verdade é que GRU canibaliza SJK (o aeroporto), mas, por outro lado, gera enormes ganhos para SJC (a cidade). Eu vejo grande potencial no nosso aeroporto no mercado de cargas. Afinal, temos um terminal de cargas novo e relativamente grande e grandes empresas na região. Quem sabe com o trem-bala, caso a estação seja construída no aeroporto, este possa ganhar um maior impulso e atrair passageiros da Grande São Paulo.

QUOTE(benitorbp @ Jul 23 2009, 03:40 PM) <{POST_SNAPBACK}>
A encomenda inicial realmente foi feita pela Jetblue, que repassou a Azul o lugar na lista de entregas, e o arrendamento dos primeiros e-jets que vieram de lá, mas o contrato do BNDES é diretamente com a AZUL.

(...)

Pelo que eu saiba os slots de produção eram da BRA. uhm.gif






#33 ATR Driver

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Postado 23 de julho de 2009 - 23:44

Vou fazer uma resposta geral e direcionar para cada usuário:

Crew Member: a TRIP não faz mais ground school sem contratar o candidato. Isso já está em prática desde Fevereiro ou Março, se não me engano. E mesmo se continuasse, o que você acha melhor, entrar na TRIP e começar a receber dias antes de ir pro simulador ou pagar uma grana preta pra entrar na Gol e poder operar em meia dúzia de pistas (co-pilotos)? Aqui pelo menos não tem restrição nenhuma para os co-pilotos.

Discordo plenamente e confirmo sua falta de informação com relação à empresa quando você diz: "As coisas ruins eles copiam e se perpetuam, cada vez temos menos prestígio e grana......". Por 3 motivos:
1) Você realmente é tripulante em alguma empresa? Como é o pagamento de Km (ou horas) na sua empresa? Aqui na TRIP toda a Km que voamos até o dia 20 do mês está na conta no 5 dia útil do mês seguinte junto com o salário. Já ouvi casos de empresas que só pagam a Km voado pelo tripulante 2 meses após!
2) Há poucos dias, na parte de "Tripulantes e Mercado de Trabalho" deste mesmo fórum, postei sobre o acordo de passe que os tripulantes da TRIP e Azul têm desde Junho, o que facilita (e muito!) o deslocamento do tripulante da base para sua cidade natal sem custo algum. Isso é tirar prestígio do aeronauta? Creio que não.
3) Funcionários da TRIP participam e uma cooperativa de crédito e conseguem empréstimos a juros bem mais baixos do que no mercado comum. Isso ajuda quem tá reformando sua casa, querendo pegar uma grana para quitar algum financiamento, etc. Mais uma vez gostaria de lhe perguntar, aonde está a retirada de prestígio?



Eugênio: entendi o que o Thiago_SJK disse, todavia continuo achando que se existe um potêncial na cidade, não é desculpa falar que GRU é perto para não desenvolver a aviação local.



Thiago_SJK: eu também lhe devo desculpas por qualquer excesso. Sempre leio os seus posts e acho que você é o usuário com melhor redação em todo o fórum. Acredito que no seu vestibular, nota 10 em redação foi pouco pra vc. Meus parabéns! reverencia.gif

Voltando ao(s) tópico(s), discordo de você quando cita que a escala da TRIP e sua pouca idade aumentam os riscos de inadimplência e por consequência os juros do financiamento. O que você quer dizer com "escala" da empresa? Serve a maior empresa aérea regional da américa latina? Serve a empresa que com apenas 11 anos de vida já está na era do jato e de turboélices extremamente modernos e de eficiência operacional diferenciada? Serve a empresa que foi escolhida pela Sky West (maior cia aérea regional do mundo) para receber investimentos? Lembrando que a Sky West sondou empresas no México e na China também, mas ficou com a TRIP. Serve a empresa que está se empenhando ao máximo para obter a certificação IOSA? Serve a empresa que, quando todos pensavam que ia quebrar, comprou nada mais, nada menos do que a TOTAL Linhas Aéreas? Enfim, posso ficar elucidando "n" fatores para te provar uma só coisa: a empresa é séria e tem sim o direito de ter maior acesso às ferramentas que alavancam seu crescimento, e que consequentemente alavancam o crescimento do interior do país também: aviões (e seus financiamentos)! Simples assim.

Se já não bastasse a precariedade dos aeroportos onde operamos (culpa do descaso do governo com a estrutura aeroportuária) e o custo absurdo de impostos e taxas tão onerosas no orçamento da empresa, agora vamos ter também desvantagens na obtenção de crédito em uma coisa que é boa para o próprio país (fomentar a indústria aeronáutica brasileira e desenvolver regiões com nossos vôos para o interior). Não concordo. E outra, não existe "chororô", existe defesa do planejamento estratégico da empresa. Creio que você já leu alguns pontos desse planejamento, não? Vamos a alguns: abrir o capital em 2011, ter mais de 60 aviões em 2013 e começar a fazer vôos regionais internacionais. Dá pra conseguir tudo isso e muito mais, inclusive em até menos tempo se o governo cooperar.

Estendo aqui a bandeira branca e te faço um convite pra voar no jump do ATR decolando ou pousando aí em SJK. Vai ver que tua cidade é bonita lá de cima e que o aeroporto não pode ser chamado de "medíocre", okapa?

#34 EXPTATR

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Postado 24 de julho de 2009 - 05:43

QUOTE(ATR Driver @ Jul 24 2009, 12:44 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Vou fazer uma resposta geral e direcionar para cada usuário:

Crew Member: a TRIP não faz mais ground school sem contratar o candidato. Isso já está em prática desde Fevereiro ou Março, se não me engano. E mesmo se continuasse, o que você acha melhor, entrar na TRIP e começar a receber dias antes de ir pro simulador ou pagar uma grana preta pra entrar na Gol e poder operar em meia dúzia de pistas (co-pilotos)? Aqui pelo menos não tem restrição nenhuma para os co-pilotos.

Discordo plenamente e confirmo sua falta de informação com relação à empresa quando você diz: "As coisas ruins eles copiam e se perpetuam, cada vez temos menos prestígio e grana......". Por 3 motivos:
1) Você realmente é tripulante em alguma empresa? Como é o pagamento de Km (ou horas) na sua empresa? Aqui na TRIP toda a Km que voamos até o dia 20 do mês está na conta no 5 dia útil do mês seguinte junto com o salário. Já ouvi casos de empresas que só pagam a Km voado pelo tripulante 2 meses após!
2) Há poucos dias, na parte de "Tripulantes e Mercado de Trabalho" deste mesmo fórum, postei sobre o acordo de passe que os tripulantes da TRIP e Azul têm desde Junho, o que facilita (e muito!) o deslocamento do tripulante da base para sua cidade natal sem custo algum. Isso é tirar prestígio do aeronauta? Creio que não.
3) Funcionários da TRIP participam e uma cooperativa de crédito e conseguem empréstimos a juros bem mais baixos do que no mercado comum. Isso ajuda quem tá reformando sua casa, querendo pegar uma grana para quitar algum financiamento, etc. Mais uma vez gostaria de lhe perguntar, aonde está a retirada de prestígio?



Eugênio: entendi o que o Thiago_SJK disse, todavia continuo achando que se existe um potêncial na cidade, não é desculpa falar que GRU é perto para não desenvolver a aviação local.



Thiago_SJK: eu também lhe devo desculpas por qualquer excesso. Sempre leio os seus posts e acho que você é o usuário com melhor redação em todo o fórum. Acredito que no seu vestibular, nota 10 em redação foi pouco pra vc. Meus parabéns! reverencia.gif

Voltando ao(s) tópico(s), discordo de você quando cita que a escala da TRIP e sua pouca idade aumentam os riscos de inadimplência e por consequência os juros do financiamento. O que você quer dizer com "escala" da empresa? Serve a maior empresa aérea regional da américa latina? Serve a empresa que com apenas 11 anos de vida já está na era do jato e de turboélices extremamente modernos e de eficiência operacional diferenciada? Serve a empresa que foi escolhida pela Sky West (maior cia aérea regional do mundo) para receber investimentos? Lembrando que a Sky West sondou empresas no México e na China também, mas ficou com a TRIP. Serve a empresa que está se empenhando ao máximo para obter a certificação IOSA? Serve a empresa que, quando todos pensavam que ia quebrar, comprou nada mais, nada menos do que a TOTAL Linhas Aéreas? Enfim, posso ficar elucidando "n" fatores para te provar uma só coisa: a empresa é séria e tem sim o direito de ter maior acesso às ferramentas que alavancam seu crescimento, e que consequentemente alavancam o crescimento do interior do país também: aviões (e seus financiamentos)! Simples assim.

Se já não bastasse a precariedade dos aeroportos onde operamos (culpa do descaso do governo com a estrutura aeroportuária) e o custo absurdo de impostos e taxas tão onerosas no orçamento da empresa, agora vamos ter também desvantagens na obtenção de crédito em uma coisa que é boa para o próprio país (fomentar a indústria aeronáutica brasileira e desenvolver regiões com nossos vôos para o interior). Não concordo. E outra, não existe "chororô", existe defesa do planejamento estratégico da empresa. Creio que você já leu alguns pontos desse planejamento, não? Vamos a alguns: abrir o capital em 2011, ter mais de 60 aviões em 2013 e começar a fazer vôos regionais internacionais. Dá pra conseguir tudo isso e muito mais, inclusive em até menos tempo se o governo cooperar.

Estendo aqui a bandeira branca e te faço um convite pra voar no jump do ATR decolando ou pousando aí em SJK. Vai ver que tua cidade é bonita lá de cima e que o aeroporto não pode ser chamado de "medíocre", okapa?



OFF TOPIC - Caro ATRDRIVER,

Voce teria alguma informação sobre o centro de treinamento que a Trip em parceria com a ATR estaria interessada em montar em BH?
Ouvi isso lá em Toulouse.

Abç




#35 ATR Driver

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Postado 24 de julho de 2009 - 10:02

QUOTE(EXPTATR @ Jul 24 2009, 05:43 AM) <{POST_SNAPBACK}>
OFF TOPIC - Caro ATRDRIVER,

Voce teria alguma informação sobre o centro de treinamento que a Trip em parceria com a ATR estaria interessada em montar em BH?
Ouvi isso lá em Toulouse.

Abç


EXPTATR, realmente é o que se comenta, mas até agora não existe nada concreto (pelo menos não divulgaram nada para o pessoal de vôo). Parece que o simulador da Icare (Brit Air), que está em Mourlaix é o que viria pra BH.

#36 Eugênio

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Postado 24 de julho de 2009 - 10:47

QUOTE(ATR Driver @ Jul 23 2009, 11:44 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Eugênio: entendi o que o Thiago_SJK disse, todavia continuo achando que se existe um potêncial na cidade, não é desculpa falar que GRU é perto para não desenvolver a aviação local.


O problema é que você está enxergando um potêncial de voos para SJK que simplesmente não reflete a realidade. Também queria (gostaria) de ver a minha cidade abarrotada de voos , mas isso não vai acontecer , simplesmente porque GRU e até mesmo CGH , absorvem de forma totalitária os pax de SJK , pois é muito mais rentável as cias , atrair o PAX joséense a estes dois aeroportos , onde lá sim , eles conseguirão preencher o voo , e voar sem pinga pinga para outros lugares , sem precisarem de inúmeras conexões , como por exemplo é o voo até a PLU , que eu simulei no site , e você decola as 06:15LT de SJK e pousa as 11:25LT na PLU. As ofertas de pax de SJK é tão escassa , que o único voo que é direto , é o clássico SJK - SDU , que todas as outras cias que passaram aqui operaram , e a TRIP acredito que tenha mais sucesso nesta rota pois utiliza uma aeronave que se encaixa na operação e seus horários de saída e chegada são muito bons (de certa forma , o voo de volta poderia decolar do SDU as 20:00LT). Portanto , oque é crucial nesta história toda , é o fator das cias saberem que a demanda de SJK é baixa , e deslocar uma aeronave para cá , é dar um tiro no próprio pé....Alguém teria as ocupações da TRIP por aqui ?! Abraços.

Eugênio.

#37 thiago_SJK

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Postado 25 de julho de 2009 - 21:11

ATR Driver,

Em primeiro lugar, agradeço o elogio e aproveito para dizer que você e também vários outros usuários não ficam nenhum pouco atrás.

Quanto ao ponto da discórdia, não estou contestando a seriedade da Trip e negando que a empresa tenha acesso a todas as ferramentas disponíveis para o seu crescimento. Pelo contrário, desejo um imenso sucesso a essa empresa que leva o transporte aéreo aos confins do Brasil, senda importantíssima para o desenvolvimento e para a integração nacional. Também me solidarizo com os problemas enfrentados pela companhia, como infra-estrutura deficiente, carga tributária elevada, falta de incentivo à aviação regional, entre outros. Mas o que eu falei a respeito do crédito é a mais pura verdade. Em qualquer banco, seja público ou privado, a concessão de crédito baseia-se no pragmatismo. Entre tantos fatores considerados, o risco é um deles. Por mais bem estruturada que seja a empresa - e eu não tenho nenhuma dúvida de que a Trip seja uma empresa com ótimos fundamentos operacionais e financeiros - fatores macroeconômicos que fogem da sua esfera de influência sempre vão influir nas condições de crédito disponibilizada à companhia. Não é nenhuma surpresa que a Lufthansa consiga um crédito mais barato que a Tam, ou que a Express Jet consiga taxas de juros menores que a Trip. Mesmo no caso do crédito do BNDES, o risco país sempre vai entrar na conta. E eu acho que foi esse o ponto que deixou o presidente da empresa inconformado. No entanto, nunca se sabe quanto vai estar o câmbio daqui a alguns anos ou como se comportará o nosso comércio exterior. São características típicas de economias extremamente voláteis que tornam a nossa aviação mais arriscada que a dos países desenvolvidos. E isso, sem dúvida, complica a vida de todos.

Quanto ao aeroporto de São José, volto a dizer que não o acho medíocre. Medíocre é apenas o seu movimento. Mas, como eu disse, não vislumbro nenhuma mudança nesse sentido, pelas próprias características do mercado (do lado da demanda, necessidade de boa quantidade de frequências e destinos; do lado da oferta, um aeroporto que disponibiliza essas condições a apenas 50 minutos de viagem de carro). Mas isso não significa que não fosse o meu desejo. Ao contrário, adoraria ver SJK com mais movimento, desde que isso não afetasse as operações da Embraer. Aproveito para também acenar com uma bandeira branca e dizer que ficaria muito honrado de poder voar no jump seat a bordo de um ATR comandado por você.

Abraços.

#38 Kellet

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Postado 25 de julho de 2009 - 23:08

OFF TOPIC

Meus cumpirmentos ao Thiago_SJK e ao ATR Driver, por, no calor do debate, terem hasteado as bandeiras brancas e terem mantido a defesa ferrenha de seus pontos de vista pessoais, porém dentro do maior respeito e com mútuos acenos amistosos.

Que este topico sirva de exemplo para muitos aqui.

Aproveito para cumprimentar ambos pela excelente redação !!!

Grande Abraço

Antonio

Editado por Kellet, 25 de julho de 2009 - 23:08 .






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