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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Gol tem o melhor trimestre da história com variação cambial


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#1 Carlos Augusto

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Postado 12 de agosto de 2009 - 16:04

Fonte: Valor Econômico, 12/08/2009 (Caderno D; pág.3)


Real valorizado, queda do petróleo e cortes de custos reverteram prejuízo recorde de 2008


Reportagem: Roberta Campassi

O prognóstico para o segundo trimestre das companhias aéreas não era dos melhores. O período já é tradicionalmente o mais fraco do ano e a desaceleração econômica ameaçava torná-lo ainda pior. Mas a julgar pelo balanço da Gol, divulgado ontem, a vida melhorou.

A companhia aérea reverteu um prejuízo trimestral recorde registrado entre os meses de abril a junho, em 2008, no maior lucro trimestral já obtido pela empresa, em igual período de 2009. No segundo trimestre do ano passado, a Gol amargou perdas de R$ 166,5 milhões, devido ao forte aumento dos custos com combustível e gastos extraordinários com o corte de operações deficitárias da Varig, adquirida em 2007. Neste ano, a empresa alcançou lucro líquido de R$ 353,7 milhões, ajudada por reestruturações e, principalmente, pelos efeitos contábeis da variação cambial. Os números estão em IFRS.

A desvalorização do dólar de um ano para o outro reduziu a dívida da companhia, que é atrelada à moeda americana e contabilizada em reais. Essa redução significou ganho financeiro líquido de R$ 370 milhões no trimestre - efeito cambial, contudo, não gera qualquer impacto no caixa.

No lado operacional, a companhia aérea também apresentou avanços em relação a 2008. A receita menos os custos operacionais geraram resultado positivo de R$ 89,9 milhões - contra perda de R$ 295 milhões no mesmo período do ano passado e ganho de R$ 105,1 milhões no primeiro trimestre deste ano.

Entre abril e junho, a receita da empresa caiu 4,8% - para R$ 1,39 bilhão - enquanto os custos encolheram 26%. Segundo Constantino de Oliveira Jr., as duas linhas do balanço sofreram impacto do corte de voos internacionais da Varig - todos deficitários - ao longo da primeira metade do ano passado.

Os custos também foram influenciados fortemente pela queda no preço do petróleo - a conta de combustíveis da Gol, que tem maior peso no resultado, caiu 41% - e pelos ganhos de sinergia a partir de outubro do ano passado, quando a integração total da Varig foi autorizada pelas autoridades concorrenciais.

"É o quarto resultado trimestral positivo consecutivo que anunciamos. Mostra que temos conseguido extrair benefícios das sinergias entre as empresas, tanto na qualidade dos serviços, com mais pontualidade nos voos, quanto financeiramente", disse o executivo em teleconferência à imprensa.

O desempenho melhor, contudo, ainda não satisfaz a administração da companhia. Ontem, a Gol informou que postergou o recebimento de 20 aeronaves da fabricante americana Boeing para os próximos anos.

Enquanto suas concorrentes, como TAM e a novata Azul, vislumbram frotas maiores no futuro, a Gol vai frear a expansão em troca do aumento da produtividade. "É uma medida que visa elevar a produtividade, as horas voadas a cada dia", disse Oliveira Jr. No último trimestre, os aviões da Gol voaram com 60,1% dos assentos ocupados, contra 64,6% no mesmo período de 2008. As horas voadas com cada aeronaves somaram 11,3 ao dia, contra 12,8 no ano passado. Ambos os indicadores costumavam ser maiores em 2007 e 2006, por exemplo.

A Gol também tomou medidas mais de curto prazo no último trimestre, parte delas com o objetivo de recuperar o caixa perdido com operações deficitárias. Além de um aumento de capital anunciado em março, a empresa aérea fez uma emissão de debêntures e vendeu milhas antecipadamente ao Banco do Brasil e ao Bradesco, parceiros na emissão de cartões do programa de fidelidade Smiles. O saldo de caixa ao fim de junho era de R$ 613,7 milhões, 55% maior do que os R$ 394,6 milhões registrados no primeiro trimestre.

A meta da empresa é chegar ao fim de 2009 com R$ 800 milhões no caixa. "Vamos alcançar [o montante] com geração de caixa operacional", afirmou Oliveira Jr.

O executivo se mostrou mais confiante em relação à projeção de crescimento do setor aéreo nos próximos meses. "Temos uma previsão de que o setor como um todo vá crescer entre 2% e 4%. Acredito que vamos ficar mais perto do topo", disse. Anteriormente, o executivo havia dito acreditar num aumento mais próximo do piso da estimativa.






#2 Luna

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Postado 12 de agosto de 2009 - 18:58

SÃO PAULO - A reversão do prejuízo da GOL (GOLL4) no segundo trimestre do ano animou não apenas os analistas como também os investidores. Disparadas na frente do Ibovespa, as ações da empresa fecharam esta quarta-feira (12) com valorização de 12,58%, cotadas a R$ 17,90, enquanto o benchmark subiu 1,48%.

A cotação de fechamento dos papéis da companhia aérea ficou bem próxima da máxima alcançada no dia, que foi de R$ 17,99. Com essa nova alta, os ativos da empresa acumulam ganhos de mais de 30% somente no mês de agosto.

Os resultados da companhia aérea foram melhores do que as estimativas de grande parte dos analistas. "No geral, os números foram muito bons, apontando para possível manutenção de margens positivas, apesar da queda do yield ante os últimos trimestres", comenta a Link Investimentos.

A percepção otimista também fez parte do discurso dos analistas da Itaú Corretora, que tem recomendação de outperform para os papéis, com preço-alvo de R$ 30,60 por ação . Ao analisar os resultados, a instituição antecipou que o forte balanço poderia ter impactos positivos nos papéis.

Destaques positivos e negativos
A avaliação dos resultados da GOL leva à descoberta de diversos itens positivos. Pode-se destacar, como faz a Itaú Corretora, o aumento do spread entre RASK e CASK (que mede a relação entre receita e custo por assento/km) de R$ 2,80 negativos para R$ 0,93.

Outro ponto positivo é o aumento das disponibilidades, que encerraram o trimestre em R$ 613,7 milhões. "Isso incorpora os procedimentos de aumento de capital (R$ 20,3 milhões), a emissão de debêntures (R$ 400 milhões) e o fluxo de R$ 104 milhões de um total de R$ 255 milhões em milhas vendidas ao Banco do Brasil e ao Bradesco", ressalta a corretora. "Esta recuperação na liquidez está em linha com a estratégia da companhia de terminar o ano com R$ 800 milhões no caixa".

Porém, os analistas não ignoram os fatores negativos mostrados no balanço da GOL. O principal deles é o fato da empresa manter seis Boeings 767 parados, "que geram custo sem nenhuma contrapartida em receita", segundo a Link Investimentos.

Abaixo do esperado
Destacando-se das demais instituições e do mercado de um modo geral, o Citigroup mostra uma visão negativa em relação ao resultado da GOL, afirmando que os números sugerem uma oferta excessiva aos papéis da empresa. Tanto o lucro quanto o Ebitdar (geração operacional de caixa) da companhia ficaram abaixo do estimado pelo banco.

Além disso, o Citi acredita que há outros pontos a serem considerados antes de ficar otimista com a empresa. "Preços de combustíveis mais altos finalmente chegaram em julho, as tendências para o segundo semestre parecem bem difíceis (graças em parte à competição), a potencial redistribuição dos slots em Congonhas possivelmente enfraquece a GOL naquele aeroporto e ainda assim a ação está a meros 15% de seu pico histórico?" Sem surpresas, os analistas do Citi recomendam a venda das ações da GOL.

Fonte : Infomoney

#3 Jopeg

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Postado 12 de agosto de 2009 - 19:55

Caros,

In PressTur.com:
QUOTE
No segundo trimestre GOL gasta em média menos 17,9% e passa de prejuízos a lucros

Presstur 12-08-2009 (23h39)

A GOL, que se apresenta como a maior low cost da América Latina, reduziu em média o custo por unidade de transporte colocada no mercado no segundo trimestre deste ano em 17,9%, com o qual passou de um prejuízo operacional de 295,3 milhões de reais em 2008 para 89,9 milhões de lucro este ano.
O balanço da GOL mostra que a progressão dos resultados foi ainda influenciada por um aumento do preço médio, evidenciado pela subida do yield (receita por RPK = passageiro x quilómetro) em 10,7%, para 21,51 cêntimos do real.
Esta subida do yield permitiu que, embora tendo um decréscimo da taxa de ocupação dos voos, em 4,5 pontos, para 60,1%, a GOL apresentasse um aumento da receita unitária em 5,5%, para 14,47 cêntimos, que compara com o decréscimo do custo unitário em 17,9%.
Assim, embora tendo transportado menos quase 650 mil passageiros (-9,1%, para 6,465 milhões) que em 2008 e tendo uma queda do tráfego (em RPK = passageiros x quilómetros) em 16%, a GOL limitou a 7% a quebra das receitas de passagens, para 1.246,5 milhões de reais, e que, com um aumento em 18,3% das receitas auxiliares, a queda da receita líquida se tivesse limitado a 4,8%, para 1.394 milhões de reais.
O impacto desta queda em termos de resultados, porém, foi completamente anulado pela redução de custos operacionais, que baixaram 25,1%, para 1.304,1 milhões, destacando-se as quedas por lugar x quilómetro (ASK) colocado no mercado em 35,1% nos combustíveis e lubrificantes, em 21,6% das despesas comerciais e de publicidade, em 40% nas despesas com materiais de manutenção e reparação e em 23,7% nas outras despesas.
A contrariar a tendência de redução de custos esteve principalmente a rubrica pessoal, onde teve um aumento de 24,4%, embora também tenham subido os custos com aluguer de aviões (em 6,1%) e seguros (em 4,3%).
O balanço da GOL mostra que a estratégia da companhia foi “encolher” em número de aviões e utilização da frota para ter uma melhor gestão do yield no mercado doméstico, que é o que tem mais peso na sua operação e onde teve uma queda do tráfego em 8,8% (-47,9% nas rotas internacionais, nomeadamente pelo abandono dos voos de longo curso).
“A taxa média de utilização das aeronaves diminuiu 11,4% em relação ao 2T08,
de 12,8 horas/dia para 11,3 horas/dia no 2T09” pela “decisão estratégica” de gerir capacidade, “fechar rotas de longa distância” e redução da etapa média dos voos em 8,5%, diz a GOL no balanço.
A preocupação da GOL com o “crescimento disciplinado da sua oferta de assentos no mercado” é ainda enfatizada quando a companhia se refere a decisões de frota, nomeadamente dilatar o prazo de recepção de 20 novos Boeing 737 Next Generation, de 2010-2012 para 2010-2014, arrendar dois 737-800, substituir um B767-300 por um 737-800 e manter fora de operação outros seis 767-300.
A GOL refere ainda que no segundo trimestre recebeu três 737-800 NG, como parte do programa de harmonização da frota e substituição integral dos 737-300 durante este ano.
“Como resultado dos factores acima descritos, a GOL encerrou o trimestre com 110 aeronaves em sua frota operacional e 124 em sua frota total em comparação a 107 e 120 no 1T09, respectivamente. A Companhia planeia encerrar o ano de 2009 com 108 aeronaves em sua frota operacional”, acrescenta.
AGOL também refere que a partir de Junho, para diluir custos operacionais nos próximos trimestre “iniciou a retomada do aumento da taxas de utilização de aeronaves, tendo Junho já atingido 12 horas/dia”.


Um abraço português,

Jopeg





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