Fonte: DCI, 13/08/2009 (Caderno A; pág.9)
Reportagem: Fabíola Binas
As empresas especializadas na venda de produtos e serviços voltados aos aviões executivos (bimotores, jatos e helicópteros) acreditam que os ventos do segundo semestre serão mais animadores para a retomada dos negócios, depois da turbulência econômica que ocasionou retração na área comercial do setor este ano. A TAM Aviação Executiva, por exemplo, espera que a partir deste semestre haja retomada dos negócios, com a recuperação gradativa das vendas das aeronaves Cessna e Bell, marcas que a companhia representa no Brasil. Ainda mais otimista depois da entrada de um novo sócio este ano, o norte-americano Bristow Group, a Líder Aviação Executiva prevê entregar 40 aeronaves a clientes em 2009, um salto de 8% em relação ao ano passado.
O ânimo das corporações ganha fôlego com a realização, na capital paulista, da Latin America Business Aviation Conference & Exhibition (Labace), que começa hoje e vai até dia 15 (sábado), em Congonhas. Realizada pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a feira calcula vendas 10% maiores que as da edição anterior. O número é inferior aos 60% de incremento vistos em 2008, mas a associação acredita no reaquecimento do mercado, apesar de ter revisto as metas do evento. O setor movimenta cerca de US$ 450 milhões no País e compõe uma frota superior a 1,6 mil aeronaves, 65% delas concentradas no Estado de São Paulo.
No caso da TAM Aviação Executiva - que deu início ao grupo TAM, na época em que se ainda chamava Táxi Aéreo Marília -, recuperam-se aos poucos as vendas de jatos e helicópteros. "Vamos nos beneficiar da retomada da economia. Voltaremos a crescer em 2010, com recuperação total até 2012", projetou Marco Antonio Bologna, CEO da TAM. O executivo já presidiu a companhia aérea do grupo e acaba de retomar cadeira no conselho administrativo.
O reaquecimento a que Bologna se refere é a comercialização de 35 aeronaves ainda este ano, número equivalente ao vendido em 2006. O executivo explicou que em 2009 não será possível repetir a marca dos 80 aviões vista em 2008, mas ele acredita que a partir da base de dois anos atrás será possível ascender a performance nos próximos três anos. Na área de jatos, a TAM viu o cancelamento de 50% das encomendas em 2009, mas diz tratar-se apenas de um adiamento por parte dos compradores. A empresa confirmou que no primeiro semestre, levando em consideração todos os segmentos de aviões executivos que representa, finalizou 17 negócios, ante os 35 que deseja atingir. Além disso, para a companhia, o recuo no segmento de helicópteros foi ínfimo. A TAM Aviação Executiva diz ser líder mundial em vendas da Cessna, além de abrigar o maior centro de manutenção da marca fora dos EUA. Na Labace, planeja incrementar as vendas do modelo Citation.
Ao se colocar como a maior empresa do mercado de aviação executiva do País, mineira Líder Aviação comemora a sociedade com a Bristow, de helicópteros, para atuar nas operações voltadas à indústria petrolífera. A empresa finalizou a venda de 12 aviões novos este ano, mas calcula atingir 40 vendas até o final de 2009. Para atender aos segmentos em que está de olho (ela também quer ampliar a atuação no agronegócio), a companhia comprou, por US$ 27 milhões, seu primeiro helicóptero de grande porte, da Sikorsky. Também ampliou sua base de operações em Curitiba (PR). Hoje, a Líder atua em 21 aeroportos e faz manutenção e fretamento de aviões executivos, além das vendas. Conta com frota de 49 helicópteros e 27 aviões.
Outra companhia otimista com novos negócios é a Helibras, que se coloca como única fabricante de helicópteros da América Latina. No segmento de helicópteros, a empresa diz deter 46% do market share desse mercado.
Lucros
Para o diretor de Inteligência de Mercado da Aviação Executiva da Embraer, Claudio Camelier, a economia deve se recuperar em 2010, e as empresas devem retomar os lucros em 2011. Só então voltarão a encomendar jatos executivos, a serem entregues em 2012. Em 2012, a Embraer lançará duas novas aeronaves, o Legacy 450 e o Legacy 500.
Reportagem: Fabíola Binas
As empresas especializadas na venda de produtos e serviços voltados aos aviões executivos (bimotores, jatos e helicópteros) acreditam que os ventos do segundo semestre serão mais animadores para a retomada dos negócios, depois da turbulência econômica que ocasionou retração na área comercial do setor este ano. A TAM Aviação Executiva, por exemplo, espera que a partir deste semestre haja retomada dos negócios, com a recuperação gradativa das vendas das aeronaves Cessna e Bell, marcas que a companhia representa no Brasil. Ainda mais otimista depois da entrada de um novo sócio este ano, o norte-americano Bristow Group, a Líder Aviação Executiva prevê entregar 40 aeronaves a clientes em 2009, um salto de 8% em relação ao ano passado.
O ânimo das corporações ganha fôlego com a realização, na capital paulista, da Latin America Business Aviation Conference & Exhibition (Labace), que começa hoje e vai até dia 15 (sábado), em Congonhas. Realizada pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a feira calcula vendas 10% maiores que as da edição anterior. O número é inferior aos 60% de incremento vistos em 2008, mas a associação acredita no reaquecimento do mercado, apesar de ter revisto as metas do evento. O setor movimenta cerca de US$ 450 milhões no País e compõe uma frota superior a 1,6 mil aeronaves, 65% delas concentradas no Estado de São Paulo.
No caso da TAM Aviação Executiva - que deu início ao grupo TAM, na época em que se ainda chamava Táxi Aéreo Marília -, recuperam-se aos poucos as vendas de jatos e helicópteros. "Vamos nos beneficiar da retomada da economia. Voltaremos a crescer em 2010, com recuperação total até 2012", projetou Marco Antonio Bologna, CEO da TAM. O executivo já presidiu a companhia aérea do grupo e acaba de retomar cadeira no conselho administrativo.
O reaquecimento a que Bologna se refere é a comercialização de 35 aeronaves ainda este ano, número equivalente ao vendido em 2006. O executivo explicou que em 2009 não será possível repetir a marca dos 80 aviões vista em 2008, mas ele acredita que a partir da base de dois anos atrás será possível ascender a performance nos próximos três anos. Na área de jatos, a TAM viu o cancelamento de 50% das encomendas em 2009, mas diz tratar-se apenas de um adiamento por parte dos compradores. A empresa confirmou que no primeiro semestre, levando em consideração todos os segmentos de aviões executivos que representa, finalizou 17 negócios, ante os 35 que deseja atingir. Além disso, para a companhia, o recuo no segmento de helicópteros foi ínfimo. A TAM Aviação Executiva diz ser líder mundial em vendas da Cessna, além de abrigar o maior centro de manutenção da marca fora dos EUA. Na Labace, planeja incrementar as vendas do modelo Citation.
Ao se colocar como a maior empresa do mercado de aviação executiva do País, mineira Líder Aviação comemora a sociedade com a Bristow, de helicópteros, para atuar nas operações voltadas à indústria petrolífera. A empresa finalizou a venda de 12 aviões novos este ano, mas calcula atingir 40 vendas até o final de 2009. Para atender aos segmentos em que está de olho (ela também quer ampliar a atuação no agronegócio), a companhia comprou, por US$ 27 milhões, seu primeiro helicóptero de grande porte, da Sikorsky. Também ampliou sua base de operações em Curitiba (PR). Hoje, a Líder atua em 21 aeroportos e faz manutenção e fretamento de aviões executivos, além das vendas. Conta com frota de 49 helicópteros e 27 aviões.
Outra companhia otimista com novos negócios é a Helibras, que se coloca como única fabricante de helicópteros da América Latina. No segmento de helicópteros, a empresa diz deter 46% do market share desse mercado.
Lucros
Para o diretor de Inteligência de Mercado da Aviação Executiva da Embraer, Claudio Camelier, a economia deve se recuperar em 2010, e as empresas devem retomar os lucros em 2011. Só então voltarão a encomendar jatos executivos, a serem entregues em 2012. Em 2012, a Embraer lançará duas novas aeronaves, o Legacy 450 e o Legacy 500.



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