Não aceito também o fato de que o hub de BSB da TAM é sumariamente desconsiderado no planejamento internacional. Se a TAM pudesse adotar uma política mais definida de hub-and-spoke a partir também do JK, acho que não seria complicado imaginar 2 BSB-EUA e 1 BSB-Europa. Tais voos poderiam canalizar o público de toda a Região Norte e Centro-Oeste, além de algumas outras áreas próximas ao DF. Mas não sei até onde isso afetaria as operações em GRU e GIG. Mas duvido que pelo menos BSB-MIA não seria sustentável.
Muitas delas sempre foram dominadas por companhias brasileiras, como GRU-MEX e GRU-LAX. Outras ligariam importantes hubs Star Alliance, como GRU-MUC, GRU-LIS e GIG-FRA. E outras seriam inéditas, ligariam importantes mercados O&D e se viabilizariam com pequenos ajustes na malha doméstica e sul-americana, como GIG-LHR (lançada há pouco tempo e apenas algumas vezes por semana pela British), GIG-MXP e GRU-BCN. Essa última, ao contrário do que muitos pensam, afetaria muito mais as operações da Iberia do que o GRU-MAD da Tam e ainda ajudaria a dar um fôlego às operações sul-americanas.
Todas essas são rotas que eu imagino que poderiam funcionar também. GRU-MEX poderia facilmente tirar passageiros brasileiros que hoje voam de AM, MX ou mesmo CM ou CO. GRU-LAX acho mais complicado, mas, se a inclusão do Brasil na lista dos países isentos do visto, poderia ser uma ideia. LAX sempre era garantia de japoneses e sul-coreanos enchendo o avião, tanto na Econômica como Executiva. Pelo menos sempre foi assim, no período em que viajava de RG para Los Angeles.
Além de MUC, LIS, BCN e GIG-FRA, GIG-MXP e GIG-LHR eu acho que, um pouco (ainda mais) para frente, GRU-FCO poderia vir. Quando a AZ estava bamba das pernas era mais fácil. E MXP também vai ser hub Star com a L. Italia, agora, não é? Falando em Lufthansa, eles também estavam construindo uma espécie de mini-hub em DUS. Dependendo do que sair dali, quem sabe. Mas acho que, se existir DUS-Brasil, vai ser nas asas da LH ou mesmo AB do que da TAM.
BCN também teria o atrativo de tornar a TAM uma opção ainda melhor para o pessoal hispânico da América do Sul. Hoje o pessoal que voa MVD-MAD-BCN ou SCL-MAD-BCN poderia também voar via GRU. E Barcelona, de quebra, recebe 50% dos (inúmeros) turistas que visitam a Espanha. Alguém tem dados de quantos brasileiros para lá vão anualmente? Com tantas opções, não quer dizer nada, mas nunca se sabe. E, para completar, quais são as ligações econômicas entre o Brasil e a Catalunha?
Acho que a companhia poderia encomendar alguns A333, que poderiam ser utilizados em linhas para a América do Norte e Península Ibérica, permitindo grandes ganhos de escala nas operações.
Será que vale a pena?
E o que acham de trocar JFK, que tem pouca conectividade, por EWR, que é hub Star Alliance? Sem falar que a localização de EWR parece ser bem melhor. Creio que isso permitiria aumentar a escala de operações.
Mas será que Newark é um hub adequado para tráfego proveniente do Brasil? Talvez para o Nordeste, Canadá e Ásia... ainda assim.
A TAM aparentemente prefere tomar conta do mercado para as grandes cidades (MIA e JFK e só, pelo visto), mais high-yield, consigo, e deixar as americanas com as lasquinhas e público que faz conexão.
Se o B777 entrasse na rota GRU-CDG seriam liberados 4 A330, não apenas 1. Acho que seria algo bem sensato.
Caramba. Eu achava que GRU-CDG era feito com 3 aviões, mas mesmo assim esqueci de tirar 2. Então poderia, por exemplo, com os A330, criar duas ou mesmo três novas rotas para a Europa, dependendo da frequência dos voos.