Só para terem uma ideia de quanto atrasada encontra-se a infraestrutura aérea brasileira, convido a observarem a estrutura dos aeroportos americanos. É muito comum naqueles aeroportos encontrar-se ILS Cat III em mais de uma cabeceira de um aeroporto como Orlando, por exemplo, que equivale ao aeroporto de Recife no Brasil em importancia economica e turistica.
Considerando ainda o aeroporto de Orlando, são 4 pistas, sendo dois pares possibilitando operação simultanea, 4 terminais de embarque e desembarque, ligando-se com o saguao principal atravez de trens. E detalhe... ele é somente o 12. mais movimentado aeroporto dos Estados Unidos.
Ah... a menor das 4 pistas possui 2700 metros.
Logicamente os Estados Unidos nem poderiam servir como comparativo vista tamanha evolução do transporte aéreo, mas devemos entender que o caos causado na manha de sexta-feira no aeroporto de guarulhos, o principal aeroporto brasileiro, porta de entrada da aviação extrangeira no Brasil, gera prejuizos imensos para as companhias aereas e principalmente aos usuários que além de utilizarem um aeroporto que não comporta mais a quantidade de passageiros, proporciona imenso desconforto com salas e portoes de embarque insuficientes e além disso, o que torna as coisas muito piores, auxilios a navegação insuficientes como a ausencia do Cat 3.
Descabido observar certas situações em GRU, como um embarque de um 777 com mais de 300 passageiros feito por onibus a uma distacia de 1km do portão de embarque. Um 747 tendo que alternar Campinas devido destino GRU, abaixo dos mínimos depois de ter que aguardar espaço no pátio e após decolar novamente efetuar novas esperas em diversos pontos da terminal e por fim queimar um ciclo de 4 motores e muitos kilos de querosene voando no nível 070 num vôo de 30 minutos.
A ampliação, instalação, modernização, construção enfim, já eram para estar em fase avançada de obras em GRU, para que as empresas não desistam de operar neste aeroporto e prefiram recolher as conexoes em outros pontos da America Latina como Buenos Aires, assim como já faz a Australiana Qantas.