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TAP: pilotos em greve este mês


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#1 Jopeg

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Postado 09 de setembro de 2009 - 05:35

Caros Amigos,

In Lusa:
QUOTE


Pilotos falam em «descontentamento insustentável»


O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) anunciou esta terça-feira a convocação de uma greve para os dias 24 e 25 de Setembro, devido ao «descontentamento insustentável manifestado pelos pilotos da TAP», revela a Lusa.

A decisão de avançar para a greve foi tomada esta tarde durante a assembleia-geral do SPAC, em que 85 por cento dos pilotos presentes na reunião votaram a favor da convocação dos dois dias de paralisação, de acordo com um comunicado da estrutura sindical.

Num extenso comunicado, os pilotos da TAP acusam a administração da empresa, liderada por Fernando Pinto, de cometer «vários erros» e de não levar em conta as «inúmeras e substanciais concessões» feitas pelos pilotos à empresa, quer em termos de remunerações, quer em termos de horários.

«Ou seja, os contributos dos Pilotos foram decisivos para a recuperação da Empresa e para a formação dos seus lucros. Os mesmos lucros que estiveram na origem da atribuição de prémios aos Administradores da TAP e aos demais gestores e trabalhadores. Mas não aos Pilotos», referem, em comunicado.

Os pilotos recusam «continuar a subsidiar indefinidamente um modelo de gestão baseado na contínua compressão dos salários reais e no aumento da produtividade». Para o SPAC, «a crise externa não é um argumento válido para conter as exigências dos Pilotos da TAP».

Além da degradação da situação financeira da empresa, o sindicato atribui também à administração «a degradação do serviço prestado aos clientes, com uma pontualidade e um índice de extravio de bagagens que é o segundo pior da Europa, amplificando as indemnizações aos passageiros (especialmente de ligação) para 31 milhões de euros em 2008».

E acusam ainda: «Tudo indica que o Eng. Fernando Pinto se prepara para diferir custos relativos a 2009 para exercícios subsequentes e antecipar receitas para camuflar o descalabro da gestão e continuar a receber prémios de gestão indevidos».

«Assim, no actual contexto de impasse negocial e perante o descontentamento insustentável manifestado pelos Pilotos da TAP na Assembleia-Geral de empresa realizada hoje, dia 8 de Setembro, a Direcção do SPAC foi mandatada, pela esmagadora maioria dos Pilotos presentes na AG (85% dos votos a favor), para convocar uma greve para os próximos dias 24 e 25 de Setembro de 2009», pode ler-se no final do documento.


In PressTur:
QUOTE
SPAC faz forte ataque à gestão de Fernando Pinto que responsabiliza por “descalabro financeiro”

Presstur 09-09-2009 (00h48)

O yield (receita por passageiro x quilómetro) das ligações da TAP com o Brasil foi de 5,6 cêntimos em 2008, mas o respectivo custo foi de 8,3 cêntimos — é uma das críticas que o SPAC fez ontem à Administração da TAP liderada por Fernando Pinto, que acusou de ter promovido uma expansão “insustentável” e concentrada em “mercados deficitários”.
Estas acusações constam do comunicado divulgado pelo SPAC no qual anuncia que 85% dos presentes na sua Assembleia Geral realizada ontem mandatou a Direcção para convocar uma greve de dois dias, a 24 e 25 de Setembro.
Do comunicado consta a afirmação de que “em causa está o impasse nas negociações da revisão do Acordo de Empresa (AE) em conformidade com os benefícios de produtividade que os Pilotos trouxeram à companhia nos últimos dez anos”, mas praticamente todo o conteúdo é sobre alegadas “decisões erróneas ou omissões graves” da gestão, personificada em Fernando Pinto, que o SPAC diz terem conduzido ao “descalabro financeiro”.
Entre essas “decisões erróneas”, o SPAC aponta designadamente o “insustentável aumento da capacidade em 22% em 2008, especialmente no longo curso, (o mercado e a indústria cresceram a apenas 6%) e a sua concentração em mercados deficitários”.
O SPAC especifica as rotas do Brasil, nas quais diz que o yield (receita por passageiro x quilómetro) foi de apenas 5,6 cêntimos do euro, enquanto o custo ascendia a 8,3 cêntimos, sem especificar se se refere ao custo unitário, ou seja por lugar x quilómetro.
O SPAC diz ainda que a estratégia levou a uma subsidiação do tráfego de ligação pelo ponto a ponto, o que acarretou “custos de irregularidades elevados”, e contesta o que apelida de “abertura de linhas marginais”, nas quais inclui Brasília ou Belo Horizonte, que diz terem “tarifas que não cobrem os custos variáveis (margem bruta negativa)”.
A crítica do Sindicato diz ainda que a expansão da TAP “produziu resultados sem qualidade”, invocando nomeadamente a queda da taxa de ocupação para 63%, “que compara desfavoravelmente com a média da indústria de 77%” e, designadamente, com os 76% que o sindicato diz ser a taxa break-even da TAP (ocupação necessária para o equilíbrio de exploração).
Esta situação precipitou “o colapso das tarifas médias, que são as mais baixas da Association of European Airlines”, prossegue o SPAC que acusa que essa descida visou “ocultar o excesso de capacidade criado em 2007 pela gestão do Eng. Fernando Pinto”.
Ainda neste domínio, o SPAC também acusa a gestão de ter levado a uma “degradação do serviço prestado aos clientes, com uma pontualidade e um índice de extravio de bagagens que é o segundo pior da Europa, amplificando as indemnizações aos passageiros (especialmente de ligação)”, que o sindicato diz terem atingido os 31 milhões de euros em 2008.
Outro aspecto da gestão criticado pelo SPAC é o que caracteriza como “aquisições financiadas por dívida de empresas deficitárias e tecnicamente falidas”, referindo-se à VEM, que o sindicato diz ter “prejuízos acumulados desde a sua compra em 2005 de 300 milhões de euros”, e à PGA, que “apresentava prejuízos de 50 milhões em 2007”, a que junta “prejuízos da Groundforce de 36 milhões produzidos pela expansão e venda de 51% do seu capital à Globalia”.
Por último, o SPAC acusa a gestão de insuficiência ou ausência dos programas de hedging do combustível, como a sua execução no apogeu do preço em Julho de 2009, com prejuízos para a TAP de 12 milhões”.
Além destes aspectos operacionais, o SPAC também acusa a Administração da TAP de ter promovido uma situação em que, “na prática, o esforço e o sacrifício dos Pilotos foram consumidos em actos de gestão que precipitaram a TAP para a situação actual”.
As críticas estendem-se aos prémios de gestão relativos a 2006 e 2007, em relação aos quais o SPAC evidencia contestar a sua atribuição, ao dizer que se a TAP tivesse consolidado os prejuízos da VEM “os resultados seriam negativos e logo não dariam direito a prémios”, bem como deixa uma acusação de discriminação, ao afirmar que “num acto de gestão ainda por explicar, o Eng. Fernando Pinto esqueceu-se do contributo dos Pilotos quando, em 2008, decide distribuir um prémio pelos trabalhadores da TAP o qual não contemplou os Pilotos”.
Aliás, o SPAC inventaria o que descreve como “inúmeras e substanciais concessões à Empresa” por parte dos pilotos, desde 1999, com as quais, diz, apesar de um aumento de produtividade em 10% em horas de voo e 30% em PKO (unidade de capacidade = lugares x quilómetros), os seus salários reais “reduziram-se num valor não inferior a 23%, dado que as suas tabelas salariais não foram actualizadas e quando a inflação acumulada desde 2000 atingiu os 27%, segundo o INE”.
“Ou seja, os contributos dos Pilotos foram decisivos para a recuperação da Empresa e para a formação dos seus lucros. Os mesmos lucros que estiveram na origem da atribuição de prémios aos Administradores da TAP e aos demais gestores e trabalhadores. Mas não aos Pilotos” — acusa ainda o SPAC, que também diz que desde 1999 “o custo real com os Pilotos, por hora voada, declinou 47%, enquanto o peso do custo dos Pilotos nas vendas de passagens sofreu uma redução de 27%”.
“Assim, os Pilotos não vão continuar a subsidiar indefinidamente um modelo de gestão baseado na contínua compressão dos salários reais e no aumento da produtividade”, acrescenta o comunicado do SPAC a anunciar ter sido mandato para convocar a greve na TAP, no qual também acusa a gestão de camuflar resultados com a crise internacional.
“O Grupo TAP apresentou em 2008 um prejuízo de cerca de 13% das vendas consolidadas, ou seja, 6 vezes superior ao indicador homólogo da média da indústria, representada no plano mundial pela IATA”, acusa o SPAC, que também diz que “ao contrário do que tem sido difundido, a indústria na Europa apresentou um lucro agregado de 400 milhões de euros, em 2008, conforme estatísticas da IATA” e que “se não fossem os prejuízos da TAP, o lucro da indústria quase que duplicaria”.
O SPAC também diz que os prejuízos de 2008 “ascenderam a 289 milhões de euros, sendo os mais elevados da história da TAP, representando um agravamento de 240% face aos prejuízos evidenciados em 2000, ano da admissão do Eng. Fernando Pinto na TAP”, e que, “no mesmo período, o passivo total da empresa aumentou de 1.200 para 2.500 milhões de euros, aumentando mais do que as vendas, hipotecando as vendas futuras através de operações de titularização”.
Outra acusação do SPAC é que o quadro de pessoal aumentou de 8.200 trabalhadores para 13.845, com as aquisições da VEM e da PGA.
Além destas críticas, o SPAC faz ainda a acusação de que “tudo indica” que a Administração “se prepara para diferir custos relativos a 2009 para exercícios subsequentes e antecipar receitas para camuflar o descalabro da gestão e continuar a receber prémios de gestão indevidos”, concretizando que “exemplo desta prática” ocorreu em 2007, ano em que segundo diz a TAP teve 22 milhões de euros de lucros, “e não 33 [milhões] como foi anunciado”, e porque não foram consolidados os 46 milhões de prejuízos da VEM, “com o argumento de que a VEM iria ser vendida, o que não veio a acontecer porque não tem viabilidade económica”.


Um abraço português,

Jopeg

#2 E175

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Postado 09 de setembro de 2009 - 09:26

Ah francamente, desde que o Fernando Pinto entrou aparece gente pra puxar o tapete. Bom era antes né, quando a TAP só rodava no vermelho, muitas vezes em época de vacas gordas. Hoje são poucas as companhias que estão realmente saudáveis.

#3 TAP151

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Postado 09 de setembro de 2009 - 14:05

Todo o mundo em Portugal é CEO de bancada quando se trata da TAP!

Gostava de saber desde quando é que os sindicalistas e os pilotos percebem de gestão! Enfim, novamente, o maldito sindicalismo que envolve a TAP.

Recentemente, o meu pai viajou ao lado do Engº Fernando Pinto num voo entre EWR e LIS. Um desabafo de Fernando Pinto por causa dos sindicatos: "Estou cansado!" Isto diz tudo!

Abraços

#4 ExuKavera

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Postado 09 de setembro de 2009 - 15:24

QUOTE(E175 @ Sep 9 2009, 09:26 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Ah francamente, desde que o Fernando Pinto entrou aparece gente pra puxar o tapete. Bom era antes né, quando a TAP só rodava no vermelho, muitas vezes em época de vacas gordas. Hoje são poucas as companhias que estão realmente saudáveis.


Até onde eu sei a TAP AINDA roda no vermelho. Prejuízo atrás de prejuízo. Tenho a impressão q a empresa ficou mais moderna e competitiva, mas ainda deficitária e atitudes como essa dos funcionários só faz com q a TAP vá pro buraco mais rápido ainda. Fico pensando até qdo os portugueses vao ficar sustentando uma empresa deficitaria como essa. TAP, ALitalia, Olympic parece q vao todas pro mesmo caminho. Será q em 2020 elas ainda existirão?

#5 TAP151

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Postado 09 de setembro de 2009 - 15:31

QUOTE(ExuKavera @ Sep 9 2009, 07:24 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Até onde eu sei a TAP AINDA roda no vermelho. Prejuízo atrás de prejuízo. Tenho a impressão q a empresa ficou mais moderna e competitiva, mas ainda deficitária e atitudes como essa dos funcionários só faz com q a TAP vá pro buraco mais rápido ainda. Fico pensando até qdo os portugueses vao ficar sustentando uma empresa deficitaria como essa. TAP, ALitalia, Olympic parece q vao todas pro mesmo caminho. Será q em 2020 elas ainda existirão?


Exu,

Os portugueses não sustentam a TAP. O último empréstimo estatal dado à TAP foi em 1992 (na altura 180 milhões de escudos). Segundo as regras concorrenciais da União Europeia, os Governos de cada país estão proíbidos de injectar dinheiro nas companhias aéreas de bandeira.

A TAP tem tido anos de lucro desde a chegada de Frnando Pinto à companhia. Estar a atribuir os maus resultados de 2008 à gestão é um golpe baixo.

No fecho do 1º semestre de 2009, o prejuízo da TAP é "dos melhores", se assim se pode dizer, entre as suas congéneres europeias.

Companhias como a SAS, Austrian, Aer Lingus, CSA, LOT, Alitalia, Finnair são mais pesados. Nenhuma das ditas companhias de bandeira escapou, AF/KL, BA, LH, IB tiveram 6 meses desastrosos...

Abraços

#6 E175

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Postado 09 de setembro de 2009 - 15:31

QUOTE(ExuKavera @ Sep 9 2009, 03:24 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Até onde eu sei a TAP AINDA roda no vermelho. Prejuízo atrás de prejuízo. Tenho a impressão q a empresa ficou mais moderna e competitiva, mas ainda deficitária e atitudes como essa dos funcionários só faz com q a TAP vá pro buraco mais rápido ainda. Fico pensando até qdo os portugueses vao ficar sustentando uma empresa deficitaria como essa. TAP, ALitalia, Olympic parece q vao todas pro mesmo caminho. Será q em 2020 elas ainda existirão?


Sim mas gestão do Fernando Pinto ela já apresentou resultado positivo mais de uma vez se bem me lembro, bateu inclusive recorde no ano de 2007. Agora, o momento já não é bom pra ninguém, todas as companhias buscando melhorar a estrutura pra ser mais competitiva e ainda fica essa coisa de sindicato que não acaba nunca. A verdade é que eles nunca aceitaram os brasileiros conduzindo a empresa. Sempre vão buscar uma picuinha pra criar tumulto.

#7 Mastercaptain

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Postado 09 de setembro de 2009 - 15:50

Fernando pinto ao lado de três executivos brasileiros( ex-VARIG) tirou a TAP da rota do sucateamento e colocou a empresa no lucro em apenas três anos e meio de gestão. Em 2000, a TAP amargou a perda de 135 milhões de euros. Três anos e meio depois, chegou ao lucro de 20 milhões de euros anuais. A empresa também entrou para o seleto clube de companhias do Star Alliance, do qual a Varig fez parte. O sucesso de Fernando Pinto virou inclusive caso de estudo da renomada Universidade de Harvard. Foi chamado neste período de “O Felipão dos ares” numa referencia ao famoso técnico de futebol Felipe Scolari que também recolocou o futebol de Portugal em maiores níveis de competitividade.

#8 ExuKavera

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Postado 09 de setembro de 2009 - 15:58

E175, é verdade a TAP teve lucro em 2007, mas pelo q eu estou vendo aqui, um lucro de 32,8 milhões de Euros em 2007 em contraste com um prejuizo de 280 milhoes de Euros em 2008. Acho q nao foi grande coisa se olhar todo o contexto.

#9 tapflyer

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Postado 10 de setembro de 2009 - 06:32

Meus caros,

Sendo, com todo o orgulho, funcionário da TAP em Lisboa há quase 8 anos e já tendo presenciado muitas guerras e guerrinhas internas entre sindicatos e administração, gostaria de expor brevemente aquilo que penso sobre este assunto (greve dos pilotos).

Reconheço muito mérito aos pilotos da TAP (no geral) pois durante os anos mais dificeis da companhia abstiveram-se de algumas regalias a fim de ajudar a companhia a sair do vermelho. Nisso, têm todo o meu respeito e crédito.
Contudo, a TAP tem um GRANDE problema: os sindicatos. Não que em si um sindicato seja mau, não estou a dizer isso, mas dentro da TAP os sindicatos têm, a meu ver, DEMASIADO poder e sobretudo influência junto dos trabalhadores. E nestes 8 anos que levo de TAP, muito poucas vezes reconheci justiça aos sindicatos nas suas reivindicações. Na TAP o modo de actuação de grande parte dos sindicatos é o "deita-abaixo". Só sabem pedir, pedir, pedir, falar mal, falar mal, falar mal mas fazer algum sacrificio a bem da empresa, é raro. Estou à vontade para dizer isto porque o meu antigo chefe de secção é dirigente sindical e mesmo ele, em certas alturas, não concordava com alguns dos argumentos dos sindicatos, nomeadamente quando estava envolvido o fazer ou não greve por situações mesquinhas.

A convocação desta greve apenas prova que, dentro da TAP, não há união entre classes de trabalhadores. Cada classe (pilotos, comissários/assistentes, trabalhadores oficinais, handling, etc) luta apenas pelos seus direitos e não pensa nas consequências que essas ações podem ou não ter junto dos restantes trabalhadores da empresa. Desde que eu entrei nesta companhia que noto isso.

Posso afirmar com toda a convição que aqui na TAP muitos colegas meus estão frontalmente contra esta decisão dos pilotos. Eu sou um deles. Numa altura de dificuldades elevadas em todas as companhias aéreas mundiais, não se percebe como uma classe que tem elevadissimos privilégios dentro da TAP continua a não olhar para o bem comum e apenas pensa em aumentar ainda mais a sua riqueza e prestigio. Novamente, estou à vontade para dizer isto porque tenho acesso às remunerações dos pilotos e, meus amigos, acreditem, pena deles é coisa que eu há muito deixei de ter.

Cumprimentos,
Alves



#10 Kellet

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Postado 10 de setembro de 2009 - 07:46

QUOTE(Mastercaptain @ Sep 9 2009, 03:50 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Fernando pinto ao lado de três executivos brasileiros( ex-VARIG) tirou a TAP da rota do sucateamento e colocou a empresa no lucro em apenas três anos e meio de gestão. .


Interessante a citação. Provavelmente, muitos como eu não sabiam que ele ele tinha 3 ex-Varig no staff.


QUOTE(tapflyer @ Sep 10 2009, 06:32 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Meus caros,

Sendo, com todo o orgulho, funcionário da TAP em Lisboa há quase 8 anos e já tendo presenciado muitas guerras e guerrinhas internas entre sindicatos e administração, gostaria de expor brevemente aquilo que penso sobre este assunto (greve dos pilotos).

Reconheço muito mérito aos pilotos da TAP (no geral) pois durante os anos mais dificeis da companhia abstiveram-se de algumas regalias a fim de ajudar a companhia a sair do vermelho. Nisso, têm todo o meu respeito e crédito.
Contudo, a TAP tem um GRANDE problema: os sindicatos...

...Só sabem pedir, pedir, pedir, falar mal, falar mal, falar mal mas fazer algum sacrificio a bem da empresa, é raro...

Posso afirmar com toda a convição que aqui na TAP muitos colegas meus estão frontalmente contra esta decisão dos pilotos. Eu sou um deles. Numa altura de dificuldades elevadas em todas as companhias aéreas mundiais, não se percebe como uma classe que tem elevadissimos privilégios dentro da TAP continua a não olhar para o bem comum e apenas pensa em aumentar ainda mais a sua riqueza e prestigio. Novamente, estou à vontade para dizer isto porque tenho acesso às remunerações dos pilotos e, meus amigos, acreditem, pena deles é coisa que eu há muito deixei de ter.

Alves


Esta clara expanação de quem vive o lado interno da questão só corrobora alguns pensamentos discutidos aqui e no outro topico sobre esta greve, que está em "Aeronautas e Aeroviários".

Antonio




#11 Jopeg

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Postado 10 de setembro de 2009 - 08:30

Caros Amigos,

in http://www.spac.pt :
QUOTE
Lisboa, 8 de Setembro de 2009, 19h - A revisão do AE dos Pilotos da TAP decorre de um processo iniciado em Novembro de 2008 ao qual a administração da empresa se limitou a dar continuidade em Julho passado e apenas para pretender adiar o processo.

Na origem da revisão do AE está o objectivo de aumentar a eficiência da utilização dos Pilotos e melhorar as operações de voo da Empresa, permitindo a criação e a repartição do valor gerado para a TAP. Este é o mecanismo racional de satisfação simultânea das necessidades dos Pilotos e da TAP, dando uma resposta à mesma crise que o Eng. Fernando Pinto tanto tem invocado para justificar os sucessivos resultados negativos que infligiu à empresa.

Pese embora os erros de gestão do Eng. Fernando Pinto e da sua Administração (ver parte final do comunicado), estes não se coibiriam de receber prémios de gestão referentes a 2006 e preparam-se, segundo o próprio referiu ao Jornal i, em 14 de Agosto passado, para receber os prémios referentes a 2007. Neste contexto, importa salientar que caso o Eng. Fernando Pinto tivesse consolidado os prejuízos da brasileira VEM no Grupo TAP que os resultados seriam negativos e logo não dariam direito a prémios.

Além disso, num acto de gestão ainda por explicar, o Eng. Fernando Pinto esqueceu-se do contributo dos Pilotos quando, em 2008, decide distribuir um prémio pelos trabalhadores da TAP o qual não contemplou os Pilotos.

Com efeito, ao longo da última década, os Pilotos têm efectuado inúmeras e substanciais concessões à Empresa, reconhecidas publicamente pela Administração da TAP. Assim, vale a pena salientar que:

- Os Pilotos renunciaram em 1999 a salários 54% superiores aos que auferem actualmente e que lhes foram reconhecidos por um tribunal arbitral independente nomeado pela TAP, pelo Governo e pelo SPAC.

- Os Pilotos abdicaram em 2001 do crédito horário associado ao gozo das férias, traduzindo-se numa renúncia anual que excederia nove milhões de euros no presente.

- Desde o ano de 2000, os Pilotos aumentaram a sua produtividade em 10%, quando medida em horas de voo, ou em 30%, quando medida em PKO’s (Passageiro-quilómetro-oferecido).

- Neste mesmo período, os salários reais unitários dos Pilotos reduziram-se num valor não inferior a 23%, dado que as suas tabelas salariais não foram actualizadas e quando a inflação acumulada desde 2000 atingiu os 27%, segundo o INE.

- Os automatismos salariais em vigor na TAP destinam-se a diferenciar, primeiro, o efeito de experiência e a evolução profissional numa carreira estruturalmente plana nos dois patamares de Oficial-Piloto e de Comandante e não a compensar o efeito da inflação; Segundo, estes automatismos são inferiores à inflação, dado incidirem apenas sobre a componente fixa das retribuições. Além disso, os Pilotos não beneficiaram deste mecanismo em 2008. E em 2009, os salários reais dos Pilotos, com idênticas produtividade e antiguidade, diminuíram 31% face aos valores que vigoravam em 2000, se for considerado o efeito da renúncia ao crédito para férias. Por outro lado, e no período em análise, o custo real com os Pilotos, por hora voada, declinou 47%, enquanto o peso do custo dos Pilotos nas vendas de passagens sofreu uma redução de 27%.

Ou seja, os contributos dos Pilotos foram decisivos para a recuperação da Empresa e para a formação dos seus lucros. Os mesmos lucros que estiveram na origem da atribuição de prémios aos Administradores da TAP e aos demais gestores e trabalhadores. Mas não aos Pilotos.

Na prática, o esforço e o sacrifício dos Pilotos foram consumidos em actos de gestão que precipitaram a TAP para a situação actual e o SPAC lamenta que o Eng. Fernando Pinto se procure desresponsabilizar dos resultados perturbadores que a sua gestão induziu na Empresa.

É importante lembrar que aos prejuízos acumulados de 306 milhões de euros se devem somar 164 milhões de euros relativos aos prejuízos acumulados na VEM e não consolidados no Grupo TAP, nos anos de 2006 e 2007. A gestão do Eng. Fernando Pinto destruiu valor do accionista, produziu os piores resultados da história da TAP dos últimos de 16 anos.

Estes factos reflectem uma deficiente visibilidade estratégica traduzida, entre outros factores:

- Na desastrosa política de investimentos e de alienações empreendida;

- Na expansão anticíclica da capacidade;

- Na concentração em mercados com baixas tarifas unitárias médias e com margens negativas;

- Na ausência ou na deficiência dos programas de hedging do combustível;

- Na degradação do serviço prestado aos clientes;

Ao contrário do que o Eng. Fernando Pinto diz, este aumento do perfil dos riscos operacionais e financeiros nada deve à alegada crise mundial que é transversal a toda a indústria. Especificamente, o Grupo TAP apresentou em 2008 um prejuízo de cerca de 13% das vendas consolidadas, ou seja, 6 vezes superior ao indicador homólogo da média da indústria, representada no plano mundial pela IATA.

Assim, os Pilotos não vão continuar a subsidiar indefinidamente um modelo de gestão baseado na contínua compressão dos salários reais e no aumento da produtividade. Este modelo é insustentável porque, no longo prazo, os salários seriam nulos e a produtividade não deixaria margem para a recuperação da fadiga.

A crise externa não é, para o SPAC, um argumento válido para conter as exigências dos Pilotos da TAP. Por outro lado, os erros de gestão do Eng. Fernando Pinto são por demais evidentes:

1. Ao contrário do que tem sido difundido, a indústria na Europa apresentou um lucro agregado de 400 milhões de euros, em 2008, conforme estatísticas da IATA.

2. Se não fossem os prejuízos da TAP, o lucro da indústria quase que duplicaria.

3. No mesmo ano, a TAP apresentou os prejuízos relativos mais elevados da indústria, correspondentes a 13% das suas vendas.

4. Estes prejuízos ascenderam a 289 milhões de euros, sendo os mais elevados da história da TAP, representando um agravamento de 240% face aos prejuízos evidenciados em 2000, ano da admissão do Eng. Fernando Pinto na TAP.

5. No mesmo período, o passivo total da empresa aumentou de 1.200 para 2.500 milhões de euros, aumentando mais do que as vendas, hipotecando as vendas futuras através de operações de titularização.

6. O quadro de trabalhadores também aumentou de 8200 trabalhadores para 13845, dadas as aquisições da VEM e da PGA.

7. Este descalabro financeiro deveu-se a decisões erróneas ou omissões graves na gestão dos riscos, com destaque para, entre outras:

a. O insustentável aumento da capacidade em 22% em 2008, especialmente no longo curso, (o mercado e a indústria cresceram a apenas 6%) e a sua concentração em mercados deficitários:

i. Brasil, onde a receita por passageiro e km voado foi de apenas 5,6 cêntimos, sendo o respectivo custo de 8,3 cêntimos;

ii. Tráfego de ligação, subsidiado pelo tráfego ponto a ponto, e com custos de irregularidades elevados.

iii. Abertura de linhas marginais, como por exemplo Brasília ou Belo Horizonte, com tarifas que não cobrem os custos variáveis (margem bruta negativa).

b. A falta de capital para suportar a expansão (a TAP tinha uma autonomia financeira de apenas 3%), tendo recorrido ao endividamento para financiar a compra de aeronaves que agora estão parcialmente imobilizadas ou subutilizadas.

c. Subsequente redução em 10% da capacidade, sem redução do efectivo de pessoal ou de aeronaves, mantendo-se os encargos fixos associados à manutenção do excesso da capacidade.

d. Este crescimento produziu resultados sem qualidade, induzindo o mais baixo factor de ocupação da Europa, de apenas 63% na rede da TAP (foi reduzido de 70%) e que compara desfavoravelmente com a média da indústria de 77% e com o break-even da TAP de 76%, precipitando o colapso das tarifas médias, que são as mais baixas da Association of European Airlines, para ocultar o excesso de capacidade criado em 2007 pela gestão do Eng. Fernando Pinto.

e. A degradação do serviço prestado aos clientes, com uma pontualidade e um índice de extravio de bagagens que é o segundo pior da Europa, amplificando as indemnizações aos passageiros (especialmente de ligação) para 31 milhões de euros em 2008.

f. As aquisições financiadas por dívida de empresas deficitárias e tecnicamente falidas, como a VEM (prejuízos acumulados desde a sua compra em 2005 de 300 milhões de euros) e da PGA que apresentava prejuízos de 50 milhões em 2007, para além dos prejuízos da Groundforce de 36 milhões produzidos pela expansão e venda de 51% do seu capital à Globalia.

g. A insuficiência ou ausência dos programas de hedging do combustível, como a sua execução no apogeu do preço em Julho de 2009, com prejuízos para a TAP de 12 milhões.

8. Tudo indica que o Eng. Fernando Pinto se prepara para diferir custos relativos a 2009 para exercícios subsequentes e antecipar receitas para camuflar o descalabro da gestão e continuar a receber prémios de gestão indevidos.

9. Um exemplo desta prática verificou-se em 2007: a TAP apresentou lucros de 22 milhões (e não 33 como foi anunciado) quando o prejuízo da VEM nesse mesmo ano foi de 46 milhões, anulando os lucros da TAP.

10. Com o argumento de que a VEM iria ser vendida, o que não veio a acontecer porque não tem viabilidade económica, os prejuízos não foram consolidados na TAP, como deveriam, segundo as normas internacionais de contabilidade. 

Assim, no actual contexto de impasse negocial e perante o descontentamento insustentável manifestado pelos Pilotos da TAP na Assembleia-Geral de empresa realizada hoje, dia 8 de Setembro, a Direcção do SPAC foi mandatada, pela esmagadora maioria dos Pilotos presentes na AG (85% dos votos a favor), para convocar uma greve para os próximos dias 24 e 25 de Setembro de 2009.

Pela Direcção do SPAC


Um abraço português,

Jopeg

#12 Jopeg

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Postado 18 de setembro de 2009 - 22:22

Caros,

In PressTur:
QUOTE
Rotas do Brasil têm “significativa contribuição positiva para o resultado da rede” - garante o CEO da companhia

Fernando Pinto responde a críticas do SPAC à política de expansão da TAP

Presstur 17-09-2009 (17h55)

As linhas do Brasil têm gerado “uma significativa contribuição positiva para o resultado da rede”, escreve o CEO da TAP, Fernando Pinto, numa carta ao pessoal navegante técnico (pilotos) a que o PressTUR teve acesso na qual desmente considerações e dados que tinham sido apresentados pelo SPAC ao acusá-lo de ser responsável pelo “descalabro financeiro” da companhia.

Nesse comunicado, o SPAC centrava parte substancial das críticas ao que apelidava de expansão “insustentável” e assente em “mercados deficitários”, especificando as novas linhas de Brasília e Belo Horizonte, que dizia terem “tarifas que não cobrem os custos variáveis (margem bruta negativa)”, e o conjunto dos voos do Brasil, sobre os quais apresentava números que indicavam serem deficitárias (clique para ler: SPAC faz forte ataque à gestão de Fernando Pinto que responsabiliza por “descalabro financeiro”).

“Sem querer mostrar números apenas para impressionar, gostava de corrigir a informação divulgada pelo SPAC, cuja origem desconheço”, começa por dizer Fernando Pinto acerca deste tema, avançando alguns dados até agora mantidos em sigilo pela companhia.

Em relação às linhas de Brasília e Belo Horizonte, Fernando Pinto escreve que em conjunto de Janeiro a Julho tiveram “uma margem de contribuição positiva de 11,6 milhões de euros”.

Quanto ao conjunto das redes do Brasil, o CEO da TAP escreve que o custo unitário (por ASK = lugar x quilómetro) foi de 3,632 cêntimos de euro, “e não 8,3 conforme menciona o SPAC” e a receita unitária (por ASK = lugar x quilómetro) foi de 5,368, “este coincidente com o do SPAC”, concluindo que têm “uma significativa contribuição positiva para o resultado da rede”.

“As operações em África e os demais novos destinos também apresentam contribuição positiva para o resultado operacional. Linhas que não apresentem estas condições são simplesmente canceladas, como ocorreu no passado com Dublin”, acrescenta Fernando Pinto, que antes salienta que “os resultados confirmam o acerto das decisões” e rebate as críticas do SPAC garantindo que o crescimento da TAP é “consistente e sustentado”.

Fernando Pinto admite, como em ocasiões anteriores, que o aeroporto de Lisboa “não é o mais indicado” para um hub, como o que a companhia tem montado, mas, acrescenta, “com um mercado próprio de cerca de 10 milhões de habitantes e uma das mais baixas rendas per capita da Europa, não existe outra alternativa estratégica senão a busca de tráfego em outros mercados, o que felizmente temos vindo a conseguir com sucesso”.

E mais especificamente em relação à crítica feita pelo SPAC de que a expansão tinha sido feita em contra-ciclo, Fernando Pinto contrapõe que “a expansão da frota coincidiu com a oportunidade de ocuparmos o espaço deixado pelo desaparecimento da Varig do cenário internacional e da possibilidade de expansão em novos mercados e aumento de frequências em África”.

“Apesar de sabido que, a exemplo da economia, o transporte aéreo apresenta ciclos na sua actividade é muito difícil identificar com a devida antecedência o momento em que irão ocorrer. Por outro lado, a falta de capacidade para reagir a oportunidades de mercado pode representar imensa perda, não mais recuperável no tempo”, salienta ainda o CEO da TAP.

Fernando Pinto também se detém na carta a contestar o que o comunicado do SPAC diz serem “os erros de gestão do Eng. Fernando Pinto”, porque, segundo o Sindicato, “ao contrário do que tem sido difundido, a indústria na Europa apresentou um lucro agregado de 400 milhões de euros, em 2008, conforme estatísticas da IATA” e “se não fossem os prejuízos da TAP, o lucro da indústria quase que duplicaria”.

“A IATA claramente indica que o resultado mencionado, além de provisório, não levava em consideração os efeitos do chamado “mark to market” dos programas de hedging do combustível bem como efeitos resultantes de eventuais programas de reestruturação, ambos com reflexo obrigatório no balanço oficial das empresas”, começa por contrapor Fernando Pinto, que afirma de seguida:

“Considerando estes efeitos, os números finais e definitivos dos balanços demonstram que as transportadoras europeias tiveram em 2009, segundo a mesma fonte, um prejuízo de USD 1.931 M, destacando-se num extremo a Lufthansa com lucro de USD 911 M e, no outro, a SAS e o Grupo Air France / KLM, com prejuízos de USD 930 e 883 M, respectivamente”.

No mesmo passo, Fernando Pinto considera ter respondido às críticas sobre a TAP não ter tido hedging no ano passado.

“O SPAC acusa a TAP da ausência ou deficiência dos programas de hedging. Ora, devido a estes programas, o conjunto das empresas europeias sofreu um impacto negativo da ordem de 2,3 mil milhões de dólares”, escreve o CEO da TAP, que diz ainda que “analisada a diferença entre os resultados finais de balanço e os apresentados pelo SPAC onde o factor “mark to market” do hedging dos combustíveis é expurgado, facilmente se demonstra a controvérsia existente sobre o assunto”.


QUOTE
Fernando Pinto responde a críticas do SPAC (Cont.1)

“A TAP não é uma empresa de ‘vão de escada’”

Presstur 17-09-2009 (17h54)

“Afirmação caluniosa” a “ser tratada no foro específico” é como Fernando Pinto classifica a acusação no comunicado do SPAC de que se prepara “para diferir custos relativos a 2009 para exercícios subsequentes e antecipar receitas para camuflar o descalabro da gestão e continuar a receber prémios de gestão indevidos”.

“A TAP não é uma empresa de ‘vão de escada’”, contrapõe Fernando Pinto, que também considera ser “impensável” que numa empresa com o nível de controlo de gestão como aquele que tem a TAP “possam os gestores a seu bel-prazer manipular os resultados”.

A TAP, salienta o seu CEO, “é oficialmente auditada em diversas instâncias: Auditoria Externa por empresa independente; Revisor Oficial de Contas; Comissão de Auditoria do Conselho Geral e de Supervisão; Inspecção-Geral de Finanças; Tribunal de Contas, para além da Parpública e da Tutela”.

No mesmo passo, Fernando Pinto refere-se aos prémios de gestão, observando que não só nunca fez segredo como “foi amplamente divulgado pelo Governo que o contrato dos administradores da TAP, a exemplo das demais empresas públicas, estipula como remuneração uma parcela fixa e uma parcela variável, dependente do cumprimento de vários objectivos, entre os quais o resultado líquido”.

Fernando Pinto rebate ainda na carta as apreciações que o SPAC faz sobre as aquisições da PGA e da VEM.

“A PGA foi comprada sem dívidas, inclusive as relativas a aviões” e “é patente o contributo que aportou à rede TAP, sendo que parte considerável dos passageiros por ela transportados prossegue além Lisboa em outros voos da rede TAP”, escreve Fernando Pinto que afirma ainda que “sem esta aquisição não seria possível o acesso da TAP a estes mercados”.

O gestor escreve ainda que, “economicamente, [a PGA] apresenta uma situação de equilíbrio” e diz-se chocado com “a insensibilidade social do SPAC, ao desvalorizar o facto de a aquisição da PGA ter permitido salvar 500 postos de trabalho, 150 dos quais de pilotos”.

Quanto à VEM, Fernando Pinto contrapõe que foi “um investimento estratégico, necessário para expandir as nossas actividades de Manutenção, que por total falta de espaço chegou a recusar mais de 60 aviões / ano” e que “a internacionalização da TAP é uma directriz estratégica a ser perseguida”.

“Informo que a empresa teve recentemente o seu endividamento reduzido em cerca de 40%, através de um programa do governo brasileiro de apoio às empresas”, acrescenta ainda sobre a VEM


Um abraço português,

Jopeg

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Postado 19 de setembro de 2009 - 14:22

QUOTE(tapflyer @ Sep 10 2009, 06:32 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Contudo, a TAP tem um GRANDE problema: os sindicatos. Não que em si um sindicato seja mau, não estou a dizer isso, mas dentro da TAP os sindicatos têm, a meu ver, DEMASIADO poder e sobretudo influência junto dos trabalhadores.


Tapflyer, essa é uma dúvida que me surgiu; a gente sabe que na França a Air France é praticamente refém dos sindicatos. Eles tem uma força absurdamente grande na empresa, mas lá na França isso é um "problema" generalizado, no Estado a força da burocracia é muito mas muito grande. A minha dúvida é, em Portugal funciona assim também ou é um caso isolado o da TAP?






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