Se me permitem um paralelo, não seria mais ou menos o que aconteceu na época da Panair? Quem era realmente a empresa de bandeira do Brasil na época?
Claúdio, acho que na época da Panair a briga era mais feia (apesar de não demonstrarem) em dizer quem era a empresa de bandeira. Isso por que o DAC criou reservas de mercado, designando companhias para voarem por regiões:
- Panair do Brasil: Europa, África e Oriente Médio;
- Real: Norte da América do Sul, América Central, Japão e EUA (exceto NY)
- Varig: EUA (NY) e Caribe;
Além disso tinhamos a Cruzeiro do Sul que era forte no mercado do Cone Sul, tanto que foi através da SC que a Varig entrou ou consolidou sua posição na América do Sul, como Chile, Bolívia e Paraguai.
E um pequeno dado interessante, fiz uma comparação de memória de como era a Varig em 2004 e a Tam hoje:
Frequências internacionaisNão inclui vôos em alta temporada
Cidade Varig/2004 Tam/2009
ASU-COR 7
BOG 7
CCS-AUA (2x) 7 7
EZE 49 63
LIM 7 7
MVD 7 7
SCL 14 14
VVI-LPB 7 7
MEX-CUN (1x) 7
LAX-NRT 4
MIA 7 25
MCO 7
JFK 7 18
LIS 7
MAD 7 7
CDG-AMS 7 21
LHR-CPH (3x) 7 7
FRA 14 7
MXP 7 7
TOTAL 180 197
Sem citar números como frota, passageiros transportados, faturamento . . .
As empresas, mesmo com seus marasmos, conseguiram suprir a Varig na inter, além disso em alguns mercado evoluimos e em outros abandonados podem vir no futuro serem promissores. Além disso, temos ainda a sorte de empresas que assumiram o vácuo da Varig. Tem muitos países como Peru, Bolívia, Venezuela, Equador que perderam suas empresas e tiveram que adotar companhias estrangeiras como flagcarriers e as poucas que existem não chegam nem a altura das suas antecessoras.