Um processo inovador para a produção de bioquerosene a partir da mistura de óleo vegetal e etanol de cana-de-açúcar poderá tornar o combustível usado em aviões menos poluente e mais barato. A nova tecnologia, desenvolvida nos laboratórios da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ Unicamp), permite o uso de praticamente qualquer tipo de óleo vegetal como matéria-prima e resulta em um combustível com altos índices de pureza, item de exigência para o uso em motores a jato. Com um custo de produção cerca de 30% mais em conta do que o querosene obtido a partir do petróleo, o invento apresenta performance bastante similar ao produto usado regularmente nas aeronaves e já é objeto de interesse de empresas privadas.
“Além de ser feito a partir de óleos vegetais, o que nos permite bastante flexibilidade na busca por matéria-prima barata, o bioquerosene apresenta um balanço ambiental próximo do neutro”, explica Rubens Maciel Filho, professor do Departamento de Processos Químicos da FEQ e coordenador do estudo. A conta do pesquisador é simples: o volume de CO2 emitido na atmosfera resultante da queima do bioquerosene é quase o mesmo do que é seqüestrado pelas plantas utilizadas como matéria prima na sua composição, incluindo aí a porção de cana-de-açúcar correspondente ao etanol necessário no processo. E a gama de opções para a mistura é vasta, segundo Maciel Filho, é possível usar quase todos os tipos de óleos vegetais agregados ao etanol - palma, soja, mamona, coco ou microalgas.
O grande avanço feito pelo grupo coordenado por Maciel Filho, no entanto, foi desenvolver uma tecnologia capaz de separar o bioquerosene das impurezas decorrentes da sua fabricação – água, glicerina e o que sobra do etanol não um consumido nas reações. “Quanto mais impuro for o querosene, maior é a tendência ao congelamento em grandes altitudes. Nós conseguimos um grau de pureza que chega a 99,9%. Não há registros de produtos semelhantes no mercado brasileiro ou internacional”, revela Maciel Filho. Ao final desse processo, cujo detalhamento é mantido sob sigilo, o bioquerosene fica mais fino e com menor viscosidade. Pelos cálculos preliminares, o custo final do combustível será cerca de 30% mais barato que o querosene oriundo de fontes fósseis, devido, em grande parte, aos baixos custos de energia utilizada em seu processo de produção. A possibilidade de produção do bioquerosene em escala industrial foi testada e certificada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, e sua tecnológica, é claro, já está devidamente patenteada.
Fonte:http://agronegocio.terra.com.br//materia/inova/38/tecnologia-transforma-etanol-e-a-leos-vegetais-em-querosene-de-aviaa-a-o
“Além de ser feito a partir de óleos vegetais, o que nos permite bastante flexibilidade na busca por matéria-prima barata, o bioquerosene apresenta um balanço ambiental próximo do neutro”, explica Rubens Maciel Filho, professor do Departamento de Processos Químicos da FEQ e coordenador do estudo. A conta do pesquisador é simples: o volume de CO2 emitido na atmosfera resultante da queima do bioquerosene é quase o mesmo do que é seqüestrado pelas plantas utilizadas como matéria prima na sua composição, incluindo aí a porção de cana-de-açúcar correspondente ao etanol necessário no processo. E a gama de opções para a mistura é vasta, segundo Maciel Filho, é possível usar quase todos os tipos de óleos vegetais agregados ao etanol - palma, soja, mamona, coco ou microalgas.
O grande avanço feito pelo grupo coordenado por Maciel Filho, no entanto, foi desenvolver uma tecnologia capaz de separar o bioquerosene das impurezas decorrentes da sua fabricação – água, glicerina e o que sobra do etanol não um consumido nas reações. “Quanto mais impuro for o querosene, maior é a tendência ao congelamento em grandes altitudes. Nós conseguimos um grau de pureza que chega a 99,9%. Não há registros de produtos semelhantes no mercado brasileiro ou internacional”, revela Maciel Filho. Ao final desse processo, cujo detalhamento é mantido sob sigilo, o bioquerosene fica mais fino e com menor viscosidade. Pelos cálculos preliminares, o custo final do combustível será cerca de 30% mais barato que o querosene oriundo de fontes fósseis, devido, em grande parte, aos baixos custos de energia utilizada em seu processo de produção. A possibilidade de produção do bioquerosene em escala industrial foi testada e certificada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, e sua tecnológica, é claro, já está devidamente patenteada.
Fonte:http://agronegocio.terra.com.br//materia/inova/38/tecnologia-transforma-etanol-e-a-leos-vegetais-em-querosene-de-aviaa-a-o




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