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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Número de pilotos capacitados não acompanha crescimento da aviação comercial brasileira


Já existem 26 respostas neste tópico, contribua você também!

#1 KGR

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Postado 21 de outubro de 2009 - 09:33

Mais do que nunca, o mercado da aviação está nas alturas. E não é para menos. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% no primeiro semestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Hoje, são mais de 12 mil aeronaves — incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias — responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira seja no chão ou nos ares, apontam especialistas do setor.

“Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no exterior, onde os salários e benefícios são mais atrativos”, explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo. “Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos da aviação civil brasileira nos próximos anos”, pondera.

Segundo o superintendente, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos. Um piloto, por exemplo, precisa fazer pelo menos seis meses de curso. Sem contar as horas de voo obrigatórias, em média 200. Um pacote que pode custar cerca de R$ 50 mil. “O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais”, destaca Graziella Baggio.

Em início de carreira, a remuneração para comissários varia entre R$ 1.200 e R$ 1.500, enquanto para os pilotos, a média é de R$ 4 mil a R$ 6 mil. Além disso, muitas companhias aéreas — embora sejam obrigadas pela Anac a realizar programas de treinamento e reciclagem de funcionários — não estão dispostas a investir em formação.

Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, sabe que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, segundo estimativas de especialistas. Mesmo assim, ele não pensou duas vezes antes de acompanhar o pai militar em uma missão nos Estados Unidos e, na carona, realizar o sonho de criança. Em 2007, seguiu para Flórida, onde adquiriu as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.

“Com certeza é um diferencial para a carreira. O inglês é muito valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa. Não tenho dúvidas de que vou conseguir algo aqui”, diz otimista. De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.

Bolsa de formação
Para fomentar o mercado, a Anac contribui com o Programa de Desenvolvimento da Aviação Civil, do Ministério da Defesa, que, neste ano, vai oferecer 240 bolsas de estudos e terá um orçamento de R$ 3 milhões. Até 9 de outubro, estão abertas as inscrições para aeroclubes de todo o país que queiram participar e fechar convênio com a agência. Depois dessa etapa, o órgão iniciará as inscrições para os candidatos a bolsas de piloto privado — primeira fase para se tornar profissional — e piloto comercial. O programa vai custear 75% do valor das aulas práticas.

“Como a procura é grande, os candidatos vão passar por um processo de seleção com exames preparados pela Anac, previstos para o início de 2010”, avisa Juliana Noman, superintendente de Serviços Aéreos da agência. Portanto, é preciso correr, já que os interessados deverão ter entre 18 anos e 35 anos e pelo menos 25% das horas de voo concluídas, além da aprovação no curso teórico. Os locais onde as aulas serão ministradas ainda não foram definidos.

Selma Balbino, secretária geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, reconhece a importância da iniciativa. No entanto, cobra que a medida seja estendida a outras categorias. “É um absurdo a Anac liberar recursos para formar pilotos e privilegiá-los em detrimento de outros profissionais. É preciso investir também na formação de mecânicos. Um erro pode acabar com várias vidas”, critica. Segundo Selma Balbino, o curso técnico de formação de mecânicos varia de R$ 400 a R$ 450. A Agência Nacional de Aviação informou que ampliar o programa é “um objetivo para o futuro.”

A bordo

No Brasil, há:
5,3 mil
Pilotos de linhas aéreas.

6,1 mil
Pilotos comerciais, que podem trabalhar em táxi aéreo ou como piloto particular, por exemplo.

1 mil
Pilotos comerciais de helicópteros, sendo mais de 650 com capacitação específica para linha aérea de helicópteros, ainda não oferecida no Brasil.

9 mil
Comissários de bordo

9,4 mil
Mecânicos de manutenção

* No Brasil, cerca de 300 pilotos de linha aérea e 700 mecânicos de aviação ingressam no setor por ano. Hoje, há 20 companhias com voos regulares operando no país.

Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


http://noticias.admite-se.com.br/empregos_..._noticias.shtml


Minha pergunta é, será que vai rolar de novo em 2011?

#2 giuli

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Postado 21 de outubro de 2009 - 09:52

QUOTE(KGR @ Oct 21 2009, 10:33 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Mais do que nunca, o mercado da aviação está nas alturas. E não é para menos. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% no primeiro semestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Hoje, são mais de 12 mil aeronaves — incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias — responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira seja no chão ou nos ares, apontam especialistas do setor.

“Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no exterior, onde os salários e benefícios são mais atrativos”, explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo. “Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos da aviação civil brasileira nos próximos anos”, pondera.

Segundo o superintendente, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos. Um piloto, por exemplo, precisa fazer pelo menos seis meses de curso. Sem contar as horas de voo obrigatórias, em média 200. Um pacote que pode custar cerca de R$ 50 mil. “O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais”, destaca Graziella Baggio.

Em início de carreira, a remuneração para comissários varia entre R$ 1.200 e R$ 1.500, enquanto para os pilotos, a média é de R$ 4 mil a R$ 6 mil. Além disso, muitas companhias aéreas — embora sejam obrigadas pela Anac a realizar programas de treinamento e reciclagem de funcionários — não estão dispostas a investir em formação.

Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, sabe que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, segundo estimativas de especialistas. Mesmo assim, ele não pensou duas vezes antes de acompanhar o pai militar em uma missão nos Estados Unidos e, na carona, realizar o sonho de criança. Em 2007, seguiu para Flórida, onde adquiriu as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.

“Com certeza é um diferencial para a carreira. O inglês é muito valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa. Não tenho dúvidas de que vou conseguir algo aqui”, diz otimista. De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.

Bolsa de formação
Para fomentar o mercado, a Anac contribui com o Programa de Desenvolvimento da Aviação Civil, do Ministério da Defesa, que, neste ano, vai oferecer 240 bolsas de estudos e terá um orçamento de R$ 3 milhões. Até 9 de outubro, estão abertas as inscrições para aeroclubes de todo o país que queiram participar e fechar convênio com a agência. Depois dessa etapa, o órgão iniciará as inscrições para os candidatos a bolsas de piloto privado — primeira fase para se tornar profissional — e piloto comercial. O programa vai custear 75% do valor das aulas práticas.

“Como a procura é grande, os candidatos vão passar por um processo de seleção com exames preparados pela Anac, previstos para o início de 2010”, avisa Juliana Noman, superintendente de Serviços Aéreos da agência. Portanto, é preciso correr, já que os interessados deverão ter entre 18 anos e 35 anos e pelo menos 25% das horas de voo concluídas, além da aprovação no curso teórico. Os locais onde as aulas serão ministradas ainda não foram definidos.

Selma Balbino, secretária geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, reconhece a importância da iniciativa. No entanto, cobra que a medida seja estendida a outras categorias. “É um absurdo a Anac liberar recursos para formar pilotos e privilegiá-los em detrimento de outros profissionais. É preciso investir também na formação de mecânicos. Um erro pode acabar com várias vidas”, critica. Segundo Selma Balbino, o curso técnico de formação de mecânicos varia de R$ 400 a R$ 450. A Agência Nacional de Aviação informou que ampliar o programa é “um objetivo para o futuro.”

A bordo

No Brasil, há:
5,3 mil
Pilotos de linhas aéreas.

6,1 mil
Pilotos comerciais, que podem trabalhar em táxi aéreo ou como piloto particular, por exemplo.

1 mil
Pilotos comerciais de helicópteros, sendo mais de 650 com capacitação específica para linha aérea de helicópteros, ainda não oferecida no Brasil.

9 mil
Comissários de bordo

9,4 mil
Mecânicos de manutenção

* No Brasil, cerca de 300 pilotos de linha aérea e 700 mecânicos de aviação ingressam no setor por ano. Hoje, há 20 companhias com voos regulares operando no país.

Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


http://noticias.admite-se.com.br/empregos_..._noticias.shtml


Minha pergunta é, será que vai rolar de novo em 2011?


Esse tipo de reportagem sai todo ano e quase sempre com o mesmo texto: pilotos da rg, tb, vp que foram para o exterior, pois são melhor remunerados, bla, bla, bla, etc..

#3 MD-11F

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Postado 21 de outubro de 2009 - 11:26

Engraçado é que essas notícias sempre saem de fontes suspeitas, tipo sites de empregos, escolas de aviação, etc.

#4 Clemente

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Postado 21 de outubro de 2009 - 12:31

Faltam profissionais qualificados?

Manda eles acessarem esse tópico : http://forum.contatoradar.com.br/index.php?showtopic=54065

#5 cmteair

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Postado 22 de outubro de 2009 - 11:41

BOLSA PRA FORMAÇÃO DE PILOTOS COMO ESTÁ SENDO DADA, É DISPERDICIO DE DINHEIRO PUBLICO.

A FORMA DE FINANCIAMENTO CORRETO É ATRAVES DE POLITICA VOLTADA PARA AS PESSOAS SEM RENDA, NÃO PARA FILHOS DE PAPAI.

É UMA VERGONHA

DEVIA-SE APLICAR O FIES, QUE SE CERTIFICA QUE O CIDADÃO NÃO TEM RENDA PARA O FINANCIAMENTO DO ESTUDO/PROFISSÃO.

VERGONHA

#6 Alessandro Maverick

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Postado 22 de outubro de 2009 - 16:49

Sem duvida cmteair. Concordo exatamente nessa forma de pensar.

Essa bolsa nem meu pai me deu tao facil, do tipo "estude , passe e eu te dou as horas".

Se fosse como o FIES, seria muito mais justo.

#7 T.B

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Postado 22 de outubro de 2009 - 17:37

Eu sempre digo, tem que criar um sistema para aqueles que já estão com PC/IFR, investir na qualificação do piloto! Seja bolsas, seja oque for, más teria que ser para avançar o nível dos pilotos formados, para ficarem melhores preparados para o mercado.

Isso creio que não vão fazer nunca...

Por falar nesse assunto, esses dias, tive a oportunidade de ver uma lista de currículos, puxa vida, é coisa demais, eu até uns dois meses atrás até cheguei a desconfiar dessa tão falada falta de "profissionais qualificados", más nossa.... tem muita gente ainda nesse Brasil acima das marcas! Muita gente!

Realmente não consigo entender! Eles vão é conseguir entupir o funil de pilotaiada pra todo lado!

#8 cae

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Postado 22 de outubro de 2009 - 21:45

Pode ser lobby das empresas para baixar salarios...vai saber!?

#9 Joaop

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Postado 22 de outubro de 2009 - 21:49

QUOTE(MD-11F @ Oct 21 2009, 12:26 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Engraçado é que essas notícias sempre saem de fontes suspeitas, tipo sites de empregos, escolas de aviação, etc.
QUOTE(cae @ Oct 22 2009, 10:45 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Pode ser lobby das empresas para baixar salarios...vai saber!?

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#10 King Air Driver

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Postado 24 de outubro de 2009 - 15:12

QUOTE(cmteair @ Oct 22 2009, 12:41 PM) <{POST_SNAPBACK}>
BOLSA PRA FORMAÇÃO DE PILOTOS COMO ESTÁ SENDO DADA, É DISPERDICIO DE DINHEIRO PUBLICO.

....A FORMA DE FINANCIAMENTO CORRETO É ATRAVES DE POLITICA VOLTADA PARA AS PESSOAS SEM RENDA, NÃO PARA FILHOS DE PAPAI.....


E o que uma coisa tem a ver com a outra? Com todo respeito... quer dizer que se é bolsa, quem recebe é filhinho de papai? se hoje estou empregado e tive como me formar, foi graças a essa bolsa e diferente do que sugeriu, nunca recebi apoio de pai nem mãe. aliás, só foi possível chegar onde cheguei foi graças a essa oportunidade. graças a deus, consegui meu primeiro emprego rapidamente, estive no local e na hora certa, mas infelizmente, sabemos que isso nao é realidade, quantos não estão aqui falando mal da bolsa, mas depois de checados ficaram aí um ano ou mais sem conseguir emprego? se fosse FIES, fariam como? passando o dia todo no aeroporto procurando emprego, sem poder trabalhar em outra coisa para pagar o empréstimo, e aí, josé?

#11 ZULU

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Postado 24 de outubro de 2009 - 22:52

QUOTE(KGR @ Oct 21 2009, 10:33 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Mais do que nunca, o mercado da aviação está nas alturas. E não é para menos. O tráfego aéreo de passageiros cresceu 6,5% no primeiro semestre deste ano, comparado ao mesmo período de 2008, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Hoje, são mais de 12 mil aeronaves — incluindo aviões e helicópteros civis de todas as categorias — responsáveis por transportar mais de 50 milhões de pessoas por ano. Mas na contramão do crescimento, faltam profissionais qualificados dispostos a seguir carreira seja no chão ou nos ares, apontam especialistas do setor.

“Há carência principalmente de pilotos com experiência. Muitos, após a paralisação das atividades da Vasp, Transbrasil, Varig, Rio Sul, Nordeste e BRA, optaram por trabalhar no exterior, onde os salários e benefícios são mais atrativos”, explica Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Juliano Noman, superintendente de Serviços Aéreos da Anac, discorda. Para ele, o problema não é a falta de mão de obra, mas a dificuldade de formar gente em um curto prazo. “Temos profissionais suficientes. Mas precisamos treinar pessoas para suportar o crescimento que esperamos da aviação civil brasileira nos próximos anos”, pondera.

Segundo o superintendente, é possível formar técnicos entre 12 meses e 18 meses. Porém, fazer com que a carreira decole no setor da aviação nem sempre é tarefa fácil de ser executada. Os cursos são caros para todos os cargos. Um piloto, por exemplo, precisa fazer pelo menos seis meses de curso. Sem contar as horas de voo obrigatórias, em média 200. Um pacote que pode custar cerca de R$ 50 mil. “O investimento no aprendizado é alto. E os salários não atraem mais”, destaca Graziella Baggio.

Em início de carreira, a remuneração para comissários varia entre R$ 1.200 e R$ 1.500, enquanto para os pilotos, a média é de R$ 4 mil a R$ 6 mil. Além disso, muitas companhias aéreas — embora sejam obrigadas pela Anac a realizar programas de treinamento e reciclagem de funcionários — não estão dispostas a investir em formação.

Luiz Augusto Jaborandy, 23 anos, sabe que o retorno do alto investimento para começar a carreira muitas vezes só começa a aparecer a partir do terceiro ano de profissão, segundo estimativas de especialistas. Mesmo assim, ele não pensou duas vezes antes de acompanhar o pai militar em uma missão nos Estados Unidos e, na carona, realizar o sonho de criança. Em 2007, seguiu para Flórida, onde adquiriu as habilitações americanas de piloto privado, privado de helicóptero, voo por instrumento, comercial (de linhas áreas e táxi aéreo) e bimotor.

“Com certeza é um diferencial para a carreira. O inglês é muito valorizado, principalmente a linguagem técnica. Sem contar a experiência adquirida em aviões cuja tecnologia é muitas vezes superior à nossa. Não tenho dúvidas de que vou conseguir algo aqui”, diz otimista. De volta a Brasília há seis meses, o estudante do curso superior de aviação civil comemora a aprovação da experiência pela Anac. Isso porque, para validar a formação americana no Brasil, ele passou por provas teóricas e práticas elaboradas pelo órgão.

Bolsa de formação
Para fomentar o mercado, a Anac contribui com o Programa de Desenvolvimento da Aviação Civil, do Ministério da Defesa, que, neste ano, vai oferecer 240 bolsas de estudos e terá um orçamento de R$ 3 milhões. Até 9 de outubro, estão abertas as inscrições para aeroclubes de todo o país que queiram participar e fechar convênio com a agência. Depois dessa etapa, o órgão iniciará as inscrições para os candidatos a bolsas de piloto privado — primeira fase para se tornar profissional — e piloto comercial. O programa vai custear 75% do valor das aulas práticas.

“Como a procura é grande, os candidatos vão passar por um processo de seleção com exames preparados pela Anac, previstos para o início de 2010”, avisa Juliana Noman, superintendente de Serviços Aéreos da agência. Portanto, é preciso correr, já que os interessados deverão ter entre 18 anos e 35 anos e pelo menos 25% das horas de voo concluídas, além da aprovação no curso teórico. Os locais onde as aulas serão ministradas ainda não foram definidos.

Selma Balbino, secretária geral do Sindicato Nacional dos Aeroviários, reconhece a importância da iniciativa. No entanto, cobra que a medida seja estendida a outras categorias. “É um absurdo a Anac liberar recursos para formar pilotos e privilegiá-los em detrimento de outros profissionais. É preciso investir também na formação de mecânicos. Um erro pode acabar com várias vidas”, critica. Segundo Selma Balbino, o curso técnico de formação de mecânicos varia de R$ 400 a R$ 450. A Agência Nacional de Aviação informou que ampliar o programa é “um objetivo para o futuro.”

A bordo

No Brasil, há:
5,3 mil
Pilotos de linhas aéreas.

6,1 mil
Pilotos comerciais, que podem trabalhar em táxi aéreo ou como piloto particular, por exemplo.

1 mil
Pilotos comerciais de helicópteros, sendo mais de 650 com capacitação específica para linha aérea de helicópteros, ainda não oferecida no Brasil.

9 mil
Comissários de bordo

9,4 mil
Mecânicos de manutenção

* No Brasil, cerca de 300 pilotos de linha aérea e 700 mecânicos de aviação ingressam no setor por ano. Hoje, há 20 companhias com voos regulares operando no país.

Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


http://noticias.admite-se.com.br/empregos_..._noticias.shtml


Minha pergunta é, será que vai rolar de novo em 2011?



Faltam pilotos não sei onde.
Peço a eles quando forem dizer algo em algum meio de comunicação para mandar o endereço e contato para envia-los os cv dos pilotos que estão sobrando.


#12 T.B

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Postado 25 de outubro de 2009 - 12:08

Boa!!!

#13 cmteair

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Postado 25 de outubro de 2009 - 16:39

QUOTE(King Air Driver @ Oct 24 2009, 04:12 PM) <{POST_SNAPBACK}>
E o que uma coisa tem a ver com a outra? Com todo respeito... quer dizer que se é bolsa, quem recebe é filhinho de papai? se hoje estou empregado e tive como me formar, foi graças a essa bolsa e diferente do que sugeriu, nunca recebi apoio de pai nem mãe. aliás, só foi possível chegar onde cheguei foi graças a essa oportunidade. graças a deus, consegui meu primeiro emprego rapidamente, estive no local e na hora certa, mas infelizmente, sabemos que isso nao é realidade, quantos não estão aqui falando mal da bolsa, mas depois de checados ficaram aí um ano ou mais sem conseguir emprego? se fosse FIES, fariam como? passando o dia todo no aeroporto procurando emprego, sem poder trabalhar em outra coisa para pagar o empréstimo, e aí, josé?



Passaria o dia todo procurando emprego, assim como ficam quem utilizou-se do FIES e alcançaram seus objetivos, com pires na mão. O mais importante:
ELES ESTÃO PAGANDO AO COFRE PÚBLICO O QUE FOI FINANCIADO. NÃO APENAS EMBOLSARAM O DINHEIRO PÚBLICO. QUAL RETORNO QUE VOCÊ DÁ AO ESTADO? NENHUM
Sou a favor dos financiamentos, desde que seja dos mesmo moldes dos demais, voltado a quem realmente necessita.

É uma opinão


#14 MD-11F

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Postado 25 de outubro de 2009 - 20:29

QUOTE(King Air Driver @ Oct 24 2009, 04:12 PM) <{POST_SNAPBACK}>
E o que uma coisa tem a ver com a outra? Com todo respeito... quer dizer que se é bolsa, quem recebe é filhinho de papai? se hoje estou empregado e tive como me formar, foi graças a essa bolsa e diferente do que sugeriu, nunca recebi apoio de pai nem mãe. aliás, só foi possível chegar onde cheguei foi graças a essa oportunidade. graças a deus, consegui meu primeiro emprego rapidamente, estive no local e na hora certa, mas infelizmente, sabemos que isso nao é realidade, quantos não estão aqui falando mal da bolsa, mas depois de checados ficaram aí um ano ou mais sem conseguir emprego? se fosse FIES, fariam como? passando o dia todo no aeroporto procurando emprego, sem poder trabalhar em outra coisa para pagar o empréstimo, e aí, josé?

As bolsas são uma vergonha. Na primeira leva tinha dono de Seneca (eu disse DONO) fazendo curso às nossas custas no RS. Só pra registrar.
PS: Não é "ouvi falar".

#15 E.P.M.

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Postado 25 de outubro de 2009 - 22:40

A vocês vão me desculpar mas vamos combinar né? Que conversa de lavadeira de beira de Rio...

#16 King Air Driver

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Postado 26 de outubro de 2009 - 09:14

QUOTE(cmteair @ Oct 25 2009, 05:39 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Passaria o dia todo procurando emprego, assim como ficam quem utilizou-se do FIES e alcançaram seus objetivos, com pires na mão. O mais importante:
ELES ESTÃO PAGANDO AO COFRE PÚBLICO O QUE FOI FINANCIADO. NÃO APENAS EMBOLSARAM O DINHEIRO PÚBLICO. QUAL RETORNO QUE VOCÊ DÁ AO ESTADO? NENHUM
Sou a favor dos financiamentos, desde que seja dos mesmo moldes dos demais, voltado a quem realmente necessita.

É uma opinão



Então na sua brilhante opnião todos que fazem faculdade federal são uns embolsadores do dinheiro público? além do que, pago imposto assim como voce, taxas da anac absurdas, sabia que é papel da anac fomentar a formação de pilotos? que parte das tarifas de embarque vão para o fundo aeroviário que anac DEVE investir também na formação? quanto ao retorno, qual o retorno que um médico, formado numa federal dá ao país? um professor? na sua opnião nenhum tb? como todas as outras profissões? acho que o colega precisa expandir mais seus horizonte, tem uma visão extremamente superficial das coisas. Como comandante(seu nick) deve saber que a aviação é ABSOLUTAMENTE mais fechada que qualquer outra área, como assumir uma dívida sendo que possívelmente ficará desempregado durante meses ou até anos sem receber um salário digno que permita pagar um financiamento? vai deixar o nome ir pro SPC? simples, piloto recém formado não tem como pagar nada, se o sr. teve uma realidade muito diferente dessa, acredite, foi uma enorme exceção... duvida disso? vai na parte do nosso fórum de tripulantes e põe um tópico pergutando quantos recem formados e desempregados...

#17 Islander

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Postado 26 de outubro de 2009 - 10:39

Eu acho que quem os melhores preparados é que devem ser beneficados com as bolsas de estudo. Estas pessoas são as que estão melhor capacitadas para usufruir deste benefício e depois retribuir à sociedade o dinheiro neles investido. Esta pessoa provavelmente vai estar melhor preparado para um futuro emprego, ganhará um salário melhor em um menor espaço de tempo, e retribuirá com o crescimento da economia e pagando seus impostos. É por isso que o Esado deve financiar os mais bem preparados, independnte da capacidade financeira da pessoa. Se for fazer uma seleção sócio economica, cai no risco de dar a bolsa a alguém sem nenhuma qualificação, ou deixar de fora algum excelente candidato só porque este tinha R$ 10,00 a mais na carteira....

Por sermos um país de formação predominantemente católica, fica sempre parecendo que ter dinheiro é um pecado, um crime. Não é. Quem aqui, se tiver condição, não vai financiar uma boa educação a seus filhos?????

#18 MD-11F

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Postado 26 de outubro de 2009 - 11:34

Eu estou com dificuldades aqui. Alguém me explica qual o interesse público de pagar a formação de quem poderia fazê-lo por si próprio?
Se não tem ninguém de baixa renda com talento e qualificação, então qual é exatamente a função da bolsa?
Permitir que alguém deixe de investir em formação pra comprar um jet-ski ou um carro mais bacana?

Eu acho meio estranho, sabe..

Editado por MD-11F, 26 de outubro de 2009 - 11:37 .


#19 Islander

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Postado 26 de outubro de 2009 - 18:53

QUOTE(MD-11F @ Oct 26 2009, 12:34 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Eu estou com dificuldades aqui. Alguém me explica qual o interesse público de pagar a formação de quem poderia fazê-lo por si próprio?
Se não tem ninguém de baixa renda com talento e qualificação, então qual é exatamente a função da bolsa?
Permitir que alguém deixe de investir em formação pra comprar um jet-ski ou um carro mais bacana?

Eu acho meio estranho, sabe..

Minha opinião:

O fato da pessoa ter ou não dinheiro não é fator decisivo na concessão da bolsa. A pessoa pode ser de baixa renda, claro. O meu posicionamento é que a pessoa melhor preparada é que deve ganhar a bolsa, independente da condição sócio-economica. Só isso.

#20 kamal

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Postado 27 de outubro de 2009 - 10:18

Discordo.


Acho que deve ganhar a bolsa a pessoa que não tem condições de pagar E que tenha o melhor desempenho.


Na minha opinião, a própria inscrição para esse tipo de concurso deveria exigir comprovação de que o candidato não tem condições financeiras. Acho um absurdo que meu dinheiro pague instrução pro dono de um avião ou pra um filhinho de papai que vai usar o dinheiro que economizou pra dar entrada num Audi.


Sou totalmente a favor das bolsas, mas com observação desses critérios. Se é pra jogar dinheiro fora, por favor, joguem na minha lata de lixo.


EDIT: e pra constar, acho que um modelo de financiamento seria muuuuuiiito melhor e justo, evitando esse tipo de problema.

Editado por kamal, 27 de outubro de 2009 - 10:20 .






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