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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Por dentro da American Airlines


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#1 PR-GGG

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Postado 26 de outubro de 2009 - 16:57

Os termômetros marcavam pouco mais de 20 graus e uma garoa fina insistia em cair sobre a cidade de Dallas, no estado do Texas, na manhã do dia 16 de setembro. No alto da torre de controle, instalada no bloco D do Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth, Noby Ortega, gerente de operações, coordenava todo o trabalho da frota da American Airlines, nada menos do que 465 partidas e 472 chegadas. Eufórico, avisava que, apesar do mau tempo, 82% dos vôos não sofreram atraso. “Algo incomum nessa época do ano, quando tempestades e raios deitam por terra qualquer previsão”, diz Ortega, observando que o fechamento por uma hora do aeroporto provocaria o atraso de 30 voos da empresa. Um transtorno e tanto. O ideal é que em viagens domésticas os aviões permaneçam em terra por no máximo 50 minutos e nas internacionais, em torno de 1h15. Mais do que isso é problema.

Aos leigos fica difícil decifrar tantos números distribuídos em planilhas coloridas. Entretanto, uma imensidão de pontinhos azuis, que lembram estrelas no firmamento, logo chama a atenção. Com a tranqüilidade de quem lida com esse universo há mais de uma década, Ortega ri e diz: “São os aviões espalhados no espaço aéreo americano, precisamente 5.780 aeronaves nesse exato momento”.

A torre trabalha ligada diretamente ao Centro de Controle de Operações de Sistema (SOC), localizado em um edifício de três andares próximo ao aeroporto DFW. É lá o centro nervoso da rede mundial de destinos da companhia aérea, que coordena suas operações minuto a minuto. “Não damos conta apenas da segurança dos voos, mas gerenciamos as aeronaves, a tripulação, o pessoal de terra, os passageiros, o tráfego de todos os aeroportos, as rotas dos planos de voo, - abrangendo mais de 10 mil em todo o mundo -, as condições do espaço aéreo, além dos despachos de voo, fluxo de informações operacionais, peso e balanceamento das aeronaves e, principalmente, situações de emergência”, diz Wilson R. Everett, especialista de operações técnicas. Com 600 pessoas, que se dividem em três turnos, o SOC opera 24 horas por dia e nunca viveu momentos tão tensos como no dia 11 de setembro de 2001.
“Em 30 minutos decidimos que colocaríamos todos os nossos aviões em terra, independentemente da rota. Pedimos autorização ao FBI e a operação não durou mais do que uma hora. Fomos rápidos”, conta o executivo. “Temos a complexidade exigida para uma companhia do porte da American Airlines, mas somos flexíveis e ágeis para tomar decisões, das mais simples, como um atraso na partida de um voo, às mais complexas, como as do 11 de setembro.”

De acordo com o executivo, o sistema de gerenciamento de voos da companhia é um organismo vivo, que muda a cada minuto e exige atenção 24 horas por dia. Na torre exclusiva da companhia aérea, revezam-se em três turnos 51 profissionais. De olho na tela do computador, eles controlam desde o gate onde a aeronave irá parar – muitas vezes operam em 63 plataformas simultaneamente – até o sistema de alimentação a bordo, passando pela conferência de passageiros e embarque de bagagens. Tudo é cronometrado. “A ordem aqui é trabalhar o presente para planejar o futuro, a fim de que tudo saia como o previsto”, diz Ortega. “Cerca de 24% de toda a operação da American Airlines passa por esse aeroporto, 88% dos assentos disponíveis para Dallas estão sob nossa responsabilidade”.


A AA em números


Considerada uma das maiores companhias aéreas do mundo, a American Airlines e suas afiliadas regionais, a American Eagle e a American Connection, respondem por 18% do mercado americano, voam para 250 cidades em mais de 40 países, com mais de 3.400 voos diários. Por dia a empresa:
Transporta 270 mil passageiros
Recebe mais de 239 mil ligações para reservas
Manuseia mais de 30 mil bagagens
Opera com 900 aeronaves
Controla mais de 90 mil funcionários em todo o mundo


Colocar os coletes salva-vidas, proteger a área das intempéries e promover a retirada dos passageiros em águas geladas, na temperatura exata dos mais frios oceanos. Esse é apenas um dos exercícios repetidos anualmente por 17 mil comissários de voo da American Airlines, que se alternam em grupos de 110 pessoas, para treinamentos que podem durar de um dia a uma semana. “Somos em 34 instrutores e frequentemente integramos as equipes de comissariado para não perder o contato com a rotina diária”, afirma a instrutora Leane Risley. “A proposta é mapear todas as situações possíveis de ocorrer em um voo, desde sinais de fogo, pouso forçado até uma crise de ataque de nervos.”

Formação e reciclagem

Localizado em uma área de 7 mil metros quadrados, próximo ao aeroporto de Dallas, o centro de treinamento e convenções da American Airlines entrou em operação em 1957, como Faculdade de Comissárias de Bordo, configurando-se como uma das primeiras instalações do setor de aviação para treinamento centralizado de profissionais de bordo de empresas aéreas. “Com o passar do tempo, a função do centro evoluiu e hoje o espaço é aberto para o desenvolvimento profissional de todos os tipos de empresas e organizações. Está disponível para convenções, programas de formação de equipe e eventos”, diz Leane. São 75 salas, um teatro com 300 lugares, 291 quartos de hóspedes, oito suítes, cinco salas de diretoria executiva e 7 simuladores de cabine de aeronave para treinamento específico de comissários de bordo.

De acordo com Leane, os pilotos não passam por um treinamento tão profundo quanto o comissariado, sobretudo os chefes de cabine que de nove em nove meses retornam à academia. “Toda a equipe é treinada para prestar os primeiros socorros aos passageiros, em casos muito graves, se não houver um médico a bordo o comandante pode se comunicar com um médico de plantão em terra e, se necessário, até fazer um pouso de emergência”, afirma. A instrutora observa que a American Airlines foi a primeira companhia aérea a ter desfribiladores a bordo, um equipamento que em 1998 passou a ser obrigatório pelo FDA

Muito próximo do centro de treinamento funciona, desde 1971, a Academia de Voo da American Airlines, centro de todas as atividades de formação e reciclagem de pilotos da companhia aérea. Apontada pelo setor aeroespacial como uma das melhores instalações para treinamento de voo no mundo, a Academia abre 365 dias por ano e recebe anualmente uma média de mil pilotos, que durante uma semana voam milhares de milhas virtuais, com uma permanência dentro dos simuladores de até seis horas por dia. São 27 simuladores de voo para treinamento em todos os tipos de aeronaves que a empresa usa, entre elas, o Boeing 777, que permitem, por exemplo, simular um pouso com tempestade, à noite, no aeroporto do Galeão ou em meio a intensa neblina em Cumbica, por exemplo. “A ordem é esgotar todas as possibilidades”, afirma Wilson Everett, especialista de operações técnicas.

É também nas cercanias do Aeroporto de Dallas, que a American Airlines instalou em 1991 a base de manutenção da frota para as aeronaves B767 e B777 e para os motores Rolls Royce que a companhia usa em seus aviões. São cerca de 2.250 funcionários, dos quais mil são mecânicos licenciados de aeronaves e motores a jato. A base ocupa cerca de 810 mil metros quadrados e seu principal hangar pode acomodar seis jatos de corpo largo, numa superfície de 72 mil metros quadrados.

Destino de peso
Miami é o segundo maior centro de conexões de voo da American Airlines e o portão de entrada para o Hemisfério Sul, incluindo 40 destinos em 17 países, entre eles, o Brasil. “Crescemos na América Latina no ano passado quando começamos a operar três novos destinos no Brasil: Belo Horizonte, Recife e Salvador, além dos dois já conhecidos, Rio de Janeiro e São Paulo”, diz Peter Dolara, vice-presidente senior da AA para Miami, Caribe e América Latina. Segundo ele, o Brasil é um destino popular, principalmente durante a temporada de viagens de inverno para os americanos, verão para os brasileiros, daí a companhia investir no país e cobrir o território braasileiro como nenhuma outra empresa aérea americana. No total, são cinco destinos a partir dos Estados Unidos e 45 voos semanais, volume que sobe para 60 na alta temporada. “Continuamos avaliando todas as oportunidades no mercado brasileiro, mas não temos nada programado para os próximos meses”, afirma o executivo, observando que o acordo de programas de milhagem e code-share firmado entre a American Airlines e a Gol permitirá aos passageiros chegar a 49 destinos no interior do Brasil por meio dos voos da companhia brasileira.


Fotos:
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Com...l#fotogaleria=3


Fonte: Época Negócios

#2 Air Force One

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Postado 26 de outubro de 2009 - 17:13

Vi uma série que acho que passou na NBC uma semana quando estava no intercâmbio.
Muito legal cada dia contavam algo, inclusive o passageiro que tem o maior número de milhas já voadas, com mais de 1 milhão de milhas parece que voa 2 vezes por semana NY-Paris e NY-Tokio.
Valeu por compartilhar estas informações!

Editado por Air Force One, 26 de outubro de 2009 - 17:15 .


#3 TAM3016 Gaze

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Postado 26 de outubro de 2009 - 19:27

será que tem no youtube?hehehe

#4 Igor Pereira

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Postado 26 de outubro de 2009 - 20:03

Gostei da matéria.



#5 Cassio.Fernandes

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Postado 26 de outubro de 2009 - 22:07

Boa materia , gostei

mais uma coisa que me chamou a atenção a American com as suas empresas menores representa somente 18% dos voos do EUA com aquela quantidade de rotas

#6 Rafael Maul

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Postado 26 de outubro de 2009 - 22:23

QUOTE(Cassio.Fernandes @ Oct 26 2009, 10:07 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Boa materia , gostei

mais uma coisa que me chamou a atenção a American com as suas empresas menores representa somente 18% dos voos do EUA com aquela quantidade de rotas

O problema é que lá são 5 grandes:
American
Delta
Continental
United
US Airways

Sem contar 2 low coast gigantes:
Southwest
Jet Blue

#7 Leirbag

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Postado 26 de outubro de 2009 - 22:27

QUOTE(Cassio.Fernandes @ Oct 26 2009, 11:07 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Boa materia , gostei

mais uma coisa que me chamou a atenção a American com as suas empresas menores representa somente 18% dos voos do EUA com aquela quantidade de rotas



O que é MUITA coisa. O mercado de transporte aéreo americano é o maior do mundo! Em números, esses 18% são muitos passageiros. Provavelmente mais do que todas as companhias aéreas brasileiras transportam juntas.

Nos EUA existem dezenas de empresas aéreas. Aqui nem a 10 chegamos.

#8 SkyLiner

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Postado 27 de outubro de 2009 - 09:22

QUOTE(Cassio.Fernandes @ Oct 26 2009, 10:07 PM) <{POST_SNAPBACK}>
mais uma coisa que me chamou a atenção a American com as suas empresas menores representa somente 18% dos voos do EUA com aquela quantidade de rotas

E dando pelo menos uma impressão de que lá o mercado é um pouco menos concentrado do que aqui...

#9 Murilo Filho

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Postado 28 de outubro de 2009 - 02:00

Pois é, 18% de market-share com 900 aviões, enquanto aqui a Tam com 130 aviões detém praticamente 50%?

Não é a melhor forma de comparação, mas dá pra ter uma noção de quanto o mercado brasileiro é pequeno em comparação ao americano.

Editado por Murilo Filho, 28 de outubro de 2009 - 02:00 .






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