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Controle de vôo: profissão perigo


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12 respostas neste tópico

#1 Jack Daniels

Jack Daniels
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Postado 10 de setembro de 2006 - 06:11

Controle de vôo: profissão perigo


O tráfego aéreo no Estado de São Paulo está à beira de um colapso. A tecnologia atual é cheia de falhas, e as normas internacionais de segurança são desrespeitadas diariamente.

As condições de trabalho destroem a saúde dos controladores de vôo, aumentando ainda mais os riscos de acidentes.

Este quadro assustador é pintado pela pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Rita de Cássia Seixas Sampaio Araújo, de 44 anos, e confirmado por controladores de vôo ouvidos pelo JT.

Segundo ela, os aeroportos de São Paulo passam diariamente por situações de extremo risco, que são escondidas da opinião pública.

"Se nada for feito, o sistema atual deve entrar em colapso em, no máximo, três anos", aponta.

Nas atuais condições, segundo a pesquisasora, já seria de se esperar a ocorrência de um grande acidente aéreo por semana.

"Isso só não acontece, ainda, devido aos controladores de vôo, que se desdobram para trabalhar em condições que acabam com a sua saúde", diz.

A saúde dos controladores de vôo é o tema da tese de mestrado de Rita, aprovada anteontem na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.

Durante três anos, ela pesquisou o centro de controle de aproximação (APP) de São Paulo, situado no aeroporto de Congonhas e responsável pelo tráfego entre os aeroportos da terminal São Paulo.

Essa área engloba aeroportos como os de Cumbica, Guarulhos, Viracopos, Campo de Marte, Sorocaba, Santos, entre outros.

Fora do aceitável

Os controladores locais têm a maior carga de trabalho do País, já que no terminal APP ocorrem diariamente 2 mil pousos e decolagens, cerca de 60% do tráfego aéreo nacional.

Ali, Rita descobriu que a carga de trabalho dos controladores vai muito além do que as normas internacionais consideram aceitável.

Pelas regras da Organização da Aviação Civil Internacional, nenhum controlador pode ficar responsável por mais de 6 aeronaves na tela do radar.

"Nos horários de pico, eles controlam até 15" conta Rita. Além disso, a distância mínima entre aeronaves no ar não vem sendo respeitada, aumentando o risco de colisões.

"Enquanto o recomendado é uma distância de 5 milhas, em São Paulo ela chega a 2 milhas."

Na APP São Paulo trabalham 96 controladores, mas deveriam ser, pelo menos, 120. O problema do baixo efetivo, segundo números fornecidos pela pesquisadora, é generalizado.

Nos últimos oito anos, o tráfego aéreo vem aumentando a uma média anual de 8%, sendo que, de 1998 para 1999, subiu 20,7%.

Enquanto isso, o número de controladores diminuiu 3% nos últimos oito anos, em todo o país.

Hoje, há 2.300 controladores no País. Para fugir aos baixos salários, a maioria trabalha em um segundo emprego , o que piora ainda mais as condições de estresse.

"Nós todos estamos doentes, e isso tem conseqüências no nosso trabalho", desabafa o suboficial (o equivalente a subtenente no Exército) Mário Celso Rodrigues, chefe de equipe no APP São Paulo e presidente da recém-fundada Associação dos Controladores de Tráfego Aéreo do Estado de São Paulo.

"Houve um aumento absurdo no tráfego aéreo em São Paulo, sem um investimento tecnológico e humano que atendesse à demanda", afirma.

Entre as falhas técnicas mais graves, ele cita a manutenção dos radares, que considera inadequada.

"Por causa disso, os radares falham, e isso é inadmissível", diz. Rodrigues tem uma explicação pessoal para a falta de investimentos.

Ele lembra que o Brasil está se preparando para entrar num novo sistema computadorizado de controle aéreo, o CNS/ATM, a ser implantado mundialmente em 2010, e que permitirá aos aviões "voarem quase sozinhos".

"Penso que a aviação brasileira está tão preocupada em se adaptar ao novo sistema que deixou de lado o sistema atual", afirma.



'Aeronáutica é uma caixa-preta'

A pesquisadora Rita de Cássia Seixas Sampaio Araújo teve um motivo muito forte para se interessar por segurança aérea.

Seu marido, Flávio de Araújo Filho, então com 40 anos, era um dos passageiros mortos com a queda do Fokker 100 da TAM, em 31 de outubro de 1996.

Mas sua pesquisa, faz questão de ressaltar, vai além das motivações pessoais: "Pesquiso saúde de trabalho há dez anos."

Uma das diretoras da associação de vítimas do acidente, Rita ficou indignada com o relatório oficial sobre o acidente, que atribuiu a queda do avião a erros do piloto.

"O sistema sempre prefere culpar uma pessoa, em vez de reconhecer suas falhas", afirma. O controle da Aeronáutica, com sua estrutura militarizada, sobre a aviação, é o grande problema apontado pela pesquisadora.

"A Aeronáutica é uma caixa-preta", afirma. "A sociedade não sabe os riscos que ocorrem no tráfego aéreo, e os próprios funcionários, por causa da burocracia, têm dificuldade de solucionar os problemas."

O controlador de vôo Sueyoshi Sasaki, de 41 anos, também reclama da burocracia. Ele descreve o trajeto de uma reclamação:

"A queixa de um controlador tem de ser levada ao chefe da equipe, que passa ao adjunto do órgão, que apresenta ao chefe do órgão, que repassa ao chefe do destacamento, para só aí chegar ao comando.

Isso, se não se perder no caminho." Procurado pela reportagem, o superintendente do Serviço Regional de Proteção ao Vôo, coronel Ricardo Nogueira, não se manifestou.


A vida

Sasaki é um exemplo dos problemas enfrentados pelos controladores de vôo. Ele começou a trabalhar em 1986, monitorando os vôos em Congonhas.

Após nove anos de estresse, ficou hipertenso e teve a uma trombose cerebral. Afastado dos radares, passou a gerenciar os horários de vôos.

"Tive de custear meu próprio tratamento", conta. Embora a Aeronáutica exija dos controladores uma bateria de exames médicos anuais, ela não se responsabiliza por nenhuma das doenças detectadas em controladores civis.

Os militares, que contam com o atendimento médico da Aeronáutica, também são vítimas dos mesmos problemas.

"Além de problemas de estômago, o trabalho me trouxe desequilíbrio emocional e dificuldades de relacionamento", confessa o suboficial Mário Celso Rodrigues.

O salário médio de um controlador é de R$ 1.400, contra os US$ 7 mil dos controladores americanos. "Ser controlador de vôo no Brasil é coisa de super-herói", resume Sasaki.

Agência Estado


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Sou filho de um controlador de tráfego aéreo com 30 anos de serviço, e confirmo que essas condições citadas na matéria não são exagero nem sensacionalismo do jornalista. Infelizmente o cargo (chamo assim, pois não é uma profissão reconhecida) de Controlador de Tráfego Aéreo no Brasil é pouquíssimo valorizado pelo que ele realmene é. Infelizmente nós vivemos em um mundo que só se toma providências depois de uma catástrofe. E essa catástrofre não está muito longe de acontecer.

Não dizem sempre que acidentes aéreos são sempre conseqüência de um casamento de erros? Infelizmente o Brasil investe pouquíssimo na formação desses profissionais, que estão saíndo cada vez piores da escola de controladores (EEAR ou ICEA). Uma brecha na justiça permite que ninguém seja reprovado, pois se isso ocorre, eles podem entrar com um processo judicial que lhes aprova. Além disso, há o fato da má remuneração e o outro fato de que essa profissão (assim como a maioria dos cargos militares) é usada como um trampulim para os jovens sustentarem sua faculdade. Ou seja, a maioria dos profissionais recém-formados não saem focados no seu objetivo, que seria o de controlar vôo, mas sim, no fato de que estão lá forçados à ganhar um dinheirinho para bancar seus estudos, para então sair de lá.

Eu tenho medo do futuro da aviação brasileira.

#2 Varig_777

Varig_777

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Postado 10 de setembro de 2006 - 14:47

Alguém explica esse tal de CNS/ATM? que "permitirá as aeronaves voarem praticamamente sozinhas"?

#3 Jack Daniels

Jack Daniels
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Postado 10 de setembro de 2006 - 16:24

Alguém explica esse tal de CNS/ATM? que "permitirá as aeronaves voarem praticamamente sozinhas"?


É a sigla para "Communication Navigation Surveillance / Air Traffic Management" ou em português, "Comunicação Navegação Vigilância / Gerenciamento de Tráfego Aéreo".

Texto em inglês explicando:
http://www.gisdevelopment.net/technology/gps/ma04082pf.htm

#4 Cmte. Andrade

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Postado 10 de setembro de 2006 - 18:18

conheci um conrolador que me disse:

Os (melhores) aprovados no curso (dentro da aeronautica) para controlador acabam escolhendo onde querem servir, de acordo com as vagas. O que isso quer dizer?

é possivel termo otimos controladores em Aracaju, Natal. Maceio..onde quase nao tem trafego, mas tem praias lindas e as familias querem vir morar e controladores ruins em RJ , Sp onde as vagas sao sempre ocupadas pelos "menos" competentes dos cursos.

Iii acho que compliquei demais né?

A explicacao é mais facil, resumindo:

quem tira as melhores notas vai para locais com menos trafego pq escolhem isso. Quem quer esclhoer a TMA Sp pra ganhar o mesmo que o controlador de aracaju?

#5 Omykron

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Postado 11 de setembro de 2006 - 03:53

andrade, ele nao escolhe. ele pede prioridade para servir naquela base, mas isso nao significa que, SE eles precisarem dele numa base no centro do pais, ou na amazonia, eles nao vao mandar.

ele soh vai ter prioridade quando quiser vida mansa.

#6 PETERSON

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Postado 13 de setembro de 2006 - 10:15

Eu sinceramente espero que não venhamos a discorrer aqui nesse espaço futuramente sobre uma tragédia anunciada.

A situação do controle de tráfego aéreo nos principais aeroportos do Brasil pode ser comparada a morte ou seja, todos nós sabemos que vai acontecer mas preferimos não pensar nem falar nisso e fazemos de conta que com a gente e com quem a gente gosta não vai acontecer...

Um abraço

#7 jambock

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Postado 14 de setembro de 2006 - 00:37

Meus prezados:
A profissão de Controlador de Tráfego Aéreo tem sido objeto de artigos, reportagens e entrevistas nas revistas de aviação. Senão vejamos:
Revista Avião Revue nov 2002 - artigo “Monitoramento e responsabilidade”
Revista Avião Revue ago 2003 – “Estamos defasados” – entrevista com Antonio Sobral Pereira, Diretor da Associação de Controladores de Tráfego Aéreo.
Revista Aero Magazine out 1996 – “A voz por trás do radar” – entrevista com Ruy de Freitas Ciarlini, Diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo.
Revista Aero Magazine out 1997 – “Mais recursos, mais respeito” – artigo de Décio Corrêa.
Revista Aero Magazine set 1999 – “Poupe o controlador” – artigo de Jay Hopkins .
Revista Aero Magazine ago 2005 – “Controle em cheque” – artigo de Marcelo Costa
Não é por falta de alertas e avisos que a sofrível situação do sistema, como um todo, permanece inalterada. Sem evoluir apesar de, mesmo assim, causar admiração no mundo inteiro - SINDACTA
Quando um serviçal do Congresso Nacional, que serve cafezinho a “suas excelências” ganha mais que um Controlador, fazer o quê?
Minhas homenagens ao pai do colega Renato Guardiola, Controlador há mais de trinta anos! :hypocrite:

Editado por jambock, 14 de setembro de 2006 - 00:39 .


#8 LeonardoV

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Postado 14 de setembro de 2006 - 01:07

Tenho guardada na memória uma situação que ilustra muito bem a importância e o respeito merecido pelos controladores de vôo. Em 2002 fiz BSB-GIG sentado na penúltima janela do lado direito no PP-SMP da Vasp (por acaso, estava muito inteiro por dentro, show mesmo!). Após iniciar a descida pro Galeão, entramos numa camada de nuvens muito espessa, devido à uma frente fria sobre a região. Pouco antes de começarmos a aproximação final, completamente "guardados" nas nuvens, fizemos uma curva à esquerda que acredito seja sobre o fixo de Barra do Piraí, porque sempre acontece essa manobra sobre a cidade quando vou ao Rio. Pois bem, no momento da curva vi claramente um A319 da TAM em meio às nuvens, mais próximo do que jamais pude imaginar (afinal só poderia ser visto mesmo bem de perto, devido ao tempo) fazendo sua curva para a direita, paralelo ao breguinha em que eu estava, o que significa que estavam em rotas convergentes, até aquele ponto. Parece que ele seguia ao SDU, enquanto nós íamos ao GIG, o que me leva a crer que só mesmo um grande trabalho nos centros de controle permitiria uma manobra daquela "às cegas". Perdoem-me a forma leiga de contar a história, mas é que realmente aquilo me impressionou.

PS: Em tempo, o pouso do PP-SMP foi de manteiga; o teto estava baixíssimo (quando saímos da camada já estávamos sobre a baía de Guanabara) e gostaria muito de lembrar o nome do cmdte. daquele vôo, para que seja ovacionado no fórum, mas me escapoliu. :hypocrite:

#9 Jack Daniels

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Postado 14 de setembro de 2006 - 01:10

Meus prezados:
A profissão de Controlador de Tráfego Aéreo tem sido objeto de artigos, reportagens e entrevistas nas revistas de aviação. Senão vejamos:
Revista Avião Revue nov 2002 - artigo “Monitoramento e responsabilidade”
Revista Avião Revue ago 2003 – “Estamos defasados” – entrevista com Antonio Sobral Pereira, Diretor da Associação de Controladores de Tráfego Aéreo.
Revista Aero Magazine out 1996 – “A voz por trás do radar” – entrevista com Ruy de Freitas Ciarlini, Diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo.
Revista Aero Magazine out 1997 – “Mais recursos, mais respeito” – artigo de Décio Corrêa.
Revista Aero Magazine set 1999 – “Poupe o controlador” – artigo de Jay Hopkins .
Revista Aero Magazine ago 2005 – “Controle em cheque” – artigo de Marcelo Costa
Não é por falta de alertas e avisos que a sofrível situação do sistema, como um todo, permanece inalterada. Sem evoluir apesar de, mesmo assim, causar admiração no mundo inteiro - SINDACTA
Quando um serviçal do Congresso Nacional, que serve cafezinho a “suas excelências” ganha mais que um Controlador, fazer o quê?
Minhas homenagens ao pai do colega Renato Guardiola, Controlador há mais de trinta anos! :dente:

Obrigado pela homenagem, jambock. Já mostrei a ele. :macumba:

Quanto a reportagem do Sobral, eu tenho a edição onde ele concedeu essa entrevista. Logo depois a Aeronáutica deu um jeito de afastar ele da operacionalidade, colocando ele para trabalhar na burocracia, como uma forma indireta de retalhação. :hypocrite:

#10 jambock

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Postado 14 de setembro de 2006 - 01:31

Prezado Renato Guardiola:
Quando eu lí a entrevista do Sobral e soube que, além de Diretor da Associação, era Sub-Oficial da FAB, pensei: este cidadão vai se complicar dentro da Fôrça. Não deu outra! Infelizmente... Mas provou estar à altura das suas funções de Diretor, com responsabilidade para com a sua categoria profissional. Meu respeito e minha admiração ao SO Sobral! :hypocrite:
Um grande problema que vejo é que existem duas tabelas de salário: a militar e a civil.
Não constituindo uma só tabela, fica impossível de gerenciar. Os militares tem, creio eu, quatro faixas salariais, correspondente as suas graduações ( 3º, 2º, 1º sargentos e sub-oficial) enquanto os civis tem apenas uma, snme, ficando o diferencial através das gratificações por tempo de serviço.

#11 Jack Daniels

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Postado 14 de setembro de 2006 - 02:22

Prezado Renato Guardiola:
Quando eu lí a entrevista do Sobral e soube que, além de Diretor da Associação, era Sub-Oficial da FAB, pensei: este cidadão vai se complicar dentro da Fôrça. Não deu outra! Infelizmente... Mas provou estar à altura das suas funções de Diretor, com responsabilidade para com a sua categoria profissional. Meu respeito e minha admiração ao SO Sobral! :th_banghead:
Um grande problema que vejo é que existem duas tabelas de salário: a militar e a civil.
Não constituindo uma só tabela, fica impossível de gerenciar. Os militares tem, creio eu, quatro faixas salariais, correspondente as suas graduações ( 3º, 2º, 1º sargentos e sub-oficial) enquanto os civis tem apenas uma, snme, ficando o diferencial através das gratificações por tempo de serviço.

Exato. Atualmente o salário inicial de um controlador de tráfego aéreo civil é maior do que de um militar, pois o civil da INFRAERO é beneficiado com vale-transporte, alimentação, plano de saúde da UNIMED, além de seus dependentes também terem direito ao plano de saúde, auxílio-dentista, onde há aproximadamente 1000 reais de dentista por ano, se não me engano. Há também outras bonificações.

Já o militar dispõe de um salário bruto um pouco maior, mas o plano de saúde é da própria FAB, que diga-se de passagem nem se compara com a UNIMED, tem dentista... da FAB. Tem transporte..... da FAB. Porém, a vantagem de ser militar é a estabilidade e também o salário aumenta mais rápido, pois se gradua mais rápido. Entretanto, o militar não pode se sindicalizar, e trabalha quase como um escravo para o sistema.

Lembrando que no Brasil, "controlador de tráfego aéreo" não é profissão, é cargo. Tanto que no imposto de renda não se declara "cta" e sim "militar da aeronáutica" no caso do militar, e funcionário público no caso da infraero.

#12 PP-VJW

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Postado 14 de setembro de 2006 - 04:13

Realmente esses anjos da guarda merecem o nosso respeito.. aproveitando o Gancho do amigo jambock parabenizo o Nosso colega de forum o MYRON que é um excelente profissional o pai do Renato e o pessoal de CWB que as vezes que tenho ouvido sempre tem uma dificuldade aqui e ali por operar sem radar.. parabéns a todos

#13 Myron Coelho

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Postado 14 de setembro de 2006 - 23:18

Caros amigos,
Como sempre aqui neste fórum, sou presenteado por assuntos interessantes e relevantes para aviação e agora não foi diferente neste tópico aberto pelo Renato :ohyes: ...Algumas associações e a Federação dos Controladores estão brigando pelo reconhecimento da profissão...luta dura, porém honesta e justa!
Daniel (PP VJW), muito obrigado! :uhm: Myron.






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