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Me parece óbvio que a AA sabendo de tudo não deve arrastar esta operação desta maneira, e das duas uma, ou deve tentar solucionar o problema, se ele existir, reconhecendo que houve um erro de planejamento ... ou então creditar as ocorrências a eventualidades pontuais e esperar que a operação se normalize naturalmente.
Considerando que tudo que foi discutido até agora faz algum sentido ou seja de fato pertinente com a realidade dos acontecimentos e ações, pergunto:
Mas o quê a AA anda fazendo nessas eventualidades, não tem avisado os passageiros da necessidade de uma escala em SJU
antes da saída do vôo em MIA? Não foi isso que ocorreu e que ocasionou o tema desse tópico? Ou os causos estão aumentando e surgindo fatos adicionais, como o comandante avisando, somente durante o vôo, da necessidade de uma escala intermediária?
Não defendo companhia A ou B, porque também sou usuário do sistema e vejo que muito do que era bom se perdeu e muitas coisas precisam melhorar, portanto, também sou afetado, inclusive na própria AA, quando ela tirou um B763 lotado em cima da hora da rota LAX-DFW e socou o que pode num B757, mas precisamos compreender que a partir do momento que certas condições dinâmicas de última hora (técnicas ou meteorológicas ou ambas) impossibilitam a operação, uma empresa aérea não tem o direito, mas, sim, a obrigação de encontrar uma solução para, em primeiríssimo lugar, viabilizar o vôo considerando a segurança de todos. E é claro que isso poderá trazer inconvenientes, mas uma administração seria muito imbecil se usasse de algum artifício de forma proposital que fosse um tiro no próprio pé (como preconceito, como foi sugerido em determinada parte desse tópico).
Estão sendo levantadas questões quanto à seriedade e idoneidade de uma companhia aérea, que não sou fã como usuário, principalmente pelo mau humor de alguns funcionários, mas que não é nem de longe como muitas que existem por aí, pelo menos na parte operacional, e isso faz uma enorme diferença. Como muitos salientam, ela, a AA, é a maior prejudicada, quer seja pela imagem junto ao público, quer seja por gastos adicionais numa linha que é possivelmente inconstante, e certamente ela sabe disso. Portanto, todo esse imbróglio acarreta algum benefício à AA? Mas é claro que não.
Pelo que vejo, muitos preferem ir ao sudeste, com todos os transtornos que isso acarreta, somente para não aceitar o que não existe nos vôos para o Rio ou São Paulo. Não tenho dúvida que o departamento comercial e tudo que vem na seqüência, como marketing, atendimento ao cliente, check-in, vendas e reservas sabem desse inconveniente, e devem ficar malucos com isso. Sendo assim, suponho que as metralhadoras andam direcionadas para a Engenharia de Operações ou na testa de eventuais pilotos precavidos quanto ao serviço que são designados, ainda mais quando alguns comandantes andam achando mais salutar pedir um adicional de combustível, condição que faz parte dos seus direitos, em determinados dias, e conseqüentemente alguém ou alguma coisa deve descer.
A respeito de falta de certas explicações mais abrangentes, principalmente operacionais, jamais vi em todos os meus anos de aviação uma empresa sequer falar sobre alguns assuntos de ordem interna, que muitos usuários se sentem no direito de saber, mas, no final, nem sabem o que significam, muito menos se isso é um transtorno eventual ou falta de planejamento, como se empresas aéreas sérias tivessem predisposição para ficar perdendo clientes e, principalmente, dinheiro. Por sinal, considerando que o vôo saia no horário, qual é o tamanho do atraso em SSA?
Caro WS & Stars, um detalhe complementar à sua ótima colocação:
Esses B757 não são novos, portanto, seria necessário adicionar mais um fator, que é o APD (aircraft performance degradation), e não seria surpresa constatar que esses aviões já estivessem apresentando pelo menos um percentual, que não aparece no anúncio da Boeing descrevendo o que ele é capaz de fazer (em teoria).
Apenas uma correção:
Os B757 da AA possuem duas configurações internas, uma com 22 C e 166 Y, e a outra, que é utilizada nessa rota, com 16 assentos Recaro lie flat-seats na C e 166 na Y.