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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

American - E sua escala não programada


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#61 Rafael Maul

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Postado 08 de novembro de 2009 - 19:12

QUOTE(chico @ Nov 8 2009, 02:41 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Detalhe: conforme o site da Boeing e o Great Circle Mapper, temos:

- Alcance do 757-200: 7.222 Km;
- Distância MIA-SSA: 6.245 Km;
- Distância BSB-ATL: 6.711 Km;

Será que a limitação de peso ocorre por questões de tamanho da pista, temperatura e altitude? Mas dá tanta diferença assim?

O 757-200 é equipado com winglets? Porque nesse caso o alcance é maior ainda - pouca coisa, mas aumenta...

A questão ai é a diferença de volume de carga e muamba transportada entre as cidades. Esse AAL 980 já era pra estar sendo operado pelo 767 faz tempo, é um absurdo essa parada no meio do voo pra abastecimento porque o avião não tem autonomia sufuciente caso esteja muito carregado.

#62 Clipper

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Postado 09 de novembro de 2009 - 07:45

QUOTE
O que acho que as pessoas não estão entendendo é que foi um erro grosseiro da empresa. Se ela sabe que o avião full pax + muita carga não vai ter capacidade de levar combustível suficiente para fazer o vôo, então não venda todos os assentos da aeronave, não leve toda essa carga ou coloque um avião com maior capacidade/autonomia.

O que não pode é um passageiro comprar passagem SSA/REC-MIA e na hora do vôo eles dizerem que vão ter que fazer escala em SJU, porque o avião tá muito pesado e não tem autonomia. Isso é erro da empresa! Não é nenhum imprevisto tipo problema meteorológico, falha mecânica ou algo parecido, é erro no planejamento deles mesmo.

A questão ai é a diferença de volume de carga e muamba transportada entre as cidades. Esse AAL 980 já era pra estar sendo operado pelo 767 faz tempo, é um absurdo essa parada no meio do voo pra abastecimento porque o avião não tem autonomia sufuciente caso esteja muito carregado.


Srs., alguns pequenos esclarecimentos do dia a dia das operações aéreas comerciais, na tentativa de clarear, pelo menos um pouco, o mau tempo que se formou nesse tópico ...

Acredito que muitas pessoas não sabem disso, no entanto, todo vôo que decola prevendo redespacho (reclearance) de certa forma corre o risco de pousar no meio do caminho, pois essa é a regra e deve ser obrigatoriamente observada. Porém, os passageiros não têm conhecimento disso quando estão comprando a passagem, fazendo o check-in ou embarcando ... e nem precisam saber. E é assim que a grande maioria dos vôos das empresas aéreas brasileiras sempre partiu e continua partindo de SP ou RJ para a Europa, costa oeste americana e geralmente para JFK. Esse recurso perfeitamente legal é largamente empregado, porque seria impensável uma empresa aérea levar combustível em excesso desnecessariamente, pois penalizaria consideravelmente o aproveitamento de uma viagem e, conseqüentemente, o lucro. Não quero dizer que esse vôo MIA-SSA é feito dessa forma, mas, como ponto de partida, é preciso saber como a AA faz o planejamento de seus vôos. Alguém saberia demonstrar isso, para nosso maior esclarecimento, para então criticarmos sua iniciativa?

Ao utilizar um tipo de aeronave para determinada rota, uma empresa aérea leva em consideração diversos fatores, entre eles, a rentabilidade. Se fosse praticável colocar um B767 ou um B777, é mais do que óbvio que a AA estaria fazendo isso, se tivesse disponibilidade de frota, e é por isso – falta de aviões apropriados e demanda – que a Tam ou a Gol não “embarcam” na exploração de certos trechos. Se eventualmente um B767 é muito grande, seria diferente com um A330? Pessoal, é importante lembrar que a aviação mundial está se recuperando de um enorme baque. Muitas rotas foram canceladas, aviões foram colocados no deserto e o freio de mão foi puxado. Se está ruim dessa forma, com um B757 fazendo às vezes uma escala, pior seria não ter o vôo e ser necessário ir a SP ou ao RJ para se deslocar aos EUA. A AA quer ser lucrativa, para onde for, e é um absurdo alguém imaginar que ela usa o preconceito para decidir como fará certas viagens, quando sabemos que ela opera para lugares muito mais estranhos e pitorescos do que SSA (segundo a visão que muitos têm a respeito do que pensam os americanos), todavia, muito mais rentáveis e com demanda no mínimo regular, durante uma boa parte do ano.

QUOTE
Será que a limitação de peso ocorre por questões de tamanho da pista, temperatura e altitude? Mas dá tanta diferença assim?


Chico, números de propaganda, isoladamente, por si só não significam muita coisa. Um vôo pode perfeitamente cumprir determinado trecho sem escalas num dia, e com parada intermediária no outro. No planejamento e despacho de um vôo, muitos detalhes devem ser observados, entre eles, o vento em rota, quando a distância efetiva com vento predominante de proa, por exemplo, acaba sendo maior do que aquela quando riscamos uma reta no mapa. É o que chamamos, em milhas náuticas, de NAM (Nautical Air Miles), que pode aumentar ou diminuir a distância entre duas localidades. Além disso, é preciso observar o payload (mesmo que um pouso adicional é requerido, no final das contas, levar mais carga e passageiro pode ser mais rentável do que deixar para trás esses dois "detalhes" e fazer o vôo direto, com espaço sem aproveitamento) e, adicionalmente, a disponibilidade de alternativas. No caso de SSA, muito provavelmente a AA deve utilizar outro aeroporto internacional disponível no NE brasileiro, quando nos vôos nacionais AJU ou IOS já resolve. Vale salientar que a existência de uma única pista no destino (sim, isso é um fator que algumas companhias internacionais utilizam como referência, quando as condições atmosféricas em determinada localidade atingem determinado valor) também pode ser um fator limitante e que requer maior autonomia.

Por pior que seja o serviço da empresa, e isso é outro assunto, é mais do que evidente que a AA não faria uma escala de forma desnecessária. Um pouso intermediário tem um custo operacional altíssimo, pode limitar o tempo de jornada de uma tripulação e, no final, penalizar consideravelmente a viabilidade de uma programação. Tenho a certeza absoluta que a AA não utilizaria uma das suas aeronaves, em vôo non-stop, para fazer baldeação em SJU, ainda mais quando possui inúmeros vôos semanais para aquela localidade, partindo da costa leste americana. Se parou é porque havia uma razão que justificasse tal atitude, e certamente jamais seria para provocar os seus usuários.

#63 asm

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Postado 09 de novembro de 2009 - 21:33

QUOTE(Airframe @ Nov 9 2009, 07:45 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Srs., alguns pequenos esclarecimentos do dia a dia das operações aéreas comerciais, na tentativa de clarear, pelo menos um pouco, o mau tempo que se formou nesse tópico ...

Acredito que muitas pessoas não sabem disso, no entanto, todo vôo que decola prevendo redespacho (reclearance) de certa forma corre o risco de pousar no meio do caminho, pois essa é a regra e deve ser obrigatoriamente observada. Porém, os passageiros não têm conhecimento disso quando estão comprando a passagem, fazendo o check-in ou embarcando ... e nem precisam saber. E é assim que a grande maioria dos vôos das empresas aéreas brasileiras sempre partiu e continua partindo de SP ou RJ para a Europa, costa oeste americana e geralmente para JFK. Esse recurso perfeitamente legal é largamente empregado, porque seria impensável uma empresa aérea levar combustível em excesso desnecessariamente, pois penalizaria consideravelmente o aproveitamento de uma viagem e, conseqüentemente, o lucro. Não quero dizer que esse vôo MIA-SSA é feito dessa forma, mas, como ponto de partida, é preciso saber como a AA faz o planejamento de seus vôos. Alguém saberia demonstrar isso, para nosso maior esclarecimento, para então criticarmos sua iniciativa?

Ao utilizar um tipo de aeronave para determinada rota, uma empresa aérea leva em consideração diversos fatores, entre eles, a rentabilidade. Se fosse praticável colocar um B767 ou um B777, é mais do que óbvio que a AA estaria fazendo isso, se tivesse disponibilidade de frota, e é por isso – falta de aviões apropriados e demanda – que a Tam ou a Gol não “embarcam” na exploração de certos trechos. Se eventualmente um B767 é muito grande, seria diferente com um A330? Pessoal, é importante lembrar que a aviação mundial está se recuperando de um enorme baque. Muitas rotas foram canceladas, aviões foram colocados no deserto e o freio de mão foi puxado. Se está ruim dessa forma, com um B757 fazendo às vezes uma escala, pior seria não ter o vôo e ser necessário ir a SP ou ao RJ para se deslocar aos EUA. A AA quer ser lucrativa, para onde for, e é um absurdo alguém imaginar que ela o usa o preconceito para decidir como fará certas viagens, quando sabemos que ela opera para lugares muito mais estranhos e pitorescos do que SSA (segundo a visão que muitos têm a respeito do que pensam os americanos), todavia, muito mais rentáveis e com demanda no mínimo regular, durante uma boa parte do ano.



Chico, números de propaganda, isoladamente, por si só não significam muita coisa. Um vôo pode perfeitamente cumprir determinado trecho sem escalas num dia, e com parada intermediária no outro. No planejamento e despacho de um vôo, muitos detalhes devem ser observados, entre eles, o vento em rota, quando a distância efetiva com vento predominante de proa, por exemplo, acaba sendo maior do que aquela quando riscamos uma reta no mapa. É o que chamamos, em milhas náuticas, de NAM (Nautical Air Miles), que pode aumentar ou diminuir a distância entre duas localidades. Além disso, é preciso observar o payload (mesmo que um pouso adicional é requerido, no final das contas, levar mais carga e passageiro pode ser mais rentável do que deixar para trás esses dois "detalhes" e fazer o vôo direto, com espaço sem aproveitamento) e, adicionalmente, a disponibilidade de alternativas. No caso de SSA, muito provavelmente a AA deve utilizar outro aeroporto internacional disponível no NE brasileiro, quando nos vôos nacionais AJU ou IOS já resolve. Vale salientar que a existência de uma única pista no destino (sim, isso é um fator que algumas companhias internacionais utilizam como referência, quando as condições atmosféricas em determinada localidade atingem determinado valor) também pode ser um fator limitante e que requer maior autonomia.

Por pior que seja o serviço da empresa, e isso é outro assunto, é mais do que evidente que a AA não faria uma escala de forma desnecessária. Um pouso intermediário tem um custo operacional altíssimo, pode limitar o tempo de jornada de uma tripulação e, no final, penalizar consideravelmente a viabilidade de uma programação. Tenho a certeza absoluta que a AA não utilizaria uma das suas aeronaves, em vôo non-stop, para fazer baldeação em SJU, ainda mais quando possui inúmeros vôos semanais para aquela localidade, partindo da costa leste americana. Se parou é porque havia uma razão que justificasse tal atitude, e certamente jamais seria para provocar os seus usuários.

Meu amigo,
Por isso mesmo é que existe o problema. A empresa tem repetidamente realizado essa escala sem que os pax sejam avisados. Algo não esta correto pois não é uma excessão, tem sido rotineiro.

#64 mr_loner

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Postado 09 de novembro de 2009 - 21:52

QUOTE(Airframe @ Nov 9 2009, 07:45 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Srs., alguns pequenos esclarecimentos do dia a dia das operações aéreas comerciais, na tentativa de clarear, pelo menos um pouco, o mau tempo que se formou nesse tópico ...

Acredito que muitas pessoas não sabem disso, no entanto, todo vôo que decola prevendo redespacho (reclearance) de certa forma corre o risco de pousar no meio do caminho, pois essa é a regra e deve ser obrigatoriamente observada. Porém, os passageiros não têm conhecimento disso quando estão comprando a passagem, fazendo o check-in ou embarcando ... e nem precisam saber. E é assim que a grande maioria dos vôos das empresas aéreas brasileiras sempre partiu e continua partindo de SP ou RJ para a Europa, costa oeste americana e geralmente para JFK. Esse recurso perfeitamente legal é largamente empregado, porque seria impensável uma empresa aérea levar combustível em excesso desnecessariamente, pois penalizaria consideravelmente o aproveitamento de uma viagem e, conseqüentemente, o lucro. Não quero dizer que esse vôo MIA-SSA é feito dessa forma, mas, como ponto de partida, é preciso saber como a AA faz o planejamento de seus vôos. Alguém saberia demonstrar isso, para nosso maior esclarecimento, para então criticarmos sua iniciativa?

Ao utilizar um tipo de aeronave para determinada rota, uma empresa aérea leva em consideração diversos fatores, entre eles, a rentabilidade. Se fosse praticável colocar um B767 ou um B777, é mais do que óbvio que a AA estaria fazendo isso, se tivesse disponibilidade de frota, e é por isso – falta de aviões apropriados e demanda – que a Tam ou a Gol não “embarcam” na exploração de certos trechos. Se eventualmente um B767 é muito grande, seria diferente com um A330? Pessoal, é importante lembrar que a aviação mundial está se recuperando de um enorme baque. Muitas rotas foram canceladas, aviões foram colocados no deserto e o freio de mão foi puxado. Se está ruim dessa forma, com um B757 fazendo às vezes uma escala, pior seria não ter o vôo e ser necessário ir a SP ou ao RJ para se deslocar aos EUA. A AA quer ser lucrativa, para onde for, e é um absurdo alguém imaginar que ela o usa o preconceito para decidir como fará certas viagens, quando sabemos que ela opera para lugares muito mais estranhos e pitorescos do que SSA (segundo a visão que muitos têm a respeito do que pensam os americanos), todavia, muito mais rentáveis e com demanda no mínimo regular, durante uma boa parte do ano.



Chico, números de propaganda, isoladamente, por si só não significam muita coisa. Um vôo pode perfeitamente cumprir determinado trecho sem escalas num dia, e com parada intermediária no outro. No planejamento e despacho de um vôo, muitos detalhes devem ser observados, entre eles, o vento em rota, quando a distância efetiva com vento predominante de proa, por exemplo, acaba sendo maior do que aquela quando riscamos uma reta no mapa. É o que chamamos, em milhas náuticas, de NAM (Nautical Air Miles), que pode aumentar ou diminuir a distância entre duas localidades. Além disso, é preciso observar o payload (mesmo que um pouso adicional é requerido, no final das contas, levar mais carga e passageiro pode ser mais rentável do que deixar para trás esses dois "detalhes" e fazer o vôo direto, com espaço sem aproveitamento) e, adicionalmente, a disponibilidade de alternativas. No caso de SSA, muito provavelmente a AA deve utilizar outro aeroporto internacional disponível no NE brasileiro, quando nos vôos nacionais AJU ou IOS já resolve. Vale salientar que a existência de uma única pista no destino (sim, isso é um fator que algumas companhias internacionais utilizam como referência, quando as condições atmosféricas em determinada localidade atingem determinado valor) também pode ser um fator limitante e que requer maior autonomia.

Por pior que seja o serviço da empresa, e isso é outro assunto, é mais do que evidente que a AA não faria uma escala de forma desnecessária. Um pouso intermediário tem um custo operacional altíssimo, pode limitar o tempo de jornada de uma tripulação e, no final, penalizar consideravelmente a viabilidade de uma programação. Tenho a certeza absoluta que a AA não utilizaria uma das suas aeronaves, em vôo non-stop, para fazer baldeação em SJU, ainda mais quando possui inúmeros vôos semanais para aquela localidade, partindo da costa leste americana. Se parou é porque havia uma razão que justificasse tal atitude, e certamente jamais seria para provocar os seus usuários.


Se for pensar assim seria muito mais interessante a GOL colocar um voo SSA - REC - MAO - MIA, teria uma ligação rápida entre SSA e REC com MAO, e de quebra poderia entrar em MIA, isso com o próprio 738 com classe confort se quisesse.

a Propria TAM poderia criar um voo tb SSA - REC - MAO que se conectasse ao seu MAO - MIA, e assim teria ainda mais pax para complementar o voo.

Se é pra ter uma parada no meio do caminho por que não em MAO? não precisa fazer desvia e ainda poderiam aproveitar passageiros domésticos na rota para incrementar as vendas!

#65 Omykron

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Postado 10 de novembro de 2009 - 08:40

e eu achando que a explicação do airframe foi mais do que sucinta.
parada para refuel é algo totalmente diferente de parada para oferecer conexões e tudo mais. A empresa (aa) pode estar utilizando uma acft que não tenha o alcance necessário para efetuar o trecho SSA-MIA direto, seja por restrição de peso devido a quantidade de carga paga, que limita o alcance da aeronave, ou até mesmo devido ao vento encontrado ao longo da rota.

Eu asseguro que todos preferem fazer um pouso para reabastecimento em SJU do que chegar sem combustivel nas colunas do noticiario noturno.

#66 mr_loner

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Postado 10 de novembro de 2009 - 08:56

Sim Omykron, a questão é que vc compra um trecho direto MIA - SSA - REC e não um trecho MIA - SJN - SSA - REC, seja para qual fim for essa parada ela não é exposta ao cliente que claro se sente lesado.

Se fosse uma eventualidade td bem, algum dia qu o vento n foi como o programado, veio mais carga que o previsto, e etc etc td bem, o problema é que isso está virando rotina a ponto de ter 3 voos em uma mesma semana que passaram por essa escala '' não programada''.

E outra parada por parada eu n vejo diferença prática nenhuma, seja uma parada pra trocar de avião, ou uma parada como escala e entrada e saída de novos pax, seja para reabastecer enfim é uma hora a mais no solo fora os desvios de rota... se é assim, continuo achando mais vantagem a TAM e GOL moverem seus pauzinhos e o entrar no filé da rota!

#67 Omykron

    Coisa Ruim

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Postado 10 de novembro de 2009 - 11:12

QUOTE(mr_loner @ Nov 10 2009, 09:56 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Sim Omykron, a questão é que vc compra um trecho direto MIA - SSA - REC e não um trecho MIA - SJN - SSA - REC, seja para qual fim for essa parada ela não é exposta ao cliente que claro se sente lesado.

a escala não programada é por motivos técnicos. Não há o desembarque, não há alfandega nem nenhum outro detalhe. só permanecer a bordo, aguardar o reabastecimento e a viagem prossegue.

QUOTE(mr_loner @ Nov 10 2009, 09:56 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Se fosse uma eventualidade td bem, algum dia qu o vento n foi como o programado, veio mais carga que o previsto, e etc etc td bem, o problema é que isso está virando rotina a ponto de ter 3 voos em uma mesma semana que passaram por essa escala '' não programada''.

então teria gente surtando nos EU & A, já que é comum em vôos da costa leste para a costa oeste stop-over devido a vento forte em altitude, ou mesmo um consumo além do planejado devido a desvios em rota e tudo mais. E isso é normal, mas indesejado pelas companhias, porque aumenta e muito o custo do vôo.
QUOTE(mr_loner @ Nov 10 2009, 09:56 AM) <{POST_SNAPBACK}>
E outra parada por parada eu n vejo diferença prática nenhuma, seja uma parada pra trocar de avião, ou uma parada como escala e entrada e saída de novos pax, seja para reabastecer enfim é uma hora a mais no solo fora os desvios de rota... se é assim, continuo achando mais vantagem a TAM e GOL moverem seus pauzinhos e o entrar no filé da rota!

existe um abismo entre uma parada técnica para reabastecimento a uma escala. Escala você está vendendo dois destinos, o da sua escala e o destino final, aonde você gera dinheiro, já que pode manejar carga na escala, permitindo mais lucro no vôo. a escala técnica é uma dor de cabeça, porque o vôo atrasa, pode gerar problemas na regulamentação da tripulação, é um novo plano de voo, são mais taxas de pouso e permanencia....
ninguém gosta de pouso técnico, mas eu prefiro um pouso técnico e um vôo seguro que perder um vôo e ter de voltar a fazer ssa/rec-gru-mia...
é chato? MUITO. mas repito. antes um pouso técnico, indesejado por todos, que nada.

#68 Clipper

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Postado 10 de novembro de 2009 - 12:09

QUOTE
...a escala técnica é uma dor de cabeça, porque o vôo atrasa, pode gerar problemas na regulamentação da tripulação, é um novo plano de voo, são mais taxas de pouso e permanencia....


... e acarreta mais um ciclo da aeronave, maior consumo de combustível, mais desgaste de freios e pneus. Uma conta sem fim ... além do risco de uma falha técnica e, conseqüentemente, ser necessário mandar todo mundo para o hotel.

Acho que essa discussão não é um trabalho de convencimento, mas de entendimento racional do que possivelmente (por razões óbvias) pode estar acontecendo, porque não temos como discutir o real motivo, sem termos certos dados para isso. Mas, independente da empresa aérea, qual seria a opção de equipamento nessa rota, desde que usado de forma coerente? A321? B737-800?

Os tempos são outros, ainda mais desde o final do ano passado, e a rotina das empresas aéreas também. Em muitos lugares tiraram o 747 e botaram o 777, ou tiraram o 777 e colocaram o 767. E assim tem sido, escada abaixo, até a desativação de linhas. Se o B757 está dramaticamente aos “trancos e barrancos” operando essa linha, certamente houve razão para isso, e não seria possível imaginar que seja algo relacionado com aproveitamento ajustado e/ou foco da empresa para a utilização de certas aeronaves para mercados mais atraentes, porque se ele tem voando sem escala nesse trecho em alguns dias e outros não, é muito provável que além das condições meteorológicas favoráveis, o peso total da aeronave anda permitindo tal condição de operação non-stop, que provavelmente deve ser a rota mais longa operada por esse equipamento na AA.

Sendo dessa forma – assentos disponíveis e menor quantidade de carga – é possível observar, comparando os dois aviões (757 x 763, que pode carregar mais 42 passageiros), que algo estaria fora de sincronia com a atual realidade de cintos apertados. E não podemos nos esquecer da volta do vôo, que também faz parte do equilíbrio necessário.

Em todo caso, quem tiver razões mais concretas, que coloque em discussão.

#69 mr_loner

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Postado 10 de novembro de 2009 - 12:49

Bem eu não to aqui dizendo que é melhor o avião cair do que reabastecer, eu estou apenas dizendo que há uma clara incompatibilidade entre a aeronave utilizada e a Rota haja vista o número de escalas não programadas que vem ocorrendo. Quantas escalas não programadas ocorreu no último mes ns voos da AA na rota GRU - MIA, e na rota GIG - MIA? quantos? não soube de nenhum, enquanto ocorreram ao menos 8 ou 10 na rota SSA - REC - MIA, ou seja qualquer pessoa vê que isso nota que há problemas, não to dizendo que tenham que mudar a aeronave, mas se sabem que para ter a autonomia de cumprir a rota ela n pode ir cheia, vetem assentos ou limitem a carga para que a rota seja cumprida. Mas é claro eles querem ganhar de todo o lado, é melhor entupir o avião de pax e carga e dizer: Desculpe senhor, vamos ter que dar uma paradinha aqui pra abastecer...

A suposta vantagem desse vôo é ir do nordeste ao EUA sem paradas, se for para ter paradas sejam elas de qualquer natureza ( falo isso na visão do pax, eu sie que pra cia é completamente diferente mas falo isso na visão de um pax) pode-se usar o método tradicional, ou mesmo as empresas podem usar MAO como ponto do meio, assim a GOL poderia lançar a rota com o 738 mesmo que tem autonomia para o MAO - MIA, assim como a TAM poderia encorpar suas ocupações no MAO - MIA, afinal tem uma parada mesmo, ao menos é uma empresa de bandeira, e MAO fica no meio do caminho, diferentemente de GIG e GRU.

#70 Clipper

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Postado 10 de novembro de 2009 - 13:32

Mr Loner, não sei qual seria o seu conhecimento a respeito de “fuel policy” usada pelas empresas aéreas, e nem sei o quanto você sabe a respeito de rotas x aeronaves utilizadas, mas, desculpe-me, tecnicamente você está comparando aviões completamente diferentes em rotas absolutamente diferentes.

Não sou da área comercial, mas ninguém precisa ir muito longe para entender que para manter qualquer linha, a não ser por alguma estratégia que desconhecemos, seria inviável qualquer companhia suportar por muito tempo tendo um aproveitamento menor para manter a rentabilidade, ainda mais mantendo a mesma tarifa. Qualquer companhia aérea quer lucrar, quer seja a AA, a UAL, a Tam ou a Gol. As que faziam caridades faliram. E, portanto, qualquer companhia tem pleno direito de planejar um vôo conforme suas necessidades. Parar para abastecer não é nem de longe novidade, porque era isso que a Varig fazia quando seus jatos não conseguiam fazer sem escalas CGH e o NE brasileiro. Não foi uma nem duas vezes que tive de usar CPQ ou PLU como fuel stop para cumprir esse trecho. E não é nem questão de usar o velho chavão “vai quem quer”, mas para o enquadramento de determinadas rotas com os equipamentos disponíveis, ou, hoje em dia, aviões adequados, não há mágicas, a não ser no caso de algumas companhias com má reputação quanto aos seus procedimentos operacionais, verdadeiras piratas, que se lançam ao “ar” e vão do jeito que for. Nesse caso, a opção é do passageiro, geralmente atraido por tarifas baratas, porém, tenho certeza que ele também nunca será avisado quando a aeronave pousar com as luzes de “Low Fuel” acesas.

Vale dizer que da América do Norte para baixo tudo é selva. E eles, os pilotos estrangeiros, têm razão de pensar dessa forma (no aspecto de controle de tráfego aéreo e infra-estrutura), portanto, eu, como bom brasileiro, jamais recomendaria a um aviador forasteiro chegar ao nosso país com as calças nas mãos, a não ser que ele tenha um mínimo de experiência para administrar as crônicas dificuldades que persistem em diversas regiões, das Guianas em diante. Uma coisa é fazer JFK-LAX e alternar Long Beach, logo ali do lado. Outra é fazer MIA-SSA e alternar REC, que fica a 60 minutos de distância, que para uso como alternativa é uma eternidade.

Quanto a pousar em MAO, não entendo como você acha que é uma opção melhor, pois aumenta o percurso em pelo menos 400 milhas, porque MAO nunca ficou na trajetória entre MIA e SSA.

#71 PedroCNF

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Postado 10 de novembro de 2009 - 14:08

QUOTE(Airframe @ Nov 10 2009, 02:32 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Quanto a pousar em MAO, não entendo como você acha que é uma opção melhor, pois aumenta o percurso em pelo menos 400 milhas, porque MAO nunca ficou na trajetória entre MIA e SSA.



[2]

#72 Clemente

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Postado 10 de novembro de 2009 - 14:13

MAO fica na trajetória de uam aeronave fazendo MIA - GRU.

#73 mr_loner

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Postado 10 de novembro de 2009 - 14:38

QUOTE(Airframe @ Nov 10 2009, 01:32 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Mr Loner, não sei qual seria o seu conhecimento a respeito de “fuel policy” usada pelas empresas aéreas, e nem sei o quanto você sabe a respeito de rotas x aeronaves utilizadas, mas, desculpe-me, tecnicamente você está comparando aviões completamente diferentes em rotas absolutamente diferentes.

Não sou da área comercial, mas ninguém precisa ir muito longe para entender que para manter qualquer linha, a não ser por alguma estratégia que desconhecemos, seria inviável qualquer companhia suportar por muito tempo tendo um aproveitamento menor para manter a rentabilidade, ainda mais mantendo a mesma tarifa. Qualquer companhia aérea quer lucrar, quer seja a AA, a UAL, a Tam ou a Gol. As que faziam caridades faliram. E, portanto, qualquer companhia tem pleno direito de planejar um vôo conforme suas necessidades. Parar para abastecer não é nem de longe novidade, porque era isso que a Varig fazia quando seus jatos não conseguiam fazer sem escalas CGH e o NE brasileiro. Não foi uma nem duas vezes que tive de usar CPQ ou PLU como fuel stop para cumprir esse trecho. E não é nem questão de usar o velho chavão “vai quem quer”, mas para o enquadramento de determinadas rotas com os equipamentos disponíveis, ou, hoje em dia, aviões adequados, não há mágicas, a não ser no caso de algumas companhias com má reputação quanto aos seus procedimentos operacionais, verdadeiras piratas, que se lançam ao “ar” e vão do jeito que for. Nesse caso, a opção é do passageiro, geralmente atraido por tarifas baratas, porém, tenho certeza que ele também nunca será avisado quando a aeronave pousar com as luzes de “Low Fuel” acesas.

Vale dizer que da América do Norte para baixo tudo é selva. E eles, os pilotos estrangeiros, têm razão de pensar dessa forma (no aspecto de controle de tráfego aéreo e infra-estrutura), portanto, eu, como bom brasileiro, jamais recomendaria a um aviador forasteiro chegar ao nosso país com as calças nas mãos, a não ser que ele tenha um mínimo de experiência para administrar as crônicas dificuldades que persistem em diversas regiões, das Guianas em diante. Uma coisa é fazer JFK-LAX e alternar Long Beach, logo ali do lado. Outra é fazer MIA-SSA e alternar REC, que fica a 60 minutos de distância, que para uso como alternativa é uma eternidade.

Quanto a pousar em MAO, não entendo como você acha que é uma opção melhor, pois aumenta o percurso em pelo menos 400 milhas, porque MAO nunca ficou na trajetória entre MIA e SSA.


Meu conhecimento técnico é limitadíssimo pois sou entusiasta e não aviador.

Mas eu n tenho como achar normal uma escala não programada se repetindo semana após semana. Um avião varar a pista é ocasional e claro n vou achar que a pista esteja ruim, mas a partir do momento que toda semana um avião vara a pista eu desconfiaria daquela pista pois n é comum aquilo ocorrer com tanta frequência.

Olha se é ''normal'' essas escalas por que elas so ocorrem nessa rota da AA pro Brasil? Por que n ocorrem em voos como GRU - JFK, GIG - ATL, e mesmo nõ ocorriam quando a Delta voava em REC? Por que so ocorrem com essa rota e esse voo?

E eu não falei que MAO está na rota MIA - SSA o que eu falei é que MAO está a caminho de MIA, diferente de GRU e GIG, que vc faz 3h de caminho totalmente oposto!



#74 Clipper

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Postado 10 de novembro de 2009 - 15:39

Pousar apenas para abastecer não é o que podemos considerar como uma coisa usual, mas é uma opção utilizada quando outras alternativas são inviáveis. Colocar um avião maior, apesar de às vezes possuir mais autonomia, pode ser uma solução no ponto de vista do passageiro, mesmo com ocupação parcial, mas é geralmente uma péssima escolha para qualquer empresa, ainda mais se for um recurso subutilizado de forma continua ou com certa freqüência. E o que pode estar acontecendo nessa rota e com o B757, é o que tem sido levantado em alguns cenários prováveis. Quem sabe existem outras razões que desconhecemos.

Se não ocorre o mesmo nas outras viagens citadas, é porque os aviões utilizados possuem muito mais capacidade de abastecimento, e se usando a técnica de redespacho, a aeronave está passando no ponto de reclearance pelo menos com o mínimo de combustível necessário para continuar o trecho, o que geralmente ocorre se o planejamento coincidir com as reais condições enfrentadas durante o vôo.

Abs e muito sol na bela JP.

#75 Wind Sand and Stars

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Postado 10 de novembro de 2009 - 16:08

Alguns fatos a serem observados:

- A AA não possui B757-300

- Os 757-200 que ela usa tem 3 MTOW diferentes 108.8, 113.8 e 115.6t. Todos que vieram da TWA são da versão com 115.6t.

- Um voo KMIA-SBSV se feito hoje, com um 757-2 com MTOW de 115.6t, considerando ventos e temperaturas atuais, precisaria de umas 35t de combustível na decolagem em KMIA, levando em conta o trip fuel, mais o alternado e as reservas regulamentares. O payload resultante seria de aprox. 20.0t Esses dados todos valem para hoje, no caso, com vento médio de 10kt de cauda.

- Usando pesos médios, chega-se a conclusão de que o numero máximo de passageiros a bordo seria de 200 pax (já contando a bagagem) e zero carga. Como a configuração do avião é de 22F146Y (ou 168 pax) chegamos a conclusão que teriamos ainda um disponível para carga de 3.200kg.

O abastecimento máximo do 757-2 é de 49.800kg, ou seja, do ponto de vista de abastecimento, o voo exemplo acima não estaria numa situação crítica de combustível, porém 10kt de cauda não é extamente muito e se o vento fosse de proa, com a mesma intensidade, as folgas seriam menores.

Estariam os ventos desfavoráveis nos últimos dias? Ou por qualquer motivo alguem comeu bola e escalou aviões de menor MTOW para o vôo? Haveria uma pane que eventualmente afetasse o altitude capability do avião? Os pesos que passei são estruturais, teria havido alguma restrição de performace por conta de algum NOTAM fechando as pistas longas em KMIA? Ou questões de meteorologia?

(In)felizmente planejamento de vôo para etapas longas não é uma ciência exata e posso afirmar com segurança que cada vôo é um vôo e as váriaveis são praticamente infinitas.

Sendo assim, antes de apedrejar a empresa x ou y, é importante ter um pouco de bom senso e observar o que está se passando, ou o que se passou, para depois fazer algum comentário. E mais importante, o relato de pessoas, dados no calor do momento ou imediatamente após o mesmo, sob stress, não podem ser levados em consideração, principalmente devido a mania que algumas pessoas tem, infelizmente, de se colocar sempre na situação de vitima, de coitadinho do terceiro-mundo que foi desreipeitado pela gigante yankee, quando, na verdade, as coisas não são bem assim...

Disclaimer: os dados acima foram calculados levando em conta um 757-200 genérico, sem winglets, e com a mesma motorização dos daqueles da AA. Eventuais diferenças podem acontecer pois não sei o DOW real dos aviões da empresa envolvida nem o real fuel policy da mesma. Foi usado o fuel policy padrão para FAR 121.

Editado por Wind Sand and Stars, 10 de novembro de 2009 - 16:12 .


#76 benitorbp

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Postado 10 de novembro de 2009 - 16:09

Sabe o que eu acho mais engraçado em tópicos como este, vários membros procuram dar justificativas a algumas atitudes das empresas aéreas que nem elas mesmo adotam.
Acho super interesssante ler os argumentos porque assim aprendemos um pouco da técnica.
Mas, por mais técnico que seja, qualquer representante da AA no Brasil vai dizer que estas escalas técnicas não são normais e que se tratou de um caso pontual ou de um problema que será resolvido. A própria AA jamais usaria o tipo de justificativa lançada aqui no Forum, para o leigo (que é quem paga passagem e mantem os aviões voando) soa quase ofensivo creditar a falta de conhecimento dele, a anormalidade da operação.
A AA vende REC-MIA direto, e é isso que ela quer oferecer, ela sabe que é extremamente prejudicial para a imagem dela perante os seus consumidores se tiver de fazer escalas em SJU rotineiramente, e para o pax que comprou REC-MIA, pouco importa se é escala técnica ou escala normal, o que importa é que o voo atrasou. Por mais que ela tenha razão técnica o que vale é a lógica comercial de quem nao entende nada de técnica.
Uma empresa aérea que não mantem a regulariedade e que seus voos são constantementes sujeitos a escalas não programadas, perde a credibilidade junto a demanda, ainda mais em se tratando de um voo que tem como maior diferencial o fato de ser direto. Para quem mora no NE a comparação com o eixo RIO-SAO é quase que natural, a empresa passa sim uma imagem de que REC é um mercado secundário relegado pela empresa.
Para 98% dos passageiros, pouco importa qual o tipo de avião, qual a autonomia e se o vento é a favor ou contra, ele só quer saber se a empresa cumpriu o papel dela, o que no caso não vem acontecendo.
Me parece óbvio que a AA sabendo de tudo não deve arrastar esta operação desta maneira, e das duas uma, ou deve tentar solucionar o problema, se ele existir, reconhecendo que houve um erro de planejamento (as vezes aqui no CR parece que é pecado capital dizer que empresa aérea pode errar, como se elas nunca cometessem equivocos) ou então creditar as ocorrências a eventualidades pontuais e esperar que a operação se normalize naturalmente.

Abraços.


#77 Stratocruiser

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Postado 10 de novembro de 2009 - 16:26

É o que penso, Benito. Se a empresa coloca na internet, oferece para agentes de viagens e para os clientes em geral um voo direto, ele tem que ser direto, sempre. Uma situação anormal pode acontecer, talvez, uma vez por ano ou a cada dois anos. Mas não se justifica pela frota heterogênea ou dados técnicos do avião fazer paradas quase de rotina. Se a AA não tem avião, ou não ofereça o voo, ou anuncie que o voo tem escalas (o que já é uma vantagem para quem de outra forma teria que ir para o sudeste fazer uma conexão).

Seria muito fácil a pequena NHT oferecer voos diretos Porto Alegre-Manaus, mas logo após nivelar, saindo de POA, o comandante informar que serão necessárias 3 paradas imprevistas, técnicas, para reabastecimento. E repetir isso diariamente.

Em qualquer caso, gostei de ver os dados que o WSS passou. Mostram que gerenciar uma frota grande e heterogênea é algo bastante complexo.

#78 Clipper

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Postado 11 de novembro de 2009 - 05:27

QUOTE
Me parece óbvio que a AA sabendo de tudo não deve arrastar esta operação desta maneira, e das duas uma, ou deve tentar solucionar o problema, se ele existir, reconhecendo que houve um erro de planejamento ... ou então creditar as ocorrências a eventualidades pontuais e esperar que a operação se normalize naturalmente.


Considerando que tudo que foi discutido até agora faz algum sentido ou seja de fato pertinente com a realidade dos acontecimentos e ações, pergunto:

Mas o quê a AA anda fazendo nessas eventualidades, não tem avisado os passageiros da necessidade de uma escala em SJU antes da saída do vôo em MIA? Não foi isso que ocorreu e que ocasionou o tema desse tópico? Ou os causos estão aumentando e surgindo fatos adicionais, como o comandante avisando, somente durante o vôo, da necessidade de uma escala intermediária?

Não defendo companhia A ou B, porque também sou usuário do sistema e vejo que muito do que era bom se perdeu e muitas coisas precisam melhorar, portanto, também sou afetado, inclusive na própria AA, quando ela tirou um B763 lotado em cima da hora da rota LAX-DFW e socou o que pode num B757, mas precisamos compreender que a partir do momento que certas condições dinâmicas de última hora (técnicas ou meteorológicas ou ambas) impossibilitam a operação, uma empresa aérea não tem o direito, mas, sim, a obrigação de encontrar uma solução para, em primeiríssimo lugar, viabilizar o vôo considerando a segurança de todos. E é claro que isso poderá trazer inconvenientes, mas uma administração seria muito imbecil se usasse de algum artifício de forma proposital que fosse um tiro no próprio pé (como preconceito, como foi sugerido em determinada parte desse tópico).

Estão sendo levantadas questões quanto à seriedade e idoneidade de uma companhia aérea, que não sou fã como usuário, principalmente pelo mau humor de alguns funcionários, mas que não é nem de longe como muitas que existem por aí, pelo menos na parte operacional, e isso faz uma enorme diferença. Como muitos salientam, ela, a AA, é a maior prejudicada, quer seja pela imagem junto ao público, quer seja por gastos adicionais numa linha que é possivelmente inconstante, e certamente ela sabe disso. Portanto, todo esse imbróglio acarreta algum benefício à AA? Mas é claro que não.

Pelo que vejo, muitos preferem ir ao sudeste, com todos os transtornos que isso acarreta, somente para não aceitar o que não existe nos vôos para o Rio ou São Paulo. Não tenho dúvida que o departamento comercial e tudo que vem na seqüência, como marketing, atendimento ao cliente, check-in, vendas e reservas sabem desse inconveniente, e devem ficar malucos com isso. Sendo assim, suponho que as metralhadoras andam direcionadas para a Engenharia de Operações ou na testa de eventuais pilotos precavidos quanto ao serviço que são designados, ainda mais quando alguns comandantes andam achando mais salutar pedir um adicional de combustível, condição que faz parte dos seus direitos, em determinados dias, e conseqüentemente alguém ou alguma coisa deve descer.

A respeito de falta de certas explicações mais abrangentes, principalmente operacionais, jamais vi em todos os meus anos de aviação uma empresa sequer falar sobre alguns assuntos de ordem interna, que muitos usuários se sentem no direito de saber, mas, no final, nem sabem o que significam, muito menos se isso é um transtorno eventual ou falta de planejamento, como se empresas aéreas sérias tivessem predisposição para ficar perdendo clientes e, principalmente, dinheiro. Por sinal, considerando que o vôo saia no horário, qual é o tamanho do atraso em SSA?

Caro WS & Stars, um detalhe complementar à sua ótima colocação:
Esses B757 não são novos, portanto, seria necessário adicionar mais um fator, que é o APD (aircraft performance degradation), e não seria surpresa constatar que esses aviões já estivessem apresentando pelo menos um percentual, que não aparece no anúncio da Boeing descrevendo o que ele é capaz de fazer (em teoria).

Apenas uma correção:
Os B757 da AA possuem duas configurações internas, uma com 22 C e 166 Y, e a outra, que é utilizada nessa rota, com 16 assentos Recaro lie flat-seats na C e 166 na Y.

#79 Stratocruiser

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Postado 11 de novembro de 2009 - 11:42

Airframe, lendo suas explicações, fica cristalinamente claro os possíveis motivos para a parada, e é sim possível entender o motivo por se manter 757 na rota, nas circunstâncias atuais. O que ainda assim cria insatisfação com a companhia é o fato de o passageiro não ser avisado antes de as portas estarem fechadas. Da mesma forma que, ao comprar um bilhete, recebemos um texto padrão com regras tarifárias, sobre o que pode e o que não pode, seria muito fácil implementar no site da companhia um pequeno asterisco no local onde diz "nonstop" informando que, a depender de peso e condições climáticas nesta rota, é possível que seja feita sim uma parada técnica.

Fico imaginando aquele passageiro que chega ao destino correndo para não perder seu compromisso, seu outro voo. Quando há atrasos, sempre nos conformamos por considerá-los inevitáveis. Mas aqui está um claro caso em que, se não é possível evitar a parada, certamente teria sido possível precaver o usuário sobre essa possibilidade, para que o mesmo organizasse seus compromissos no destino. Nada disso é feito apenas porque, sabe se lá, alguém na companhia achou que avisar sobre uma parada por razões climáticas poderia ser prejudicial em termos de marketing, ou porque ninguém no setor de TI gosta de ver voos fora do padrão, porque daria mais trabalho gerenciar o sistema. O marketing está feito agora, com manchetes nos jornais como a que abriu este tópico.





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