Aeroporto Santos Dumont sem pista, por excesso de chuvas. Desde às 18 horas esperando a TAM definir o que fazer, se enviar os passageiros para o Galeão ou aguardar a pista ter condições.
O grande comandante Rolim revirando no túmulo com a falta de expediente da companhia.
Na parte de dentro, Santos Dumont é um cáos. Na única lanchonete interna forma-se filaquilométrica porque o campeão que conseguiu a concessão mantém apenas um caixa e dois funcionários de balcão.
O serviço de som é incompreensível. Rigorosamente impossível saber o que vozes meio masculinas meio femininas dizem. Como é possível um aeroporto recem-reformado ter um sistema de som desses.
Em cada portão de embarque, duas telas de plasma destinadas exclusivamente a veicular anúncios, jamais informações sobre o vôo.
Nem sei a que horas chego em São Paulo, se chegar hoje.
Mas me permito duas conclusões óbvias:
1. Falta de competição é uma porcaria.
2. A Infraero é outra.
PS – A porcaria da TAM acaba de avisar que não tem ônibus (após cinco horas). Cada um que se vire com um táxi.
PS – Vamos todos para o Galeão. Até que as vítimas estavam bem humoradas. Mas quase termina em tumulto por culpa de um comandante despreparado.
Depois de todos no avião, uma hora e meia para embarcar. Confusões da TAM pós-Rolim, bagagens extraviadas, bagagens colocadas por engano no avião. E o comandante enrolando, sustentando que o vôo sairia em dez minutos, que só aguardava a liberação. E o bagageiro sendo aberto, sendo fechado, enquanto o comandante mentia.
Cortou a alimentação, alegando que demoraria para ser entregue. Mas esperamos uma hora e meia dentro do avião, tempo mais que suficiente para o lanche chegar. Depois, prometeu um vaucher para o lanche, que não foi entregue.
Finalmente um passageiro – apresentador da Globo – deu o ultimato, para que parasse de enrolar e dissesse claramente, sem mentir, em quanto tempo o avião sairia. O comandante pegou do microfone para dizer que o bagageiro tinha sido aberto mas ele ordenara que fosse fechado para o avião embarcar – como se não coubesse ao comandante o comando do avião, inclusive o de ordenar a abertura de bagageiro.
Para sorte do comandante, o fim da paciência dos passageiros bateu com a decolagem. Por pouco, o amadorismo de um comandante não provocou um motim a bordo.
O desrespeito dessas companhias pelos passageiros é típico de quem não sofre nenhuma espécie de pressão dos órgãos reguladores.




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