Até onde eu saiba eles n estão proibindo as Brasileiras de voar pra Argentina, eles só n vão dar slots as brasileiras no AEP, p q assim como CGH o aeroporto já é completamente ocupado...
Sim, mas o acordo bilateral é feito para dar oportunidades iguais para os dois lados. Um vez estabelecido, as oportunidades podem ficar assimétricas como resultado da força do mercado. CGH lotou pela força do mercado, não é o governo que está impedindo a entrada de nova concorrência. O governo argentino está mudando as regras do jogo, no entanto, para isso ele tem de verificar se isso não vai gerar assimetrias. Se um novo aeroporto estivesse sendo aberto, todas as companhias teriam oportunidade de pleitear um lugar, porém um aeroporto cheio está sendo aberto. Se CGH voltasse a ser internacional hoje, mas não fosse dada oportunidade para empresas de outros países operarem nele, isso também seria assimétrico e condenável.
Quer dizer que, se a TAM decidir voar pro Japão, eles vão ser obrigados a dar Slots em NRT? Slots que a Emirates sofreu tempos e tempos pra conseguir?
Não sei de quando é o acordo bilateral entre o Japão e os EAU, porém vou colocar aqui as duas situações possíveis aqui:
Se ele é anterior à lotação de NRT, companhias dos EAU não têm slots, porque não pediram após a assinatura, ou seja, as forças do mercado bloquearam uma entrada tardia no mercado.
Se ele é posterior à lotação de NRT, a condição do aeroporto já era conhecida, portanto a assinatura foi feita diante de restrições já pré-existentes. Assinaram porque quiseram.
Uma coisa n tem nada a ver com a outra... Vou usar as mesmas palavras que alguns usavam aqui... A Aerolíneas opera no AEP a décadas e décadas, aí a TAM e a GOL querem chegar e ja ir conseguindo espaços para operar em ''igualdade'', chega atrasado e ainda quer sentar na janela.... Esperem até vagas Slot no AEP pra poder colocar Frequencias pra lá!
Você não vê que se trata de uma questão nacional, não comercial das empresas? A defesa aqui é do emprego dos brasileiros e do Tesouro Nacional. Isso tudo vai muito além de TAM e Gol.
Se são tão a favor a IGUALDADE DE TRATAMENTO por que n permitem que a ANAC faça uma redistribuição de slots em CGH de maneira mais igualitária como foi feita no SDU?
E tem gente que ainda acredita que na verdade TAM e GOL de fato são as injustiçadas nessa história, são as coitadas... a Mesma coisa do Dupping que a GOL fez pra quebrar a Rico em CZS, e depois viram com mimi de liberdade tarifária que as empresas estrangeiras iriam quebrar as nacionais...
O mercado brasileiro doméstico é já estabelecido, e todos os que desejam entrar na concorrência têm de começar do zero e ocupar o espaço disponível, não desalojando concorrentes por canetada. Você quer criar uma instabilidade regulatória na qual as empresas seriam aversas a investimentos, porque poderiam ver seu mercado entregue à concorrência no dia seguinte. Aliás, por que os empregos dos funcionários das estabelecidas valem menos que os das novatas?
O princípio do equilíbrio do acordo bilateral é manter exatamente isso, o emprego de um argentino não vale mais que o de um brasileiro e vice e versa.
O governo argentino tem total soberania para definir quais aeroportos argentinos serão internacionais ou não. O acordo bilateral Brasil-Argentina não estabelece nenhuma restrição para vôos entre o Brasil e AEP. Quem determinou que o aeroporto só operaria vôos internacionais para o Uruguai foi o governo argentino e agora está querendo liberar vôos internacionais para outros países. Por que o governo argentino não pode fazer isso?
Ele pode definir o uso de seus aeroportos da forma que quiser, porém isso não pode afetar a igualdade de oportunidades para os dois lados. Se AEP tivesse sido sempre aberto, mas não tivesse tido interesse até hoje por parte das brasileiras, não seria legítimo esse pedido agora. No entanto, o acordo bilateral foi assinado com a restrição de AEP a voos domésticos. Ele se encheu com companhias argentinas somente porque ele era restrito, não porque somente elas quiseram nele operar.
Tal medida só poderia ser questionada pelas nossas autoridades diplomáticas se, uma vez havendo a liberação de mais vôos internacionais no AEP, houvesse um claro veto político ao estabelecimento de companhias brasileiras no aeroporto. Se as restrições existentes para a operação das nossas companhias no AEP remetem à infra-estrutura limitada do aeroporto, não há o que questionar.
Sim, o Itamaraty tem de participar, porém a ausência de companhias brasileiras em AEP hoje se deve ao veto delas no passado, portanto, para que haja voos para o Brasil de lá, companhias brasileiras tem de gozar de direitos iguais ou que, pelo menos, sejam vistos como satisfatórios pelo governo brasileiro.
E é aqui que reside a semelhança com CGH. Novas empresas não entram em CGH porque todos os espaços estão ocupados e não porque são politicamente impedidas.
As companhias estrangeiras são impedidas. Se um dia reinternacionalizarem o aeroporto, será preciso remediar essa falta.