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[LEILÃO] Safety Cards

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Decreto impõe metas para atendimento, filas e bagagens


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#1 Galeão-Cumbica

    Vulgo GIG-GRU

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Postado 30 de janeiro de 2010 - 03:55

Decreto do governo impõe metas para atendimento, filas e bagagens nos aeroportos do país
Publicada em 29/01/2010 às 23h55m | O Globo

BRASÍLIA - Pouco mais de três anos após o país ter enfrentado o caos aéreo, com os usuários sofrendo transtornos pela falta de organização, o governo decidiu determinar padrões mínimos de qualidade de atendimento nos aeroportos. Um decreto enviado pelo Ministério da Defesa à Casa Civil, a ser assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do carnaval, vai fixar o tempo máximo que a companhia aérea terá para fazer o check-in do passageiro a partir do momento que ele chegar ao balcão, para a devolução da bagagem e para as filas de controles de Polícia Federal (PF), Receita Federal e Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o que mostra matéria de Geralda Doca, publicado neste sábado, no GLOBO.

O decreto dará à Infraero poderes de coordenação sobre a prestação de serviços dos vários órgãos públicos que convivem nos aeroportos. Atualmente, cada órgão trabalha isoladamente e quando acontece um problema a responsabilidade não é de ninguém.

Esse posto será ocupado pelos próprios superintendentes dos aeroportos, que poderão cobrar dos demais órgãos um padrão na formação de filas ou uma melhor distribuição dos agentes entre os terminais, conforme o movimento em diferentes horários.

Com sete artigos, o texto do documento estabelece que a harmonização dos órgãos que atuam no aeroporto é essencial para prestar um serviço adequado aos usuários. O governo chegou a pensar em criar a figura da autoridade aeroportuária, mas concluiu que o termo poderia gerar ainda mais conflitos entre os órgãos - que poderiam achar que estavam sofrendo ingerência. O grupo que participou da elaboração do decreto considerou que o termo coordenação seria mais palatável e compreendido pelos órgãos.

Anac vai determinar índices de qualidade

A Receita Federal, explica um técnico que participou da elaboração do texto do decreto, continuará soberana para definir que bagagem deve ser aberta para vistoria. Mas o coordenador aeroportuário poderá cobrar que a vistoria obedeça a um padrão de tempo ou que sejam postos mais agentes e equipamentos para esse trabalho.

Os critérios de qualidade serão estabelecidos em todas as áreas do aeroporto. No caso dos balcões de check-in das companhias aéreas, exemplifica o técnico, os padrões internacionais apontam que o atendimento, após iniciado aos passageiros, deve ser feito em um minuto e meio. No Brasil, não existe parâmetro e, numa medição informal, constatou-se casos de empresas que levam até quatro minutos.

Infraero poderá exigir atendentes

Com a prerrogativa, a Infraero poderá, por exemplo, exigir mais atendentes nos guichês; poderá também utilizar espaços ociosos reservados aos órgãos que atuam nos aeroportos, bem como das companhias aéreas. Terá liberdade, neste caso, para abrir espaços em áreas vazias das empresas, nos balcões de check-in, quando houver fila na concorrente.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/...s-915745951.asp

#2 Galeão-Cumbica

    Vulgo GIG-GRU

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Postado 30 de janeiro de 2010 - 04:40

As partes marcadas são por minha conta.

Eu não canso de dizer que NADA na aviação é exato. Tudo é relativo e o tempo de atendimento no check-in não escapa disso. Qualquer cliente normal, com documentação certa, bagagem padrão (nada de caixas, frágeis em geral, sacolas plásticas, etc.) e, pelo lado da companhia, com a reserva redonda, incluindo assento marcado, voo sem overbooking e sistema full operacional sem lentidões e quedas e considerando que o funcionário não está em treinamento, consegue fazer o check-in em até menos que o padrão de 1 minuto e meio. Mas não é assim que funciona e quem conhece a linha de frente sabe que a banda toca em tons variados a cada novo cliente. O decreto até pode mandar alguma coisa, mas, muito sinceramente, vai servir pra alguns baterem boca sobre meio minuto a mais que se passou e pra outros tentarem fazer renda na justiça.

Outro ponto é dar à Infraero "poderes" sobre órgãos atuantes no aeroporto. Alguém consegue imaginar qualquer funcionário da Infraero, do encarregado de segurança ao presidente, dando pitacos à Polícia Federal sobre como eles devem ou não organizar uma fila? Ou até onde uma inspeção da Anvisa ou Vigiagro deve ser rigorosa? Até que seria muitíssimo útil em alguns momentos, mas é quase utópico. A reportagem diz bem que "quando acontece um problema, a responsabilidade não é de ninguém". E acredito que assim continuará. A Infraero argumentando que fez a parte dela ao cobrar eficiência e os órgãos alegando cumprir procedimentos indispensáveis de segurança e saúde.

Agora a parte que eu acho que vai funcionar perfeitamente: com as empresas aéreas. São as que pagam mais caro pra operar num aeroporto e as que mais "sofrem" com a contradição que é a Infraero: a estrutura é ruim e limita seu trabalho, mas eles querem agilidade em tudo. A esteira de bagagens dá problema, o sistema de som falha, o finger empaca, os ônibus da remota tem regras estúpidas, etc. Um outro exemplo clássico que deveria ser de responsabilidade da Infraero e que ela vai passar a bola pras empresas: conferir documentação na entrada da sala de embarque. Oras, a Infraero é a responsável por controlar o acesso às áreas restritas e a sala de embarque é uma dessas áreas. Você sem credencial não entra. Se entrar e lá dentro esconder ou perder a credencial, em pouco tempo uma câmera te flagra e um segurança vai atrás cobrando a "ostentação permanente da credencial" ou a sua retirada da sala de embarque. Logo, sob a alegação de "segurança no acesso às áreas restritas", quem deveria controlar o "cara-crachá" dos passageiros é a mesma Infraero, que é exclusivamente responsável pelo acesso.

Com as empresas aéreas vai ser simples o trabalho da Infraero. Tem fila grande? Autua a empresa. Demorou no atendimento? Autua a empresa. Eles tem uma mania de falta de raciocínio lógico. Você tem, supondo, 30 balcões de check-in e 30 funcionários sentados atendendo. A fila cresce e logo logo aparece um "May I Help You?" da Infraero pedindo pra botar mais gente pra atender. Me diz ONDE, seu Murilo?

E, por último, a Green Ball tem quase zero de fila e, conseqüentemente, menos quantitativo de funcionários nos balcões. Enquanto isso, a Oceano Aéreo tá bombando, com todos os balcões ocupados e mesmo assim a fila continua grande. A Infraero tropeça naquele erro de raciocínio que escrevi e, sem solução, ordena que mais funcionários da Oceano Aéreo se sentem nos balcões vazios da Green Ball e comecem a puxar fila. Tá... E o sistema, dona Dilma? Faz tudo manual e só piora o problema da lentidão? E as esteiras de bagagens? Todo o pessoal de rampa tá lá na esteira 1 batendo bagagem da Oceano e a senhora manda despachar agora lá na esteira 6, que é da Green Ball? Cobriu os joelhos do check-in mas deixou a bunda da rampa de fora, seu Jobim?

Eu tenho um conceito de que o Brasil é um país lindo demais no papel. Decretos, regras pra uma cacetada de coisas, os projetos da saúde, as promessas da educação, a implantação das UPA e das UPP no Rio de Janeiro, os números dos projetos sociais que (pra mim) só perpetuam a pobreza, as notícias de valorização do Real, entre várias outras coisas que o sono me faz esquecer. Enfim, a sinopse do filme é muito bonita e dá até vontade de pagar pra ver. Mas aqui, na prática, se o Bonequinho do Globo visse o filme, publicaria no Segundo Caderno sua caricatura "dormindo" ou "indo embora da sala".

Por favor, tentem opinar e comentar sem as velhas ladainhas de "Infrazero", "só acredito vendo" e briguinhas de PT x PSDB.

#3 crazu4

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Postado 30 de janeiro de 2010 - 20:08

Sinceramente, achei meio patético. SE isso de fato fosse funcionar como deveria, seria maravilhoso para o passageiro. No entanto, isso vai contra qualquer lei econômica possível. Se um dos players do mercado não é eficiente suficiente, o óbvio é que ele acabe saindo do mercado. E, é claro que isso se aplica às cias aéreas, vejam a Varig por exemplo...Então, porque controlar algo que a dita 'mão invisível' já controla? E, caso isso ocorra mesmo, tomara que seja do modo correto. thumbsup.gif

Não sei se fui bem claro... unsure.gif

#4 Landing

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Postado 30 de janeiro de 2010 - 20:09

Pedir para a infrazero fiscalizar os outros é o mesmo que pedir para elefante tomar conta de uma loja de cristais!

#5 Airbus-FA

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Postado 30 de janeiro de 2010 - 20:27

A Infraero oferce serviços e estrutura patéticos, e agora vai coordenar tudo??? é para rir???
Além do mais, a Infraero já é uma empresa despadronizada, cada aeroporto possui normas e regras diferentes, imagina agora.

#6 Spetsnaz

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Postado 31 de janeiro de 2010 - 17:18

Só um comentário...

HA HA HA...



#7 Omykron

    Coisa Ruim

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Postado 01 de fevereiro de 2010 - 01:58

QUOTE
pelo lado da companhia, com a reserva redonda, incluindo assento marcado, voo sem overbooking e sistema full operacional sem lentidões e quedas e considerando que o funcionário não está em treinamento, consegue fazer o check-in em até menos que o padrão de 1 minuto e meio

no doméstico sim. no internacional, não. Mas não mesmo.
O funcionário do check-in tem de verificar novamente o passaporte, verificar se tem visto, saber se o país de destino e conexões cobram visto para transito ou são TWOV. Tudo isso demanda tempo. ai libera a documentação do boneco, isso quando não é menor de idade, que os país chegam no check-in e pimba. Passaporte novo e sem filiação. ai lá vai o pai procurar o rg/certidão do filho. aquele mundo de papel de auth de viagem de menor... geez. quero só ver.

como diria o cap. nascimento:
VAI DAR MERDA...

#8 E.P.M.

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Postado 01 de fevereiro de 2010 - 06:59

Eu fácil colocar a culpa da falta de infraestrutura nas empresas aéreas e exigir delas uma exelência de serviço.
Por outro lado, a grande dúvida dos dirigentes governamentais que não dominam o mercado é se o problema é a falta de infraestrutura própriamente dita ou se a falta de organização das empresas aéreas é de fato o principal motivo de atrasos.

#9 Stelios the Greek

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Postado 01 de fevereiro de 2010 - 09:47

imagine fazer isso no balcão das americanas? hahahahah 1min e meio pra atender?

e quando alguem tem excesso de bagagem?


1min e meio vale para uma familia de 5pessoas q vão viajar juntos? sendo 10 bagagens no total?

#10 Galeão-Cumbica

    Vulgo GIG-GRU

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Postado 01 de fevereiro de 2010 - 13:52

Bem como eu disse: tudo é relativo, nada é exato. Não dá pra impor limites exatos de tempo se cada atendimento varia entre uma minissérie e um longa metragem.

#11 MulekeMinduim

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Postado 01 de fevereiro de 2010 - 14:41

QUOTE(Emanuel Mosci @ Feb 1 2010, 07:59 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Eu fácil colocar a culpa da falta de infraestrutura nas empresas aéreas e exigir delas uma exelência de serviço.
Por outro lado, a grande dúvida dos dirigentes governamentais que não dominam o mercado é se o problema é a falta de infraestrutura própriamente dita ou se a falta de organização das empresas aéreas é de fato o principal motivo de atrasos.


Não creio que tais dirigentes (???) não saibam disso.
Arriscaria a dizer que têm certeza, mas não assumem a culpa.

Solução???
(Pensando nas autuações mencionadas pelo amigo AeroportoInternacionaldaIlhadoGovernador/GRU...)

Ou as cias apresentam os defeitos em um documento público (e expõem as falhas existentes) ou ameaçam parar as atividades até que providências sejam tomadas.


Tá bom... Viajei... suicide_anim.gif


Abraços;
Minduim
thumbsup.gif





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