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[LEILÃO] Safety Cards

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"O motor do turismo é a classe média, não a Copa"


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#1 boulosandre

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Postado 30 de janeiro de 2010 - 20:28

O setor do turismo vive um momento de glória, com o crescimento de 15% no ano passado e uma expansão semelhante prevista para este ano. A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo, em 2014, e da Olimpíada, em 2016, deve atrair milhões de turistas estrangeiros durante os eventos e nos anos seguintes. Mas o grande mercado, na avaliação do ministro do Turismo, Luiz Eduardo Barretto Filho, está dentro do Brasil e nos países vizinhos. Ele ainda vê muitas oportunidades de negócios com a nova classe média, que passou a viajar e engrossar o mercado de turismo local. "O governo vai fazer os investimentos em infraestrutura, e o setor privado vai aproveitar as oportunidades. O turismo representa apenas 2,6% do PIB. Podemos crescer bastante", afirmou Barretto Filho à DINHEIRO. O setor hoteleiro já está se mexendo: estão em andamento investimentos da ordem de R$ 10,9 bilhões para a construção de 230 novos hotéis no País. Confira, a seguir, a entrevista.

DINHEIRO - O Brasil bateu no ano passado o recorde de passageiros em voos domésticos, com 50,5 milhões até novembro. Não houve crise nesse setor?

LUIZ EDUARDO BARRETTO FILHO - Tivemos um crescimento em torno de 15% em 2009. Isso mostra uma imensa vitalidade do setor, especialmente no mercado interno. Aconteceu no turismo o mesmo que em outros setores da economia: o mercado interno salvou o ano. Numa economia que cresce menos de 1%, ter um setor que cresceu 15% mostra um grande potencial. Com Copa e Olimpíada isso só tende a crescer no longo prazo. Em outros países, o turismo aumentou 15% no ano seguinte ao evento.

DINHEIRO - E qual a expectativa para este ano?

BARRETTO FILHO - Manter este crescimento. Estamos consolidando o mercado de consumo de massas no turismo também. Há pesquisas que mostram um crescimento de 83% no número de pessoas que estão viajando pelo Brasil. Em 2007, 32% dos pesquisados haviam feito pelo menos uma viagem nos últimos dois anos. Em 2009 este número havia subido para 58%. A nova classe média que surgiu nos últimos anos passou a consumir também turismo. O grande desafio do setor é ter produtos para este novo consumidor. Quem se preparar para isto vai ter vantagens muito fortes.

DINHEIRO - O novo consumidor demanda um produto diferente?

BARRETTO FILHO - É preciso fazer mais pesquisas de hábitos culturais, mas é evidente que este turista busca preço, pacotes econômicos, demanda mais serviço. Como não é um viajante experiente, ele necessita de agente de viagens, de roteiros integrados. Existe um campo enorme para esta nova classe média. Sem desprezar o viajante tradicional, que continua viajando e com renda maior deve viajar ainda mais. De maneira geral, o turismo brasileiro melhorou muito. Houve muitos investimentos em infraestrutura turística. Desde 2003, foram cerca de R$ 5 bilhões de investimentos. Estou muito otimista. Melhorou muito também a imagem do Brasil. É muito difícil o turismo ir bem se a imagem do país não está boa. Hoje nós temos um grande garoto-propaganda, que é o presidente Lula. É forte a imagem do Brasil e o turismo só tem a ganhar com isso.



DINHEIRO - O que está puxando o setor? Viagens de lazer ou de negócios?

BARRETTO FILHO - Os dois. O Brasil está se consolidando no segmento de negócios, é hoje o grande hub da América Latina. Qualquer empresa do mundo que queira trabalhar o mercado latino-americano sabe que o Brasil é a porta de entrada. O Brasil é o hoje o sétimo país em turismo de eventos. São Paulo é a 12ª cidade do mundo, à frente de Nova York. O aumento dos investimentos vai significar também um aumento do turismo de lazer. Não é só o segmento sol e praia, que é o carrochefe. Temos crescido no ecoturismo, na região amazônica. O turismo esportivo também está crescendo e deve crescer muito nos próximos anos por causa da Olimpíada. O segmento de luxo é um segmento importante.

DINHEIRO - Qual é o volume de investimentos esperado para os próximos anos em função da Copa e da Olimpíada?

BARRETTO FILHO - Há R$ 10,9 bilhões em projetos privados que já começaram e que vão resultar em 230 novos hotéis em todo o País até 2015. Todas as grandes redes estrangeiras estão investindo no Brasil. A Accor, por exemplo, está investindo muito. A perspectiva é ter 30 novos hotéis Ibis nos próximos anos. Tem o grupo Meliá, os portugueses com o grupo Pestana e o Vila Galé. Há ainda negociações em andamento com os americanos, Hilton e Sheraton. Há grandes perspectivas não só para a área de lazer como para a área de business, em que São Paulo é a porta de entrada. O governo vai fazer os investimentos em infraestrutura, e o setor privado vai aproveitar as oportunidades que serão geradas especialmente com a Copa do Mundo e a Olimpíada. O turismo ainda representa uma parcela pequena do PIB, apenas 2,6%. Podemos crescer bastante. É o quinto item na pauta de exportações, quase US$ 6 bilhões. Podemos crescer mais



DINHEIRO - Como?

BARRETTO FILHO - Precisamos aproveitar para interagir mais com a América do Sul. França e Espanha, os dois países que mais recebem turistas no mundo, com 80 milhões e 60 milhões por ano respectivamente, têm mais de 80% de seus visitantes vindos de outros países europeus, por terra. Em todo o mundo, 70% das viagens são de até quatro horas. Por isso, temos que estreitar as nossas relações com a América do Sul e aproveitar o grande mercado interno brasileiro. Poucos países no mundo têm quase 100 milhões de potenciais consumidores. Aumentamos em 20% os recursos da Embratur para fazer campanha no mercado sul-americano. Em 2010, a Embratur terá seu orçamento ampliado em 60%, já com atividades voltadas à Copa do Mundo.

DINHEIRO - O dólar caiu 25% em 2009, o que torna o País mais caro para estrangeiros. Qual é o efeito no turismo?

BARRETTO FILHO - O que vale para outras indústrias exportadoras vale também para o turismo: tem que aumentar sua competitividade, sua produtividade. Se o dólar estiver muito baixo torna o produto Brasil caro em relação aos seus concorrentes.

O Caribe e o México ficam mais baratos. No médio prazo, o Brasil tem todas as condições de competitividade. É natural que os brasileiros viajem para fora, é bom isso. Se o Brasil quer ser uma grande potência, também vai ser emissor de turismo. As companhias aéreas internacionais têm aumentado o número de voos para o Brasil e, claro, buscam uma via de mão dupla. Quanto mais competição, quanto mais empresas, mais o preço baixa. No ano passado houve muita competição e o preço caiu. Quem ganha com isso é o consumidor.

Sobre o efeito cambial e a competitividade do setor

DINHEIRO - O turista estrangeiro ainda se assusta com a violência no Brasil?

BARRETTO FILHO - Fizemos uma pesquisa com turistas que estiveram aqui e mais de 90% dizem que querem voltar. Está se consolidando no Exterior uma visão mais diversificada do Brasil. Não é mais aquela visão estereotipada só do País do Carnaval, do Rio de Janeiro. O que queremos reforçar, e que já existe, é uma visão mais ampla: de um País que tem uma Embraer, uma AmBev, uma Petrobras, que disputa mercado, que tem empresas multinacionais. Essa ideia da diversidade cultural também começa a aparecer. Nós já vencemos a ideia do exotismo, que limitava a venda do Brasil lá fora.



DINHEIRO - Já definiram que imagem o Brasil vai projetar para a Copa?

BARRETTO FILHO - Estamos trabalhando nisso. E será nessa linha da diversidade, um país com várias portas de entrada, praia, pantanal, cidades históricas, Rio de Janeiro, São Paulo, e um país com povo muito hospitaleiro. O que precisamos fazer é qualificá-lo melhor

DINHEIRO - No Brasil, pouca gente fala uma língua estrangeira. O que vai ser feito para mudar isso?

BARRETTO FILHO - Precisamos melhorar a qualidade do nosso receptivo e o tema da língua é importante. Já iniciamos um treinamento. Vamos trabalhar com até 310 mil trabalhadores do turismo até 2014 não só com o inglês, mas também com o espanhol e outras qualificações. Bares e restaurantes, receptivo da área cultural, receptivo de feiras, hotelaria, taxistas. É um plano que já começou com 80 mil e vai avançar nos próximos anos. O brasileiro é tão hospitaleiro que, se dermos uma ferramenta de qualificação, ele vai ficar ainda melhor

DINHEIRO - A Copa será em várias cidades, mas a Olimpíada é concentrada no Rio de Janeiro. Vai ter leito suficiente na cidade do Rio para receber os turistas?

BARRETTO FILHO - Vamos ter o Hotel Nacional, que foi leiloado com sucesso. O Méridien deve voltar a funcionar. O Hotel Glória está retomando um grande projeto. Há vários investimentos, a revitalização da área portuária. O BNDES tem uma linha de R$ 1 bilhão para hotelaria, com o melhor juro do mercado e prazo de 20 anos para pagamento. Temos mais R$ 8 bilhões para melhorar o transporte público nessas cidades, com financiamento do BNDES, de até R$ 400 milhões, para cada cidadesede investir nas arenas esportivas. A hotelaria brasileira vai ter condições que nunca teve nos últimos anos a partir dessa nova linha de crédito.

DINHEIRO - Os aeroportos estão preparados para receber esse fluxo ampliado de turistas?

BARRETTO FILHO - Os aeroportos são o nosso maior desafio para 2014. Especialmente em São Paulo e Brasília, que já estão com toda a capacidade ocupada. Já o Galeão ainda tem 50% de ociosidade.

DINHEIRO - E isso vai ser resolvido?

BARRETTO FILHO - Tenho certeza. O ministro (da Justiça) Nelson Jobim tem se empenhado. Nós vencemos este ano um grande desafio, os aeroportos funcionaram



#2 thiago_SJK

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Postado 30 de janeiro de 2010 - 20:39

A Isto É Dinheiro não sabe que o Nelson Jobim é ministro da Defesa?

#3 Aeroporto Brasil

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Postado 31 de janeiro de 2010 - 10:14

Interessante a reportagem porque percebe-se que esse governo não pode utilizar a ignorância como desculpa, porque eles tem a exata noção dos problemas que o país atravessa. Vejam só que interessante:

1) O Governo sabe que o caos dos aeroportos é devido ao crescimento do número de passageiros, e que simplesmente não dá para esperar a Copa para ter os terminais concluídos. O que o Governo faz? NADA! Pelo contrário, fortalece uma estatal reconhecidamente corrupta e ineficiente.
2) O Governo sabe que São Paulo se consolidou como um dos mais importantes destinos de turismo de negócios do mundo. O que eles fazem? NADA! Muito pelo contrário, parece que o Governo tem constantemente se esforçado para minar as vantagens de São Paulo como uma cidade alfa para pessoas a negócios. Não investe em aeroporto, não investe na mobilidade urbana na cidade, não investe em promoção da cidade e simplesmente chupa insaciavelmente os recursos que a cidade produz.
3) O Governo sabe que não adianta mais promover o Brasil como o país do Carnaval, da praia e do Rio de Janeiro. O que eles fazem? Promovem o carnaval, a praia e o Rio de Janeiro (basta ver a estúpida campanha "Brazil, Sensational" que é veiculada no exterior).

#4 Azmodeus

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Postado 31 de janeiro de 2010 - 11:18

Afirmação estúpida que não devemos mais promover o Rio lá fora. Cada país tem sua cidade símbolo, e no caso do Brasil é o Rio de Janeiro. Isto só vai ser reforçado com a final da copa do mundo e, principalmente, com as Olimpíadas.

Evidentemente, como se trata de um país de dimensões continentais, outros locais também devem ser oportunamente divulgados, mas simplesmente defender que paremos de promover a cidade mais visitada do hemisfério sul não faz qualquer sentido.

#5 Aeroporto Brasil

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Postado 31 de janeiro de 2010 - 11:25

QUOTE(Azmodeus @ Jan 31 2010, 12:18 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Afirmação estúpida que não devemos mais promover o Rio lá fora. Cada país tem sua cidade símbolo, e no caso do Brasil é o Rio de Janeiro. Isto só vai ser reforçado com a final da copa do mundo e, principalmente, com as Olimpíadas.

Evidentemente, como se trata de um país de dimensões continentais, outros locais também devem ser oportunamente divulgados, mas simplesmente defender que paremos de promover a cidade mais visitada do hemisfério sul não faz qualquer sentido.


Quem que falou que não se deve mais promover o Rio?

#6 Azmodeus

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Postado 31 de janeiro de 2010 - 13:29

QUOTE(Aeroporto Brasil @ Jan 31 2010, 11:14 AM) <{POST_SNAPBACK}>
3) O Governo sabe que não adianta mais promover o Brasil como o país do Carnaval, da praia e do Rio de Janeiro. O que eles fazem? Promovem o carnaval, a praia e o Rio de Janeiro (basta ver a estúpida campanha "Brazil, Sensational" que é veiculada no exterior).



#7 Aeroporto Brasil

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Postado 31 de janeiro de 2010 - 13:48

Imagino que deva ser difícil para você entender não?


#8 Azmodeus

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Postado 31 de janeiro de 2010 - 14:44

Bom, se não foi isso que quis dizer, me perdoe. Interpretação de texto definitivamente não é o meu ponto fraco, mas colocar os pensamentos no "papel" aparentemente parece ser o seu.





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