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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Guarulhos: Não cabe mais ninguém


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#1 PR-GGG

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 12:32

O Aeroporto Internacional de São Paulo é o território mais cosmopolita do Brasil. Cerca de 140 mil pessoas – entre passageiros vindos de 144 cidades e 26 países, funcionários e visitantes – circulam diariamente pelo local. Fincado em Cumbica, bairro do município de Guarulhos a 25 quilômetros do centro da capital paulista, o aeroporto é o mais movimentado da América do Sul e o segundo no ranking da América Latina. Só perde para o da Cidade do México. Sete de cada dez viajantes vindos do Exterior ou que voam para fora do Brasil, passam por Cumbica. Os números superlativos, no entanto, revelam uma estrutura superada. Nos horários de pico, o fluxo de gente costuma exceder em mais de 50% a capacidade dos terminais e os passageiros são obrigados a enfrentar cerca de duas horas de fila tanto no check-in quanto no desembarque internacional – enquanto os órgãos internacionais recomendam uma espera de, no máximo, 30 minutos. Nos últimos dias, ISTOÉ esmiuçou o cotidiano da principal porta de entrada e saída do País. Ouviu especialistas, autoridades do governo, funcionários e passageiros. A equipe de reportagem passou 24 horas consecutivas no aeroporto, entre a quarta-feira e a quinta-feira da semana passada. Testemunhou todo tipo de sentimento e reação: ansiedade, emoção, cansaço, descontração, indignação.

“Os serviços prestados em Cumbica são péssimos”, avalia Anderson Correia, diretor da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo. “O conforto e a forma de operação em alguns espaços, como as salas de embarque remotas (em que os passageiros são levados de ônibus às aeronaves) e as de restituição de bagagens, receberiam notas D ou E, segundo critérios internacionais. Estão próximas do colapso.” Viajantes como a paranaense Tatiane Souza, 30 anos, sentem na pele o que essas notas representam. “Foi um absurdo a forma como trataram a minha família”, diz. Por mais de 24 horas, ela tentou embarcar com o marido e os filhos para a Espanha. O calvário começou quando o avião que os trazia de Curitiba não aterrissou em Guarulhos no horário previsto. Quando finalmente a família conseguiu chegar, o embarque para Madri estava encerrado. Juscelino, marido de Eliane, conta que faltavam 25 minutos para o voo decolar, mas os funcionários da TAM não permitiram a entrada dos retardatários.

Juscelino relata que, depois de muita discussão, eles foram levados para um hotel. Passava de 2h e não havia mais vagas. A família só conseguiu se hospedar em outro local, às 4h da manhã. A viagem foi remarcada para a noite seguinte e os aborrecimentos não cessaram. O aeroporto continuava desconfortável, cheio de filas, mal iluminado. Na sala de embarque havia cerca de 200 pessoas, mas apenas 75 cadeiras. Alguns tentavam descansar se recostando nas paredes. Outros esticavam as pernas – ou o corpo todo – sobre os ladrilhos. Antes de deixar o Brasil, os Souza tiveram de esperar mais de três horas sentados no chão frio. Os 45 dias de férias acabaram ali, literalmente, em solo brasileiro.

Filas
Nos períodos de pico, cada funcionário da PF
atende mais de 100 passageiros por hora

A sensação de impotência e descaso que os passageiros experimentam é decorrência do crescimento vertiginoso e desordenado do aeroporto. Desde a inauguração, em 1985, o número de viajantes foi multiplicado por dez e o de pousos e decolagens aumentou quase cinco vezes. Mas os investimentos em infraestrutura foram escassos. O terceiro e o quarto terminais de passageiros, previstos desde a concepção de Cumbica, não saíram do papel até agora. Apenas um deles está em fase de licitação. Se tudo der certo, deve ser inaugurado em 2014, às vésperas da Copa do Mundo. Um estudo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), divulgado recentemente, mostra que a situação de sete dos 12 aeroportos que servirão as cidades-sede da competição é preocupante. O de Brasília, por exemplo, fechou o ano passado com 12,2 milhões de passageiros – movimento 22% superior a sua capacidade. Mesmo que as obras planejadas sejam concluídas no prazo, é provável que sejam insuficientes. “Nosso maior desafio não é a Copa nem a Olimpíada, é atender ao aumento da demanda normal e as pessoas que já estão voando”, afirma Murilo Marques Barboza, presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos.

Um dos principais entraves no Brasil é que os voos estão concentrados em determinados horários, como no início e no fim do dia. Se fossem distribuídos de maneira uniforme, o desconforto seria menor. Na quarta-feira passada, entre 5h e 6h, 1.950 pessoas chegaram do Exterior. Na primeira etapa do desembarque, a imigração, tiveram de passar pela Polícia Federal. Há 18 guichês nos dois terminais. O que significa que cada funcionário teve de atender, em média, 108 passageiros que aterrissaram naquele intervalo. Na outra etapa do desembarque, a da restituição das bagagens, há 12 esteiras. Entre cada uma delas existem 12 metros de espaço. No entorno de cada esteira ficaram amontoados, em média, 162 passageiros com seus carrinhos. Vencida essa fase, considerada por muitos a mais sofrida, ainda é necessário passar pela alfândega. Nove em cada dez passageiros vão para a ala dos que não têm “nada a declarar”. Percorrem, em fila única, com seus carrinhos pesados, um corredor de cerca de dois metros de largura antes de ser liberados. Esse desgaste, no entanto, não ocorre em certos períodos do dia. Entre 2h30 e 5h da quinta-feira, o desembarque internacional ficou vazio – às moscas.



O processo de desembarque, em geral, é ainda mais estressante porque os viajantes passam muitas horas dentro do avião. A professora Marli Roma, 50 anos, aguardava ansiosa a filha adolescente que chegaria do Canadá, depois de 15 horas de voo. “Onde você está?”, perguntava pelo celular. “Minhas malas não chegam, mãe.” Beatriz, 18 anos, levou mais de uma hora para desembarcar. Surgiu esbaforida empurrando um carrinho pesado. Teve de parar no caminho porque esbarrou numa porta estreita e derrubou a bagagem.

Cumbica foi projetado com a intenção de operar no mercado doméstico. Mas rapidamente o governo cedeu às companhias aéreas, que pressionaram para transferir os voos internacionais do Galeão, no Rio de Janeiro, para São Paulo – o centro financeiro do País. As áreas de imigração e alfândega tiveram de ser improvisadas para atender à demanda cada vez maior. A falta de planejamento é evidente. “Para dar maior celeridade, é necessário alterar a logística e o layout do desembarque”, opina Seiken Tasoko, inspetor-adjunto da Receita Federal. Para efeito de comparação: o Aeroporto Internacional Gatwick, em Londres, tem dois terminais e duas pistas de pousos e decolagens – assim como Cumbica – e atende 50% mais passageiros. “A diferença é que, em Gatwick, os terminais e o pátio das aeronaves são mais bem aproveitados e há mais saídas rápidas das pistas”, avalia o comandante Ronaldo Jenkins, diretor do Snea.

Futuro complicado
Os passageiros sofrerão ainda mais
com a Copa do Mundo, em 2014

Mesmo nos trechos nacionais, em que não é preciso passar pelos controles da Polícia e da Receita, os passageiros penam. A empresária Gisele Ribeiro, 22 anos, levou duas horas para fazer o check-in para a capital do Amazonas na noite da quarta-feira. “Nunca peguei uma fila tão grande em toda a minha vida, que inferno”, reclama. Segundo Francisco Luiz Xavier de Lemos, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, parte da lentidão é fruto da falta de fiscalização. “Muitas vezes, há filas enormes no check-in, e metade dos boxes das empresas aéreas não tem funcionários”, diz. “As esteiras ficam rodando vazias porque as companhias não colocam gente para levar as malas.” Para ninguém sair prejudicado, o aeroporto tem de funcionar como uma orquestra. Se alguém falha, os efeitos são imediatos. “Cumbica precisa incorporar as melhores ferramentas de gerenciamento de pistas e terminais”, acredita Respício do Espírito Santo Júnior, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo. Segundo ele, um “choque tecnológico” é fundamental para melhorar a movimentação das aeronaves e o conforto dos passageiros.

Os viajantes ficam tanto tempo dentro dos aeroportos que muitos deles se transformaram em shopping centers. Em Cumbica, há 197 pontos comerciais. A receita bruta, que inclui tarifas aeroportuárias e arrecadação com o comércio, foi de R$ 680 milhões no ano passado. Tem de tudo: chaveiro, consultório dentário e até uma sala ecumênica – onde há uma rosa dos ventos pregada na parede, com o leste destacado, para orientar os muçulmanos. A professora baiana Deise Viana, 26 anos, se sentiu obrigada a experimentar uma das cabines do Fast Sleep, uma espécie de hospedaria expressa. Pagou R$ 145 para dormir entre cinco e oito horas. Deise voltava do Chile e perdeu a conexão para Salvador porque o voo em que estava foi desviado para o Rio de Janeiro. Deise esbravejou, mas não teve ajuda da companhia aérea. Tentou reclamar à Agência Nacional de Avião Civil (Anac). Passava das 22h e ela deu com a cara na porta. Ainda que Deise quisesse apelar para Deus, também não conseguiria. Até a sala ecumênica estava fechada.


Colaborou Hugo Marques
http://www.istoe.com.br/reportagens/48321_...ea=internalPage

Editado por PR-GGG, 06 de fevereiro de 2010 - 12:33 .


#2 Landing

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 14:19

E a infrazero levando mais porrada!

#3 Leandrinho

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 15:19

Brazil.gif Brazil.gif Brazil.gif

#4 Aeroporto Brasil

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 16:01

QUOTE
“Nosso maior desafio não é a Copa nem a Olimpíada, é atender ao aumento da demanda normal e as pessoas que já estão voando”, afirma Murilo Marques Barboza, presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos.


Ou seja, o maior desafio da Infraero é atender a demanda normal. Tem maior atestado de incompetência do que esse fornecido pelo próprio presidente da Infrazero?

Editado por Aeroporto Brasil, 06 de fevereiro de 2010 - 16:01 .


#5 Dvorak

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 16:30

Pois é.
Pra Infraero, o importante é "sanar a demanda de hoje".
A demanda de amanha que se dane !

Esse é o pais da Copa !

#6 Landing

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 18:54

QUOTE(Aeroporto Brasil @ Feb 6 2010, 05:01 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ou seja, o maior desafio da Infraero é atender a demanda normal. Tem maior atestado de incompetência do que esse fornecido pelo próprio presidente da Infrazero?


Fazer o minimo é o desafio da infrazero!

#7 SpitfireSP

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 21:05

Na realidade eu acho que a INFRA-ZERO, não acompanhou a dinâmica cosmopolita da cidade/estado.
Estão em um nível de entendimento da grandiosidade de SP extremamente defasado, e já passou da hora dos cidadãos daqui se rebelarem contra esse estado de coisas. Seria necessário uma vontade "comunitária" para reverter esse quadro. Não dá mais para esperar medidas do poder público, seja na esfera federal ou estadual. Empresários uni-vos....



#8 Zemoita

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Postado 06 de fevereiro de 2010 - 23:10

Guarulhos é um lugar interessante...

Hoje cheguei de Dallas e as malas levaram 55 minutos para aparecer... Mais uns 20 para conseguir sair... Verdadeiro tumulto.

Em breve isso aqui vai parecer Índia, Nigéria, Paquistão... Estou até com vergonha do provável ridículo que passaremos na Copa e nas Olimpíadas...

Horrível...

#9 Landing

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 00:29

QUOTE(Zemoita @ Feb 7 2010, 12:10 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Em breve isso aqui vai parecer Índia, Nigéria, Paquistão...

Coitado dos citados paises terem seus aeroportos comparados com Guarulhos!

#10 PaxPoa

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 00:38

QUOTE(PR-GGG @ Feb 6 2010, 01:32 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Filas
Nos períodos de pico, cada funcionário da PF
atende mais de 100 passageiros por hora

http://www.istoe.com.br/reportagens/48321_...ea=internalPage


Força de expressão.

Na verdade quem faz inspeção de passaporte na entrada e saida são funcionários terceirizados de empresas de segurança. Já nos Estados Udos, Alemanha, França, Canada, etc. são agentes da guarda de fronteira, uniformizados. ´

Mas não é por isso que é mais ou menos demorado. Falta gente, cabines, espaço para filas, falta tudo.

Cumbica não dá ais.

sds

#11 Junior_C

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 00:50

Não falando só de aeroporto, mas SP inteira ta assim.


#12 Rafaelguimaraes

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 01:28

QUOTE(Junior_C @ Feb 7 2010, 01:50 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Não falando só de aeroporto, mas SP inteira ta assim.


Isso é uma verdade. A cidade, de uns 6 meses para cá, dá a impressão de estar meio que abandonada.

Impressionante a quantidade de buracos, lixo espalhado (muito por culpa da população também) e o aeroporto de Guarulhos vem nesse péssimo ritmo de deterioração há um bom tempo.

O governador, que poderia estar à frente "do trombone" para reclamar melhorias no principal ponto de entrada de estrangeiros na cidade, submergiu (sem trocadilho smile.gif ) por razões eleitorais e nada diz ou faz.

Enquanto isso, nada de efetivo vem sendo feito para que o aeroporto esteja pronto para 2014. Como eu e muitos aqui já vem dizendo há um bom tempo, seremos a piada do século.

Quem ainda acreditar que algo diferente de palhaçada irá acontecer, só pode estar sonhando.

Rafael

#13 philoclimber

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 02:41

tomem cuidado pq uma coisa é criticar um órgão público outra é acabar, através dessa crítica, permitindo que a política de privatização seja aplicada. já são planos de privatizar os aeroportos e quando privatizar o que acontecer de ruim será ruim em dobro, pois o Estado estará pagando uma empresa privada para "administrar" os aeros.

em vez de criticar a infraero, deveríamos exigir do Estado que seja digno para conosco e com nossos recursos, pois pagamos impostos. pode até ter gente que vai dizer que lá fora tem país que privatizou e está uma beleza, que tudo funciona....desculpa a quem utrilizar esse argumento, mas isso não passa de alienação política, pois quando se privatzia um bem público nós - povo - pagamos todas as obras mais vultosas e aidna damos um bônus inicial de operação para a emrpesa ganhadora da licitação, e as empresas lá lucrando. nosso papel de cidadãos é exigir serviços públicos de qualidade, não apenas nos restringirmos ao estreito e estúpido pensamento de consumidor/comerciante.

constantino.

#14 Omykron

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 03:08

Alguém escutou em privatizar a infraero? essa idéia já tem o meu apoio incondicional.

#15 Stratocruiser

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 03:37

Sonho todas as noites com a privatização dos aeroportos e com o desmembramento imediato da Infrassauro. Sonho com outras coisas também...

#16 Carlo Fratini

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 05:51

A Infrazero sozinha não é responsável pelo desastre que vemos nos aeroportos pelo Brasil inteiro...
As empresas aéreas economizam o máximo possível no pessoal....
As mais variadas ONGs, verdes e políticos bloqueiam o crescimento dos aeroportos quando existem favelas a serem removidas....
A Anarc também não cumpre como deveria o seu papel.

Enfim, com ou sem Copa do Mundo, Olimpíadas, todo o sistema aéreo do País está um caco....já tivemos 2 grandes tragédias nos últimos anos e nada muda....
Mesmo que finalmente algo mude, que os investimentos sejam feitos, creio que pelo menos para a Copa do Mundo já é tarde.....vamos passar vergonha mesmo....
Pretendo durante a Copa morar no sítio de um parente do interior e só aparecer em SP depois que tudo passar rsrsrs

#17 lco767

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 10:34

Desembarquei no setor internacional do Terminal 2 de GRU domingo passado, e vi algo até então inédito, um funcionário da InfraZero segurando os passageiros no corredor que dá acesso aos fingers, sem deixar ninguém descer, inclusive mantendo a escada rolante desligada. Depois de muito tempo, quando finalmente desci para o controle de passaporte fui ver o motivo: a fila para passar pela PF dava voltas e voltas e terminava no fim da escada rolante! Depois de passar pela PF, mais saturação, era impossível andar na área de retirada de bagagens, dar um passo sem esbarrar em alguém era impossível, chegar ao free shopping era uma missão tão árdua quanto descobrir onde era o fim da fila pra passar na alfandega...

GRU está totalmente saturado, essa empresa administradora de shoppings onde até param aviões merece nota zero, nossos aeroportos estão totalmente entregues e não há o menor respeito com os usuários que pagam pra utilizar tais instalações!

#18 Aeroporto Brasil

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 11:56

QUOTE(philoclimber @ Feb 7 2010, 03:41 AM) <{POST_SNAPBACK}>
tomem cuidado pq uma coisa é criticar um órgão público outra é acabar, através dessa crítica, permitindo que a política de privatização seja aplicada. já são planos de privatizar os aeroportos e quando privatizar o que acontecer de ruim será ruim em dobro, pois o Estado estará pagando uma empresa privada para "administrar" os aeros.

em vez de criticar a infraero, deveríamos exigir do Estado que seja digno para conosco e com nossos recursos, pois pagamos impostos. pode até ter gente que vai dizer que lá fora tem país que privatizou e está uma beleza, que tudo funciona....desculpa a quem utrilizar esse argumento, mas isso não passa de alienação política, pois quando se privatzia um bem público nós - povo - pagamos todas as obras mais vultosas e aidna damos um bônus inicial de operação para a emrpesa ganhadora da licitação, e as empresas lá lucrando. nosso papel de cidadãos é exigir serviços públicos de qualidade, não apenas nos restringirmos ao estreito e estúpido pensamento de consumidor/comerciante.

constantino.


Me parece que você está confundindo as coisas. Quem falou que se a Infraero fosse privatizada o Estado teria que pagar alguma coisa? Quanto que o Estado pagou pela privatização de outras empresas estatais? De qualquer forma provavelmente a Infraero não seria privatizada, já que o único ativo valioso da empresa é o direito de explorar a infra-estrutura aeroportuária. O que poderia acontecer seria o Estado conceder este direito para outras empresas, mas mesmo assim o Estado não pagaria nada para ninguém. Muito pelo contrário, o que se espera das empresas que obtenham concessão de aeroportos é que elas paguem ao Governo.

Além disso Infraero não tem nada a ver com nossos impostos - os recursos da Infraero teoricamente deveriam vir do seu próprio balanço. Se a Infraero não consegue fazer investimentos apesar dos vários bilhões de receitas que obtém cada ano, é justamente pela sua ineficiência como empresa.

#19 skyfire

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 13:24

QUOTE(Zemoita @ Feb 6 2010, 06:10 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Guarulhos é um lugar interessante...

Hoje cheguei de Dallas e as malas levaram 55 minutos para aparecer... Mais uns 20 para conseguir sair... Verdadeiro tumulto.

Em breve isso aqui vai parecer Índia, Nigéria, Paquistão... Estou até com vergonha do provável ridículo que passaremos na Copa e nas Olimpíadas...

Horrível...


Em breve não, GRU está insuportavel. A demanda está muito acima do aceitável. Depois de um voo de mais de 10 horas, voce acha razoável demorar 55 mim para sua mala aparecer.

São Paulo necessita urgente de PESADOS INVESTIMENTOS em Viracopos, para desafogar GRU. Vem TPS 3 e tudo continuará na mesma. GRU caminha para o CAOS!

sds


#20 skyfire

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Postado 07 de fevereiro de 2010 - 13:26

QUOTE(Omykron @ Feb 6 2010, 10:08 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Alguém escutou em privatizar a infraero? essa idéia já tem o meu apoio incondicional.


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