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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Gol investe na frota, em crédito para a classe C e na internet


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#1 Mastercaptain

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Postado 11 de fevereiro de 2010 - 10:58

Aviação: Plano inclui vender diárias de hotel e aluguel de carro ainda no primeiro
semestre deste ano


Gol investe na frota, em crédito para a classe C e na internet

A primeira semana de fevereiro, para Constantino de Oliveira Junior, presidente da
Gol Linhas Aéreas, foi de contato com o clima de apreensão entre investidores de
Nova York, receosos com as nuvens cinzas vindas da Grécia e da Espanha. Mesmo
assim, Constantino, que participou de um encontro organizado pela corretora
Raymond James, voltou ao Brasil animado. Em entrevista ao Valor, o executivo diz
que negocia com grandes bancos para aumentar a oferta de crédito à classe média.
Vai investir em aumento e renovação da frota, com a compra de nove aviões da
Boeing - um investimento estimado em quase US$ 600 milhões. E quer aumentar a
fatia das receitas auxiliares - tudo o que não é venda de passagem aérea - no
faturamento da Gol dos atuais 10% para 16% em dois anos.
A venda de lanches a bordo, por exemplo, que hoje é feita em 42 voos diários,
deverá estar presente em 500 voos até dezembro. E ainda no primeiro semestre, o
site da Gol venderá também hospedagem em hotéis e locação de carros.
Sobre o seu hobby novo, a corrida de stock car, e a principal concorrente, TAM,
Constantino que tem 41 anos e já correu em pistas profissionais ao lado de pilotos
de Fórmula 1 como David Coulthard e Olivier Panis, diz que está se divertindo e
embora não seja seu grande objetivo ultrapassar a TAM a qualquer custo, para ser
a maior companhia do país, diz que, sim, seria outra alegria em sua vida ver a Gol
na "pole position".

A seguir, os principais trechos da entrevista:
Valor: Como o senhor vê o ano de 2010? Já se fala em um grau alto de
endividamento da classe C, um dos principais focos da Gol.
Constantino de Oliveira Junior:
Vivemos uma perspectiva muito boa para 2010. O consumo continua crescendo, o
desemprego está sob controle, as contas públicas continuam equilibradas. Vários
setores estão vendendo como nunca para o mercado interno. A indústria aérea
cresceu 17% no ano passado, mas todo esse crescimento foi concentrado no
segundo semestre. A Gol anunciou em janeiro um aumento de 32% na demanda
em comparação com janeiro do ano passado. E se levarmos em conta o histórico de
crescimento da indústria nos últimos seis anos, que fica entre três, três vezes e
meia o PIB, essa perspectiva de um ano muito bom em 2010 é reforçada. O
endividamento da nova classe média provavelmente vai comprometer um pouco a
perspectiva de crescimento para o médio e longo prazos. Não acredito que terá
tanto impacto no curto prazo porque o potencial de expansão nessa nova classe
média é tão grande que, acho, há espaço para a gente continuar crescendo e
atraindo gente.
Valor: Como atender esse aumento da demanda com as restrições de voos em
aeroportos, determinadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)?
Constantino A solução para isso, antes de a infraestrutura ser melhorada e
ampliada - porque acredito que todos têm noção da necessidade de investimento
para solucionar esse gargalo - tem sido a transferência de conexões que antes
eram feitas em São Paulo para o Galeão [RJ], Confins [MG] e Brasília. É uma
questão sensível, a gente vai monitorando e fazendo isso conforme a malha vai
crescendo. As autoridades e o governo têm conhecimento desses gargalos e devem
tomar alguma medida até porque temos a iminência de uma Copa do Mundo e dos
jogos olímpicos.
Valor: A Gol pretende investir em aeroportos?
Constantino: Não que a gente vá mudar de negócio e passar a ser operador de
aeroportos. Mas se a solução para a infraestrutura aeroportuária passar pelas
empresas aéreas de alguma forma, temos, sim, a disposição de fazer parte desse
processo.
Valor: Em concessões ou em terminais próprios?
Constantino: O campo das possibilidades está muito aberto. Li que o ministro
[Nelson Jobim, da Defesa] deve apresentar uma proposta até abril. Se for proposto
algo como acontece nos Estados Unidos, onde as companhias aéreas constroem e
operam um terminal durante um período... Nosso negócio continua sendo
transportar passageiros, não pretendemos tornar a Gol uma administradora de
aeroportos. Mas se essa for a solução...
Valor: Estados Unidos e Europa ainda enfrentam problemas em decorrência da
crise. Isso pode ser um limitador para a expansão de uma companhia como a Gol?
Constantino: O mercado doméstico tem muito que crescer ainda. A nossa
perspectiva parte do mercado doméstico para depois falarmos de América do Sul,
Caribe e América Central. Nosso limite de crescimento está no alcance do 737, o
tipo de avião que escolhemos. Não pretendemos diversificar a frota. A penetração
da aviação no Brasil, considerando a população economicamente ativa, é de 0,8%
[viagem ao ano, por pessoa]. É quase 40% menos do que na Argentina, porexemplo. Há uma possibilidade de crescimento enorme. Hoje a Gol tem condições
de oferecer um serviço muito competitivo para quem viaja a negócios, que é o
cliente que gera maior rentabilidade. A revitalização do Smiles tem permitido que a
Gol cresça nesse segmento e isso tem sido importante para garantir nossa
plataforma de baixo custo e estimular a demanda dessa nova classe C com
programas de parcelamentos de viagens, parcerias com bancos dispostos a
financiar passagens e com tarifas competitivas com ônibus.
Valor: A empresa está negociando com bancos para ampliar a oferta de
financiamento?
Constantino: Temos conversado com todas as grandes instituições. Deve sair [um
novo plano] brevemente. O fato de possuirmos um programa de parcelamento
[próprio, o Voe Fácil] não nos restringe a fechar parcerias com outros bancos.
Temos planos para que este ano o Voe Fácil passe a ser mais flexível. Às vezes o
cliente não tem crédito para a passagem toda, mas tem para 70%. Poderíamos
oferecer uma entrada mais um parcelamento. Hoje isso não é possível.
Valor: Qual tem sido o resultado da venda de lanches a bordo, adotado pela Gol no
ano passado?
Constantino: Começamos essa experiência para entender qual seria a percepção
do usuário e ele tem aprovado, em termos de qualidade. O preço naturalmente
pode melhorar. Isso nos encoraja a aumentar o número de voos com esse serviço
[hoje são 42]. Estamos implementando as soluções para levarmos a algo como 400
a 500 voos por dia até o fim do ano. [A Gol tem cerca de 800 voos diários]
Valor: E quanto à receita?
Constantino: Temos várias iniciativas nesse sentido de gerar receitas
complementares ao bilhete. A venda [de lanches] a bordo é uma delas, a carga
expressa é outra. Devemos lançar ainda este ano, provavelmente no primeiro
semestre, um site [na internet] que passa a ser mais um portal de viagens, em que
teremos parceiros como a Unidas [locadora de carros]. E estamos fechando com
uma grande sistema de reservas de hotel. O cliente terá condições de adquirir
todos os produtos relacionados à viagem em um único portal e pagar em apenas
uma fatura. Isso gera conveniência e lealdade. E ainda gera alguma receita auxiliar
porque teremos participação na venda de todos esses produtos.
Valor: Quanto essas receitas extras representam do faturamento?
Constantino: Hoje 10%. No último trimestre representou quase 14% porque
tivemos um volume de venda de milhas a parceiros, como bancos e
administradoras de cartões de crédito, bastante elevado. Esse é outro componente
de receitas auxiliares.
Valor: Qual é o padrão mundial de receitas auxiliares e qual percentual a Gol
pretende atingir ?
Constantino: Eu diria que está entre 15% e 20%. Na Ryanair [companhia
irlandesa de baixo custo] chega a 24%, 25% da receita total. Ela realmente se
destaca porque tem uma política agressiva de receitas auxiliares que acho que não
cabe no Brasil, até porque as leis de proteção ao consumidor nos inibem de fazer
certas cobranças. Na Gol, no fim de 2008, princípio de 2009, esse percentual
estava em 6% a 7%. Considerando que crescemos muito em volume de
passageiros, houve um aumento significativo. Em dois anos pensamos em elevar
essa participação em relação à receita total para 16%.

Valor: Qual vai ser o crescimento da frota da Gol em 2010?
Constantino: A gente deve sair de 108 aviões para 111, num primeiro momento.
Deveremos receber nove aviões da fábrica [Boeing] e vamos renovar seis aviões
[substituindo os velhos por novos].
Valor: Qual vai ser o investimento em frota?
Constantino: Considerando nove aviões novos e tomando por base um valor de
US$ 60 milhões a US$ 65 milhões cada um, o investimento vai chegar a quase US$
600 milhões.
Valor: Em 2007 a Gol anunciou negociações com a Boeing e com a Airbus para a
compra de aviões para voos de longo curso, 787 ou A350, respectivamente. Esses
planos foram abortados?
Constantino: Nosso plano estratégico não passa mais por operações de longo
curso. O nosso crescimento está limitado ao alcance do 737 Nova Geração. Qual foi
a nossa estratégia em relação a esse mercado? As parcerias. Elas geram uma
receita adicional porque usamos a força de vendas da Air France KLM e da Iberia na
Europa, vendendo Gol como destino no Brasil, por exemplo. E a integração dos
programas de milhagem atende uma grande aspiração do cliente Smiles. Com isso,
captamos parte do benefício da operação de longo curso, que seria essa geração de
demanda e a lealdade do cliente, sem o risco inerente à duplicação da frota e ao
voo internacional.
Valor: Há planos de novos voos para o Caribe?
Constantino: Estamos desenvolvendo essas rotas. Começamos essa operação em
meados de 2009 e a ideia é, provavelmente, abrir mais um ou dois destinos para lá
ainda em 2010, mas não tenho condições de antecipar quais.
Valor: E o mercado doméstico?
Constantino: Analisamos a possibilidade de três voos. Um já aconteceu que é
Bauru, aberto no dia 3 de fevereiro. E estamos estudando mais dois com
características parecidas, ou seja, em cidades localizadas numa área de influência
importante, capaz de gerar demanda.
Valor: O senhor tem se encontrando com o Guilherme Paulus, da CVC, para
comprar a Webjet?
Constantino: Eu me encontro com o Guilherme Paulus pelo menos uma vez por
mês há um ano e meio porque a gente tem estabelecido uma relação de confiança
e aproximação entre CVC e Gol. Tem sido um contato bastante positivo e bom, mas
a Webjet não entra na questão.
Valor: Faz parte dos planos da Gol crescer por meio de aquisições?
Constantino: Não temos avaliado possibilidades de aquisição no momento.
Estamos muito focados em aprimorar os nossos serviços e em alcançar alguma
redução de custo a mais, que entendemos que é possível e importante para
continuar estimulando a demanda por passagens aéreas, transferindo essa redução
de custos para o preços dos bilhetes. Hoje o plano da empresa é buscar a expansão
com base no crescimento orgânico do próprio negócio. Enxergamos que há um
potencial enorme.

Valor: Com a iminência de ser aprovada a lei que permite a ampliação da
participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas de 20% para 49%,
alguém bateu na porta da Gol?
Constantino: Não. Mas nós entendemos que é uma medida adequada, que amplia
a possibilidade de captação das empresas brasileiras. A aviação é um setor
altamente demandante de caixa, de investimentos pesados. É positivo de uma
maneira geral.
Valor: Há planos de novas ofertas de ações em bolsa em 2010?
Constantino: Não, em princípio não. Nossa última oferta tinha como objetivo
ajudar a empresa a ter em caixa o equivalente a 20% do faturamento dos últimos
12 meses. Fechamos o ano nessas condições, ou próximo disso. E a empresa tem
sido geradora de caixa nos últimos cinco trimestres divulgados. Quando
divulgarmos o quarto trimestre de 2009, serão seis. Então não enxergamos hoje a
necessidade de uma nova emissão. Naturalmente que isso é dinâmico.
Valor: Depois da guerra de tarifas até outubro de 2009, as empresas fizeram fortes
reajustes e passou-se a falar em recomposição de preços. Isso será possível,
mesmo diante da competição com as empresas menores?
Constantino: A principal competição existe entre os dois maiores competidores
[Gol e TAM]. Os pequenos naturalmente têm uma influência, têm ajudado a
estimular a demanda. Mas eles visivelmente estão comprando participação de
mercado e estão admitindo um prejuízo atrelado a esse crescimento. Então, em
algum momento, terão que garantir retorno sobre os investimentos. Mas a nossa
perspectiva de yield médio [quanto cada passageiro paga por quilômetro voado]
para este ano é muito próximo de 2009, ou seja, não estamos prevendo grandes
aumentos de preço. Talvez não tenhamos espaço para reduzir muito mais do que já
temos hoje. Mas se imaginarmos que temos um processo inflacionário, o valor
corrigido vai ser menor.
Valor: O ano passado foi marcado por um avanço grande de OceanAir, Azul e
Webjet, e uma perda da fatia do duopólio formado por TAM e Gol. Como será em
2010?
Constantino: Não vamos colocar o duopólio como sendo um corpo só. São duas
empresas diferentes. A Gol passou por um período de ajuste de malha no fim do
processo da Varig, quando a participação de mercado caiu para 37%. Depois,
voltou para os níveis equivalentes à combinação entre Gol e Varig, que seria 41% a
42%, e mantivemos esse nível desde abril do ano passado. E a TAM caiu de 54%
para 43%. Então toda essa perda do duopólio se deu de um lado do duo.
Valor: Como o sr. se vê no futuro da companhia?
Constantino: Não diria que temos um plano pronto de sucessão, mas temos um
comitê que é responsável por isso.
Valor: Qual é o seu desejo pessoal?
Constantino: Tenho que colocar dois chapéus, o de acionista e o de executivo. Se
um dia eu perceber que a pilha está acabando ou que minhas virtudes não são mais
tão relevantes para a empresa, que ela está em outro momento, provavelmente o
chapéu de acionista vai substituir o de executivo, porque o grande objetivo é
garantir a sobrevivência da empresa. Mas não tenho um horizonte para isso.

VALOR
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#2 Flight Instructor

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Postado 11 de fevereiro de 2010 - 11:24

Por isso que eu digo que a GOL/VRG NUNCA mais ira voar LONGO CURSO,, é muito mais comodo CODE-SHARE, voasse para fora com BANDEIRA de outra empresa.
Já já tem um MIAMI a partir de MANAUS, mais de 737.
abraços

#3 EPG

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Postado 11 de fevereiro de 2010 - 11:28

ja diz o ditado, ''Cachorro picado por cobra, tem medo até de linguiça''.

#4 joinville

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Postado 11 de fevereiro de 2010 - 16:00

ja diz o ditado, ''Cachorro picado por cobra, tem medo até de linguiça''. [2]

#5 iGO MD

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Postado 15 de fevereiro de 2010 - 21:17

Preferia ver a Varig na mão de grupo estrangeiro á ficar na mão da Gol. Eles não tem aquela ambição, a mesma vontade de voar da falecida, vontade essa que a VRG seguiu até a falência. Porém a lei não ajuda...

#6 Rafaelguimaraes

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Postado 16 de fevereiro de 2010 - 01:05

QUOTE(iGO MD @ Feb 15 2010, 10:17 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Preferia ver a Varig na mão de grupo estrangeiro á ficar na mão da Gol. Eles não tem aquela ambição, a mesma vontade de voar da falecida, vontade essa que a VRG seguiu até a falência. Porém a lei não ajuda...


Outro momento, outro mercado. Voar longa-haul é extremamente arriscado e fica a eterna dúvida se há mercado para duas empresas de bandeira.

Eu acredito que não há espaço para mais uma empresa Brasileira voar no longo curso. Gostaria muito de um dia descobrir que estou enganado mas a conjuntura mostra isso.

A TAM vai se consolidando e brigando com as estrangeiras e está bom demais. Aquela VARIG não sobreviveria um ano no atual momento do mercado, se seguisse o modelo que a levou para o buraco. Melhor guardarmos na memória aquele monte de MD-11 rasgando a pista de GRU ou GIG indo para FRA, CDG, JFK, LHR, etc.

Tempos que não voltam mais.

Rafael

#7 Flight Instructor

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Postado 16 de fevereiro de 2010 - 09:11

QUOTE(Rafaelguimaraes @ Feb 16 2010, 02:05 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Outro momento, outro mercado. Voar longa-haul é extremamente arriscado e fica a eterna dúvida se há mercado para duas empresas de bandeira.

Eu acredito que não há espaço para mais uma empresa Brasileira voar no longo curso. Gostaria muito de um dia descobrir que estou enganado mas a conjuntura mostra isso.

A TAM vai se consolidando e brigando com as estrangeiras e está bom demais. Aquela VARIG não sobreviveria um ano no atual momento do mercado, se seguisse o modelo que a levou para o buraco. Melhor guardarmos na memória aquele monte de MD-11 rasgando a pista de GRU ou GIG indo para FRA, CDG, JFK, LHR, etc.

Tempos que não voltam mais.

Rafael

Só posso assinar em baixo!!! Simplesmente perfeito sua resposta!!
Abraços

#8 André Prates

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Postado 16 de fevereiro de 2010 - 10:06

Realmente acho complicado a entrada de uma nova empresa brasileira no mercado de vôos internacionais longos, mas como a economia está em expansão acho que se a Gol/Varig fizer do GIG seu hub desses vôos e utiliza-se BSB e CNF para desconcentar (BSB-MIA e CNF-JFK) tem boas chances de conseguir uma operação rentável.

#9 747SBKP

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Postado 16 de fevereiro de 2010 - 10:13

QUOTE(Rafaelguimaraes @ Feb 16 2010, 01:05 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Outro momento, outro mercado. Voar longa-haul é extremamente arriscado e fica a eterna dúvida se há mercado para duas empresas de bandeira.

Eu acredito que não há espaço para mais uma empresa Brasileira voar no longo curso. Gostaria muito de um dia descobrir que estou enganado mas a conjuntura mostra isso.

A TAM vai se consolidando e brigando com as estrangeiras e está bom demais. Aquela VARIG não sobreviveria um ano no atual momento do mercado, se seguisse o modelo que a levou para o buraco. Melhor guardarmos na memória aquele monte de MD-11 rasgando a pista de GRU ou GIG indo para FRA, CDG, JFK, LHR, etc.

Tempos que não voltam mais.

Rafael


Caro Rafael:

Seu ponto de vista é extramamente coerente e realista, porém ouso descordar. Na miha humilde e ignorante opinião existe demanda reprimida (assim como na maioria dos segmentos econômicos) e que falta vontade empresarial de explorá-la. Aquele modelo elitizado de transporte aéreo que a Varig fazia, certamente não teria mais espaço no mercado atual, mas ainda sim haveria espaço para mais empresas fazendo vôos internacionais. Vide Emirates, Turkish, Air China e El Al.

#10 MulekeMinduim

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Postado 16 de fevereiro de 2010 - 13:34

QUOTE(747SBKP @ Feb 16 2010, 10:13 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Caro Rafael:

Seu ponto de vista é extramamente coerente e realista, porém ouso descordar. Na miha humilde e ignorante opinião existe demanda reprimida (assim como na maioria dos segmentos econômicos) e que falta vontade empresarial de explorá-la. Aquele modelo elitizado de transporte aéreo que a Varig fazia, certamente não teria mais espaço no mercado atual, mas ainda sim haveria espaço para mais empresas fazendo vôos internacionais. Vide Emirates, Turkish, Air China e El Al.



Vixe, mizifim;

Na sua opinião:

Pq não colocar a Gol utilizando um modelo menos elitizado de transporte aéreo (fazendo voos internacionais)???

Um voozinho ali, outro acolá e, aos poucos, vai conquistando espaço.



Forte abraço;
Minduim
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#11 leelatim

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Postado 16 de fevereiro de 2010 - 13:38

Fantástica entrevista do Cosntantino,ele esta no rumo certo,procurando novas fontes de receitas,mantendo o foco nos custos baixos e e claro,soube admitir que a GOL precisou de ajustes na malha no periodo pos aquisicao da VArig e isso deu otimos resultados.

E sim,nada de comparar o DUO GOL-Tam como sendo um so,afinal as pequenas cresceram em cima da ineficiencia da TAM que alem de ter perdido participacoa d emercado voou com os avioes mais vazios,aumentou custos e perdeu rentabilidade.

Acorda TAM e siga os exemplos das congeneres que estao " se virando nos 30"...risos


QUOTE(Mastercaptain @ Feb 11 2010, 10:58 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Aviação: Plano inclui vender diárias de hotel e aluguel de carro ainda no primeiro
semestre deste ano


Gol investe na frota, em crédito para a classe C e na internet

A primeira semana de fevereiro, para Constantino de Oliveira Junior, presidente da
Gol Linhas Aéreas, foi de contato com o clima de apreensão entre investidores de
Nova York, receosos com as nuvens cinzas vindas da Grécia e da Espanha. Mesmo
assim, Constantino, que participou de um encontro organizado pela corretora
Raymond James, voltou ao Brasil animado. Em entrevista ao Valor, o executivo diz
que negocia com grandes bancos para aumentar a oferta de crédito à classe média.
Vai investir em aumento e renovação da frota, com a compra de nove aviões da
Boeing - um investimento estimado em quase US$ 600 milhões. E quer aumentar a
fatia das receitas auxiliares - tudo o que não é venda de passagem aérea - no
faturamento da Gol dos atuais 10% para 16% em dois anos.
A venda de lanches a bordo, por exemplo, que hoje é feita em 42 voos diários,
deverá estar presente em 500 voos até dezembro. E ainda no primeiro semestre, o
site da Gol venderá também hospedagem em hotéis e locação de carros.
Sobre o seu hobby novo, a corrida de stock car, e a principal concorrente, TAM,
Constantino que tem 41 anos e já correu em pistas profissionais ao lado de pilotos
de Fórmula 1 como David Coulthard e Olivier Panis, diz que está se divertindo e
embora não seja seu grande objetivo ultrapassar a TAM a qualquer custo, para ser
a maior companhia do país, diz que, sim, seria outra alegria em sua vida ver a Gol
na "pole position".

A seguir, os principais trechos da entrevista:
Valor: Como o senhor vê o ano de 2010? Já se fala em um grau alto de
endividamento da classe C, um dos principais focos da Gol.
Constantino de Oliveira Junior:
Vivemos uma perspectiva muito boa para 2010. O consumo continua crescendo, o
desemprego está sob controle, as contas públicas continuam equilibradas. Vários
setores estão vendendo como nunca para o mercado interno. A indústria aérea
cresceu 17% no ano passado, mas todo esse crescimento foi concentrado no
segundo semestre. A Gol anunciou em janeiro um aumento de 32% na demanda
em comparação com janeiro do ano passado. E se levarmos em conta o histórico de
crescimento da indústria nos últimos seis anos, que fica entre três, três vezes e
meia o PIB, essa perspectiva de um ano muito bom em 2010 é reforçada. O
endividamento da nova classe média provavelmente vai comprometer um pouco a
perspectiva de crescimento para o médio e longo prazos. Não acredito que terá
tanto impacto no curto prazo porque o potencial de expansão nessa nova classe
média é tão grande que, acho, há espaço para a gente continuar crescendo e
atraindo gente.
Valor: Como atender esse aumento da demanda com as restrições de voos em
aeroportos, determinadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)?
Constantino A solução para isso, antes de a infraestrutura ser melhorada e
ampliada - porque acredito que todos têm noção da necessidade de investimento
para solucionar esse gargalo - tem sido a transferência de conexões que antes
eram feitas em São Paulo para o Galeão [RJ], Confins [MG] e Brasília. É uma
questão sensível, a gente vai monitorando e fazendo isso conforme a malha vai
crescendo. As autoridades e o governo têm conhecimento desses gargalos e devem
tomar alguma medida até porque temos a iminência de uma Copa do Mundo e dos
jogos olímpicos.
Valor: A Gol pretende investir em aeroportos?
Constantino: Não que a gente vá mudar de negócio e passar a ser operador de
aeroportos. Mas se a solução para a infraestrutura aeroportuária passar pelas
empresas aéreas de alguma forma, temos, sim, a disposição de fazer parte desse
processo.
Valor: Em concessões ou em terminais próprios?
Constantino: O campo das possibilidades está muito aberto. Li que o ministro
[Nelson Jobim, da Defesa] deve apresentar uma proposta até abril. Se for proposto
algo como acontece nos Estados Unidos, onde as companhias aéreas constroem e
operam um terminal durante um período... Nosso negócio continua sendo
transportar passageiros, não pretendemos tornar a Gol uma administradora de
aeroportos. Mas se essa for a solução...
Valor: Estados Unidos e Europa ainda enfrentam problemas em decorrência da
crise. Isso pode ser um limitador para a expansão de uma companhia como a Gol?
Constantino: O mercado doméstico tem muito que crescer ainda. A nossa
perspectiva parte do mercado doméstico para depois falarmos de América do Sul,
Caribe e América Central. Nosso limite de crescimento está no alcance do 737, o
tipo de avião que escolhemos. Não pretendemos diversificar a frota. A penetração
da aviação no Brasil, considerando a população economicamente ativa, é de 0,8%
[viagem ao ano, por pessoa]. É quase 40% menos do que na Argentina, porexemplo. Há uma possibilidade de crescimento enorme. Hoje a Gol tem condições
de oferecer um serviço muito competitivo para quem viaja a negócios, que é o
cliente que gera maior rentabilidade. A revitalização do Smiles tem permitido que a
Gol cresça nesse segmento e isso tem sido importante para garantir nossa
plataforma de baixo custo e estimular a demanda dessa nova classe C com
programas de parcelamentos de viagens, parcerias com bancos dispostos a
financiar passagens e com tarifas competitivas com ônibus.
Valor: A empresa está negociando com bancos para ampliar a oferta de
financiamento?
Constantino: Temos conversado com todas as grandes instituições. Deve sair [um
novo plano] brevemente. O fato de possuirmos um programa de parcelamento
[próprio, o Voe Fácil] não nos restringe a fechar parcerias com outros bancos.
Temos planos para que este ano o Voe Fácil passe a ser mais flexível. Às vezes o
cliente não tem crédito para a passagem toda, mas tem para 70%. Poderíamos
oferecer uma entrada mais um parcelamento. Hoje isso não é possível.
Valor: Qual tem sido o resultado da venda de lanches a bordo, adotado pela Gol no
ano passado?
Constantino: Começamos essa experiência para entender qual seria a percepção
do usuário e ele tem aprovado, em termos de qualidade. O preço naturalmente
pode melhorar. Isso nos encoraja a aumentar o número de voos com esse serviço
[hoje são 42]. Estamos implementando as soluções para levarmos a algo como 400
a 500 voos por dia até o fim do ano. [A Gol tem cerca de 800 voos diários]
Valor: E quanto à receita?
Constantino: Temos várias iniciativas nesse sentido de gerar receitas
complementares ao bilhete. A venda [de lanches] a bordo é uma delas, a carga
expressa é outra. Devemos lançar ainda este ano, provavelmente no primeiro
semestre, um site [na internet] que passa a ser mais um portal de viagens, em que
teremos parceiros como a Unidas [locadora de carros]. E estamos fechando com
uma grande sistema de reservas de hotel. O cliente terá condições de adquirir
todos os produtos relacionados à viagem em um único portal e pagar em apenas
uma fatura. Isso gera conveniência e lealdade. E ainda gera alguma receita auxiliar
porque teremos participação na venda de todos esses produtos.
Valor: Quanto essas receitas extras representam do faturamento?
Constantino: Hoje 10%. No último trimestre representou quase 14% porque
tivemos um volume de venda de milhas a parceiros, como bancos e
administradoras de cartões de crédito, bastante elevado. Esse é outro componente
de receitas auxiliares.
Valor: Qual é o padrão mundial de receitas auxiliares e qual percentual a Gol
pretende atingir ?
Constantino: Eu diria que está entre 15% e 20%. Na Ryanair [companhia
irlandesa de baixo custo] chega a 24%, 25% da receita total. Ela realmente se
destaca porque tem uma política agressiva de receitas auxiliares que acho que não
cabe no Brasil, até porque as leis de proteção ao consumidor nos inibem de fazer
certas cobranças. Na Gol, no fim de 2008, princípio de 2009, esse percentual
estava em 6% a 7%. Considerando que crescemos muito em volume de
passageiros, houve um aumento significativo. Em dois anos pensamos em elevar
essa participação em relação à receita total para 16%.

Valor: Qual vai ser o crescimento da frota da Gol em 2010?
Constantino: A gente deve sair de 108 aviões para 111, num primeiro momento.
Deveremos receber nove aviões da fábrica [Boeing] e vamos renovar seis aviões
[substituindo os velhos por novos].
Valor: Qual vai ser o investimento em frota?
Constantino: Considerando nove aviões novos e tomando por base um valor de
US$ 60 milhões a US$ 65 milhões cada um, o investimento vai chegar a quase US$
600 milhões.
Valor: Em 2007 a Gol anunciou negociações com a Boeing e com a Airbus para a
compra de aviões para voos de longo curso, 787 ou A350, respectivamente. Esses
planos foram abortados?
Constantino: Nosso plano estratégico não passa mais por operações de longo
curso. O nosso crescimento está limitado ao alcance do 737 Nova Geração. Qual foi
a nossa estratégia em relação a esse mercado? As parcerias. Elas geram uma
receita adicional porque usamos a força de vendas da Air France KLM e da Iberia na
Europa, vendendo Gol como destino no Brasil, por exemplo. E a integração dos
programas de milhagem atende uma grande aspiração do cliente Smiles. Com isso,
captamos parte do benefício da operação de longo curso, que seria essa geração de
demanda e a lealdade do cliente, sem o risco inerente à duplicação da frota e ao
voo internacional.
Valor: Há planos de novos voos para o Caribe?
Constantino: Estamos desenvolvendo essas rotas. Começamos essa operação em
meados de 2009 e a ideia é, provavelmente, abrir mais um ou dois destinos para lá
ainda em 2010, mas não tenho condições de antecipar quais.
Valor: E o mercado doméstico?
Constantino: Analisamos a possibilidade de três voos. Um já aconteceu que é
Bauru, aberto no dia 3 de fevereiro. E estamos estudando mais dois com
características parecidas, ou seja, em cidades localizadas numa área de influência
importante, capaz de gerar demanda.
Valor: O senhor tem se encontrando com o Guilherme Paulus, da CVC, para
comprar a Webjet?
Constantino: Eu me encontro com o Guilherme Paulus pelo menos uma vez por
mês há um ano e meio porque a gente tem estabelecido uma relação de confiança
e aproximação entre CVC e Gol. Tem sido um contato bastante positivo e bom, mas
a Webjet não entra na questão.
Valor: Faz parte dos planos da Gol crescer por meio de aquisições?
Constantino: Não temos avaliado possibilidades de aquisição no momento.
Estamos muito focados em aprimorar os nossos serviços e em alcançar alguma
redução de custo a mais, que entendemos que é possível e importante para
continuar estimulando a demanda por passagens aéreas, transferindo essa redução
de custos para o preços dos bilhetes. Hoje o plano da empresa é buscar a expansão
com base no crescimento orgânico do próprio negócio. Enxergamos que há um
potencial enorme.

Valor: Com a iminência de ser aprovada a lei que permite a ampliação da
participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas de 20% para 49%,
alguém bateu na porta da Gol?
Constantino: Não. Mas nós entendemos que é uma medida adequada, que amplia
a possibilidade de captação das empresas brasileiras. A aviação é um setor
altamente demandante de caixa, de investimentos pesados. É positivo de uma
maneira geral.
Valor: Há planos de novas ofertas de ações em bolsa em 2010?
Constantino: Não, em princípio não. Nossa última oferta tinha como objetivo
ajudar a empresa a ter em caixa o equivalente a 20% do faturamento dos últimos
12 meses. Fechamos o ano nessas condições, ou próximo disso. E a empresa tem
sido geradora de caixa nos últimos cinco trimestres divulgados. Quando
divulgarmos o quarto trimestre de 2009, serão seis. Então não enxergamos hoje a
necessidade de uma nova emissão. Naturalmente que isso é dinâmico.
Valor: Depois da guerra de tarifas até outubro de 2009, as empresas fizeram fortes
reajustes e passou-se a falar em recomposição de preços. Isso será possível,
mesmo diante da competição com as empresas menores?
Constantino: A principal competição existe entre os dois maiores competidores
[Gol e TAM]. Os pequenos naturalmente têm uma influência, têm ajudado a
estimular a demanda. Mas eles visivelmente estão comprando participação de
mercado e estão admitindo um prejuízo atrelado a esse crescimento. Então, em
algum momento, terão que garantir retorno sobre os investimentos. Mas a nossa
perspectiva de yield médio [quanto cada passageiro paga por quilômetro voado]
para este ano é muito próximo de 2009, ou seja, não estamos prevendo grandes
aumentos de preço. Talvez não tenhamos espaço para reduzir muito mais do que já
temos hoje. Mas se imaginarmos que temos um processo inflacionário, o valor
corrigido vai ser menor.
Valor: O ano passado foi marcado por um avanço grande de OceanAir, Azul e
Webjet, e uma perda da fatia do duopólio formado por TAM e Gol. Como será em
2010?
Constantino: Não vamos colocar o duopólio como sendo um corpo só. São duas
empresas diferentes. A Gol passou por um período de ajuste de malha no fim do
processo da Varig, quando a participação de mercado caiu para 37%. Depois,
voltou para os níveis equivalentes à combinação entre Gol e Varig, que seria 41% a
42%, e mantivemos esse nível desde abril do ano passado. E a TAM caiu de 54%
para 43%. Então toda essa perda do duopólio se deu de um lado do duo.
Valor: Como o sr. se vê no futuro da companhia?
Constantino: Não diria que temos um plano pronto de sucessão, mas temos um
comitê que é responsável por isso.
Valor: Qual é o seu desejo pessoal?
Constantino: Tenho que colocar dois chapéus, o de acionista e o de executivo. Se
um dia eu perceber que a pilha está acabando ou que minhas virtudes não são mais
tão relevantes para a empresa, que ela está em outro momento, provavelmente o
chapéu de acionista vai substituir o de executivo, porque o grande objetivo é
garantir a sobrevivência da empresa. Mas não tenho um horizonte para isso.

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Postado 16 de fevereiro de 2010 - 19:04

QUOTE(MulekeMinduim @ Feb 16 2010, 01:34 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Vixe, mizifim;

Na sua opinião:

Pq não colocar a Gol utilizando um modelo menos elitizado de transporte aéreo (fazendo voos internacionais)???

Um voozinho ali, outro acolá e, aos poucos, vai conquistando espaço.



Forte abraço;
Minduim
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Também acho que a GOL deveria ter aproveitado a onda com os 767 e ter colocado eles pra fazer MIA, LIS ou outras rotas rentáveis. Mas, Constantino achou mais lucrativo ou menos custo deixá-los no chão.

Mas eu estou vendo o mercado do lado de fora, ele certamente tem muito mais informações privilegiadas do que eu, além de ter que dar muitas satisfações aos acionistas.

Por isso o meu ponto de vista, é apenas a vista a partir de um ponto, nada mais.

Abraço!





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