como assim abrir uma nova empresa do princípio? ele poderia ter o nome da empresa, mas não poderia usar nenhum recurso material ou financeiro da antiga transbrasil?
abraços,
constantino.
A Transbrasil S/A Linhas Aéreas, que é o nome verdadeiro da empresa, não existe mais, ela agora é uma massa falida, comparando com as pessoas naturais, ela é um espólio de um morto.
A Marca Transbrasil, que era o nome fantasia, assim como os logotipos e pinturas características, como disse o Thales é um bem como qualquer outro, e em tese poderia ser negociado, eu poderia abrir a Benito Linhas Aéreas S/A e "comprar" a marca Transbrasil para voar nos aviões, assim como eu poderia abrir a Benito industria de alimentos S/A e "comprar" a marca Coca-Cola para usar nos meus refrigerantes.
Mas existem dois problemas específicos, por vezes a razão social (nome verdadeiro) e nome fantasia (marca) se confundem de tal maneira, como no caso da Transbrasil, que judicialmente não se aceita usar aquela marca, pois poderia se caracterizar sucessão, numa possível fraude contra credores.
Como a TB esta a muito tempo ser voar, acho que este não seria um problema, principalmente para um investidor que somente comprasse a marca, recetemente tivemos a compra da marca "Mappin" por outro grupo comercial.
Mas existe um problema mais sério, países estrangeiros, em geral, não aceitam este tipo de decisão da justiça brasileira, e poderiam cobrar de quem quer fosse operar a marca Transbrasil fora do Pais, eventuais dívidas não prescritas, o que pode ser um grande estorvo ao potencial internacional da marca.
A marca é um bem, como qualquer outro. Pode ser negociada.
Quanto valeria essa marca? E, em nome de quem ela está atualmente?
Como bem disse o 767, não existe valor de mercado, teriam de ser feitas pesquisas sobre a imagem remanescente da empresa nos consumidores, mas apenas para efeito de comparação, a marca Mappin foi avaliada por 12 milhões e vendida em leilão judicial, por apenas 5 milhoes (grupo Marabraz).
Se a marca não tiver nenhum valor econômico, estaria "em tese" livre para registro, mas acredito que exista sim um valor na marca, mas dúvido que chegue perto destes 5 milhõs ai.....
Antes daquela "estória"
sem graça de repassar as ações da empresa já falida à Fundação Transbrasil para se livrar das dívidas (que creio eu foi barrado na justiça), a empresa era
majoritariamente da família Fontana, representados por aquele "ser" que me recuso a falar o nome (ACC)
Por isso, creio eu
ainda serem seus responsáveis legais... tanto para uma "negociação da marca" (inacreditável) quanto para um "acerto de contas"... que, se tratando de Brasil, tá quase no mesmo caminho (inacreditável também)...
Como disse acima, a Transbrasil faliu, ela não existe mais como pessoa jurídica, o que existe é um patrimônio despersonalizado, que grosseiramente falando, pertence aos credores, e sob responsabilidade de um Síndico, até que o juiz falimentar decida a "partilha" destes bens. Os antigos donos não tem mais quaisquer direitos sobre o que sobrou do patrimônio da TB, a negociação da marca deve ser feita através do juízo falimentar, preferencialmente por leilão.
Tanto a transferência da totalidade das ações para a Fundação Transbrasil, bem como a venda da empresa por R$ 1,00 foram barradas pela justiça e pela Promotoria de Justiça das Fundações.
A marca TransBrasil eu acho interessante, é um nome que foge de siglas (Varig, Vasp, Tam . . .), de estrangeiro (Trip, Webjet, Oceanair . . . ) e de regionalismo (Nordeste, Rio Sul . . . ), porém ainda está na memória dos clientes (e da imprensa), a imagem da empresa em 2001 quando teve avião arrestado, o fatídico dia 04/12/2001 entre outros. Talvez daqui a 10 anos quem sabe não podem reviver a marca?!
E outra se voltar, que seja com uma empresa tão boa e quanto a outrora TransBrasil pré-ACC. Por que se for voltar com um par de 737-300 e operando de forma precária, é melhor deixar o nome TR descansando em paz.
Também acho a marca Transbrasil interessante, mas acho que se é para ressucitar uma marca acho a Cruzeiro melhor, até porque sua saída do mercado foi gradual e não traumática e é uma marca bem associada ao Brasil, que de certa forma traz consigo a grife da marca Varig, sem a carga negativa dos anos de decadência.
Abraços