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REVITALIZAÇÃO DO GALEÃO UNE ESTADO, MUNICÍPIO, INFRAERO E EMPRESAS
A saída emergencial para o esvaziamento do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) é a imediata transferência de todos os vôos do Santos Dummont para o Galeão, à exceção da ponte-aérea Rio-São Paulo e dos vôos executivos. Esse é o consenso entre o Governo estadual, Prefeitura, Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e Associação das Empresas Aéreas. A medida ganhou o apoio da Assembléia Legislativa, após audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais, realizada nesta sexta-feira (14/05). Para sair do papel, é necessário o aval do Departamento de Aviação Civil (DAC). Em reunião na última sexta-feira, no entanto, o diretor do DAC, Washington Carlos Machado, não aceitou a proposta.
"Existe uma ampla parceria em torno dessa proposta. Só o DAC não quer. Não consigo entender o motivo", alfinetou o subsecretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Cunha, um dos maiores defensores do pronto equacionamento de vôos. O assessor do DAC Evandro Santos alegou que o órgão está concluindo uma inédita pesquisa de opinião com os passageiros do Santos Dummont. "Muito tem se falado na transferência dos vôos, mas ainda não ouvimos os próprios usuários do aeroporto. Será que é isso que eles querem?", rebateu Evandro. O deputado Paulo Ramos (PDT), sempre cético, questionou a credibilidade da pesquisa. "Não sei se essa pesquisa vai levar em conta todos os questionamentos necessários. Ela pode não traduzir a vontade da população", sustentou o pedetista.
Outro ponto discutido na reunião foi a proposta da Infraero de investir na ampliação do Santos Dummont. O superintendente de Logística da Secretaria estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Delmo Pinho, fincou o pé contra o projeto. "O Galeão tem 75% de ociosidade na sua capacidade operacional e querem ampliar o Santos Dummont. Isso é desperdício de dinheiro público", protestou Pinho. Já o subsecretário municipal de Turismo Paulo Bastos defendeu as obras no aeroporto doméstico. "Hoje o Santos Dummont é uma rodoviária de aviões. Ele precisa oferecer mais conforto, sistema de refrigeração e dividir os setores de embarque e desembarque. A Prefeitura quer a obra e não podemos perder a oportunidade que a Infraero está nos oferecendo", sustentou o subsecretário municipal de Turismo.
O subsecretário estadual da pasta, Luiz Brito, conciliou as duas posições. "Somos contra as obras de ampliação, mas não contra a modernização. Precisamos de um aeroporto forte e moderno, mas o Santos Dummont não pode receber mais passageiros do que o Galeão", avaliou. No ano passado, o Santos Dummont recebeu mais de cinco milhões de passageiros contra apenas 4,2 milhões no Galeão. O número de passageiros que passou pelo Aeroporto Internacional já foi de 9,8 milhões em 1990, quando o Santos Dummont recebia pouco mais de dois milhões de viajantes.
Delmo Pinho lembrou que a queda no fluxo de passageiros do Galeão foi acompanhada pelo declínio do transporte de cargas. "Em 1998/99, o Aeroporto Internacional movimentava 97 mil toneladas de carga por ano. Hoje, esse volume caiu para 20 mil toneladas. O estado deixou de recolher mais de R$ 300 milhões de ICMS, com essa queda", acentuou Pinho.
O deputado Paulo Ramos, que intermediou a audiência, lembrou que muitas companhias aéreas internacionais acabaram se deslocando para outros estados devido à ausência de vôos no Galeão. "A crise do Galeão é parte de uma pressão orquestrada para esvaziar o estado do Rio em diversos setores de sua economia", denunciou o parlamentar.
REVITALIZAÇÃO DO GALEÃO UNE ESTADO, MUNICÍPIO, INFRAERO E EMPRESAS
A saída emergencial para o esvaziamento do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) é a imediata transferência de todos os vôos do Santos Dummont para o Galeão, à exceção da ponte-aérea Rio-São Paulo e dos vôos executivos. Esse é o consenso entre o Governo estadual, Prefeitura, Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) e Associação das Empresas Aéreas. A medida ganhou o apoio da Assembléia Legislativa, após audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais, realizada nesta sexta-feira (14/05). Para sair do papel, é necessário o aval do Departamento de Aviação Civil (DAC). Em reunião na última sexta-feira, no entanto, o diretor do DAC, Washington Carlos Machado, não aceitou a proposta.
"Existe uma ampla parceria em torno dessa proposta. Só o DAC não quer. Não consigo entender o motivo", alfinetou o subsecretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Cunha, um dos maiores defensores do pronto equacionamento de vôos. O assessor do DAC Evandro Santos alegou que o órgão está concluindo uma inédita pesquisa de opinião com os passageiros do Santos Dummont. "Muito tem se falado na transferência dos vôos, mas ainda não ouvimos os próprios usuários do aeroporto. Será que é isso que eles querem?", rebateu Evandro. O deputado Paulo Ramos (PDT), sempre cético, questionou a credibilidade da pesquisa. "Não sei se essa pesquisa vai levar em conta todos os questionamentos necessários. Ela pode não traduzir a vontade da população", sustentou o pedetista.
Outro ponto discutido na reunião foi a proposta da Infraero de investir na ampliação do Santos Dummont. O superintendente de Logística da Secretaria estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Delmo Pinho, fincou o pé contra o projeto. "O Galeão tem 75% de ociosidade na sua capacidade operacional e querem ampliar o Santos Dummont. Isso é desperdício de dinheiro público", protestou Pinho. Já o subsecretário municipal de Turismo Paulo Bastos defendeu as obras no aeroporto doméstico. "Hoje o Santos Dummont é uma rodoviária de aviões. Ele precisa oferecer mais conforto, sistema de refrigeração e dividir os setores de embarque e desembarque. A Prefeitura quer a obra e não podemos perder a oportunidade que a Infraero está nos oferecendo", sustentou o subsecretário municipal de Turismo.
O subsecretário estadual da pasta, Luiz Brito, conciliou as duas posições. "Somos contra as obras de ampliação, mas não contra a modernização. Precisamos de um aeroporto forte e moderno, mas o Santos Dummont não pode receber mais passageiros do que o Galeão", avaliou. No ano passado, o Santos Dummont recebeu mais de cinco milhões de passageiros contra apenas 4,2 milhões no Galeão. O número de passageiros que passou pelo Aeroporto Internacional já foi de 9,8 milhões em 1990, quando o Santos Dummont recebia pouco mais de dois milhões de viajantes.
Delmo Pinho lembrou que a queda no fluxo de passageiros do Galeão foi acompanhada pelo declínio do transporte de cargas. "Em 1998/99, o Aeroporto Internacional movimentava 97 mil toneladas de carga por ano. Hoje, esse volume caiu para 20 mil toneladas. O estado deixou de recolher mais de R$ 300 milhões de ICMS, com essa queda", acentuou Pinho.
O deputado Paulo Ramos, que intermediou a audiência, lembrou que muitas companhias aéreas internacionais acabaram se deslocando para outros estados devido à ausência de vôos no Galeão. "A crise do Galeão é parte de uma pressão orquestrada para esvaziar o estado do Rio em diversos setores de sua economia", denunciou o parlamentar.



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