Boeing e Airbus esperam reaquecimento do mercado para o 747 e o A380
Seg, 22 de Fevereiro de 2010 10:34
Fonte: Portal CR
http://www.portalcr.com.br/noticias/indust...-o-747-e-o-a380
Em entrevistas concedidas durante o mês de Fevereiro por seus executivos, Boeing e Airbus confirmaram a expectativa de que 2010 apresente um leve reaquecimento nas vendas de seus maiores aviões, o 747 e o A380, informou a ATI.
O CEO da Boeing, James McNerney, dando a entender que vendas da versão de passageiro do 747-8 serão mais difíceis no curto prazo apesar das conversas estarem sendo mantidas “aquecidas”, espera ver uma retomada das encomendas firmes para a versão cargueira do avião a partir do segundo semestre, com a efetivação de negociações que estão sendo realizadas no momento.
Segundo McNerney, desde o início da crise econômica mundial as empresas cargueiras focaram em reduzir a capacidade, mas agora elas estão começando a notar que podem estar abaixo do que precisam para a atual demanda, o que tem proporcionado a retomada de conversas a respeito de novos aviões como o 747-8F.
A posição da concorrente européia da Boeing, a Airbus, mantém a mesma linha. Na opinião do CEO da fabricante para o setor de Clientes, John Leahy, não devem ser recebidas diversas encomendas para o A380 em 2010, mas uma recuperação deve ser vista.
Para a Airbus as 202 encomendas que o seu super-jumbo conseguiu desde o lançamento do projeto até o momento são apenas a ponta do iceberg, e Leahy confirma essa posição dizendo que o A380 é um avião que tem dado muito certo nas companhias aéreas em que opera, sempre com ocupações acima de 80%. Média que inclusive é ajudada pelo próprio avião e a forma como atrai o interesse de várias pessoas que desejam nele voar.
Ainda de acordo com Leahy isso faz com que mesmo as companhias que não o operam mantenham especial atenção em relação ao avião e à possibilidade de adquiri-lo, e a previsão da fabricante é de que as operadoras asiáticas sejam as grandes líderes de encomendas nas próximas décadas, chegando a se tornar responsáveis por mais da metade dos A380 em operação nesse período.
As posiçãos de Boeing e Airbus em relação ao futuro tanto no curto quanto longo prazo refletem a perspectiva da indústria de que a pior fase da crise ficou mesmo para trás, fase esta que fez as duas fabricantes fecharem o último ano com apenas seis encomendas firmes para o 747-8 e o A380 somados, sendo duas para o primeiro e quatro para o segundo.
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Seg, 22 de Fevereiro de 2010 10:34
Fonte: Portal CR
http://www.portalcr.com.br/noticias/indust...-o-747-e-o-a380
Em entrevistas concedidas durante o mês de Fevereiro por seus executivos, Boeing e Airbus confirmaram a expectativa de que 2010 apresente um leve reaquecimento nas vendas de seus maiores aviões, o 747 e o A380, informou a ATI.
O CEO da Boeing, James McNerney, dando a entender que vendas da versão de passageiro do 747-8 serão mais difíceis no curto prazo apesar das conversas estarem sendo mantidas “aquecidas”, espera ver uma retomada das encomendas firmes para a versão cargueira do avião a partir do segundo semestre, com a efetivação de negociações que estão sendo realizadas no momento.
Segundo McNerney, desde o início da crise econômica mundial as empresas cargueiras focaram em reduzir a capacidade, mas agora elas estão começando a notar que podem estar abaixo do que precisam para a atual demanda, o que tem proporcionado a retomada de conversas a respeito de novos aviões como o 747-8F.
A posição da concorrente européia da Boeing, a Airbus, mantém a mesma linha. Na opinião do CEO da fabricante para o setor de Clientes, John Leahy, não devem ser recebidas diversas encomendas para o A380 em 2010, mas uma recuperação deve ser vista.
Para a Airbus as 202 encomendas que o seu super-jumbo conseguiu desde o lançamento do projeto até o momento são apenas a ponta do iceberg, e Leahy confirma essa posição dizendo que o A380 é um avião que tem dado muito certo nas companhias aéreas em que opera, sempre com ocupações acima de 80%. Média que inclusive é ajudada pelo próprio avião e a forma como atrai o interesse de várias pessoas que desejam nele voar.
Ainda de acordo com Leahy isso faz com que mesmo as companhias que não o operam mantenham especial atenção em relação ao avião e à possibilidade de adquiri-lo, e a previsão da fabricante é de que as operadoras asiáticas sejam as grandes líderes de encomendas nas próximas décadas, chegando a se tornar responsáveis por mais da metade dos A380 em operação nesse período.
As posiçãos de Boeing e Airbus em relação ao futuro tanto no curto quanto longo prazo refletem a perspectiva da indústria de que a pior fase da crise ficou mesmo para trás, fase esta que fez as duas fabricantes fecharem o último ano com apenas seis encomendas firmes para o 747-8 e o A380 somados, sendo duas para o primeiro e quatro para o segundo.
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