resultado do planejamento erroneo de administrações anteriores. Muito embora seja o que tem melhor area e condições para ampliação, pois ocupa boa parte da Ilha do Governador.
Planejamento errôneo? Não, o planejamento foi bom. O T1 estava no limite quando se começou a se mexer para a ampliação. Todos esquecem como os vilões de GIG, GRU e CNF foram os VDCs. A interrupção dos planos de expansão de GRU se deu ao meio do início dos VDCs e só tem a eles responsabilizar. Houve quebra do ritmo crescimento e os planos foram engavetados. A verba não foi desviada para o GIG. A de GRU que não saiu, porque o efeito dos VCDs no Rio veio mais tarde. Aliás, o SDU só ganhou musculatura mesmo depois do incêndio. Essa foi a época negra para o GIG.
Para o GIG a LH iniciar FRA-GIG ou MUC-GIG não faz tanta diferença a meu ver.
Ah, claro que faz. As pessoas confundem muito... A Alemanha é federal e tem uma economia descentralizada, mas todos os caminhos continuam a passar por Frankfurt. Não é à toa que o slogan de Hessen é "An Hessen führt kein Weg vorbei", ou seja, nenhum caminho passa direto de Hessen. É preciso entender que Frankfurt não é como Londres ou Paris, para os quais todos os caminhos levam, pois Frankfurt é por onde todos os caminhos passam.
A questão é que a expansão do GIG se deu em um momento quando já era evidente que ela não era necessária, ao passo que recursos eram urgentemente necessários em GRU. O Governo, por determinadas e lamentáveis decisões, decidiu sacrificar a expansão em GRU para fazer o T2 do GIG. Deu no que deu.
Isso não é verdade. GRU não teve nada sacrificado em prol do GIG. Os acontecimentos que levaram à letargia total do GIG aconteceram durante a construção, tanto que uma parte ficou inacabada. Eu acho incrível como todos são grande visionários do passado... É tão fácil prever o passado... GRU precisava ter seu cronograma de expansão mantido, mas seu tráfego sofria revés com a abertura de CGH... O mesmo ocorreu no GIG, mas um pouco mais tarde.
Se você voltar algum tempo atrás vai ver que o GIG não sobrava, a RG sustentava várias operações lá diariamente!
O problema é a falta de atualização das estruturas!
Exatamente, aliás, a RG em seus problemas também teve seu papel na desorientação da infraestrutura aeroportuária. Ela não tinha planejamento estratégico de longo prazo, era uma companhia meramente reativa. Para o governo, ela continuava sendo a bússola, mas uma que achava vários nortes.
Naquela época, deveriam ter iniciado a construir o TPS3 em GRU (qdo ainda havia menos invasoes) e na sequencia, 9 anos atrás (que era a previsao da conclusao de GRU), iniciar o TPS2 do GIG que hoje seria mais moderno e estaria todo operacional, favorecendo o Rio.
Você está usando os dados do GIG já esvaziado para criar um cronograma, mas ninguém planejou o esvaziamento do GIG. O que sempre pensavam era que o crescimento em SAO era crescimento real, não transferência dele. CGH tirava passageiros domésticos de GRU, e GRU tirava os internacionais o GIG... era assim que funcionava... era assim que a expansão de GRU deixou de ser urgente, a curva de crescimento com os voos domésticos era mais acentuada. O tráfego internacional já existia, só que ele circulava em tags para o GIG, por isso a transferência de voos não trazia tantos passageiros a mais, até porque os tags vindos do GIG estavam mantidos, portanto os passageiros de lá não contavam...
Não entendo o "tom" dos comentários!!
Quando digo "errônea" é pelo ponto de vista estratégico ede recursos. Os militares, então no poder na década de 70, definiram por conta própria, sem consultas, como bem gostavam de fazer, ampliaram o Galeão. Pelo lado das projeções de futuro, ótimo, isso se tivessem combinado antes com as operadoras aéreas. Concluíram o TP2 de GIG e antes mesmo de seu término, as cias. já desembarcavam em GRU, esvaziando o "bom" GIG.
Quando digo errôneo é pelo contrasenso de se investir em uma terminal (GIG) sendo que o crecimento previsto eram em outra (GRU). Hoje vivemos essa ironia, temos GRU totalmente saturada, carente de investimentos e GIG esbanjando espaço e condições as operadoras.
O grande "erro" foi priorizar GIG em um momento onde a demanda já se mostrava em outra direção (GRU).
Vou repetir, se vcs ainda não entenderam: Torço por GIG, acho que a ANAC deveria de alguma forma incentiver e promover o terminal. Enquanto não se amplia GRU, acredito que GIG deve ser o destino das Cias.
Quem acha que a VARIG ficou fora do planejamento está sonhando. Como disse, a VARIG era reativa, por isso não crescia em SAO por iniciativa própria, mas como reação à concorrência. O crescimento era previsto em GIG, porque sempre se fez uso das séries históricas. Não havia essa previsão do que se tornaria GRU hoje até porque não sabiam o que estavam fazendo com a liberalização de CGH e SDU. Isso trouxe efeitos negativos para GRU, que atingiu tardiamente seu potencial como hub doméstico.