Pular para conteúdo


[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Mudanças no setor aéreo


  • This topic is locked Este tópico está trancado. =/
Já existem 9 respostas neste tópico, contribua você também!

#1 igor_munique

  • Usuários
  • 104 Postagens
  • Gender:Male
  • Location:Munique
  • Cidade/UF/País:München/Bayern/Alemanha
  • Data de Nascimento:10/07/1975
Reputação: 5

Postado 21 de março de 2010 - 05:49

Do editorial do Estado de São Paulo de hoje (21/03/10)

São profundas as mudanças no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) propostas pelo governo no projeto que acaba de enviar ao Congresso. Elas reduzem acentuadamente o poder de intervenção do Estado na operação das companhias aéreas, inclusive assegurando-lhes formalmente a liberdade tarifária - que hoje depende muito do humor das autoridades -, elevam para até 49% o limite da participação de capital estrangeiro no capital total das empresas e praticamente acabam com o regime de concessão em vigor, mantendo-o em raríssimas situações e substituindo-o, nas demais, pelo regime de autorização, bem mais simples e menos sujeito ao controle estatal.


O projeto moderniza o CBA, para estimular os investimentos nacionais e estrangeiros no setor, de modo a aumentar a oferta de serviços e a competição entre as empresas, o que pode resultar em melhora de qualidade e até em redução de tarifas. No entanto, dada a sua extensão e a sua profundidade, ele precisa ser discutido com a necessária cautela pelo Congresso, razão pela qual não parece adequada sua tramitação em regime de urgência, recomendado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, na exposição de motivos que apresentou ao presidente Lula.

Nesse documento, Jobim argumenta que muitas regras inscritas no CBA precisam de atualização para acompanhar a evolução do quadro jurídico e institucional do País e o avanço técnico do setor aéreo. Em março de 2008, ao examinar o modelo de concessão definido pelo CBA, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia determinado ao Conselho de Aviação Civil - órgão de assessoramento do presidente da República, que tem a função de formular a política para a aviação civil - que o revisse, pois não estava sendo inteiramente obedecido. O TCU indagava se seria o regime mais adequado para o País ou se deveria ser mudado.

O Ministério da Defesa entende que a autorização, não mais a concessão, é o melhor regime, pois reduz as barreiras à entrada de empresas interessadas em operar no setor de transporte aéreo de passageiros, cargas e mala postal e, por isso, tende a estimular a competição, o que, pelo menos em tese, deve aumentar a oferta e melhorar a qualidade de serviços aos usuários.

Pela proposta, a exploração de serviços aéreos será realizada em regime privado. As empresas autorizadas deverão observar princípios como eficiência, regularidade, pontualidade, responsabilidade e segurança das operações, e estarão sujeitas à fiscalização. Elas devem também garantir diversidade de serviços, aumento da oferta e da qualidade dos serviços, competição livre e justa e respeito aos direitos dos usuários, entre outras obrigações.

A autorização não tem prazo de validade, mas pode ser cassada em casos como a falência da empresa autorizada ou a suspensão dos serviços por prazo superior a seis meses, entre outros. A autorização também perderá validade em caso de renúncia ou anulação.

É um conjunto de normas que aparentemente assegura a prestação de serviços adequados aos usuários, em termos de qualidade e segurança, e em condições de livre competição, inclusive com maior participação de capital estrangeiro, sem interferência excessiva do Estado que possa afetar os resultados operacionais das empresas autorizadas.

Cabe, porém, indagar se a liberdade adicional de que passarão a dispor as empresas autorizadas a operar no setor aéreo não poderá resultar em concorrência predatória que leve uma ou mais delas a uma situação de desequilíbrio financeiro, conjuntural ou estrutural, e as force a, na busca do reequilíbrio, adotar práticas que piorem os serviços ou impliquem até a inobservância de regras e normas de segurança de voo.

Pelas regras em vigor, os serviços aéreos de transporte regular "estão sujeitos às normas que o governo estabelecer para impedir a competição ruinosa e assegurar o seu melhor rendimento econômico". O projeto retira esse poder do governo.

Essa é apenas uma das questões que precisam ser examinadas com cuidado, sem pressa, pelo Congresso.

---------------

E pensar que um projeto tão importante come esse será analisado por um Congresso como o nosso....

#2 A345_Leadership

  • Membro Honorário
  • 7395 Postagens
  • Gender:Male
  • Location:SAO
  • Interests:Aviação cívil
    História da aviação
    Arquitetura aeroportuária
  • Cidade/UF/País:SAO
  • Data de Nascimento:14/05/1986
Reputação: 3299

Postado 21 de março de 2010 - 12:56

Há uns 10 anos eles falam a mesma coisa . . .

#3 qwert

  • Usuários
  • 584 Postagens
  • Gender:Male
  • Cidade/UF/País:Brasil
  • Data de Nascimento:01/09/1979
Reputação: 30

Postado 21 de março de 2010 - 15:28

É uma total irresponsabilidade rebaixar o nível de inspeção, fiscalização e controle que se faz numa Gol/TAM ao que se faz numa Líder Táxi Aéreo.
Ambos os grupo de empresas possuem perfis, propósitos, dimensões, riscos completamente distintos e que não cabem ser tratados de maneira uniforme pela autoridade aeronáutica.
Se TCU constata uma desobediência ao modelo de concessão, isso não serve de motivo para extingui-lo, mas para restaurá-lo.
É preferível que a relação entre regulador e regulado permaneça como está, do que no futuro dispormos de serviços aéreos com baixos níveis de segurança e elevada instabilidade comercial.

#4 Landing

  • Usuários
  • 8648 Postagens
  • Gender:Male
  • Cidade/UF/País:br
  • Data de Nascimento:06/06/1966
Reputação: 3130

Postado 21 de março de 2010 - 15:59

QUOTE(qwert @ Mar 21 2010, 03:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Se TCU constata uma desobediência ao modelo de concessão, isso não serve de motivo para extingui-lo, mas para restaurá-lo.

O TCU ja provou que quem mais precisa de fiscalização aqui é a infrazero!


#5 qwert

  • Usuários
  • 584 Postagens
  • Gender:Male
  • Cidade/UF/País:Brasil
  • Data de Nascimento:01/09/1979
Reputação: 30

Postado 21 de março de 2010 - 17:25

Landing,
Infelizmente TCU não fiscaliza Gol/TAM, por não estarem na ossada do poder público.

#6 Stratocruiser

  • Consultor
  • 5755 Postagens
  • Gender:Male
  • Location:Oxford/UK
  • Cidade/UF/País:Curitiba/Paraná/Brasil
  • Data de Nascimento:12/03/1981
Reputação: 871

Postado 21 de março de 2010 - 17:35

Ossada? Que ossada? Você quis dizer alçada?

#7 qwert

  • Usuários
  • 584 Postagens
  • Gender:Male
  • Cidade/UF/País:Brasil
  • Data de Nascimento:01/09/1979
Reputação: 30

Postado 21 de março de 2010 - 18:40

QUOTE(Stratocruiser @ Mar 21 2010, 05:35 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ossada? Que ossada? Você quis dizer alçada?

Eh isso aí! A alça aiwebs_017.gif

#8 Marco SBCT

  • Usuários
  • 2146 Postagens
  • Cidade/UF/País:Curitiba
  • Data de Nascimento:21/04/1953
Reputação: 35

Postado 21 de março de 2010 - 21:33

Ossada tem muita carne para as ratazanas roerem ...rsrsrs

#9 qwert

  • Usuários
  • 584 Postagens
  • Gender:Male
  • Cidade/UF/País:Brasil
  • Data de Nascimento:01/09/1979
Reputação: 30

Postado 21 de março de 2010 - 22:00

QUOTE(Marco SBCT @ Mar 21 2010, 09:33 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ossada tem muita carne para as ratazanas roerem ...rsrsrs

Ratazanas essas que também não faltam na iniciativa privada.

#10 Islander

  • Membro Honorário
  • 2798 Postagens
  • Cidade/UF/País:São Paulo - SP - Brasil
  • Data de Nascimento:10/10/1973
Reputação: 493

Postado 22 de março de 2010 - 16:34

QUOTE(qwert @ Mar 21 2010, 10:00 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ratazanas essas que também não faltam na iniciativa privada.

Mas ai é um problema dos donos das empresas.....

Acho perfeito a mudança de regime das empresas aéreas. A concessão não se aplica ao modelo aéreo. Se levado ao pé da letra, nenhuma empresa aérea ia operar no Brasil. Isso porque o Estado teria que leiloar a linha, exemplo FOR-REC. A empresa A ganha a concorrencia, e a empresa B a linha REC-SSA. Como um pax vai de FOR a SSA? Compra 2 passagens???? Esse é apenas um dos muitos problemas que a concessão traz. Já o modelo autorizativo permite maior concorrencia e ficalização....
O modelo aéreo requer conexões, escalas, etc para se manter, o que não combina com concessão de linhas.... Concessão de linha funciona para empresas de onibus, saneamento básico, etc, etc...





1 Usuário(s) lendo este tópico

0 usuário(s), 1 visitante(s) e 0 usuário(s) anônimo(s)