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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Costa propõe novo negócio para ECT


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#1 Carlos Augusto

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Postado 01 de abril de 2010 - 16:04

Fonte: Valor Econômico, 01/04/2010 (Caderno B; pág.4)


Minuta de medida provisória pemite aos Correios criar uma companhia aérea



Reportagem: Danilo Fariello

Antes de deixar o Ministério das Comunicações, ontem, Hélio Costa enviou à Casa Civil uma minuta de medida provisória que reforma o funcionamento dos Correios. Pelo texto, a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) será transformada numa sociedade por ações de capital fechado, podendo ter participação acionária em outras empresas. As novidades poderão levar a alterações na contratação de companhias aéreas pelos Correios. Tornando-se uma SA, a ECT poderá ter contratos mais longos e flexíveis com as fornecedoras de serviços aéreos. Pela minuta, a empresa poderá até criar uma aérea própria, mexendo com um mercado que hoje significa centenas de milhões para empresas aéreas privadas.

Conforme o texto proposto pelo Ministério, os Correios poderiam fundar, em parceria com uma empresa privada, uma joint venture para fazer os serviços de transporte de cargas, conhecidos como Viação Aérea Comercial (VAC) e Rede Postal Noturna (RPN). Como SA, a ECT poderia até passar a ter pilotos no seu quadro de funcionários, o que é vetado hoje pela Lei Postal, que poderá ser alterada pela MP.

O Ministério prevê apoio do BNDES na formação da nova sociedade. Para o potencial sócio privado, a perspectiva seria positiva não apenas pelo acesso a recursos do BNDES, mas também porque a joint venture teria os próprios Correios como um cliente cativo e garantido. Em 2009, a ECT gastou R$ 364,3 milhões contratando serviços de VAC e RPN de aéreas privadas. Se os estudos posteriores mostrarem que é viável a criação da aérea própria, no Ministério a expectativa maior é de que seja buscado um parceiro novato no setor, em vez das aéreas que já concorrem no segmento. Uma associação com uma empresa de capital aberto seria a mais difícil.

Depois de publicada a MP, os Correios deverão dar início a um estudo de viabilidade, para avaliar se é mais interessante criar uma empresa em sociedade com um órgão privado ou manter os contratos nas novas condições.

O presidente dos Correios, Carlos Henrique Almeida Custódio, já chegou a defender publicamente a criação de uma aérea própria da empresa há dois anos. O setor é visto como o mais crítico para a atuação dos Correios em seu foco principal, que é o de logística.

No Ministério há uma visão de que os Correios muitas vezes já sofreram com as licitações com as aéreas porque elas passam por problemas financeiros com frequência, porque combinariam preços e porque atrasam os voos.

Para este ano, foram rompidos contratos com a aérea Beta, que apresentou uma série de dificuldades operacionais no passado. Também foram rescindidos recentemente três contratos que a ECT mantinha com a TAF. Anteriormente, a Controladoria Geral da União (CGU) já havia recomendado apuração de responsabilidades em contratos da ECT com a Beta, a TAF e a Skymaster.

Atualmente, as principais fornecedoras da ECT são TOTAL, Air Brasil, Rio e Trip, para serviço postais noturnos. Em 2009, para o serviço aéreo comercial, as principais foram as companhias Gol, TAM, Variglog, MTA, ABSA, Webjet e Rio, segundo a ECT.
Para as companhias aéreas, o contrato com os Correios nem sempre é de grande vantagem porque eles normalmente têm valor mais baixo do que quando os voos são fretados por empresas particulares. Além disso, elas correm o risco de ficar sob a lupa da CGU e do Tribunal de Contas da União (TCU). Como SA, a ECT poderia fazer contratações mais flexíveis, como ocorre com a Petrobras ou a Eletrobras , por exemplo.

Ao transformar os Correios em uma SA, o governo também quer levar mais transparência à companhia, que já esteve envolvida em diversos escândalos, como a CPI dos Correios, que deu início às investigações do mensalão no governo federal. Abrir o capital da companhia em bolsa não é possível, ainda, por restrições na Lei Postal. Segundo interpretações feitas no Ministério, por essa norma, pode haver conflito na participação de investidores privados na empresa, que atua em um monopólio estatal.

No texto da MP há também previsão de que os Correios possam começar a atuar em correio eletrônico, numa tentativa de levar a empresa ao mundo digital.

Outra previsão na minuta é a criação de escritórios fora do país, para que a estatal possa começar a atuar também em comércio exterior, atendendo exportações ou importações de empresas brasileiras.

O texto ainda define com mais precisão quais são as atividades afins dos Correios e o que não se confunde com serviço postal. Com isso, terá maior amparo legal o Banco Postal, por exemplo.

Ontem, ao deixar o cargo e transmiti-lo a José Artur Filardi, seu antigo chefe de gabinete, Costa afirmou que conversou pela manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a minuta, já enviada à Casa Civil há cerca de um mês. Lula teria assegurado que pedirá pressa sobre o tema. O conteúdo da curta minuta ainda pode ser alterado na Casa Civil até sua publicação.

Apesar da perspectiva de iniciação dos Correios no setor digital, ontem, em sua posse, Filardi descartou a participação da ECT no Plano Nacional de Banda Larga, em gestação no governo. Durante sua gestão, Costa chegou a propor à empresa gerenciar o plano, mas agora ele tende a adotar a Telebrás para a função. A assessores, Costa disse que quer ser o relator da MP dos Correios no Senado, para onde voltou.






#2 Flytronix

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Postado 01 de abril de 2010 - 16:23

Mais desperdício de dinheiro alheio... Eles são especialistas nisso.

Quer fazer aérea? Quer modernizar os Correios? Ótimo. Privatizem antes, só isso.

Editado por Flytronix, 01 de abril de 2010 - 16:25 .


#3 Mello

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Postado 01 de abril de 2010 - 17:07

QUOTE(Flytronix @ Apr 1 2010, 04:23 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Mais desperdício de dinheiro alheio... Eles são especialistas nisso.

Quer fazer aérea? Quer modernizar os Correios? Ótimo. Privatizem antes, só isso.



10 thumbsup.gif

#4 Stratocruiser

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Postado 01 de abril de 2010 - 17:17

QUOTE(Carlos Augusto @ Apr 1 2010, 03:04 PM) <{POST_SNAPBACK}>
[...] Além disso, elas correm o risco de ficar sob a lupa da CGU e do Tribunal de Contas da União (TCU). Como SA, a ECT poderia fazer contratações mais flexíveis, como ocorre com a Petrobras ou a Eletrobras , por exemplo. [...]

"Contratações flexíveis", sei, sei... Acho que o excerto acima explica bem o objetivo da medida.

Como disse o colega, se o objetivo é dar transparência, que se quebre o monopólio e se privatize de vez, colocando uma Agência Reguladora séria no encalço dos compradores para assegurar competitividade, qualidade e preço justo. A receita é tão simples e funciona tão bem noutros lugares.

#5 Charlie Mike

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Postado 01 de abril de 2010 - 18:11

- Esses poliíticos não tem vergonha na cara mesmo.

- Vê se US Postal Sevice dos americanos tem empresa aérea ?
- Lá o que eles tem é a livre concorrência e não esse monopólio que favorece a corruptobrás.

- Traquinas esse Hélio Costa, não. rofl.gif

#6 qwert

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Postado 01 de abril de 2010 - 21:46

Transformar a ECT numa SA não parecer ser uma boa idéia, já que não seria rentável. Soaria melhor a lei atual ser alterada para a ECT poder criar uma aérea própria.
Vai lá que os serviços postais de outros países reservem esse tipo de atividade para a iniciativa privada, mas não surgiria tão cedo uma FedEx ou UPS brasuca.
O governo criar uma aérea de cargas para a ECT poderia ser o primeiro passo para criar uma aérea de transporte de passageiros que nem a BoA ou a Regional Paraguaya.
QUOTE(Flytronix @ Apr 1 2010, 04:23 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Quer fazer aérea? Quer modernizar os Correios? Ótimo. Privatizem antes, só isso.

Isso feriria a Constituição Federal. Seu art. 21, inciso X, prevê que compete à União “manter o serviço postal e o correio aéreo nacional” http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/const...tui%C3%A7ao.htm.

#7 Charlie Mike

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Postado 02 de abril de 2010 - 14:38

QUOTE(qwert @ Apr 1 2010, 09:46 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Transformar a ECT numa SA não parecer ser uma boa idéia, já que não seria rentável. Soaria melhor a lei atual ser alterada para a ECT poder criar uma aérea própria.
Vai lá que os serviços postais de outros países reservem esse tipo de atividade para a iniciativa privada, mas não surgiria tão cedo uma FedEx ou UPS brasuca.
O governo criar uma aérea de cargas para a ECT poderia ser o primeiro passo para criar uma aérea de transporte de passageiros que nem a BoA ou a Regional Paraguaya.

Isso feriria a Constituição Federal. Seu art. 21, inciso X, prevê que compete à União “manter o serviço postal e o correio aéreo nacional” http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/const...tui%C3%A7ao.htm.


- Prezado Qwert,

- Muito já se discutiu nesse forum sobre a intenção dos correios brasileiros em criar uma frota de aeronaves para a distribuição de correspondências e encomendas.

- De fato compete à União manter o Correio Aéreo Nacional, e assim o faz pelo intermédio da FAB, bem como de fato o serviço postal é não só mantido pelo governo como é exclusividade sua, ou seja é um monopólio estatal.

- Pergunto-vos: O governo administra bem suas estatais ?

- Pergunto-vos: Aqueles caminhões pintados de amarelo com a inscrição em azul no baú de Correios e SEDEX, são dos correios ou são empresas terceirizadas.

- Pergunto-vos: Todas as agências dos Correios são deles ou há também empresas franqueadas ?

- Já foi dito por muita gente que o mal dos Correios é a forma de contratação do transporte aéreo, ou seja, há o direcionamento das licitações.

- Devemos aprender com os erros do passado para não voltar a cometê-los no futuro.

- Quando as Ferrovias eram privadas se transportava pessoas e cargas por boa parte desse país, bastou serem estatizadas que o caldo desandou.
- Hoje as Ferrovias estão voltando a ter uma grande importância, justamente por que não há mais a presença do governo e seus aspones nesse modal de transporte.

- Infelizmente, não há pureza de intenção na criação de um Aérea para os Correios, isso soa como algum esquema que está sendo montado para alguém se dar bem.

- Há vários empresários querendo investir nesse nicho de transporte, desde quê as regras sejam claras e estáveis.

#8 jambock

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Postado 02 de abril de 2010 - 15:42

Meus prezados:
Comenta-se das poucas horas de voo executadas pelos pilotos da FAB. Em verdade, não sei se tal assertiva se aplica aos pilotos de transporte. Aos pilotos de caça creio ser verdadeira.
Mas, por que não ampliar os serviços do CAN executados? Proporcionando mais horas de voo para os pilotos da FAB, com as despesas de voo pagas pelos Correios? Os Grupos de Transporte (Hércules) para voos interestaduais e os ETA's (Bandeirante e Caravan) para os voos regionais, de pequenas distâncias.
A FAB proporcionaria a seus pilotos maior proficiência de voo, por aumento no número de horas voadas, sem custo adicional.
Existem países da América do Sul cujas FA's realizam voos civis, transportando passageiros e correios.

#9 Charlie Mike

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Postado 02 de abril de 2010 - 17:08

QUOTE(jambock @ Apr 2 2010, 03:42 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Meus prezados:
Comenta-se das poucas horas de voo executadas pelos pilotos da FAB. Em verdade, não sei se tal assertiva se aplica aos pilotos de transporte. Aos pilotos de caça creio ser verdadeira.
Mas, por que não ampliar os serviços do CAN executados? Proporcionando mais horas de voo para os pilotos da FAB, com as despesas de voo pagas pelos Correios? Os Grupos de Transporte (Hércules) para voos interestaduais e os ETA's (Bandeirante e Caravan) para os voos regionais, de pequenas distâncias.
A FAB proporcionaria a seus pilotos maior proficiência de voo, por aumento no número de horas voadas, sem custo adicional.
Existem países da América do Sul cujas FA's realizam voos civis, transportando passageiros e correios.


- Prezado Jambock-

- Ado, ado, ado ........cada um no seu quadrado.

- As forças armadas tem sua destinação prevista na Constituição.

- Eu pago meus impostos e não gostaria de ver um militar, ganhando uma ninharia com estão ganhando, realizando uma atividade totalmente estranha ao seu propósito.

- Eu não fiquei nem um pouco contente, muito pelo contrário, estou indignado até hoje, por ter visto os aviões do GTE transportando passageiros de uma empresa aérea.
- Tudo por quê os dirigentes da ANAC foram capitulados pelo interesse comercial das empresas e aí autorizaram mais vôos do que a capacidade das empresas em realizá-los.

- Ora, eu pago um imposto para ter uma Força Aérea para defender esse país e nossas riquezas.
- Nesses últimos tempos tenho questionado até mesmo se existe a necessidade de se manter o CAN - Correio Aéreo Nacional, pois acho que ele já cumpriu a sua função de integração nacional e agora que está com essa responsabilidade são as empresas aéreas mantidas e gerenciadas pela iniciativa privada.

- Já vi muita sacanagem sendo feita com as Forças Armadas, vi também muita sacanagem sendo realizada para com a coisa pública.

- Se não há horas de vôo disponíveis para a FAB, então há um problema sistêmico que deve ser explorado e corrigido.
- Será que há necessidade de tantos aviadores militares ?
- Será que há necessidades de tantos grupos de caças ?
- Será que não seria mais viável investir em simuladores para guerra virtual do que fazer vôos reais ?
- Será que não há horas de vôo por que a estrutura da FAB é tão pesada que ela gasta todo seu orçamento sem cumprir sua atividade fim ?
- Será que não existe muita coisa desnecessária dentro da FAB, como por exemplo: Casa Gerontológica da Aeronáutica e outros...
- Será que não é um desvio de destinação um hospital da aeronáutica atender pilotos e comissários civis em detrimento dos militares da força, pois com isso recebe um reforço no caixa.
- Será que o combustível das aeronaves da FAB não deveria ser fornecido pela estatal Petrobrás a preço de custo, talvez uns Cr$ 0,80 o litro de JP-1 ao invés de ser comprado de distribuidoras. ?
- Será que ao invés de se manter inúmeros organismos militares no Rio, esses mesmos contingentes não seriam mais úteis nas regiões de fronteira e certamente com um custo bem menor ?

- Como se pode ver, em rápido exercício de reflexão se percebe que há várias "tartarugas colocadas em galho de árvore" dentro da aeronáutica, então basta querer acertar a casa.

- Será que há vontade política para isso ?!

- Vejo essa proposta de ajuda aos CORREIOS com muitas ressalvas, pois isso me lembra algumas iniciativas mal fadadas dos Parques de Material Aeronáutico que resolveram reforçar o caixa fazendo manutenção em aeronaves civis.

- É claro que com a estrutura e pessoal que possuiam realizavam serviços em um tempo muito menor e mais barato que as empresas congêneres tocadas pela iniciativa privada (oficinas de aviões).

- Em pouco tempo duas situações ocorreram:

1# - Os Parques começaram a dar prioridade aos clientes externos por quê deles é que vinham os recursos necessários para manter a estrutura orgânica do Parque.
2# - Várias oficinas de aviões foram a falência, por conta de uma concorrência desleal, haja vista que os Parques não tinham que se preocupar com folha de pagamentos, impostos, licenças, fiscalização do DAC e outras......

- Finalmente, Não sou douto no assunto, mas creio que beira ao crime utilizar a estrutura pública, digo o, o pessoal militar e meios e equipamentos exclusivamente destinados para fins militares, para atividade essencialmente civil.

- Se posso mal comparar: É como utilizar um funcionário do condomínio para fazer serviços particulares para um morador do prédio.

- Acredito que muitos que tiveram o desprazer de ver isso (o exemplo acima), também ficaram indignados.

- Não me tenha mal Prezado JAMBOCK, mas acho que esse caminho (ou sugestão) não é uma boa. thumbsdown_still.png


#10 jambock

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Postado 02 de abril de 2010 - 18:17

QUOTE(Charlie Mike @ Apr 2 2010, 05:08 PM) <{POST_SNAPBACK}>
- Prezado Jambock-
(...)
- Será que ao invés de se manter inúmeros organismos militares no Rio, esses mesmos contingentes não seriam mais úteis nas regiões de fronteira e certamente com um custo bem menor ?
(...)
- Finalmente, Não sou douto no assunto, mas creio que beira ao crime utilizar a estrutura pública, digo o, o pessoal militar e meios e equipamentos exclusivamente destinados para fins militares, para atividade essencialmente civil.
(...)
- Não me tenha mal Prezado JAMBOCK, mas acho que esse caminho (ou sugestão) não é uma boa. thumbsdown_still.png
Prezado Charlie Mike: Altamente respeitável tua opinião.
Em relação ao teu primeiro questionamento, informo:
A FAB está transferindo os esquadrões "Coral" e "Cascavel" do GTT (aeronaves Hércules) para Campo Grande, acompanhando o Exército, que está para lá transferindo sua Brigada Paraquedista.
A FAB está transferindo o 1º/16º GAv = Esquadrão "Adelfi" (aeronaves AMX) para Campo Grande.
Quanto ao teu segundo, creio que o CAN continuará existindo pois atende instalações militares em cidades ou povoados (postos isolados de fronteira) sem o menor interesse para as aéreas nacionais ou regionais, além de prestar transporte para o Ministério da Saúde, Tribunais Eleitorais, etc.

#11 Charlie Mike

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Postado 02 de abril de 2010 - 21:04

QUOTE(jambock @ Apr 2 2010, 06:17 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Prezado Charlie Mike: Altamente respeitável tua opinião.
Em relação ao teu primeiro questionamento, informo:
A FAB está transferindo os esquadrões "Coral" e "Cascavel" do GTT (aeronaves Hércules) para Campo Grande, acompanhando o Exército, que está para lá transferindo sua Brigada Paraquedista.
A FAB está transferindo o 1º/16º GAv = Esquadrão "Adelfi" (aeronaves AMX) para Campo Grande.
Quanto ao teu segundo, creio que o CAN continuará existindo pois atende instalações militares em cidades ou povoados (postos isolados de fronteira) sem o menor interesse para as aéreas nacionais ou regionais, além de prestar transporte para o Ministério da Saúde, Tribunais Eleitorais, etc.


- Prezado Jambock,

- Apesar de fugir um pouco do assunto, referi-me ao retorno à identidade da FORÇA AÉREA BRASILEIRA, assunto polêmico.

- Mas creio que se a FAC - Força Aérea Carioca, a qual não vejo razão nenhuma para existir, acompanhasse essa mudança de localidade dos esquadrões, isso seria um grande avanço no sentido de tornar a FAB mais ágil e profissional.

- O EB demonstrou muito mais profissinalismo ao destinar sua arma aérea para as localidades do norte do país e manter apenas parte em Taubaté/SP.

- Já quanto a atual utilização do CAN, realmente, permaneço em dúvida. Seria bom que algum foreiro nos trouxesse a informação sobre as linhas CAN e seu esforço aéreo. (PAX/voo) (Carga/voo) (Qte voos/localidades) (Voos Intl) (Carga Diplomática) (subst. dos AVRO pelo RJ-145).......



#12 qwert

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Postado 03 de abril de 2010 - 19:55

QUOTE(Charlie Mike @ Apr 2 2010, 02:38 PM) <{POST_SNAPBACK}>
- Muito já se discutiu nesse forum sobre a intenção dos correios brasileiros em criar uma frota de aeronaves para a distribuição de correspondências e encomendas.

- De fato compete à União manter o Correio Aéreo Nacional, e assim o faz pelo intermédio da FAB, bem como de fato o serviço postal é não só mantido pelo governo como é exclusividade sua, ou seja é um monopólio estatal.

- Pergunto-vos: O governo administra bem suas estatais ?

- Pergunto-vos: Aqueles caminhões pintados de amarelo com a inscrição em azul no baú de Correios e SEDEX, são dos correios ou são empresas terceirizadas.

- Pergunto-vos: Todas as agências dos Correios são deles ou há também empresas franqueadas ?

- Já foi dito por muita gente que o mal dos Correios é a forma de contratação do transporte aéreo, ou seja, há o direcionamento das licitações.

- Devemos aprender com os erros do passado para não voltar a cometê-los no futuro.

"Charlie Mike, apesar de meus questionamentos serem muito parecidos com os seus, meu ponto de vista é bem diferente".

Não é pelo fato do governo não ser favorável às estatais que elas devem sumir. A ECT pode ser fortalecida, minimizando suas terceirizações, a começar pelo CAN. Isso inclusive foi indicado pela CPI dos Correios.
Se essa medida fosse adotada, não apenas os serviços dos Correios ficariam mais baratos, como também o projeto do cargueiro da Embraer poderia deslanchar, recebendo mais um reforço do BNDS.
QUOTE(Charlie Mike @ Apr 2 2010, 02:38 PM) <{POST_SNAPBACK}>
- Quando as Ferrovias eram privadas se transportava pessoas e cargas por boa parte desse país, bastou serem estatizadas que o caldo desandou.
- Hoje as Ferrovias estão voltando a ter uma grande importância, justamente por que não há mais a presença do governo e seus aspones nesse modal de transporte.

O transporte ferroviário não se deteriorou por causa da estatização, mas por causa dos descasos de uma política voltada ao modal rodoviário.
Hoje as ferrovias estão voltando a ter importância, justamente porque deixamos de ter um governo desfavorável a elas. Não podemos esquecer que foi em 1997, plena era FHC/PSDB, que foi desativada a linha Rio-São Paulo para passageiros.
QUOTE(Charlie Mike @ Apr 2 2010, 02:38 PM) <{POST_SNAPBACK}>
- Infelizmente, não há pureza de intenção na criação de um Aérea para os Correios, isso soa como algum esquema que está sendo montado para alguém se dar bem.

- Há vários empresários querendo investir nesse nicho de transporte, desde quê as regras sejam claras e estáveis.

Não sejamos puristas, pois há muito menos pureza em empresários que querem investir nesse nicho.

#13 Rafaelguimaraes

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Postado 03 de abril de 2010 - 20:44

QUOTE(qwert @ Apr 3 2010, 07:55 PM) <{POST_SNAPBACK}>
"Charlie Mike, apesar de meus questionamentos serem muito parecidos com os seus, meu ponto de vista é bem diferente".

Não é pelo fato do governo não ser favorável às estatais que elas devem sumir. A ECT pode ser fortalecida, minimizando suas terceirizações, a começar pelo CAN. Isso inclusive foi indicado pela CPI dos Correios.
Se essa medida fosse adotada, não apenas os serviços dos Correios ficariam mais baratos, como também o projeto do cargueiro da Embraer poderia deslanchar, recebendo mais um reforço do BNDS.


De qual governo você está falando? O governo Lulla é altamente favorável as estatais, sobretudo para aninhar o PMDB e outros parasitas que orbitam o poder. A receita é simples: Menos estatais, menos cabide e menos roubalheira. O Estado tem que ser forte naquilo que é, de fato, importante para o país.

QUOTE(qwert @ Apr 3 2010, 07:55 PM) <{POST_SNAPBACK}>
O transporte ferroviário não se deteriorou por causa da estatização, mas por causa dos descasos de uma política voltada ao modal rodoviário.
Hoje as ferrovias estão voltando a ter importância, justamente porque deixamos de ter um governo desfavorável a elas. Não podemos esquecer que foi em 1997, plena era FHC/PSDB, que foi desativada a linha Rio-São Paulo para passageiros.



Por pura falta de passageiros e por total inadequação do modelo, com trens lentos e várias paradas. Sem chance alguma de concorrer com o transporte aéreo, que se popualrizou muito de lá para cá.

QUOTE(qwert @ Apr 3 2010, 07:55 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Não sejamos puristas, pois há muito menos pureza em empresários que querem investir nesse nicho.


#14 qwert

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Postado 04 de abril de 2010 - 00:52

QUOTE(Rafaelguimaraes @ Apr 3 2010, 08:44 PM) <{POST_SNAPBACK}>
De qual governo você está falando? O governo Lulla é altamente favorável as estatais, sobretudo para aninhar o PMDB e outros parasitas que orbitam o poder. A receita é simples: Menos estatais, menos cabide e menos roubalheira. O Estado tem que ser forte naquilo que é, de fato, importante para o país.

Não caio nessa ingenuidade. É muito mais lucrativo para um partido receber dinheiro de mega-empresários e favorecê-los com políticas liberais, do que manter apadrinhados em estatais.
Estatização não foi o foco do governo Lula e a mediocridade da Infraero é prova disso.
QUOTE(Rafaelguimaraes @ Apr 3 2010, 08:44 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Por pura falta de passageiros e por total inadequação do modelo, com trens lentos e várias paradas. Sem chance alguma de concorrer com o transporte aéreo, que se popualrizou muito de lá para cá.

Inadequação das ferrovias e dos trens foi motivo para a falta de passageiros, o que deveria ter motivado maiores investimentos da parte do governo, ao invés da desativação da linha.
Essa desativação da linha Rio-São Paulo foi mais dos episódios de total descaso do governo PSDBista do FHC com relação ao interesse público.
Não houve iniciativa privada que se interessasse em investir nessa linha, muito menos um governo que desse as mínimas condições para isso.

Editado por qwert, 04 de abril de 2010 - 00:56 .


#15 Charlie Mike

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Postado 05 de abril de 2010 - 14:21

QUOTE(qwert @ Apr 4 2010, 12:52 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Não caio nessa ingenuidade. É muito mais lucrativo para um partido receber dinheiro de mega-empresários e favorecê-los com políticas liberais, do que manter apadrinhados em estatais.
Estatização não foi o foco do governo Lula e a mediocridade da Infraero é prova disso.

Inadequação das ferrovias e dos trens foi motivo para a falta de passageiros, o que deveria ter motivado maiores investimentos da parte do governo, ao invés da desativação da linha.
Essa desativação da linha Rio-São Paulo foi mais dos episódios de total descaso do governo PSDBista do FHC com relação ao interesse público.
Não houve iniciativa privada que se interessasse em investir nessa linha, muito menos um governo que desse as mínimas condições para isso.


- Prezado,

- Se verificarmos com mais profundidade o assunto, iremos constatar que em 1956 a 1961 no governo do presidente Juscelino kubitschek com a promessa dos cinquenta anos em cinco e com a abertura do país e estímulo à industria automobilistica para se instalar no país, isso sim é o inicio da desconstrução do sistema de transporte ferroviário.

- Ora a indústria tem que vender os caminhões FNM ( os chamados Fê. nê. mê ) para transportar oquê, se o trem já transporta.
- Então daremos um jeito de quebrar os trens.
- Assim começa a história da privatização das ferrovias, e por baixo dessa ponte vai muita água, até o sucateamento da Madeira-Mamoré, em prol de rodovias.

- Culpar FHC acho que é demais, o que vemos é que não houve incentivo de sucessivos governos para o modal ferroviário, pela ausência de concessões e regras claras que impediam qualquer empresário de investir.

- Mas o trem é para carga e um mínimo é para passageiros, sua rentabilidade se dá aí.
- Hoje a MRV e a ALL investem em carga e não em passageiros e o que é pior, não está nas suas obrigações de contrapartida de concessão: O transporte de passageiros.

- Mas o assunto é a possibilidade dos Correios virem a operar uma Aérea.

- Sou contra.

- O motivo:....??????



- Mais um Cabidão de Empregos.

#16 Landing

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Postado 05 de abril de 2010 - 15:34

QUOTE(qwert @ Apr 4 2010, 12:52 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Não caio nessa ingenuidade. É muito mais lucrativo para um partido receber dinheiro de mega-empresários e favorecê-los com políticas liberais, do que manter apadrinhados em estatais.

rofl.gif rofl.gif rofl.gif rofl.gif rofl.gif
[ironia]é por isso que privatizaram todas as estatais né? para os politicos receberem dinheiro dos mega empresarios que compraram todas elas[/ironia]

QUOTE
Estatização não foi o foco do governo Lula e a mediocridade da Infraero é prova disso.

Ah sim claro! Quantas privatizaçoes o seu lula fez mesmo?
A infrazero já nasceu mediocre!
Já era mediocre muito antes do lula ser presidente!
No governo dele apenas continuou mediocre!
Ninguem até o momento foi competente, honesto e macho para privatizar ela!



#17 E175

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Postado 05 de abril de 2010 - 15:49

A situação é tão triste que temos que optar pela maneira que sai menos caro ao bolso do contribuinte. Se defendemos uma empresa aérea da ECT, temos um risco (quase uma certeza) que será mal conduzida e vai virar cabide, como os colegas já falaram. Se optamos por manter como hoje ficaremos eternamente dependentes dessa caixa de pandora que é o setor de contratos, e ainda por cima recebendo serviços mal prestados, que geram atrasos nas entregas. Sobre privatização nem me meto a comentar, pois sou suspeito, tenho horror a estatais.

#18 Stratocruiser

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Postado 05 de abril de 2010 - 16:08

Na caixa de Pandora havia esperança. Já dos Correios, infelizmente, não podemos ter esperança nenhuma. Sobram só os males...





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