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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Avianca: Ligada na concorrência


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#1 tm6631

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Postado 26 de junho de 2010 - 12:24

Os irmãos Efromovich estão na aviação há mais de uma década, mas só agora decidiram enfrentar TAM e Gol - e justamente no que elas têm de mais lucrativo: a ponte aérea. Saiba como eles pretendem fazer isso
Por Eliane Sobral


Clique e ouça um resumo da reportagem "Ligado na concorrência"

Ter apenas dois grandes players disputando a liderança nunca foi novidade na aviação brasileira. A diferença entre os tempos de Varig versus Transbrasil é que o embate atual entre TAM e Gol ganhou um bom número de candidatos a entrar no ringue. A mais recente companhia a apresentar as credenciais é uma empresa antiga com um novo nome – a Avianca, adquirida pela família Efromovich e que passou a ser a marca para todos os negócios do grupo nessa aérea, o que inclui a OceanAir.


Conforto: José Efromovich cutuca os rivais:
"Aqui não tem barrinha de cereal nem saquinho de amendoim"

Nascida por acaso em 1998 como empresa de táxi aéreo, a OceanAir foi apenas um aperitivo para José e German Efromovich, os dois irmãos bolivianos que construíram um império a partir de um curso supletivo fundado na década de 1970. Sócios no Grupo Synergy, que abriga uma gama tão extensa quanto variada de negócios, os Efromovich já investiram cerca de US$ 6 bilhões no setor da aviação.
Agora, partem para seu voo mais ambicioso: brigar com TAM e Gol no segmento mais lucrativo da aviação brasileira, a ponte aérea. “No Brasil, o que nos interessa é a liderança”, diz José Efromovich, que preside o Synergy, enquanto o irmão, German, comanda o conselho de administração e roda o mundo (especialmente a América Latina) em busca de novas oportunidades de negócios. Não será uma tarefa fácil. Atualmente, a Avianca ocupa a quinta posição no ranking nacional, atrás de TAM, Gol, Webjet e Azul.
Qual será o milagre para a empresa ameaçar o duopólio do setor? A estratégia está apoiada em dois pilares aparentemente contraditórios. Por um lado, a Avianca Brasil oferece preços menores que os da concorrência. Um voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, por volta das oito horas da manhã de um dia útil, custa R$ 319 na empresa dos Efromovich, ante os R$ 539 cobrados pela Gol.


O caçador: German Efromovich, o irmão mais velho, roda o
mundo em busca de bons negócios para a família

Aí começa a suposta contradição. Apesar do preço menor, a Avianca está resgatando alguns confortos esquecidos por quem frequenta a ponte aérea. A começar pelo que é servido a bordo. “Aqui não tem barrinha de cereal nem saquinho de amendoim”, alfineta Efromovich, referindo-se aos comedidos lanches oferecidos pelos rivais.
“Servimos refeição quente, e o passageiro pode escolher o que vai beber.” Outro “luxo” é o espaço entre as poltronas nas aeronaves da empresa. Segundo Efromovich, é o maior entre as aéreas brasileiras. Na linguagem do setor, são pitchs de 32 polegadas. Na prática, é espaço suficiente para entrar e sair do lugar sem grandes malabarismos ou abrir a mesinha de refeição sem precisar encolher a barriga.
Efromovich também vai mexer num ponto crucial. Está substituindo os antigos – e para muitos, temerosos – MK 28 por Airbus 319 com capacidade para 132 passageiros. Num primeiro momento, serão quatro aeronaves feitas sob encomenda. Além de pedir mais espaço entre as poltronas, a empresa demandou outros mimos para os passageiros.


Cada poltrona tem sistema independente de áudio e vídeo, e a pessoa escolhe o que quer assistir, algo que não existe na ponte aérea. O cardápio da tevê também é variado: à disposição dos clientes, notícias, filmes, jogos e programação infantil. “Não vou brigar com quem cobra R$ 70 por um voo entre São Paulo e Belo Horizonte, mas também não preciso cobrar R$ 700”, afirma Efromovich.
A estratégia, diz ele, é aumentar a taxa de ocupação e ganhar em escala. “Hoje, voamos com 70% da capacidade ocupada, o que vai permitir encerrar 2010 com 30% de crescimento.” Em 2010, os investimentos somam US$ 250 milhões no mercado brasileiro e, segundo o presidente da empresa, o valor deve chegar a US$ 1,5 bilhão até o final de 2014.
No total, a companhia opera 19 destinos no Brasil. A presença internacional também é um trunfo. Além de cobrir toda a América Latina, a Avianca voa para os Estados Unidos e a Europa. A empresa mãe tem mais de 3 milhões de associados em seu programa de milhagem, aos quais se juntarão os cerca de 600 mil cadastrados no programa da antiga OceanAir.


Há espaço para tantas companhias áreas no mercado brasileiro? André Castellini, sócio-analista da Bain & Company, diz que sim. A recém-chegada Azul, lançada pelo empresário David Neeleman, encerrou 2009 com 5,38% de participação no mercado doméstico de aviação. Boa parte deste crescimento se deve à ascensão das classes C e D.
Para este público, não é só a distância entre o local da decolagem e do pouso que ficou menor. O preço cobrado pelos ônibus interestaduais também está mais próximo dos cobrados pelas companhias aéreas. Além dos que viajam a negócios, os Efromovich também estão de olho na classe média emergente.
Segundo fontes do setor, a Avianca Brasil já está em negociação com uma instituição financeira para passar a oferecer parcelamento das passagens áreas. “Esta é uma combinação imprescindível para quem quer disputar o viajante das classes C e D”, afirma o analista econômico da Austin Rating, Felipe Queiroz.

Isto é Dinheiro
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/2...NA+CONCORRENCIA

#2 E195-SDU

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Postado 26 de junho de 2010 - 13:57

QUOTE(tm6631 @ Jun 26 2010, 12:24 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Efromovich também vai mexer num ponto crucial. Está substituindo os antigos – e para muitos, temerosos – MK 28 por Airbus 319 com capacidade para 132 passageiros. Num primeiro momento, serão quatro aeronaves feitas sob encomenda. Além de pedir mais espaço entre as poltronas, a empresa demandou outros mimos para os passageiros.


Socorrooo...
Descobriram que o MK28 é na verdade é terrível Fokker100!!!


Gosto muito da Avianca e mesmo quando o pessoal não acreditava no crescimento dela depois da crise com a BRA, eu continuava embabacado com a capacidade de recuperação deste empresa. Ela passou por crise financeira, insatisfação dos tripulantes, mas mesmo assim ela sobreviveu.

!!!


#3 CGBJJ

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Postado 26 de junho de 2010 - 14:21

Terrível Fokker 100???


Já estudou, tripulou essa aeronave pra fazer esse tipo de comentário??

se sim.. pq terrível???

Inveja da TAM ou é por causa da REDE GLOBO??

#4 E175

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Postado 26 de junho de 2010 - 14:28

QUOTE(CGBJJ @ Jun 26 2010, 02:21 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Terrível Fokker 100???


Já estudou, tripulou essa aeronave pra fazer esse tipo de comentário??

se sim.. pq terrível???

Inveja da TAM ou é por causa da REDE GLOBO??


Acho que o cara foi irônico né.

#5 leelatim

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Postado 26 de junho de 2010 - 15:27

Embora eu nao seja moderador gopstaria de salientar que "ironia" esta proibido de ser usada no regulamento do forum,blz!

Terriveis eles nunca foram mas nao podemos esquecer que eles tiverem um historico triste nas maos da TAM no Brasil...diferente em outros paises e diferente ate na propria Ocean Air onde nunca tiveram um acidente(embora alguns pequenso incidentes)..e lembrando..eles estavam parados no famoso "sucatao dos EUA" quando foram adquiridos por um preco irrisorio pelo Grupo Sinergy e distribuidos entre as cias aereas do grupo.

QUOTE(E175 @ Jun 26 2010, 02:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Acho que o cara foi irônico né.



#6 Thales Coelho

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Postado 26 de junho de 2010 - 15:44

QUOTE
e lembrando..eles estavam parados no famoso "sucatao dos EUA" quando foram adquiridos por um preco irrisorio pelo Grupo Sinergy e distribuidos entre as cias aereas do grupo.


Avião estocado quer dizer o que? Não é igual ir ali no ferro velho e comprar uma Brasília 74 não! Ainda bem que estavam estocados em um ambiente perfeito para tal operação!

#7 Papai Asa

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Postado 26 de junho de 2010 - 15:47

O negocio ta andando quente por aqui... sofa1.gif

#8 leelatim

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Postado 26 de junho de 2010 - 16:02

Ironia?

So quis elogiar que embora estavam estocados num "sucatao" (por sinal o melhor para aeronaves no mundo em funcao das perfeitas condicoes climaticas que a regiao oferece)....os avioes estao muito bons...

Como e impressionante as pessoas ironizarem e criticarem,mesmo quando se faz um elogio!


QUOTE(Thales Coelho @ Jun 26 2010, 03:44 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Avião estocado quer dizer o que? Não é igual ir ali no ferro velho e comprar uma Brasília 74 não! Ainda bem que estavam estocados em um ambiente perfeito para tal operação!



#9 E175

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Postado 26 de junho de 2010 - 16:26

QUOTE(leelatim @ Jun 26 2010, 03:27 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Embora eu nao seja moderador gopstaria de salientar que "ironia" esta proibido de ser usada no regulamento do forum,blz!


Ironia aqui é proibido na relação entre os membros, no sentido de posts desrespeitosos. A ironia que eu entendi do post do colega Morteo foi pela relação que o F100 passou a ter principalmente junto à mídia. Nada a ver com regra de fórum. Que fique claro também que eu entendi dessa forma, só o Morteo pra explicar.


#10 Mills

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Postado 26 de junho de 2010 - 16:42

Então... Qual era o assunto mesmo???

Ha sim, Avianca ligada na concorrência da Ponte Aérea...

Vamos nos concentrar no tópico então, ok? thumbsup.gif

#11 A345_Leadership

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Postado 26 de junho de 2010 - 17:37

Os Eframovich até uns meses atrás disse que o importante era ter seu nicho e não ganhar market-share, pelo visto o discurso mudou.

Sucesso à AVB!

#12 E195-SDU

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Postado 26 de junho de 2010 - 18:43

QUOTE(E175 @ Jun 26 2010, 04:26 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Ironia aqui é proibido na relação entre os membros, no sentido de posts desrespeitosos. A ironia que eu entendi do post do colega Morteo foi pela relação que o F100 passou a ter principalmente junto à mídia. Nada a ver com regra de fórum. Que fique claro também que eu entendi dessa forma, só o Morteo pra explicar.


E175, parabéns pelo bom senso ao interpretar meu post! De fato foi uma ironia ao fato da mídia ter crucificado o Fokker100 que é uma máquina altamente confiável, por conta de acidentes envolvendo esta aeronave no Brasil. Os Mk28 são aeronaves relativamente novas, confiáveis e no caso da Avianca, muito confortáveis.
Porém fazendo coro ao colega Mills, vamos deixar esse assunto de lado e focar no assunto do tópico.

Abrs!


QUOTE(Mills @ Jun 26 2010, 04:42 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Então... Qual era o assunto mesmo???

Ha sim, Avianca ligada na concorrência da Ponte Aérea...

Vamos nos concentrar no tópico então, ok? thumbsup.gif


Voltando ao assunto mais ou menos. . .
O A319 vem sendo muito elogiado e conheço passageiros frequentes da Ponte Aérea que estão muito interessados em conhecer o novo serviço da AVB. Em julho estarei indo para São Paulo e sem dúvidas irei testar o serviço oferecido pela empresa.
OBS: Em Aviação Civil existe um tópico sobre os MK28. Vale a pena ler.

Abrs!


#13 lptx1991

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Postado 26 de junho de 2010 - 20:00

Depois que vi o crescimento da Avianca, estou muito curioso para usufruir do seu serviço (tanto no Mk-28 quanto no A319). Pelos comentários, me parece que o diferencial da Avianca são seus A319.
Parabéns a empresa! smile.gif

edit: post duplicado.

Editado por lptx1991, 26 de junho de 2010 - 20:01 .


#14 thiago_SJK

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Postado 26 de junho de 2010 - 20:03

Eu gostaria muito de saber qual é a mágica da Avianca em fazer mais por menos e ainda obter lucro (coisa que até hoje não aconteceu, pelo menos até 2008)...

Editado por thiago_SJK, 26 de junho de 2010 - 20:04 .


#15 Varig_777

    Varig_777

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Postado 26 de junho de 2010 - 20:28

QUOTE(thiago_SJK @ Jun 26 2010, 08:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Eu gostaria muito de saber qual é a mágica da Avianca em fazer mais por menos e ainda obter lucro (coisa que até hoje não aconteceu, pelo menos até 2008)...

Além de 2008 não ser hoje, foi justamente o ano da reestruturação e que até 2008 não estava dando lucro acho que é bem claro a todos, todos até temeram pela sobrevivência da empresa quando houve aquela reestruturação e alguns só voltaram a acreditar na consolidação da empresa agora, com a chegada dos Airbus. Caso contrário não teria motivo para a reestruturação que foi um dos pontos iniciais para os frutos que a empresa está colhendo hoje.

Não é mágica, a AVIANCA não é uma empresa Low-fare. Não vai cobrar preços iguais às passagens de ônibus. Eu diria que ela costuma cobrar passagens "justas". Que às vezes pode acabar sendo mais barato que o das outras companhias, mas sem dúvida não será o padrão.

Thiago, caso você queira entender melhor o posicionamento da AVIANCA quanto à qualidade de serviço e preços praticados, sugiro uma leitura no seguinte tópico: http://forum.contatoradar.com.br/index.php?showtopic=63332

De qualquer forma, destaco a parte abaixo:

EXAME - Os senhores pretendem competir com as duas líderes do mercado nos próximos anos?

Efromovich - Hoje competimos direto com TAM, Gol na ponte-aérea. Temos número de voos menor, mas é concorrente direto. Óbvio que imaginar, num curto espaço de tempo, sermos maiores que uma dessas duas seria meio utópico. Nosso nicho é um produto diferenciado e um crescimento voltado para o produto diferenciado. Isso faz a gente crescer de forma gradual e vagarosa. Não falo que vamos tomar 10% de mercado das grandes, mas o mercado está crescendo.

EXAME - Haverá uma guerra de preços em 2010?

Efromovich - As promoções acontecem. É uma indústria que vive de promoções, e elas são cíclicas. No ano passado, houve uma oferta de assentos muito grande, todas as empresas trouxeram aeronaves novas, menos a Avianca. Mas o mercado cresceu numa velocidade maior, principalmente nos últimos 12 meses. Houve uma certa acomodação que deixou o mercado mais estável. O crescimento doméstico esse ano será grande. Espera-se de 15% a 20%. Alguns dizem que passa de 25%. Não há motivo óbvio para uma nova guerra de preços, como em muitos segmentos econômicos. No passado, alguns voos eram feitos a preços que não pagavam o combustível. Esse ano, se isso acontecer será de forma mais leve e, com certeza, a Avianca não vai se encaixar nesse processo.

Editado por Varig_777, 26 de junho de 2010 - 20:29 .


#16 Lucas

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Postado 26 de junho de 2010 - 21:07

QUOTE
Eu gostaria muito de saber qual é a mágica da Avianca em fazer mais por menos e ainda obter lucro (coisa que até hoje não aconteceu, pelo menos até 2008)...


Acredito que o existe uma folga entre o que as outras Companhias oferecem e um possível resultado negativo. Talvez a Avianca e outras empresas que venham oferecer um serviço melhor operem nessa teórica margem.

Tb existe a questão das cargas que pode fazer diferença na lucratividade do voo. Tudo depende do que está sendo transportado e o valor que está sendo cobrado.

Outra questão, essa mais polêmica é a seguinte: O Setor aéreo tipicamente, ou melhor historicamente apresenta resultados financeiros negativos. Porém, cada dia que passa tem mais gente querendo participar desse prejuizo. Algo nesse Setor existe que os números não mostram. MAs isso é uma outra discurssão que dificilmente iremos achar algo de concreto para argumentar.

#17 thiago_SJK

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Postado 26 de junho de 2010 - 21:35

QUOTE(Varig_777 @ Jun 26 2010, 08:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Além de 2008 não ser hoje, foi justamente o ano da reestruturação e que até 2008 não estava dando lucro acho que é bem claro a todos, todos até temeram pela sobrevivência da empresa quando houve aquela reestruturação e alguns só voltaram a acreditar na consolidação da empresa agora, com a chegada dos Airbus. Caso contrário não teria motivo para a reestruturação que foi um dos pontos iniciais para os frutos que a empresa está colhendo hoje.

Eu coloquei 2008 apenas porque os dados de 2009 ainda não sairam.

Não acho que a "reestruturação" possa receber um erre maiúsculo. A companhia continua operando em muitas bases e com poucas freqüências, o que se revela na primeira contradição. O público que a Avianca se propõe a atender demanda, antes do fator conforto, a existência de várias opções de horários. A companhia foca no público high yield, mas tem uma malha que não satisfaz esse público.

Além disso, do lado dos custos, isso resulta em custos médios bem maiores, em virtude da pequena diluição dos custos fixos. Com toda certeza a Oceanair continua disparadamente sendo a companhia que menos desfruta de economias de escala, entre as cinco maiores.

E parece ser meio coisa de entusiasta jogar todas as esperanças à incorporação de novas aeronaves. Companhias como a Lufthansa não possuem uma frota com idade média tão baixa e mesmo hoje é possível encontrar nessa companhia consagrada pelo seu padrão de serviço várias aeronaves que não tem as modernas amenidades e opções de entretenimento oferecidas aos passageiros em larga escala por outras companhias.

QUOTE(Varig_777 @ Jun 26 2010, 08:28 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Não é mágica, a AVIANCA não é uma empresa Low-fare. Não vai cobrar preços iguais às passagens de ônibus. Eu diria que ela costuma cobrar passagens "justas". Que às vezes pode acabar sendo mais barato que o das outras companhias, mas sem dúvida não será o padrão.

Thiago, caso você queira entender melhor o posicionamento da AVIANCA quanto à qualidade de serviço e preços praticados, sugiro uma leitura no seguinte tópico: http://forum.contatoradar.com.br/index.php?showtopic=63332

Em segundo lugar, poder fazer discriminação de preços numa grande amplitude é algo que qualquer administrador de qualquer setor da economia gostaria. O setor aéreo é um dos poucos que oferecem a possibilidade de fazer isso. Aí o presidente da companhia vai e fala: "Não vou brigar com quem cobra R$ 70 por um voo entre São Paulo e Belo Horizonte, mas também não preciso cobrar R$ 700”.

Ora, se o sujeito está disposto a pagar R$ 700, por que não cobrar? De outro lado, sabendo que são poucos os vôos que partem cheios, por que não criar novas classes tarifárias e direcionar alguns assentos a segmentos que hoje pouco utilizam o transporte aéreo, mas que poderiam viajar por R$ 70? Garanto que esse preço seria bem maior que o custo marginal.

Não existe isso de cobrar o "justo", até porque isso é bem relativo. Quanto mais classes tarifárias existirem, quanto melhor o mercado for segmentado, quanto mais os passageiros pagarem algo próximo aos seus respectivos preços de reserva, melhor para a companhia.



#18 A345_Leadership

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Postado 26 de junho de 2010 - 21:46

QUOTE(thiago_SJK @ Jun 26 2010, 08:03 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Eu gostaria muito de saber qual é a mágica da Avianca em fazer mais por menos e ainda obter lucro (coisa que até hoje não aconteceu, pelo menos até 2008)...


Talvez o suporte financeiro de outras áreas do Sinergy Group podem estancar os prejuízos da empresa. O fato que por ser de capital fechado, a AVB dificilmente vai publicar seus resultados financeiros.

A Avianca Brasil deu uma reestruturada, porém falta muita coisa para ser feita. Intensificar uma integração com a AVA e TAI seria ótima para a empresa e usar elas para alçar novos vôos.

A Colômbia não tem quinta liberdade com o Brasil? A AVB poderia fazer um esquema bem interessante, usar o A330 que faz BOG-GRU e esticar até EZE, driblando o bilateral ARG-BRA. Mesmo que o A330 seja grande, acredito que a demanda reprimida encha no mínimo 50% do avião.



#19 thiago_SJK

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Postado 26 de junho de 2010 - 21:56

QUOTE(A345_Leadership @ Jun 26 2010, 09:46 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Talvez o suporte financeiro de outras áreas do Sinergy Group podem estancar os prejuízos da empresa. O fato que por ser de capital fechado, a AVB dificilmente vai publicar seus resultados financeiros.

Com certeza é isso que estanca os prejuízos da empresa (aliás, acredito que é algo que outra que nunca teve lucro, a Webjet, não pode contar), mas tenho certeza que a companhia ainda vai ser deficitária por um bom tempo. Bom que tenham o Sinergy por trás e que este pareça ter belos planos para a companhia (pois senão já teriam se desfeito deste ralo).

#20 RCWSKY

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Postado 27 de junho de 2010 - 11:23

A verdade hoje, é uma só:

Todas as cias [menos a GOL], tentam evitar uma concorrência direta com a AZUL e de preferência, evitar operar em VCP.





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