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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

GE vai fabricar turbinas dos E-Jets no Brasil


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Postado 29 de julho de 2010 - 01:08

Interessante entrevista com o presidente da GE no Brasil

http://www.defato.com.br/publique/cgi/cgil...tpl=printerview

GE terá sede no Rio para Copa e Olimpíada - Brasil Econômico - 28/07/2010


Em seu balanço mais recente, a General Electric (GE) surpreendeu o mercado com um lucro acima do esperado. As receitas, por outro lado, caíram ligeiramente na comparação com o mesmo período do ano passado, o que levou as ações da companhia à queda de 4,6% logo após a divulgação dos resultados. É uma situação que não corresponde à realidade no Brasil. Segundo João Geraldo Ferreira, presidente da GE no país, tudo corre dentro das expectativas e a companhia poderá encerrar o ano com vendas até superiores aos R$ 3 bilhões estabelecidos como meta.

Ainda será menos que os R$ 3,4 bilhões de 2008, melhor ano da companhia no Brasil. Mas o desempenho em setores como energia, petróleo e gás e equipamentos médicos mantém a GE otimista com o país e os planos de alcançar receita de US$ 6 bilhões, em2013.

Exemplo disso são os investimentos em andamento. Na semana passada, foi inaugurada oficialmente a primeira fábrica de equipamentos médicos da companhia na América do Sul, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Até o final de agosto, a GE anuncia a cidade que receberá seu quinto centro de Pesquisa e Desenvolvimento de produtos no mundo. E, em meados do próximo ano, planeja iniciar a montagem das turbinas usadas nos jatos do modelo 190 da Embraer, no interior do Rio de Janeiro.

Um dia após chegar de um curto período de férias, que incluiu passagens pela República Dominicana e por Brotas, no interior de São Paulo, Ferreira afirmou que a companhia acaba de aprovar também um orçamento para que seja montada uma equipe dedicada a projetos relacionados à Copa do Mundo e Olimpíada, que ficará sediada no Rio de Janeiro. E diz que já pediu à matriz mais autonomia para poder aumentar a agressividade na briga por contratos no setor de óleo e gás brasileiro.

A GE Celma já está sentindo o reaquecimento do setor aéreo?

Há sim aumento de demanda. No mercado interno, a aviação vem sendo muito favorecida pela migração da classe menos favorecida para a classe média, e também pela liberação de mais crédito pelo setor financeiro. Hoje você faz viagens ao exterior e ao Nordeste dividindo passagens e pacotes de viagem em dez vezes sem juros. É reflexo direto de uma economia aquecida, com crédito e uma população sem medo de perder o emprego. Isso afeta diretamente nosso negócio.

Os clientes de fora estão vindo fazer mais manutenção aqui?

Dos serviços prestados pela Celma, 93% vão para fora do Brasil. Não há nenhum grande cliente novo. Mas com o investimento que anunciamos no início do ano na Celma (US$ 35 milhões), para fazer a manutenção e a montagem das turbinas CF-34 (usadas em jatos da Bombardier, da chinesa Acac e da Embraer), expandiremos muito nosso horizonte. O eco avião da Embraer, E- 190, é equipado com essas turbinas e todos esses aviões que circulam pelo mundo poderão fazer manutenção no Brasil. Há um potencial muito grande de trazermos novos clientes para o Brasil. Começaremos a montar as turbinas no meio do ano que vem. A manutenção, faremos um pouco adiante.

A GE participa da concorrência para fornecer as turbinas do KC-390, cargueiro da Embraer. Existe a possibilidade de que sejam montadas no país?

Sim. Mas demandaria um investimento adicional.

Em que pé está a concorrência?

É um assunto quente dentro da companhia. Não me sinto a vontade para comentar ainda.

Como a GE vê o andamento das obras para a Copa? Há temor de que não deslanchem?

Vão deslanchar porque têm de deslanchar, independente do candidato que assumir. Vai além de posicionar o Brasil como grande potência. É uma questão de brio no país do futebol. Aprovamos há 15 dias uma estrutura para ser alocada no Rio de Janeiro para focar não só em Copa do Mundo, mas também nas Olimpíadas. Vai cuidar dessa demanda. Vamos trabalhar em cima de oportunidades como as que desenvolvemos na China e na Inglaterra, que sediará a próxima Olimpíada. Temos experiência. E a maior carência para fazer isso acontecer é ter gente local para entender que tipo de infraestrutura é necessária.

O senhor pode dar mais detalhes?

Ainda estamos desenhando o escopo. Terei um líder que vai olhar o Rio de Janeiro como unidade de negócios. Mas além disso, posso ter alguém de comunicação, de marketing, de projeto, um engenheiro de aplicação ou outro que o valha. Ainda estamos definindo.

De modo geral, a GE é líder ou segunda colocada nos setores em que atua. Em óleo e gás, isso não é verdade. O andamento das vendas na área no Brasil corresponde as expectativas?

Sem dúvida. Quando fizemos uma análise do potencial de crescimento do negócio da GE no Brasil, levamos em conta todas as áreas,mas sobretudo o potencial em óleo e gás, diante da descoberta do pré-sal. Dentro dos US$ 120 milhões em investimentos no país que anunciamos, há US$ 21 milhões para as unidades de negócios que temos em Jandira (SP) e Macaé (RJ), cujo objetivo é expandir a capacidade local para atender a este tipo de demanda. Estamos contratando novos engenheiros, sabemos que há potencial maior que aquele que estamos abraçando, mas está na tela de radar. Não acho que possamos atuar com a mesma intensidade em todos os segmentos. Mas acho que temos que aumentar a intensidade em todas as áreas. Tenho pedido à matriz um pouco mais de foco no Brasil nas oportunidades que existem, para acelerar um processo que às vezes é um pouco mais moroso, contratar um pouco mais rápido ou eventualmente nos associarmos a algum parceiro, fazermos algum tipo de aquisição. Acho que a gente tem que ser mais rápido, mais dinâmico no processo. Em todas as áreas. Não há razão para tirarmos o pé (do acelerador) e não sermos os primeiros.

O Brasil começa a enfrentar dificuldades pela falta de mão de obra especializada. O fato preocupa, já que a companhia vai implantar no país um centro de P&D?

Uma das razões pelas quais o Brasil venceu a concorrência interna para a construção do centro de Pesquisas e Desenvolvimento foi a qualificação da mão de obra local. Sob o ponto de vista de quantidade e qualidade, tem condições de atender a nossa demanda. Se trouxermos alguém dos EUA, da China e do Japão, será para atender algo pontual. A falta de mão de obra qualificada vai ser um problema para o Brasil. Mas acho que temos um posicionamento mundial que nos dá vantagem competitiva diante de alguns concorrentes diretos e indiretos. Temos condições de oferecer uma carreira, uma qualificação superior.









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