Pular para conteúdo


[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Fusão de TAM e LAN deve receber aval do Cade com tranquilidade


Já existem 3 respostas neste tópico, contribua você também!

#1 SOUSA CPV

  • Usuários
  • 2287 Postagens
  • Gender:Male
  • Location:Campina Grande
  • Interests:Conhecimento e troca de informações
  • Cidade/UF/País:Campina Grande / Paraíba / Brasil
  • Data de Nascimento:02/04/1975
Reputação: 192

Postado 20 de agosto de 2010 - 10:02

O ESTADO DE S.PAULO
quinta-feira, 19 de agosto de 2010 10:43
Fusão de TAM e LAN deve receber aval do Cade com tranquilidade, dizem fontes
Caso tende a passar rapidamente pelo órgão antitruste por não haver sobreposição de negócios, o que poderia gerar concentração de mercado
Célia Froufe, da Agência Estado

BRASÍLIA - A fusão entre a TAM e a chilena Lan Airlines deve receber o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com tranquilidade, segundo apurou a Agência Estado com membros do conselho. Eles evitam fazer comentários e apontar caminhos sobre rumo de julgamentos antes de chegar o dia oficial da avaliação. Neste caso, a operação ainda nem foi apresentada a nenhum dos órgãos do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) que, além do Cade, agrupa também as secretarias de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça e a de Assuntos Econômicos (Seae) do Ministério da Fazenda.

A AE obteve, no entanto, avaliações de conselheiros dando conta de que, por uma análise inicial, o caso tende a passar rapidamente pelo órgão antitruste por não haver sobreposição de negócios, o que poderia gerar concentração de mercado. Ontem mesmo, o plenário do Cade aprovou por unanimidade e sem restrições a compra da Pantanal pela TAM. O negócio foi formalizado em dezembro do ano passado e determina que a TAM passará a controlar a Pantanal e poderá operar nos trechos nos quais atuava a empresa.

O relator do caso, conselheiro Ricardo Ruiz, salientou que há possibilidade de novas empresas chegarem a esse mercado e que a rivalidade entre companhias aéreas é grande. Ele fez questão de deixar claro que a operação não gera sobreposição de rotas pelas companhias. "São rotas complementares para a rede da TAM", disse ontem no julgamento do negócio com as empresas brasileiras. Isso é o que deve embasar também a operação entre Lan e TAM.

Outro caso que serve de parâmetro para o negócio feito no âmbito da América Latina foi a aprovação ontem do aumento da participação no capital acionário da CME Group, pela BM&FBovespa de 1,8% para 5%. O negócio das bolsas brasileira e americana estava tão longe de apresentar impacto no mercado sob o ponto de vista da concorrência, na avaliação do conselho, que o processo foi levado à votação em bloco pelo plenário do Cade, com mais 15 outros casos. Quando isso ocorre, o parecer do relator é acompanhado unanimemente pelos demais conselheiros sem que haja discussão aberta sobre o tema. A justificativa é a de que o aumento da participação não gerava integração vertical ou horizontal.

"O caso da TAM e Lan deve ser na mesma linha", comentou um dos conselheiros. Outro membro do conselho salientou que, apesar de casos como este chamarem mais atenção da imprensa e da sociedade por se tratarem de companhias muito próximas de uma grande base de consumidores, não significa que a união pode ser negativa para o mercado. Ao contrário, salientou essa fonte, muitas das negociações podem até gerar ganho, se não de redução de preços, de facilidade para os clientes.

A união entre a Lan Airlines e a TAM, anunciada na última sexta-feira, será o maior caso a ser analisado por meio de parceria entre o Cade e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Isso será possível porque, em novembro de 2009, os dois órgãos assinaram um convênio para que os trabalhos fossem realizados em conjunto. Ainda que o Cade leve em consideração a decisão da Anac sobre qualquer caso, o órgão antitruste não necessariamente realizará um julgamento com resultado na mesma direção.

As empresas têm um prazo de 15 dias, a contar da última sexta, para submeter a união à avaliação do SBDC. Se extrapolarem o prazo, terão de pagar multa. Pela operação, a família Amaro, dona da TAM, ficará com 13,5% da empresa que resultará desse acordo, a Latam. Já a família Cueto, da Lan, terá 24%.



#2 A345_Leadership

  • Membro Honorário
  • 7397 Postagens
  • Gender:Male
  • Location:SAO
  • Interests:Aviação cívil
    História da aviação
    Arquitetura aeroportuária
  • Cidade/UF/País:SAO
  • Data de Nascimento:14/05/1986
Reputação: 3305

Postado 20 de agosto de 2010 - 14:37

No máximo vão pedir (e não obrigar) reduzirem alguns vôos GRU-SCL, BRA-ARG e GRU-LIM. Para Argentina Gol e até Avianca Brasil e Azul podem brigar a tapa. Mas e LIM e SCL? Talvez a AVB entre com os Airbuses pois o modelo da Gol não funciona na inter de média distância e a Azul não tem aviões. Mas mesmo que cedam e não hajam concorrentes, vai voltar para elas . . .

#3 A345_Leadership

  • Membro Honorário
  • 7397 Postagens
  • Gender:Male
  • Location:SAO
  • Interests:Aviação cívil
    História da aviação
    Arquitetura aeroportuária
  • Cidade/UF/País:SAO
  • Data de Nascimento:14/05/1986
Reputação: 3305

Postado 20 de agosto de 2010 - 14:37

No máximo vão pedir (e não obrigar) reduzirem alguns vôos GRU-SCL, BRA-ARG e GRU-LIM. Para Argentina Gol e até Avianca Brasil e Azul podem brigar a tapa. Mas e LIM e SCL? Talvez a AVB entre com os Airbuses pois o modelo da Gol não funciona na inter de média distância e a Azul não tem aviões. Mas mesmo que cedam e não hajam concorrentes, vai voltar para elas . . .

#4 benitorbp

  • Usuários
  • 1099 Postagens
  • Cidade/UF/País:São Paulo
  • Data de Nascimento:16/04/1981
Reputação: 558

Postado 20 de agosto de 2010 - 19:53

Não sei até que ponto a "sondagem" da AE, é precisa, mas se realmente for assim, é lamentável que um Conselheiro do CADE pense de maneira tão simplista, para um negócio tão complexo!
Numa análise rápida e superficial, é possível enxergar de plano 3 grandes problemáticas:

1) Qual é o ato de concentração que o CADE vai julgar? Se a TAM conseguir fazer prevalecer esta versão de "Gestão Compartilhada" com duas empresas separadas, simplesmente não há o que julgar pelo Cade, pois não estaremos diante de uma caso de concentração no Brasil, apenas os órgãos de defesa da concorrência chilenos teriam, talvez, competência para julgar eventual ato de concentração. Acho um bocado ingênuo achar que uma operação tão complexa como esta, vai passar sem uma rigorosa análise de qual foi a operação realizada na prática, "Aquisição, Fusão, Gestão Comparilhada", só nesta fase serão centenas de documentos a serem análisados e o processo ainda nem começou. Comperar uma operação como esta com a compra da TAM pela Pantanal
é brincadeira, como diria o Neto!

2) As duas empresas pertencem a alianças que já foram analisadas e consideradas pelo cade como atos de concentração (Apesar de serem aprovadas sem restrições). Se as emrpesas de uma aliança evitam a concorrência entre si, imagina uma que pertence a duas alianças! Em algumas rotas, como Brasil-EUA, Brasi-Europa, a sobreposição de voos entre as alianças deve beirar os 90 %! Quase sem concentração né! Ou alçguem realmente imagina que a "Gestão Compartilhada" da LATAM vai permitir a concorrencia interna entre as empresas, mantendo suas duas empresas em políticas opostas definidas por alianças "rivais"!

3) Não dá para analisar um negócio de 15 bilhões de dólares, da mesma forma que o CADE analisa pedido de code-share, além da sobreposição de voos, existem inúmeros outros fatores, como manutenção, carga, slots, programas de fidelidade e assim por diante.

Definitivamente algo simpels e rápido de se analisar! Só de ver notícias na mídia da para dizer que vai passar tranquilo!


Abraços





1 Usuário(s) lendo este tópico

0 usuário(s), 1 visitante(s) e 0 usuário(s) anônimo(s)