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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Ganhos em segurança de voo podem estar perto de seu teto


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#1 A345_Leadership

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Postado 02 de setembro de 2010 - 13:16

SEPTEMBER 1, 2010, 7:09 P.M. ET
Scott McCartney
The Wall Street Journal

Este ano pode terminar como o pior em número de acidentes aéreos no mundo nos últimos cinco anos, e isso sem contar alguns acidentes com aeronaves militares ou particulares que vitimaram políticos importantes.

Até agora, houve 13 acidentes fatais com aviões comerciais, segundo a Ascend Worlwide Ltd., uma consultoria londrina de aviação. Isso em oito meses. Ano passado foram apenas 10 acidentes fatais de voos com passageiros, e 13 no total de 2008.

"É um ano mais ou menos normal, mas o problema é que ainda faltam quatro meses para terminar", disse Paul Hayes, diretor de segurança da Ascend.

A frequência dos acidentes de avião basicamente é aleatória e às vezes eles ocorrem em série. Só em agosto a Ascend contabilizou cinco acidentes que mataram passageiros, incluindo um na Colômbia com um 737 e o do Embraer 190 em Yichun, China. Além disso, houve a queda de um avião particular no Alasca que matou o ex-senador americano Ted Stevens.

Um aumento do número de acidentes em 2010 não indica que a segurança esteja diminuindo, dizem especialistas em segurança. E os viajantes precisam se lembrar de que é um número minúsculo em relação ao total de voos realizados todos os anos.

Mas o total deste ano ressalta uma preocupação das autoridades de segurança aérea: as rápidas melhorias na segurança que as companhias aéreas desfrutaram durante várias décadas podem ter estagnado.

Em 1959, quando começou a era dos aviões a jato no setor comercial, ocorreram 36 acidentes fatais para cada milhão de decolagens, segundo um relatório recente da Boeing Co. O total caiu rapidamente para 2,4 acidentes fatais por milhão de decolagens em 1969. Na última década o índice de acidentes fatais com companhias aéreas não passou de 0,6 para cada milhão de voos.

É possível baixar ainda mais? À medida que o setor fica mais seguro, torna-se cada vez mais difícil reduzir ainda mais o índice de acidentes. Além disso, avanços na tecnologia da cabine de comando e na confiabilidade das aeronaves podem causar complacência nos pilotos e até corroer as habilidades básicas de pilotagem, já que hoje em dia boa parte do voo nos aviões comerciais é controlada por computadores.

"Você pode considerar este o teto dos países ricos", disse Kevin Hiatt, vice-presidente executivo da Fundação de Segurança Aérea, uma ONG internacional do setor.

Para melhorar ainda mais as coisas, autoridades de segurança têm se concentrado no profissionalismo, no treinamento e na experiência dos pilotos como elementos fundamentais. Um dos maiores desafios é combater a complacência e fazer com que os pilotos entendam melhor a tecnologia que usam, para que possam reagir da melhor maneira a um acontecimento inesperado.

"A tecnologia da cabine funciona bem 99% do tempo. É no 1% que você olha para o outro cara e diz: 'Por que o avião fez isso'", disse Hiatt, que já foi piloto-chefe de rotas internacionais da Delta Air Lines.

A maioria dos desastres ocorre quando os aviões decolam e ganham altitude, ou quando se aproximam dos aeroportos e aterrissam. Ocorreram vários acidentes na aterrissagem este ano, como o do jato da Embraer na China, o do 737 na Colômbia e o do avião militar polonês de transporte na Rússia, em abril.

Um relatório anual do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA, conhecido pela sigla NTSB, sobre os dados de acidentes mostrou que desde 1997 cerca de 80% dos acidentes tiveram alguma falha humana, seja dos pilotos ou do pessoal no solo; cerca de 50% tiveram alguma contribuição do meio ambiente, como mau tempo; e em 20% dos casos houve um problema mecânico. Os relatórios de investigação normalmente citam várias causas, por isso a soma dos fatores é maior que 100%.

O índice de acidentes varia consideravelmente em cada continente. As companhias africanas têm o pior histórico, com um índice de acidentes fatais 25 vezes maior que o das americanas, segunda um estudo da Administração Federal de Aviação dos EUA sobre os dez anos encerrados em 2007. A Fundação de Segurança Aérea ressalta, entretanto, que a Nigéria tem melhorado.

O índice de acidentes das aéreas europeias foi um pouco maior que o das americanas, e as chinesas têm quase o mesmo índice dos EUA, segundo o estudo da FAA. Mas as companhias da Ásia (sem contar a China), da América Latina e do Oriente Médio têm um índice quase cinco vezes maior que o das americanas.

Hayes, da Ascend, diz que muitos acidentes ocorrem em companhias menores e obscuras. Algumas operam aviões ultrapassados e seus pilotos e mecânicos são menos treinados. Algumas usam aeronaves novas com sistemas tão avançados que os pilotos não sabem usá-los em situações adversas. "Em geral, as companhias que sofrem acidentes não são as maiores", disse Hayes.

Em termos de aviões, quanto mais novo sem dúvida é melhor em índice de acidentes. O anuário de estatísticas da Boeing mostra que as últimas versões do 737 — 600, 700, 800 e 900 — tiveram, juntas, um índice de acidentes fatais de 0,11 por milhão de decolagens. A família A320, da Airbus, também tem um índice baixo, com 0,21 acidente fatal por milhão de decolagens.

E quanto ao lugar mais seguro para estar sentado no caso de um acidente? A Rede de Segurança da Aviação, divisão da Fundação de Segurança Aérea, analisou os relatórios de acidentes para buscar menções de sobreviventes sobre suas localizações e descobriu que não faz muita diferença.


#2 Bird Dog

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Postado 02 de setembro de 2010 - 13:46

O maior desafio nao e a complacencia, e sim a fadiga. Como a fadiga e proporcionada pelas empresas na maioria dos casos, joga-se a culpa nos pilotos.




#3 Clipper

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Postado 02 de setembro de 2010 - 15:00

Segurança, complacência, culpa do piloto.

Essas certamente seriam as palavras favoritas que seriam ditas por políticos num empolgado discurso a respeito da aviação. Entretanto, independente de quem faz uso desses termos, mesmo quando partindo de pessoas ou grupos bem intencionados, no fim, a distância entre querer e realmente fazer acaba sendo tão grande que inevitavelmente é incapaz de estancar os índices que continuarão sendo preocupantes, principalmente com o aumento previsto das operações aéreas em diversos cantos do mundo, que terão de usar de infra-estrutura muitas vezes ultrapassada. E para renová-la, além de vontade, é necessário investimento. Vejamos:

Por exemplo, na América Latina, segunda a ALTA (Associacion Latinoamericana y del Caribe de Transporte Aereo), metade da arrecadação dos $4 bilhões das taxas aeroportuárias coletadas anualmente pelas companhias aéreas da região é redirecionada para fora da aviação. É importante observar que somente a Colômbia, onde ocorreu recentemente um acidente com um B737 em San Andres, no primeiro semestre desse ano houve um crescimento de 38% no volume de tráfego aéreo (a média da América Latina foi de 16%).

Crescem o tráfego e a demanda, assim como a competição e a cobrança (para os funcionários), mas os recursos – financeiros e para o exercício de uma boa (e segura) operação aérea, de todos os tipos – continuam num ritmo muito mais lento, estancados ou caminhando para trás. É certo que as falhas humanas jamais deixarão de existir e muito provavelmente sempre ocuparão o maior patamar das estatísticas, mas para pelo menos amenizar o que não pode ser totalmente evitado, é preciso que todas as partes interessadas, começando pelas autoridades e os administradores das empresas, passando pelo grupo de vôo e a sociedade, parem, pensem, planejem e ajam na direção certa, porque enquanto isso não acontece, os diversos alertas que são feitos, como esses do tema do tópico e outros como dos controladores de vôo colombianos a respeito das deficiências em diversos aeroportos do país, no final, sempre terão o sabor de “bem que eu avisei”.

E no Brasil, qual caminho seguimos?

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