Vamos fazer uma análise simples :
Hoje com 24 aeronaves, ela detém aprox 6% do mercado, operando com um Load Factor de aprox 85%.
Se considerarmos apenas os E-jets, ao final de 2013, ela terá 78 E-jets, ou seja com uma capacidade de oferta cerca de 3,25 vezes a atual. Se considerarmos como constante o LF, o atual nível de crescimento do mercado, e o mesmo nível de competição, ela terá capacidade de abocanhar 19.5% do mercado. (Somente com E-jets)
Os ATR's gerarão um fôlego extra para a cia, afinal são 20 aeronaves a mais na frota com uma capacidade de 70 assentos cada.
Outros dados relevantes:
- Somando os atuais E-jets encomendandos mais as opções de compra, totalizam no final 86 E-jets.
- Somando os 20 ATR's atualmente encomendados com as adicionais 20 de opções de compra, totalizam 40 Turbohélices.
- Nesta brincadeira, acho difícil que alguma outra cia menor não acabe inevitavelmente quebrando, ou que alguma grande encolha;
Analisando esta tríade de possibilidades, podemos com segurança inferir que o número 20% não apenas é plausível, como também conservador.
Se jogarmos outros ingredientes na ánalise, como por exemplo o fato de que em breve a companhia deverá abrir seu capital, integrar o Live Tv a bordo dos E-jets, e que muitos nos dias de hoje ainda não fazem idéia de que a Azul exista, podemos com segurança apostar um pouco mais alto.
Eu elevaria tal perspectiva para 27%.
(Fica aqui a opinião de um mero analista do mercado, procurando ser 100% imparcial e neutro.)
Abraços !
Editado por Lucas.F, 28 de outubro de 2010 - 20:20 .