
Durante a última edição da Abav, no Riocentro, a Trip e o Ministério do Turismo anunciaram uma parceria para descontos de 35% nas tarifas para os destinos dentro do programa Viaja Mais Melhor Idade, destinado ao público da terceira idade. Mas os projetos da maior companhia aérea regional do país, e a terceira em número de voos, vão mais longe. O diretor de Marketing e Vendas da Trip, Evaristo Mascarenhas, confirma que até maio a Trip passa a adotar uma nova plataforma de vendas, o Sabre Sony que permitirá acesso ao GDS ampliando assim o processo de comercialização. Também confirma o programa de internacionalização dos voos que depende apenas de autorização da Anac e a chegada de mais dez aeronaves até 2011. No último dia 24 a Trip apresentou sua nova campanha publicitária com o slogan "Tem algo diferente no ar". A ação reforça o posicionamento da empresa, criada há mais de 12 anos que conta com a maior frota de aeronaves regionais do país.
M&E – O Brasil se prepara para receber mega eventos até 2016 como Copa e Olimpíadas. O que a aviação regional pode representar como facilitador de acesso aéreo às cidades de menor porte?
Evaristo Mascarenhas – A aviação regional terá um papel fundamental neste processo de acessibilidade aéreo permitindo aos turistas e torcedores se deslocarem de uma cidade para outra. Lembro que a Trip opera hoje a partir do Rio de Janeiro para 58 cidades e isso sem dúvida é um grande facilitador já que muitas destas cidades não são servidas pelas grandes companhias. Creio que seja importante ao governo entender a importância deste segmento e reconheço que o principal gargalo hoje para as regionais está relacionado a infraestrutura dos aeroportos regionais. Atualmente não existem condições para operar em todas as cidades que gostaríamos. A malha aérea regional não passa de 5% e precisamos melhorar as condições de alguns aeroportos que não têm sequer aparelhos de raixo X e outros equipamentos essenciais para operações regulares. A privatização é apenas uma das possibilidades e creio que é importante sim passar a administração destes aeroportos para a esfera federal e não municipal como acontece atualmente. Cabe ao governo decidir o que é melhor, pois se trata de uma questão estratégica para o desenvolvimento regional. Lembro ainda que algumas cidades têm oferecido redução de impostos como forma de incentivo como aconteceu com Minas Gerais, Amazonas e Mato Grosso do Sul. Isso dá mais fôlego para as regionais e facilita a implantação de novas aeronaves.
M&E – As grandes companhias têm operadoras próprias que comercializam pacotes com hospedagem. A Trip pensa também em operar neste segmento? E em relação a novas alianças?
Evaristo Mascarenhas – Temos ideia sim já a partir de 2011 passar também a oferecer pacotes de viagens, mas sem abrir mão da intermediação do agente de viagens que é nosso parceiro. Nossa ideia é não ter vendas diretas, mas sim por meio das agências, pois acreditamos que este é o distribuidor dos fornecedores para o mercado e vamos continuar a prestigiar estes profissionais. Quanto a questão das alianças nós já temos um acordo com a Tam que é a nossa parceira e vamos mudar a partir de maio de 2011 nossa plataforma para o Sabre. Isso nos dará acesso acesso ao GDS permitindo a comercialização e acordos de code share de uma maneira mais automática facilitando o bloqueio de assentos.
M&E – E o processo de internacionalização da Trip? Existem planos de operar em cidades de fronteira?
Evaristo Mascarenhas – Este é um processo que depende ainda da autorização da Anac e estamos aguardando apenas a licença para este tipo de operações já a partir de 2011. Creio que o principal benefício para o passageiro não é nem tanto o custo, porém o tempo de viagem. Em alguns casos o passageiro é obrigado a realizar escalas totalmente fora da rota tendo que vir a São Paulo antes, por exemplo, para fazer uma viagem entre Cuiabá e Santa Cruz de La Sierra. A ideia da Trip é interligar cidades de fronteira reduzindo assim o tempo de viagem e ao mesmo tempo permitindo uma redução também no custo da passagem. Dentro do programa de expansão do turismo para a América do Sul e outros destinos este processo será de fundamental importância.
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Azul já supera metas prestes a completar dois anos de operação
Segundo Pedro Janot, os números são expressivos sobretudo porque a empresa trabalha exclusivamente com Jatos Embraer 190/195 com capacidade para até 100 pessoas."A Azul foi a única companhia do mundo a transportar 2 milhões de passageiros no primeiro ano de operação e estamos batendo sucessivos recordes mundiais. Seguimos firmes para atingir a meta de até 2013 contar com um frota de 83 aeronaves para transportar seis milhões de passageiros por ano."
A Azul atualmente é a terceira maior companhia área do Brasil, detendo 6,9% do mercado doméstico de passageiros. Se alcançar o previsto até 2013, passará a responder entre 16% a 20% dessa fatia de consumidores. A Azul cargo conta com 50 lojas em todo o país, atendendo 3 mil cidades se consideradas as conexões rodoviárias.
Na avaliação do presidente Pedro Janot, os bons resultados obtidos até aqui se devem em parte ao fato da Azul ser uma companhia que está olhando o Brasil para dentro. "Enquanto as demais apostam em voos internacionais, estamos indo para o interior do país. As indústrias estão sendo descentralizadas das grandes cidades e, como as rodovias estão em condições precárias, as empresas demandam por nossos serviços", explicou.
Para exemplificar, ele lembrou que em 2008 o Aeroporto de Viracopos em Campinas, no interior de São Paulo, teve movimentação anual de 800 mil passageiros. Depois que se transformou em ponto chave da Azul com partidas para várias cidades do país e do próprio interior de São Paulo, em 2010, teve movimentação de 4,2 milhões de passageiros até o momento. Dentro de algum tempo, algo semelhante deverá ocorrer no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, de onde a Azul passará a operar com aviões turbohelice (70 passageiros) para cidades secundárias como Montes Claros, Juiz de Fora e outras no interior do Estado.
O presidente do Conselho Empresarial do Turismo da ACMinas, Roberto Fagundes, avaliou que essa será uma medida muito importante para Minas."Isso demonstra o comprometimento da Azul em atender bem aos mineiros. Hoje já temos boas opções de voos em Confins e a ampliação na Pampulha certamente terá êxito. Além disso, quero reforçar que estamos trabalhando junto ao Governo de Minas para que seja viabilizada a instalação do Centro de Treinamento e Manutenção da Azul em Minas Gerais", afirmou.
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