Pelo Twitter, governadora declarou ontem que melhor avaliação é da área em Caxias do Sul
Caxias do Sul – A novela envolvendo a definição da área para a construção do novo aeroporto da Serra parece finalmente ter chegado ao fim. A governadora Yeda Crusius (PSDB) recebeu ontem o estudo feito pelo Departamento Aeroportuário (DAP) que aponta Vila Oliva como o melhor local. O parecer, entregue ainda ainda na semana passada ao secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, será agora encaminhado à equipe de transição do governador eleito Tarso Genro (PT).
De acordo com o estudo, Vila Oliva recebeu nota 9,69. A outra área, em Monte Bérico, interior de Farroupilha, teve avaliação de 5,34. O diretor do DAP, Fernando Coronel, explica que 15 itens foram avaliados. Entre eles, pontos como mata nativa, acidentes geográficos, densidade demográfica, vias de acesso e dimensões da área para a construção. O estudo teve um custo de R$ 25 mil, para a contratação de uma empresa para fazer as fotos de satélite das duas áreas.
Segundo Coronel, o que mais pesou no resultado final foi a extensão da pista. Pelo estudo, concluído em outubro, a pista principal terá 4,1 quilômetros, e a secundária, 3,1 quilômetros. Em Monte Bérico, não seria possível a construção de duas pistas. O aeroporto atualmente usado em Caxias do Sul, o Hugo Cantergiani, possui uma pista de 1,94 mil metros.
– O estudo foi feito em cima de duas fotos de satélite das áreas. Chegamos a uma pontuação levando em conta o tamanho da pista. Uma das áreas (Monte Bérico) não comporta essa pista. O estudo da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), de 2009, já apontava a área, mas não era conclusivo. Não teria porque construir outro aeroporto se fosse com extensão menor a essa, porque já tem o de Caxias. Em Vila Oliva, vai possibilitar terminal de cargas e pouso de aeronave maior – argumenta.
Além do tamanho da pista, outros pontos foram determinantes. Em Vila Oliva, o impacto urbano seria menor e o volume de terraplenagem, também. O fator neblina não tirou pontos de nenhuma área, porque a ideia é construir um aeroporto que já tenha condições de operar por instrumentos desde sua inauguração.
Em um primeiro momento, o aeroporto receberá aeronaves de até 300 passageiros, já prevendo uma ampliação para receber aviões com maior capacidade. Conforme Daniel Andrade, o estudo atende a um conjunto de exigências do Plano Aeroviário do Estado, revisado em 2003, que não teria sido atendido pela pesquisa anterior.
Segundo o secretário, o estudo da Anac, mesmo tendo indicado em 2009 a área de Vila Oliva, não atendia todas as exigências previstas. A contestação por parte da comunidade de Monte Bérico em relação ao parecer da Anac foi outro motivo para o novo estudo.
Fonte: Portal ClicRBS
Bom, para quem conhece a região, sabe que Vila Oliva é topografica e meteorologicamente (baita palavra) o local perfeito para a instalação do aeroporto, porém, só nisto mesmo. O acesso à localidade é precário e a distância para o centro de Caxias do Sul é de cerca de 30 km. É de conhecimento geral que o atual aeroporto de Caxias, mesmo com suas limitações de crescimento, atende muito bem esta cidade (3 km do centro) e também as vizinhas Farroupilha e Bento Gonçalves. Para quem vem destas duas cidades, terá que se deslocar cerca de 40 km a mais até Vila Oliva do que atualmente até o SBCX, o que acredito que vai matar o movimento... estes paxs com certeza irão seguir até o Salgado Filho, com passagens mais em conta e infinitas opções de horário. Se o aeroporto fosse instalado em Monte Bérico, como foi cogitado, a localização seria em um meio-termo entre Caxias, Farroupilha e Bento. Bem melhor, não acham?




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