[i]Obra do puxadinho também para
Infraero rescinde contrato com empresa por atraso e abandono das obras e não há previsão de reinício
Carla Borges
Depois de terem seu início adiado por várias vezes, as obras de instalação do módulo operacional provisório, o puxadinho que vai ampliar a sala de embarque do Aeroporto Santa Genoveva, foram mais uma vez paralisadas. O contrato com a empresa vencedora da licitação e responsável pela obra foi suspenso e os motivos foram atrasos no cronograma de execução da obra e abandono, alegou, em nota ao POPULAR, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Não há previsão para retomada das obras.
A Infraero informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que o contrato entre a Infraero e a empresa - cujo nome não foi revelado - está em processo rescisório. A nota informa que a estatal está "providenciando para que outra empresa retome os serviços e termine o empreendimento no menor prazo possível". Quando finalmente ficar pronta, nova sala de embarque terá 1,2 mil metros quadrados e dobrará a capacidade da atual, que não comporta o número de passageiros.
Ontem, O POPULAR mostrou que dois ônibus para transporte de passageiros e uma picape Toyota, todos zero-quilômetro e destinados ao atendimento do módulo provisório, estão parados há mais de um ano em um pátio do aeroporto. Também estão em Goiânia, em um galpão, dezenas de novos assentos que serão instalados na nova área de embarque provisória. Atualmente, os passageiros enfrentam grande desconforto e não há cadeiras disponíveis para todos nos horários de pico, tanto na sala de embarque como no saguão do aeroporto.
Sobre os ônibus, que serão usados para transportar passageiros até as aeronaves e também no desembarque, a Infraero informou que também está realizando licitação para contratação de mão-de-obra especializada para a condução dos veículos. A Infraero não respondeu, ontem, aos questionamentos feitos pela reportagem sobre quando as obras foram abandonadas, quanto da instalação do puxadinho já foi feito, quanto foi investido, quanto falta executar e, principalmente, se há previsão para retomada e conclusão das obras.
Infraestrutura Coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás, Raul Francé Monteiro diz que é necessário um grande investimento em infraestrutura aeroportuária, por parte da União, em todo o País. Francé reconhece, no entanto, que a situação do Aeroporto Santa Genoveva é uma das mais graves e insustentáveis. "A tendência no mundo todo é de crescimento da aviação, de compra de aviões, e o Brasil, com sua dimensão continental, precisa até mais do que os outros países", pondera o professor.
Para ele, a situação, como está, "já é um horror", mas a tendência é de piora, caso não sejam feitos pesados investimentos. "Estamos muitíssimo atrasados, a demanda reprimida por viagens aéreas, embora tenha crescido, ainda é grande", diz. Francé destaca que acima da Infraero, a responsabilidade é da União. "Regionalmente, a Infraero faz o que é possível com o que tem. O problema é na esfera federal. A empresa atende diretamente aos interesses federais. O dinheiro entra, vai para o cofre do governo federal, e ele o redistribui, da forma como acha adequado", resume Francé.
Especificamente em relação às obras de instalação do puxadinho do aeroporto de Goiânia, o professor disse ter estranhado a demora. "A empresa estava levando um tempo absurdo para executá-la e tudo indica que não estava preparada para isso", avalia. Um dos indícios, revelou o coordenador da PUC, foi que durante a obras, operários chegaram a cortar cabos de comunicação da torre de controle. "Se o superintendente de navegação aérea não tivesse agido rapidamente para evitar mais danos, a torre poderia ter ficado fora do ar", relata.
Serviços e indústria se mobilizam
Representantes do setor produtivo avaliam que a situação do Aeroporto Santa Genoveva tornou-se insustentável. "Para nós, é lamentável sob todos os aspectos. A indústria tem grande demanda por viagens aéreas, mas também nos preocupa o desconforto dos usuários do aeroporto", diz o coordenador técnico da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Welington da Silva Vieira.
Ele lembra que a última promessa feita pela Infraero era de que a obra do módulo provisório ficaria pronta em novembro do ano passado. "Se forem realizar nova licitação, não deve sair antes de novembro deste ano", observa. Além da questão dos passageiros, Vieira chama a atenção para o transporte de cargas que, atesta, também está sendo feito de forma precária. "O turismo de negócios em Goiânia está acabando e a maior parcela de culpa é do aeroporto", diz.
A intenção de dirigentes da Fieg e de outras entidades goianas, como o Fórum Empresarial, é fazer uma ampla mobilização, ainda para este mês, e pressionar por uma solução para as obras do aeroporto. "A questão agora é política e precisamos nos unir com o governo estadual e a bancada goiana para pressionar por uma solução", conclui Vieira.(Carla Borges)
fonte: www.opopular.com.br de 06/01/2011
Resumindo, continuaremos com o pior terminal por tempo indeterminado.
Infraero rescinde contrato com empresa por atraso e abandono das obras e não há previsão de reinício
Carla Borges
Depois de terem seu início adiado por várias vezes, as obras de instalação do módulo operacional provisório, o puxadinho que vai ampliar a sala de embarque do Aeroporto Santa Genoveva, foram mais uma vez paralisadas. O contrato com a empresa vencedora da licitação e responsável pela obra foi suspenso e os motivos foram atrasos no cronograma de execução da obra e abandono, alegou, em nota ao POPULAR, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Não há previsão para retomada das obras.
A Infraero informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que o contrato entre a Infraero e a empresa - cujo nome não foi revelado - está em processo rescisório. A nota informa que a estatal está "providenciando para que outra empresa retome os serviços e termine o empreendimento no menor prazo possível". Quando finalmente ficar pronta, nova sala de embarque terá 1,2 mil metros quadrados e dobrará a capacidade da atual, que não comporta o número de passageiros.
Ontem, O POPULAR mostrou que dois ônibus para transporte de passageiros e uma picape Toyota, todos zero-quilômetro e destinados ao atendimento do módulo provisório, estão parados há mais de um ano em um pátio do aeroporto. Também estão em Goiânia, em um galpão, dezenas de novos assentos que serão instalados na nova área de embarque provisória. Atualmente, os passageiros enfrentam grande desconforto e não há cadeiras disponíveis para todos nos horários de pico, tanto na sala de embarque como no saguão do aeroporto.
Sobre os ônibus, que serão usados para transportar passageiros até as aeronaves e também no desembarque, a Infraero informou que também está realizando licitação para contratação de mão-de-obra especializada para a condução dos veículos. A Infraero não respondeu, ontem, aos questionamentos feitos pela reportagem sobre quando as obras foram abandonadas, quanto da instalação do puxadinho já foi feito, quanto foi investido, quanto falta executar e, principalmente, se há previsão para retomada e conclusão das obras.
Infraestrutura Coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiás, Raul Francé Monteiro diz que é necessário um grande investimento em infraestrutura aeroportuária, por parte da União, em todo o País. Francé reconhece, no entanto, que a situação do Aeroporto Santa Genoveva é uma das mais graves e insustentáveis. "A tendência no mundo todo é de crescimento da aviação, de compra de aviões, e o Brasil, com sua dimensão continental, precisa até mais do que os outros países", pondera o professor.
Para ele, a situação, como está, "já é um horror", mas a tendência é de piora, caso não sejam feitos pesados investimentos. "Estamos muitíssimo atrasados, a demanda reprimida por viagens aéreas, embora tenha crescido, ainda é grande", diz. Francé destaca que acima da Infraero, a responsabilidade é da União. "Regionalmente, a Infraero faz o que é possível com o que tem. O problema é na esfera federal. A empresa atende diretamente aos interesses federais. O dinheiro entra, vai para o cofre do governo federal, e ele o redistribui, da forma como acha adequado", resume Francé.
Especificamente em relação às obras de instalação do puxadinho do aeroporto de Goiânia, o professor disse ter estranhado a demora. "A empresa estava levando um tempo absurdo para executá-la e tudo indica que não estava preparada para isso", avalia. Um dos indícios, revelou o coordenador da PUC, foi que durante a obras, operários chegaram a cortar cabos de comunicação da torre de controle. "Se o superintendente de navegação aérea não tivesse agido rapidamente para evitar mais danos, a torre poderia ter ficado fora do ar", relata.
Serviços e indústria se mobilizam
Representantes do setor produtivo avaliam que a situação do Aeroporto Santa Genoveva tornou-se insustentável. "Para nós, é lamentável sob todos os aspectos. A indústria tem grande demanda por viagens aéreas, mas também nos preocupa o desconforto dos usuários do aeroporto", diz o coordenador técnico da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Welington da Silva Vieira.
Ele lembra que a última promessa feita pela Infraero era de que a obra do módulo provisório ficaria pronta em novembro do ano passado. "Se forem realizar nova licitação, não deve sair antes de novembro deste ano", observa. Além da questão dos passageiros, Vieira chama a atenção para o transporte de cargas que, atesta, também está sendo feito de forma precária. "O turismo de negócios em Goiânia está acabando e a maior parcela de culpa é do aeroporto", diz.
A intenção de dirigentes da Fieg e de outras entidades goianas, como o Fórum Empresarial, é fazer uma ampla mobilização, ainda para este mês, e pressionar por uma solução para as obras do aeroporto. "A questão agora é política e precisamos nos unir com o governo estadual e a bancada goiana para pressionar por uma solução", conclui Vieira.(Carla Borges)
fonte: www.opopular.com.br de 06/01/2011
Resumindo, continuaremos com o pior terminal por tempo indeterminado.




Este tópico está trancado. =/








