Sim, despreendeu-se e foi a unica parte maior que sobrou...
JAL to bring back classic crane logo
Iniciado por F-BVFA, 17 Jan 2011 17:50
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#21
Postado 20 de janeiro de 2011 - 13:42
#22
Postado 20 de janeiro de 2011 - 13:44
ae, a empresa da aliança rebelde voltando!
#23
Postado 20 de janeiro de 2011 - 15:30
QUOTE(hugo bellini @ Jan 19 2011, 08:37 PM) <{POST_SNAPBACK}>
vou ser a voz dissonante aqui e, por favor não me apedrejem, mas prefiro o esquema atual da JAL.
dá pra contar nos dedos de uma mão quantos países têm uma bandeira tão simples e tão forte, que pode ser usada de maneira quase direta como esquema de pintura na sua "flag carrier" e ainda ficar bonito e marcante. acho incríveis os estabilizadores verticais da companhia hoje.
se a intenção em resgatar a garça é evocar os "bons tempos da aviação" como símbolo de um renascimento, e ainda economizar uns bons tostões com tinta, acho que a JAL falha no primeiro.
a meu ver, se a "história só se repete como farsa"*, é o saudosismo que doura a pílula. sem querer polemizar, mas acho que os bons tempos da aviação ainda estão por vir, com cada vez mais gente voando em aviões cada vez mais modernos e seguros para cada vez mais lugares no mundo. tudo bem que as companhias podem parar de espremer os pobres mortais na econômica, mas aí é outra discussão. quem voa F ou C, por exemplo, não tem por motivo pra achar que comer caviar numa viagem de avião pode ser melhor do que dormir num assento que vira cama e chegar descansado ao destino, fora todos os outros mimos (AVOD, por exemplo, que está disponível para os mortais tb) e serviços que as companhias foram agregando ao longo do tempo. sob a perspectiva do passageiro, esse é meu ponto de vista.
masssss, uma vez que se decidiu por resgatar a garça, acho que podiam dar uma atualizada na marca. não falo de mudar o logo em si, mas de inovar na maneira em que ele é usado no avião. talvez fosse o caso de mostrá-lo maior, ocupando boa parte da fuselagem, numa vista menos plana... sei lá. se meu photoshop tivesse em ordem aqui eu arriscaria alguma coisa, mas fico devendo essa. e sobre a fonte utilizada para o JAPAN AIRLINES, melhor nem comentar.
*essa vai pro Philoclimber!
dá pra contar nos dedos de uma mão quantos países têm uma bandeira tão simples e tão forte, que pode ser usada de maneira quase direta como esquema de pintura na sua "flag carrier" e ainda ficar bonito e marcante. acho incríveis os estabilizadores verticais da companhia hoje.
se a intenção em resgatar a garça é evocar os "bons tempos da aviação" como símbolo de um renascimento, e ainda economizar uns bons tostões com tinta, acho que a JAL falha no primeiro.
a meu ver, se a "história só se repete como farsa"*, é o saudosismo que doura a pílula. sem querer polemizar, mas acho que os bons tempos da aviação ainda estão por vir, com cada vez mais gente voando em aviões cada vez mais modernos e seguros para cada vez mais lugares no mundo. tudo bem que as companhias podem parar de espremer os pobres mortais na econômica, mas aí é outra discussão. quem voa F ou C, por exemplo, não tem por motivo pra achar que comer caviar numa viagem de avião pode ser melhor do que dormir num assento que vira cama e chegar descansado ao destino, fora todos os outros mimos (AVOD, por exemplo, que está disponível para os mortais tb) e serviços que as companhias foram agregando ao longo do tempo. sob a perspectiva do passageiro, esse é meu ponto de vista.
masssss, uma vez que se decidiu por resgatar a garça, acho que podiam dar uma atualizada na marca. não falo de mudar o logo em si, mas de inovar na maneira em que ele é usado no avião. talvez fosse o caso de mostrá-lo maior, ocupando boa parte da fuselagem, numa vista menos plana... sei lá. se meu photoshop tivesse em ordem aqui eu arriscaria alguma coisa, mas fico devendo essa. e sobre a fonte utilizada para o JAPAN AIRLINES, melhor nem comentar.
*essa vai pro Philoclimber!
Hogo, a idéia não é resgatar os bons tempos da aviação, que é uma idéia ampla, mas sim resgatar a história da companhia aérea, ou seja, uma idéia focada nela mesmo.
O grou-japonês faz parte do esquema de pintura da companhia desde 1954, estando presente em seus aviões até 2008, como destacou a notícia do jornal Yomiuri.
O press-release da JAL dá uma idéia melhor dos objetivos com o retorno ao logotipo que ela usou por tanto tempo, que tem como foco principal um retorno às origens tentando invocar em seus funcionários o estado de espírito que será necessário para reerguer a companhia.
O que a administração da JAL está fazendo no meu modo de ver é voltado principalmente aos japoneses, onde mais do que retornar à uma identidade ela quer retomá-la tendo como alicerce a tradição, grande característica da cultura do Japão.
O press-release feito pela JAL sobre a mudança na identidade visual pode ser lindo no endereço a seguir:
http://press.jal.co.jp/en/release/201101/001728.html
Um abraço.
#24
Postado 20 de janeiro de 2011 - 21:32
QUOTE(A345_Leadership @ Jan 20 2011, 12:25 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Entendo seus argumentos Hugo, talvez a idéia de dois logos poderia enfraquecer a marca.
Tudo bem que a JAL está em uma situação difícil (aos poucos está melhorando, incrementando frequências domésticas e inter), mas não precisa avacalhar. No Japão onde há schedules para aviões com pinturas especiais, vem essa palidez total. Se não querem gastar com uma branding agency, que faça um concurso interno - até elevaria a moral dos funcionários ao elaborar uma nova imagem para empresa.
Tudo bem que a JAL está em uma situação difícil (aos poucos está melhorando, incrementando frequências domésticas e inter), mas não precisa avacalhar. No Japão onde há schedules para aviões com pinturas especiais, vem essa palidez total. Se não querem gastar com uma branding agency, que faça um concurso interno - até elevaria a moral dos funcionários ao elaborar uma nova imagem para empresa.
Acho que o problema não é gastar com uma Branding Agency. Acho que tá mais para economizar na pintura mesmo. Lembro que alguem aki no CR disse que para a Gol transformar o VBE de VRG para GOL custou $150.000
#25
Postado 23 de janeiro de 2011 - 08:23
QUOTE(hugo bellini @ Jan 19 2011, 08:37 PM) <{POST_SNAPBACK}>
vou ser a voz dissonante aqui e, por favor não me apedrejem, mas prefiro o esquema atual da JAL.
dá pra contar nos dedos de uma mão quantos países têm uma bandeira tão simples e tão forte, que pode ser usada de maneira quase direta como esquema de pintura na sua "flag carrier" e ainda ficar bonito e marcante. acho incríveis os estabilizadores verticais da companhia hoje.
se a intenção em resgatar a garça é evocar os "bons tempos da aviação" como símbolo de um renascimento, e ainda economizar uns bons tostões com tinta, acho que a JAL falha no primeiro.
a meu ver, se a "história só se repete como farsa"*, é o saudosismo que doura a pílula. sem querer polemizar, mas acho que os bons tempos da aviação ainda estão por vir, com cada vez mais gente voando em aviões cada vez mais modernos e seguros para cada vez mais lugares no mundo. tudo bem que as companhias podem parar de espremer os pobres mortais na econômica, mas aí é outra discussão. quem voa F ou C, por exemplo, não tem por motivo pra achar que comer caviar numa viagem de avião pode ser melhor do que dormir num assento que vira cama e chegar descansado ao destino, fora todos os outros mimos (AVOD, por exemplo, que está disponível para os mortais tb) e serviços que as companhias foram agregando ao longo do tempo. sob a perspectiva do passageiro, esse é meu ponto de vista.
masssss, uma vez que se decidiu por resgatar a garça, acho que podiam dar uma atualizada na marca. não falo de mudar o logo em si, mas de inovar na maneira em que ele é usado no avião. talvez fosse o caso de mostrá-lo maior, ocupando boa parte da fuselagem, numa vista menos plana... sei lá. se meu photoshop tivesse em ordem aqui eu arriscaria alguma coisa, mas fico devendo essa. e sobre a fonte utilizada para o JAPAN AIRLINES, melhor nem comentar.
*essa vai pro Philoclimber!
dá pra contar nos dedos de uma mão quantos países têm uma bandeira tão simples e tão forte, que pode ser usada de maneira quase direta como esquema de pintura na sua "flag carrier" e ainda ficar bonito e marcante. acho incríveis os estabilizadores verticais da companhia hoje.
se a intenção em resgatar a garça é evocar os "bons tempos da aviação" como símbolo de um renascimento, e ainda economizar uns bons tostões com tinta, acho que a JAL falha no primeiro.
a meu ver, se a "história só se repete como farsa"*, é o saudosismo que doura a pílula. sem querer polemizar, mas acho que os bons tempos da aviação ainda estão por vir, com cada vez mais gente voando em aviões cada vez mais modernos e seguros para cada vez mais lugares no mundo. tudo bem que as companhias podem parar de espremer os pobres mortais na econômica, mas aí é outra discussão. quem voa F ou C, por exemplo, não tem por motivo pra achar que comer caviar numa viagem de avião pode ser melhor do que dormir num assento que vira cama e chegar descansado ao destino, fora todos os outros mimos (AVOD, por exemplo, que está disponível para os mortais tb) e serviços que as companhias foram agregando ao longo do tempo. sob a perspectiva do passageiro, esse é meu ponto de vista.
masssss, uma vez que se decidiu por resgatar a garça, acho que podiam dar uma atualizada na marca. não falo de mudar o logo em si, mas de inovar na maneira em que ele é usado no avião. talvez fosse o caso de mostrá-lo maior, ocupando boa parte da fuselagem, numa vista menos plana... sei lá. se meu photoshop tivesse em ordem aqui eu arriscaria alguma coisa, mas fico devendo essa. e sobre a fonte utilizada para o JAPAN AIRLINES, melhor nem comentar.
*essa vai pro Philoclimber!
hahahaha...gostei, meu caro! pena não ter podido te responder antes pq estou com cuidando da minha filhinha recém nascida e, precisava pensar um pouco na resposta que daria pra vc.
penso que o Thiago BHZ foi bem preciso nas suas palavras e concordo com ele, no entanto acho que o que vc quis dizer não é invalidado pela discordância que temos aqui - aliais nem sei se discordo completamente de vc. sua citação de Marx tenta sintetizar a sua opinião de que nos momentos os quais os homens podem criar novas condiçõs de existência para si mesmos, eles recorrem ao passado como uma forma de resgatar um fio condutor que os oriente, mas que os trai e os anula criativamente. Obviamente, para Marx, tal atitude não é uma atitude desinteressada, mas que representa interesses políticos de forças sociais hegemônicas, independente de suas intenções serem boas ou más. Daí a formulação dele de que as gerações anteriores governam as posteriores e de que, quando a história se repete, não é por uma coincidência, mas por mera tragédia ou farsa política direcionada.
No caso do logo da Jal o que vc falou e quase tudo o que eu desenvolvi se encaixa. o japão ainda é uma sociedade bem tradicional, apesar desse tradicionalismo não estar presente na prática econômica japonesa que é "modernamente" capitalista e tecnológica - aliais o japão é considerado há pelo menso duas décadas como símbolo de modernidade e criação. Neste contexto, o recurso a uma referência histórica a uma imagem tradicional de uma empresa de aviação pode ser encarado como uma farsa ou no mínimo uma contradição, pois podemos interpretar seu resgate não como um retorno às origens, mas como uma forma de esconder os reais motivos que levaram a JAL a quase falir vergonhosamente diante de uma das mais ricas economias do mundo: e nós sabemos pela imprensa quantos atos humanos vergonhosos existiram para o processo de sua derrocada!! Como vc mesmo disse, a Jal não precisaria negar o logo atual do sol nascente ou poderia pensar em um mix de logos - e a sugestão que mais gostei era a de manter o logo do tsuru com a inserção dos caracteres japoneses destacado o nome da empresa na fuselagem. todas essas sugestões se apoiam na opinião de que os tempos mudam e os símbolos e valores tb mudam de sentido e, como Marx concordaria, é dessa matéria que é feita a história, aliais como diz o próprio Marx no mesmo parágrafo do texto da citação que vc destacou: "Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado."*
acho que o seu pensamento vai de encontro tb a idéia "ingênua" estabelecida de que o mercado, e seus mecanismos numéricos e técnicos assim como seus atores subjetivos - consumidores e produtores, determina que símbolos serão vencedores e bem-sucedidos. embora seja visualmente poluidor, o uso de dois logos numa aeronave pode vir a se tornar a referência de uma nova forma de publciidade, basta haver interesse e trabalho para isso. ela se destacaria se assim procedesse tal como se destacaram as poucas cias de badeira que vc citou, ou melhor, que destacam suas identidades nacionais na cauda de seus aviões.
eu, racionalmente, tendo a concordar contigo, mas emocionalmente ver a Jal retomar o tsuru me deixa satisfeito -cresci vendo a Jal com esse logo e com a faixa cinza no bico e acho lindo: entra aí no meu julgamento uma consideração de gosto. Esse elemento emocional tb é uam formade controle...é uam forma de dizer: não perdemos o rumo, temos um sentido pelo qual viver...é tb uma forma de falsear a vida, de dar a ela um sentido único o qual ela não possui. vc está certíssimo quando opina e discorda de quase todos aqui. por que vivemos com tanta saudade do passado, por que relutamos em nos livrar das nossas certezas e investir trabalho e vida num novo caminho? Por que a Jal não poderia, no seu momento mais crítico, no seu momento mais "revolucionário" de possibilidade de mudança, optar por um novo símbolo que representasse uma nova forma de comercializar viagens aéreas? ela poderia fazer isso sim e mudar toda a relação com seus funcionários, passageiros, investidores e com as outras cias em geral: ela poderia dar o exemplo; e um novo símbolo, aliado a uma nova postura destacaria a Jal com força no mundo. em vez disso, parece que ela procura manter as aparências recorrendo ao passado...aliais, talvez Hugo, nao haja motivo para mudanças: o modo que a Jal escolheu para resolver seus problemas financeiros é tão velho como o tsuru: mamar nas tetas do Estado..o Estado tão desprezado e Estado aí entenda-se o povo que paga imposto!
Então pensar num novo símbolo só memso quando a mentalidade coletiva da empresa - pra nao dizer da humanidade - se orientar por valores que promovam cada vez mais a integração e a criação entre os homens e não o roubo do capital e mentira da superstição.
Portanto, tudo como antes no quartel de abrantes.
*18 Brumário, cap I, 1º §.
Editado por philoclimber, 23 de janeiro de 2011 - 08:24 .
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