A variabilidade na natureza é intrínseca. As ciências naturais, sejam elas quaisquer, mostram que isso é uma verdade.
No caso do ser humano, sempre houve tentativas de rotular, classificar etc. Se de um lado isso tem um lado muito bom, pois permitiu uma série de avanços, além de organização, certa sistemática e outras características que se mostraram ao longo da evolução histórica do homem, por outro lado, levam alguns a achar que o "diferente" é errado, esquisito, estranho etc., em alguns casos, que "precisa de solução final". Essa é a natureza do pensamento de extermínio, das eugenias aos regimes totalitários e ditaduras quaisquer. Se é assim e se a história ensina que são coisas ruins, por que a teimosia em não mudar essa essência igualmente ruim? De fato, a essência é a mesma!
Tipicamente o preconceito ocorre por algumas causas: medo e/ou ignorância são as principais.
Aceitar diferenças nos torna mais tolerantes e mais em equilíbrio com a natureza e com a sustentabilidade futura do próprio ser humano. Do contrário, a intolerância gera destruição, seja na forma de guerras, seja na forma de agressão física e/ou mental/falada, que seja a um indivíduo.
Aos "valentões" que se incomodam com o que o tópico cita, seria razoável que pensassem sobre as palavras que todos os colegas expuseram aqui. Ou, afinal, por que isso os "incomoda"? Qual o problema se a pessoa é de determinado jeito (e se ela é assim? qual o problema?) e postula um trabalho? Não há nada de errado nisso!
O mesmo se aplicaria a preconceitos que ainda existem com a mulher - igualmente devem sim ser combatidos. O ideal é combater isso com boa educação, com as crianças (futuras gerações); para quem extrapolar e já for "marmanjão", eventualmente com punições (aliás, parece que existe uma lei no estado de São Paulo - procurando no Google.. hum..., é a 10.948/2001).
Além disso, essa questão de "opção" é algo estranho. Por que, afinal, uma pessoa "optaria" por ser de uma forma para depois sofrer discriminação, gozação, bullying etc.? A refletir. O bom senso diz que não parece uma alternativa verossímil.
Aliás, sexo, raça, etnia etc. - nada disso deveria ser motivo para se "estranhar". Devemos pensar que somos seres humanos, valorizar mais o mérito e a beleza de cada um (seja ela qual for) e desprestigiar/combater os preconceitos.
Lembrem-se que a "solução" para os problemas de uma pessoa não é ela ficar "achando" a outra "errada" (aliás, seria presunção ela "se achar" com esta faculdade); é ela enfrentar seus próprios problemas, frustrações e não transferir (projetar), pior ainda de forma deselegante e/ou violenta, para "o outro", "o diferente". Fazer isso sobre minorias em condições desfavoráveis tem ainda outro nome: covardia.
Penso que não há nada de errado se transexuais participem de processos seletivos de empresas aéreas.