Com respeito aos patrícios além-mar, mas vejo que esta notícia surgiu lá por eles, enquanto aqui nada. Foi igual a época em que diziam que a Tam iria formar uma aliança lusófona com TAP, Taag e Tacv, e tudo era papo furado.
Pode ser que estejam fazendo blefes (tanto os lado de cá quanto lá). Mas vamos pensar (ou forçar a barra) que de fato há um interesse de alguma empresa brasileira em comprar a TP, lembrando que no máximo 25% ela pode ser vendida para membros não-UE:
GOL: como o Lipe disse, iria trazer know-how para as operações internacionais para a Gol, mas ao mesmo tempo o expertise da laranjinha em operações low-cost, além de malhas complementares;
TAM: seria o primeiro movimento da LATAM, mas será que a UE iria permitir uma empresa que iria ter o domínio de 50% das rotas do Atlântico Sul? Não vejo muita sinergia de hubs - uma vez que a JJ atende as principais praças européias saindo de GRU e GIG - mas seria um movimento de ganhar escala e um movimento mais ousado na qual ela e a IAG entram no capital da TP. Problemas: talvez a carga de compromissos financeiros que a Tam tem. Uma sinergia notável seria na manutenção, além de ter uma frota majoritariamente Airbus, contaria com CEMANs em GIG, POA, QSC, SCL e LIS.
AVB: pode ser uma surpresa, com a consolidação na América do Sul quase completa (afinal quem vai querer comprar a ARG?) o caminho para ganhar escala pode ser América Central/México ou Europa. Para a AVB teria acesso ao mercado europeu, a TP teria uma modesta malha da AVB - mas que tende a crescer.