A345,
[1] precisa chegar a tanto pra essa bendita integração? não bastaria, por exemplo, que o Grupo Sinergy "vendesse" 20% à Avianca, controlada pela Sinergy Ocean Air Colombia S/A?
dentro do limite atual de 20% de capital estrangeiro, acredito que já seria possível integrar a administração das duas empresas. mesmo porque a mudança à vista é de aumento na participação de capital estrangeiro mas permanecerá o veto ao controle por estrangeiros.
por isso minha indagação, se aqui e lá está tudo nas mãos dos Efromovich, por que a dificuldade? fico com a impressão de que a ONE não é prioridade para o grupo, apesar das reiteradas declarações do Fabio Villegas, CEO da Avianca, de que o Brasil será o principal foco deles.
[2] mas faz sentido também que se busque manter o controle do grupo na Colombia por "óbvias" razões tributárias, determinantes também na (cof!) fusão LAN-TAM, embora se dê pouquíssima atenção a isso.
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depois de uma pesquisa rápida no google agora e me deparei com outra versão para o arranjo acionário do grupo Avianca-Taca, que seria subsidiária de uma tal HoldCo, com sede nas Bahamas (olá, razões tributárias?) e cujos sócios seriam a Synergy Aerospace (67%) e Kingsland Holding, de El Salvador, com 33%. Para ser majoritário, a Avianca/Sinergy teria pago inclusive US$40mi.
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/...s-767984103.aspHugo, essa é a participação societária correta, mas a empresa com sede nas Bahamas é a Avianca-TACA Limited.
HoldCo na verdade é a abreviatura que se usa para o termo holding company, onde a holding company em questão é a Avianca-TACA Limited, cuja participação acionária é de 67% do grupo Synergy, proprietário da Avianca, e 33% da Kingsland Holding Limited, proprietária da TACA.
Ou seja, isso equivale a dizer que a Avianca controla a Avianca-TACA.
Quanto à questão de integrar à ONE à Avianca-TACA creio que o ponto levantado pelo A345 é bem importante.
Essa não é uma área que tenho conhecimento e, portanto, quem tiver fique à vontade para comentar o assunto, mas me parece que para a ONE integrar-se verdadeiramente à Avianca-TACA seria necessário que a Avianca tivesse participação majoritária na empresa.
Agora, enquanto essa participação majoritária não é possível, ela pode ser trabalhada como parceira, realizando, por exemplo, voos em codeshare ou mesmo cumprindo voos para a Avianca como já acontece com o A319 que voa entre São Paulo e Bogotá e, uma vez na Colômbia, tem realizado os voos da Avianca entre Bogotá e a Cidade do Panamá, livrando um avião da empresa colombiana para a realização de outros voos.
Quanto à importância da ONE para a Avianca-TACA, basta olharmos para as ações, que começaram em 2008 com o início da reestruturação da empresa, passando então para a implementação da marca Avianca em substituição à marca OceanAir e para o início das operações com os Airbus.
Essas ações devem inclusive se intensificar durante este ano pelo que temos lido aqui no Fórum, estando previsto o recebimento de mais de 15 aviões entre os F100 a serem repassados pela Avianca colombiana e os Airbus da família A320.
Um abraço.