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[LEILÃO] Safety Cards

O leilão de Safety Cards da TRANSBRASIL e da VASP foi encerrado. Em breve teremos novos leilões! Portanto aguardem pelas novidades!

Herbert Viana receberá indenização de R$400 mil


Já existem 23 respostas neste tópico, contribua você também!

#1 jambock

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Postado 09 de abril de 2011 - 12:05

Meus prezados:
Em sequência a
http://forum.contatoradar.com.br/index.php?showtopic=64431
Fabricante de ultraleve indenizará Herbert Vianna com R$ 400 mil
A fabricante de ultraleves Wd Flugzeugleichtbau, terá de indenizar o cantor Herbert Vianna em R$ 400 mil pelo acidente que matou a esposa do músico e o deixou paraplégico, em 2001, no município de Mangaratiba, no Rio de Janeiro.

Herbert ganhou a ação na qual afirmava de que o aparelho, pilotado por ele, estava com problema de fabricação na cauda. Durante o processo, ele provou na justiça que outros ultraleves do mesmo modelo também caíram , fazendo com que o fabricante reconhecesse o defeito e fizesse o recall das aeronaves.
Problema na cauda
Uma perícia realizada pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) constatou que o ultraleve, do mesmo modelo da aeronave do cantor, tem o material da causa degradado quando submetido a temperatura superior a 40 graus. Diante das provas, a 11ª Câmara Cível do Rio de Janeiro condenou o fabricante alemão a indenizar Herbert Vianna.

Ultraleve é um dos mais rápidos do mercado
O ultraleve pilotado por Herbert Vianna era um Fascination D-4, um dos mais rápidos ultraleves do mercado, podendo chegar a uma velocidade máxima de 270 km/h. Classificado como um ultraleve avançado, a aeronave tem capacidade para duas pessoas e peso máximo de decolagem de até 600 kg. Um avião leve como o de Herbert tem desempenho e estrutura capazes de suportar acrobacias aéreas. Mas para fazê-las, o piloto precisa ter o Certificado de Piloto Desportivo de acrobacia aérea.

O avião foi comprado da empresa representante no Brasil, a Ultraleger, de Fortaleza, que faz a montagem do ultraleve fabricado na Alemanha. O preço de um D-4 varia de US$ 40 mil a US$ 70 mil, dependendo do tipo de acessórios, por exemplo trem de pouso retrátil. O de Vianna é do topo da linha.
Nos ultraleves primários (como as asas delta) e nos básicos (de até 230 kg) é obrigatório o uso de capacete. No caso do avião de Herbert, portaria do então Departamento de Aviação Civil (DAC), disse na época do acidente que seu uso é apenas "recomendável".
fonte: diário de pernambuco.com.br


#2 GPWS

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Postado 09 de abril de 2011 - 19:20

QUOTE(jambock @ Apr 9 2011, 12:05 PM) <{POST_SNAPBACK}>
...fazendo com que o fabricante reconhecesse o defeito e fizesse o recall das aeronaves.


Se o fabricante reconheceu o defeito, R$ 400 mil é dinheiro de M**** pra uma pessoa que vive numa cadeira de rodas e que perdeu a esposa.

Péssima indenização. thumbsdown_still.png



#3 Omykron

    Coisa Ruim

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Postado 09 de abril de 2011 - 19:32

QUOTE(GPWS @ Apr 9 2011, 07:20 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Se o fabricante reconheceu o defeito, R$ 400 mil é dinheiro de M**** pra uma pessoa que vive numa cadeira de rodas e que perdeu a esposa.

Péssima indenização. thumbsdown_still.png

independente das conseqüências do acidente, como a morte da esposa e a paraplegia, ele efetuou manobras acrobáticas a baixa altura e sem ter a habilitação para tal.

#4 Hangar20

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Postado 09 de abril de 2011 - 19:44

QUOTE(Omykron @ Apr 9 2011, 07:32 PM) <{POST_SNAPBACK}>
independente das conseqüências do acidente, como a morte da esposa e a paraplegia, ele efetuou manobras acrobáticas a baixa altura e sem ter a habilitação para tal.


Entendo o que você disse, mas é uma situação complicada porque se o ultraleve tinha problema de fabricação e estava quente no dia, esses detalhes que você citou podem não ter sido relevantes, concorda?

De qualquer forma essa decisão é em primeira instancia, ainda cabe recurso.

Editado por Hangar20, 09 de abril de 2011 - 19:46 .


#5 Cesar Jet

    Springbok

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Postado 09 de abril de 2011 - 20:13

QUOTE(GPWS @ Apr 9 2011, 07:20 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Se o fabricante reconheceu o defeito, R$ 400 mil é dinheiro de M**** pra uma pessoa que vive numa cadeira de rodas e que perdeu a esposa.

Péssima indenização. thumbsdown_still.png


GPWS,
Também estou de acordo contigo!
Para uma empresa/companhia,o dinheiro de uma indenização, "sai na urina,é café pequeno"! o que "DÓI" para qualquer fabricante que se preze, é o fato de ela ter ERRADO!
O ERRO vir a público!

"Olha, nós erramos!"

Não há pior propaganda!

#6 Rodv

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Postado 09 de abril de 2011 - 21:24

QUOTE(Omykron @ Apr 9 2011, 08:32 PM) <{POST_SNAPBACK}>
independente das conseqüências do acidente, como a morte da esposa e a paraplegia, ele efetuou manobras acrobáticas a baixa altura e sem ter a habilitação para tal.


Isso foi confirmado / ou provado ?

Sds

#7 Mike Sierra

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Postado 09 de abril de 2011 - 21:30

QUOTE(Omykron @ Apr 9 2011, 07:32 PM) <{POST_SNAPBACK}>
independente das conseqüências do acidente, como a morte da esposa e a paraplegia, ele efetuou manobras acrobáticas a baixa altura e sem ter a habilitação para tal.

Concordo...está sim realizando manobras a baixa altura, colocando em risco sua vida, da passageira...e das pessoas em solo que nada haver com isso tinham

As regras do ar existem inclusive para falha de equipamento e sempre devem ser cumpridas...quem deveria pagar indenizações e ser preso é esse individuo.

#8 CabinCrew

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Postado 09 de abril de 2011 - 21:35

Alguem tem o link para o relatorio final desse acidente? Ja tentei achar no site do cenipa sem sucesso.

#9 Sydy

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Postado 10 de abril de 2011 - 07:11

QUOTE(Rodv @ Apr 9 2011, 09:24 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Isso foi confirmado / ou provado ?

Sds


Rodv,

Foi sim. Ele saiu do envelope do avião. O piloto matou a própria esposa e causou sua paraplegia. Agora, se o defeito foi fator contribuinte, não cabe a mim dizer. Leia o relatório do Cenipa e depois me diga o que vc achou.

Abração,

Sydy

#10 Landing

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Postado 10 de abril de 2011 - 13:56

QUOTE(Sydy @ Apr 10 2011, 07:11 AM) <{POST_SNAPBACK}>
Foi sim. Ele saiu do envelope do avião. O piloto matou a própria esposa e causou sua paraplegia.

mais um que trata a aviação como brincadeira!
se ele tivesse prejudicado apenas ele mesmo beleza, mas idiotas como esses sempre acabam prejudicando outras pessoas.

#11 dgud

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Postado 10 de abril de 2011 - 14:22

Mas sendo um ultraleve avancado uma aeronave experimental (e por isso, nao homologada), a empresa pode ser responsabilizada??

#12 marcelvinicius

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Postado 10 de abril de 2011 - 14:41

penso que o fato de ser homologado ou não, não tira a responsabilidade do fabricante do "produto" sobre os possíveis defeitos que o mesmo venha a ter, cause ou não acidentes...

#13 Thiago

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Postado 10 de abril de 2011 - 14:57

Perae...

Primeiro: O fascination NÃO É homologado para acrobacias. Se o fez, fez por conta e risco, isentando a empresa , no caso, de responsabilidades advindas da operação fora dos parâmetros estabelecidos pelo fabricante. Se fosse uma aeronave acrobática, como um RV-4 por exemplo, aí sim, qualquer problema estrutural, ou aerodinâmico, seria contribuinte ao evento. Entretanto, a regra primária do voo em aeronave experimental, é muito clara: ESTA AERONAVE NÃO ATENDE AOS REQUISITOS DE HOMOLOGAÇÃO. VOO POR CONTA E RISCO PRÓPRIOS!!!

Eu, particularmente duvido que essa aeronave iria se precipitar ao solo/mar se estivesse sendo operada dentro dos parâmetros normais, e não enfrentando condições para as quais o fabricante não endossa. O problema, que pelo que dizem, o fascination tem alta carga alar (asas mínimas) , muito arisco de arfagem, e muito frágil. Junta o item2 com o item 1 e se o cidadão resolver apertar as coisas, mesmo ao nível do mar, eis aí o risco muito mais próximo do que o normal.

Mais difícil do que o fabricante falar "nós erramos" , vai ser o Hebert dizendo " fiz m...... e matei minha esposa"



#14 Stratocruiser

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Postado 10 de abril de 2011 - 15:12

Penso que você tem toda a razão, Thiago. E tem mais: o fabricante reconheceu defeito no material e está fazendo recall, mas esse defeito não necessariamente causaria problemas em circunstâncias normais de voo.

Como se poder voar com um avião próprio, num local paradisíaco como Angra, ao lado da mulher, já não fosse suficientemente prazeroso, ainda foi buscar adrenalina em manobras, sem habilitação e com aeronave inapropriada...

QUOTE(Thiago @ Apr 10 2011, 01:57 PM) <{POST_SNAPBACK}>
[...]
Mais difícil do que o fabricante falar "nós erramos" , vai ser o Hebert dizendo " fiz m...... e matei minha esposa"

Buscar a indenização é uma forma de tentar provar à sociedade e a si próprio que possa não ter culpa. Já havia tentado na Justiça receber indenização da empresa que revendeu o aparelho, mas perdeu a causa no ano passado. Pelo visto vai ganhar agora do fabricante.

#15 marcelvinicius

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Postado 10 de abril de 2011 - 15:34

penso que o fato de ser homologado ou não (PARA VÔO), não tira a responsabilidade do fabricante do "produto" sobre os possíveis defeitos que o mesmo venha a ter, cause ou não acidentes...

é porque pensei na possibilidade de alguém que fabrica a própria máquina e sai voando por aí, sem registrar ou homologar nada
o que seria diferente de essa mesma máquina ser vendida por uma empresa... quer seja homologada ou não...



#16 Omykron

    Coisa Ruim

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Postado 10 de abril de 2011 - 15:45

QUOTE(Thiago @ Apr 10 2011, 02:57 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Mais difícil do que o fabricante falar "nós erramos" , vai ser o Hebert dizendo " fiz m...... e matei minha esposa"

e o pai dele não tentando aliviar a dor do filho.

#17 Sydy

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Postado 10 de abril de 2011 - 16:17

QUOTE(Thiago @ Apr 10 2011, 02:57 PM) <{POST_SNAPBACK}>
Mais difícil do que o fabricante falar "nós erramos" , vai ser o Hebert dizendo " fiz m...... e matei minha esposa"


Entre amigos ele já o fez. Ele sabe sim que exagerou a dose.

#18 CabinCrew

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Postado 10 de abril de 2011 - 19:24

se sabe porque ta processando a fabricante entāo?

#19 Fantinel

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Postado 10 de abril de 2011 - 20:57


O construtor e projetista,Wolfang Dallach, faliu a muito tempo e entregou a fábrica para bancos suiços, acho que em 2005 ou 2006.
O UL hoje é fabricado por um empresa da República Checa "http://www.uljih.cz". Não vai receber.... ranting_1.gif

#20 dgud

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Postado 10 de abril de 2011 - 23:14

QUOTE(marcelvinicius @ Apr 10 2011, 03:34 PM) <{POST_SNAPBACK}>
penso que o fato de ser homologado ou não (PARA VÔO), não tira a responsabilidade do fabricante do "produto" sobre os possíveis defeitos que o mesmo venha a ter, cause ou não acidentes...

é porque pensei na possibilidade de alguém que fabrica a própria máquina e sai voando por aí, sem registrar ou homologar nada
o que seria diferente de essa mesma máquina ser vendida por uma empresa... quer seja homologada ou não...


Mas homologar uma aeronave nao eh algo simples... Envolve MTO dinheiro, ensaios, prototipos, auditorias, etc... Mesmo pela FAR 23 eh um processo mto detalhista, com milhares de relatorios, etc...

Uma aeronave experimental, nao homologada, esta longe de ter o mesmo nivel de seguranca de uma aeronave homologada, e o cliente quando compra esta ciente disso.

Se for pensar que o fabricante tem responsabilidade sobre possiveis defeitos, a autoridade tambem tem permitindo o voo de aeronaves nao homologadas...

TODO acidente aeronautico eh causado por uma soma de fatores contribuintes, nao da pra dizer simplesmente que foi erro do piloto (ou fabricante). Se der uma olhada no anexo 13 da ICAO, vai ver que eh sugerido dividir os fatores contribuintes em fator material, operacional, meteorologico, etc.

Para as pessoas que acham que a culpa de um acidente eh unicamente de 1 pessoa, vale a pena dar uma lida nos modelos de falha do James Reason e o modelo SHELL.

Editado por dgud, 10 de abril de 2011 - 23:16 .






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